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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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27
Ago18

As minhas metas para o 11º ano

Hoje é oficialmente o último post de regresso às aulas. Decidi não continuar porque esta será a minha última semana de férias e desejo aproveitá-la ao máximo! 

Já partilhei várias metas para várias fazes da minha vida (acho que até aqui mesmo), no entanto decidi trazer um post sobre as metas que tenho a atingir para o próximo ano letivo, enquanto estudante e enquanto pessoa.

Talvez este vá ser um dos posts mais convencionais que vá fazer no que toca à reentré (gosto do nome, não vale a pena tentarem entender), mas sei que é um post que faz sentido para mim própria. Uso este tipo de partilha para me propor a realmente fazer algo e me prometer a mim mesma que vou fazer tudo ao meu alcance para atingir as minhas ambições.

Portanto, passando realmente ao post em si, deixo-vos aqui com as minhas metas para o meu 11º ano.

 

Goals.png

 

     ☆ Subir pelo menos um valor na média

É algo que influencia a minha entrada na faculdade. Apesar de ter tido uma média satisfatória no fim do ano, sei que sou capaz de atingir resultados muito melhores. Se for subindo gradualemente a média, tenho a certeza que vou chegar ao objetivo, mas claro que esta é uma daquelas metas a longo prazo, visto que não é chapa cinco e está feito.

 

     ☆ Fazer mais exercício físico

Infelizmente, por razões que vou abordar daqui a uma semana, receio que esta meta não se possa cumprir. É algo que dá que pensar pois não se trata de pregruiça (pelo menos não desta vez), mas de problemas extraordinários a mim, ou seja, sobre os quais não tenho qualquer controlo, e como tal forma de contornar a situação.

No entanto, não custa tentar, não é verdade? Afinal, a esperança é a última a morrer...

 

     ☆ Ser mais focada

Considero-me uma aluna que estuda muito, mas sem foco. Tenho grade dificuldade de estabelecer objetivos realizáveis, ou seja, pequenos que gradualmente acabam por vir aumentar a minha "caminhada".

Por isso, como já podem calcular, quando as coisas não correm tão bem como na minha cabeça, acabo por por a viola ao saco e desfocar completamente daquilo que tinha estabelecido antes. Não desisto, isso não faço, mas acabo por me desfocar e negligenciar aquilo que tinha prometido.

 

     ☆ Importar-me menos

Sinto que me importo muito, até mesmo demasiado, com a opinião dos demais, o que é profundamente ridículo. No entanto, acho que faz parte da minha natureza pois não me lembro de agir de outro modo. Não posso culpar esta minha dependência na idade ou na descoberta do mundo real, já que sempre me lembro de ter sido assim.

Importo-me demasiado, stresso-me demasiado. É algo que sei que não mudará do dia para a noite, mas é um aspeto que quero melhorar em mim.

 

     ☆ Ser mais confiante

Esta acaba por vir muito do ponto anterior. Desde que me conheço que sou muito insegura relativamente a tudo, mas com mais intensidade quando se trata da escola e dos trabalhos e testes que faço.

Por exemplo, basta eu não me sentir 100% orgulhosa do que fiz (o que é bastante diferente), ou lá está, ouvir uma opinião negativa, faz com que eu vá ficar insegura. Isto acontece muito com certos trabalhos práticos de algumas disciplinas práticas que tenho,  como nem a mim própria me consigo convencer, acabo por passar uma imagem aos restantes que para além de mostrar a minha insegurança e falta de orgulho perante o meu trabalho, faz com que eles, que até poderiam gostar do trabalho (porque verdade seja dita é que nem toda a gente tem o mesmo ponto de vista), não o façam visto que não os consigo convencer de que realmente é algo bom.

 

     ☆ Parar de procrastinar

Esta é uma das palavras que me define enquanto estudante e enquanto pessoa. Deixo tudo para a última da hora à custa desta caraterística, o que resulta na pressão, que resulta à falta de orgulho nos meus trabalhos, que resulta na insegurança, que resulta em menos três valores.

Acho que está na altura de eu aprender a fazer as coisas quando as tenho que fazer e não adiar muito, caso contrário transforma-se tudo numa bola de neve que vai acabar por me atropelar no caminho. 

 

     ☆ Focar-me mais em mim

Sou uma pessoa que gosto de ajudar os meus colegas de turma, no entanto, acabo sempre por sair um pouco prejudicada. Isto é, toda a gente precisava de mim, mas depois quando eu preciso que me retribuam o favor, essas pessoas acabam por não o conseguir fazer.

