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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

03
Nov18

Vamos falar sobre... sexualidade

Uma temática que penso que sempre foi um bocado escondida no meu blog era a questão da sexualidade. Hoje em dia, é bastante comum as pessoas tirarem as suas conclusões sobre a sua identidade sexual e, essas conclusões são cada vez mais abraçadas com igualdade e menos discriminação (não invalidando aqueles casos lamentáveis que se ouve por aí). Portanto, para quebrar o tabú que por aqui se criou, ainda que involuntariamente, trago-vos a questão da sexualidade. 

Por ter a perfeita noção que é um assunto polémico e delicado, quero esclarecer que isto não é uma opinião (pelo menos não aquele tipo de opiniões que estão habituados a ver-me defender com unhas e dentes), muito menos um sermão ou uma tentativa de ofender suscetibilidades. Por esse motivo, peço desculpa previamente caso se sintam ofendidos. Não é de todo a minha intenção fazê-lo, até porque pessoalmente nada tenho contra.

Mas enfim, começando por expor a situação, após toda esta onda de exploração da sexualidade e descobrir a nossa identidade relativamente ao tema, eu questionei-me várias vezes se eu gosto de rapariga, e de todas essas vezes fico com aquela questão do "Nope, gosto demasiado de homens para gostar de mulheres". Em seguida, creio que seja importante salientar que questionei-me a mim própria acerca da questão de eu poder ou não ser bissexual e gostar de ambos. 

No entanto, ao longo do tempo fui chegando a uma conclusão - que não estou minimamente preocupada acerca da minha sexualidade. Eu sou daquelas pessoas que tem uma mente bastante aberta acerca de variados assuntos (como já deve ter dado para ver), e este é um deles. Não me preocupo com essa questão e, adotei há algum tempo aquela política do "O amor é universal, por isso nunca direi nada". 

Agora se me perguntarem se eu era capaz de beijar uma rapariga? Provavelmente sim, depende, mas era bem capaz. Se era capaz de ter um relacionamento amoroso com ela? Não, e isto não se deve a qualquer facto mirambulante que possa existir acerca de ser preconceituosa ou não, trata-se de uma questão de não conseguir fazê-lo porque gosto demasiado de rapazes.

Não sei o que isto pode significar ou se me preocupa sequer. Honestamente, sou 100% boy crazy e, penso que isso não vá mudar. Mas cá vamos nós tocar no mesmo tema, não tenho preconceito e nunca digo nunca porque não sei o dia de amanhã.

Talvez esta curta conversa (até porque o objetivo não é que seja tão feroz ou tão intensa como posts referentes a outro tema) tenha tido origem no facto de ter falado disto à hora de almoço com umas amigas, mas mesmo assim achei pertinente destapar um pouco aquele manto velho que esconde estes temas.

Espero não ter ofendido alguém com as minhas ideias, não era de todo mesmo a minha intenção e peço imensas desculpas se o fiz. Tenho amigos integrantes da comunidade LGBT e tenho imenso orgulho por se terem levantado para dar a cara pelo movimento e pela causa que abraçam. Desejo muita força na luta!

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