Por exemplo, apresentações orais são uma excelente ilustração do problema. Todos ensaiam comigo e me pedem opinião, eu ouço dou a minha opinião e tendo ajudar o máximo que conseguir. Chega a um ponto que eu sei as apresentações de toda a turma e me esqueço da minha, só que acabo por me safar tranquilamente.

Preciso que me ajudem numa pergunta do teste de matemática, só que as pessoas que me rodeiam e me pedem ajuda não percebem nada do assunto.

Com isto, sinto que tenho que me focar um pouco mais em mim. Várias vezes coloco-me a mim própria em último e saio prejudicada por isso, continuarei a ajudar os meus colegas mas sinto que tenho que aprender a parar.

 

     ☆ Melhorar e esforçar-me mais a Matemática

É a minha pior disciplina. Em parte por minha culpa, em parte por culpa do professor. Se ele não explicou bem e nem se preocupou em acabar a matéria, então uma parte da nota deve-se à preguiça que tem em trabalhar connosco. Por outro lado, deve-se também à preguiça que eu própria tenho em trabalhar sozinha.

Sei estudar matemática e sei aquilo que tenho que fazer para tirar, pelo menos, um 15. Mas não o faço. Desmotivo. E quando eu me desmotivo, nunca mais consigo entrar no ritmo e tirar grandes notas. Talvez este ano eu consiga, estou menos exausta e a matéria mudou. Novo ano, vida nova.

O meu objetivo é trabalhar mais, porque primeiro de tudo tenho que tirar boa nota pelo 11º ano, mas tenho que compensar a grande falha no 10º.

 

     ☆ Cortar distrações

E com isto não falo dos blogs, mas sim de várias pessoas que convivem comigo e não me fazer falta. Porque a verdade é que não fazem mesmo.

Não preciso de passar as minhas tardes com pessoas que me distraem dos meus objetivos, mas que pior que isso tudo, mal podem esperar por me verem pelas costas. Não gosto disso. Não quero isso. Não vou conviver com isso este ano. 

 

     ☆ Ler "Os Maias" de Eça de Queirós

Estão no meu livro, mas com esta coisa toda de agora ser opcional, a minha escola pode ou não decidir lecionar a obra. Mesmo que não o faça. Eu quero ler. E quero ler porque me interessa a história e porque quero perceber melhor a tão escandalosamente famosa obra. 

Tenho que ser sincera, já li e reli e fui obrigada rerreler "A Cidades e as Serras", detestei. Já estudei algumas obras de Eça de Queirós, por isso é que sei que tanto posso gostar como odiar, de qualquer forma penso que o primeiro cenário corresponderá à minha realidade. É precisamente por isso que preciso de ler, por pensar e não ter a certeza.

 

     ☆ Ir preparando-me para o exame

Não quero ser como muita gente que conheço que deixa tudo para a última da hora e depois anda aí a queixar-se e aos caídos. Não sou assim e não vou deixar que isso me aconteça.

Quando chegar a altura dos exames, quero estar preparada para o fazer e ter a certeza que vou sair dali com a noção de que fiz tudo ao meu alcance para atingir um bom resultado, que naquele exame está o melhor de mim. Aí sei que obterei um bom resultado, aí sei que a parte um das duas que me vão levar à faculdade estão feitas.

 

E basicamente estes são os meus objetivos principais. Claro que tenho outros mas decidi não colocar aqui porque são mesmo demasiado pessoais. Como tal, vão ficar aqui guardadinhos para a je.

 

 

08
Ago18

Back to School | Estar em Economia

Ontem falei um pouco do que significou estar em Economia e aquilo que sentia sempre que interagia com outras pessoas, incluindo todo o percurso que me levou a tomar a derradeira decisão. Hoje decidi trazer aquilo que é estar em Economia de forma mais objetiva, ou seja, aquilo que para vocês (se estiver aí alguém do meu curso, acuse-se) interessa realmente - as disciplinas e as dinâmicas de cada uma.

Primeiramente, quero dizer-vos que entendo perfeitamente o que se sente quanto a esta área. E entendo perfeitamente aquela pergunta por trás do tipo receio, é comum e não estão sozinhos. E eu vou fazê-la a mim própria e respondê-la o melhor que consigo por palavras minhas. Mas o que raio é Economia e o que é que se aprende?

Perguntei-me isto mesmo durante meses e ainda hoje não sei bem explicar de forma que fiquem a perceber. Economia A é uma disciplina que de certa forma estuda a população, o Homem, digamos assim. É uma Ciência Social que retrata a realidade do ser humano em sociedade numa vertente económica, ou seja, trata-se do estudo da atividade económica e dos fatores económicos. Sei que foi vago, mas há medida que eu falar das restantes disciplinas, vocês já vão ficar com uma ideia mais abragente.

A verdade é que o curso de Ciências Socio-económicas é um daqueles cursos para os quais nós vamos às cegas. Nunca tivemos certas disciplinas e nem fazemos uma mais pequena ideia sobre do que se tratam, e muitas vezes fazemos a típica exclusão de partes. Hoje vou dar-vos uma pequena noção daquilo que se tratam as disciplinas obrigatórias (não incluirá a opcional pois uns escolhem Geografia A e outros História B e não vale a pena falar de algo que nem todos têm).

 

Matemática A: É o bicho de sete cabeça que toda a gente pinta. Há quem obtenha altas classificações, depois existem pessoas como eu, cuja classificação é de 13 (miserável eu sei, tenho que trabalhar nisso). Considerei difícil (há que ter em conta que Matemática sempre foi a minha segunda pior disciplina teórica, seguida de Física e Química, nunca fui grande aluna, mas consegui tirar uma positiva bastante razoável) tendo em conta o meu nível. Comecei mal desde a lógica e desmotivei para o resto do ano, o que não é desculpa nem pode ser motivo para desleixar (não sigam o meu exemplo). Há matérias mais fáceis e outras mais difíceis, mas no geral é a disciplina que, para mim, exige mais trabalho. Esforcem-se desde o início e trabalhem todos os dias um pouco e com concentração, os resultados aparecerão.

 

Português: é uma disciplina transversal a todos os cursos e tive bastantes problemas com ela. No início do ano quase tirei negativa num teste, e ambas as classificações foram baixas. O primeiro período é, sem margem para dúvidas, uma dor de cabeça. Não querendo ser pessimista, mas é preciso saber interpretar até porque se trata de Português arcaico. No entanto, não é porque no início corre mal que depois se mantém. No meu caso, consegui subir bastante no resto da matéria e acabei com um excelente resultado. 

 

Inglês: É aquela disciplina que eu não dou feedback. Não quero ser convencida, mas a verdade é que eu não estudo para Inglês pelo simples motivo de saber a matéria toda de trás para a frente e de frente para trás. Fui reconhecida como bilingue pela minha professora, logo Inglês tornou-se a disciplina que me sobe ainda mais a média. Dá-se aquilo que se dá em quase todos os anos, mas confesso que o vocabulário me teria causado uns problemas se não pudesse recorrer ao uso de dicionário.

 

Filosofia: uma disciplina nova da qual ninguém faz ideia ao princípio. Ao contrário de muitos alunos, eu adoro Filosofia. Adoro todas as matérias sem exceção porque acho que são bastante interessantes, e não é uma disciplina tão teórica quanto isso. Eu acho que depende dos professores e do método de ensino, por exemplo, a minha professora não avaliava sempre os testes, nós fazíamos um teste e éramos avaliados por ele, mas depois tínhamos trabalhos e apresentações que contavam tanto quanto os testes, logo ajudava a subir a nota, mas também tornava as aulas mais interativas. Sem dúvida que é uma das minhas disciplinas favoritas.

 

Economia A: explicando melhor a disciplina. Está interligada com a História e com a Geografia, nomeadamente certos conteúdos que aprendemos no 3º ciclo (como a inflação, por exemplo) são explorados. No fundo sempre falámos de Economia, só não sabíamos que nome dar-lhe. No 10º ano damos uma introdução às Ciências Sociais, e em seguida começamos a falar do consumo, da produção, da distribuição, da repartição do rendimentos, dos mercados... 

Considero esta disciplina bastante interessante e é, sem dúvida, a minha favorita. Dá-me prazer estudar Economia pelo simples facto de gostar da matéria e gostar de perceber. Se me perguntam se gostei de tudo? Não, detestei, abominei os mercados (é a unidade que toda a gente ama). No entanto, apesar de parecer fácil, é uma daquelas disciplinas que exige muita dedicação porque é preciso saber muitas coisas e saber interligar conceitos. Algo que descobri é que nunca vou perceber tudo de uma vez, há coisas que demorarei anos a compreender porque simplesmente é assim. Não tenho maturidade para compreender. Tenho que saber, isso é certo.

 

Educação Física: consegui, surpreendentemente, ter nota superior a este desastre de disciplina que a Matemática. É assim, não há muito a dizer acerca disto. Dá-se o mesmo de sempre, gira o disco toca o mesmo.

 

Basicamente este foi o meu apanhado das disciplinas obrigatórias do curso. Eu posso dizer que é trabalhoso, e já cheguei a chorar de frustração graças à minha procrastinação. Lembrem-se só de uma coisa, ao procrastinarem, é menos uns pontos no teste. Eu passei o ano todo a fazer isto e cheguei ao fim do ano com uma média que apesar de boa, poderia ter sido melhor, se eu não tivesse passado o ano a deixar tudo para a última hora.

Desejo-vos sorte, independentemente do curso que tenham escolhido. Trabalhem e esforcem-se, mesmo quando as coisas começam a dar para o torto, lutem, peçam ajuda e verão que valerá a pena, nem que seja pelo facto de terem a consciência tranquila porque fizeram tudo o que estava ao vosso alcance.

08
Ago18

Back to School | A polémica das áreas

Todos chegamos a um ponto na vida em que temos que começar a tomar decisões relativas à nossa vida adulta e que, muito provavelmente, condicionam as pessoas em que nos tornaremos, bem como a carreira que levaremos.

Estas decisões chegam, em parte, numa fase em que ainda não estamos maduros o suficiente para entender quem somos e aquilo que gostamos e pretendemos para o futuro. Provavelmente deveria ter feito este post há meses atrás, mas não pensei que fosse a altura porque não queria influenciar a escolha de alguém, de forma alguma. Penso que esta escolha tem que ser baseada nas nossas próprias ideias e não nas opiniões dos restantes - o que, por um lado, foi o contrário do que eu fiz.

Com isto, vou aproveitar para explicar este ponto melhor. Para quem não sabe eu estou e Economia, o que foi uma decisão baseada na minha análise das hipóteses, mas também nas opiniões dos meus pais e de todos aqueles que me rodeavam. Isto é, toda a minha vida cresci com a ideia que teria que estudar para ser um médica, de preferência cirurgiã, de renome. Eu confesso que gostava da área, o que foi uma das razões pelas quais os meus pais insistiram, todos diziam que eu tinha vocação para o assunto e desde tenra idade tudo era muito definitivo relativamente a esse assunto. Isto até que dei por mim a perceber que Ciências e Tecnologias não era um curso para mim, não gostava de Física e Química e pouco ou nada percebia, sem dúvida era a minha pior disciplina e eu não tinha condições, ainda que possuísse os sonhos e os meios, para ir atrás e alcançar.

Com isto, certo dia disse ao meu pai que não queria seguir Medicina ou Ciências sequer, o que no início lhe custou muito a engolir. Perante esta situação pensei cá para com os meus botões "Carlota Isabel, vieste de ter tudo estipulado para estares a três meses das matrículas e não saberes nada. Sabes que Artes era algo que nunca te visualizarias a fazer, resta-te Humanidades ou Economia".

Confesso que a primeira opção foi Economia, mas rapidamente Humanidades ganhou terreno na minha mente. Eu era boa a todas as disciplinas que pudesse vir a ter, e sabia que se fosse para Humanidades teria boa média, não por considerar fácil, mas por mostrar aquilo que eu sou e porque estudar algo de que se gosta é mais simples.

Enfim, andei aí a ouvir opiniões de um lado e do outro, se por um lado tinha amigas que iam para Humanidades, por outro tinha amigas que iam para Ciências e ninguém ia para Economia. Tudo isso fez-me considerar "Quero mesmo estar sozinha?", mas não foi suficiente para me fazer render ao curso. Amigas da minha mãe, gente da família, todos opinaram, inclusive o meu pai que com grande desagrado disse "Se é para ser assim, ao menos vai para um curso com saídas".

Acabei por decidir que Economia era o caminho para mim, talvez por medo às saídas de Humanidades, talvez por receio de desiludir os restantes, no entanto, ainda que a minha decisão tenha sido influenciada por terceiros, penso que tomei a decisão correta. Em todos os cursos há uma disciplina que gostamos menos, no meu caso é Matemática A (a nota mais baixa que tenho, com 4 valores de diferença da segunda mais baixa).

Com isto, quero apelar a duas coisas. Seja qual tenha sido a vossa escolha, ela não é definitiva. Temos 14/15 anos quando fazemos a escolha, desde quando é que é suposto termos certezas? Caso não tenham conhecimento, até ao final do 1º período podem mudar de área sem perder o ano, o que é ótimo para pessoas que escolheram mal e não se identificam com o curso. Para além disso, onde é que está escrito que o que estudamos no secundário tem que ser obrigatóriamente aquilo que temos que seguir no Ensino Superior e ser para o resto da vida profissional toda?

Também quero reforçar algo. Nunca, mas nunca se achem superiores perante aquilo que escolheram. Todos os cursos têm a sua dificuldade, há cursos para os quais se pode ir independentemente da área que se escolhe, não se pode assumir que se o outro tivesse ido para a outra teria sido mais fácil, pois podia nem ser verdade. Todos somos bons ao que somos, o que para uns é fácil, para outros nem tanto.

Por outro lado, aproveito para compartilhar um episódio que me irritou bastante que se sucedou há umas semanas. Estive com um grupo de pessoas que se encontram agora no 11º ano na área de Ciências e Tecnologias e pronto, eu não estou a dizer isto para me "armar", mas contra factos não há argumentos, e a realidade é que eu tive uma média superior (consideravelmente até) à delas. Começaram a dizer que paguei as notas e que os meus testes são fáceis e os delas são mais difíceis, juro que só faltava dizerem que os meus testes de Biologia são mais fáceis que os delas (o que seria estúpido porque nem tenho a disciplina). A certo ponto indiretamente chamaram-me burra e diminuiram-me dizendo exatamente isto "Se estivessem em Ciências logo vias". É assim, por alguma razão eu escolhi Economia e estou bastante bem, não paguei por nenhum resultado mereci cada um deles e trabalhei para cada um deles também. Se tenho uma média mais alta é porque o meu estudo foi mais eficaz ou porque elas tiveram uma má adaptação, de qualquer forma não interessa.

Tudo isto para exemplificar o quão irritante estes "confrontos" pode ser. Sei que este post pode ter sido um pouco à toa, mas precisava mesmo de falar acerca do tema pois tenho sido confrontada regularmente por este tipo de "discriminação". Com isto tudo, e retendo apenas o essencial, as principais dicas para viver esta nova fase são não nos guiarmos pela cabeça dos nossos amigos, não vivermos agarrados ao pensamento limitado que as pessoas têm, mas também não praticar esse mesmo pensamento. Como podem imaginar, eu não gostei de ser minimizada, e certamente vocês também não gostariam de ser.

Enfim, sei que comecei esta série comercial de Back to School de forma demasiado filosófica, mas senti a necessidade de deixar bem claro aquilo que me irrita. 

Aproveito e pergunto se já vos aconteceu semelhante ou se já se depararam com situações destas assistindo ou interagindo. Gostava de saber melhor o outro lado da medalha.

 

26
Jun18

A minha primeira experiência no Secundário

Sei que já falei disto anteriormente, mas agora que tudo está definitivamente acabado (já recebi as notas e vou fazer a renovação de matrícula ainda esta semana), quero contar a minha experiência integral nesta coisa do secundário.

First things first, tive imensas disciplinas (frequento uma escola com programas próprios financiados pela Europa), algumas teóricas (disciplinas de exame) e algumas disciplinas práticas (disciplinas lecionadas no Ensino Superior). Apesar da grande carga horária, não sinto que tenha sido um ano muito difícil, no seu geral. Claro que houve matérias em que bloqueei, e cheguei a ter break downs.

Lembro-me de chorar de cansaço e frustração, ou porque esta stressada ou porque me sentia subcarregada ou porque os resultados nem sempre corresponderam às minhas expectativas. Recordo-me particularmente na altura em que fiz diretas a estudar, acabava por ir para os testes cheia de dores de cabeça e com vontade de vomitar para cima do teste.

Não desfazendo, também sei que houve momentos melhores. Por exemplo, orgulho-me particularmente das notas do 1º período (ainda que a média das mesmas me desse uma média muito mais baixa que aquilo que considerava), pois contradisse o padrão que todos me pintaram sobre a dificuldade do secundário.

Tenho que admitir que foi um ano muito difícil para mim. Entre ter que lidar com problemas pessoais, assuntos escolares, a adaptação a um sistema de ensino completamente diferente daquele ao que estava acostumada, e ao ver-me sem as minhas amigas do costume, que eram o meu porto seguro.

Fui para o colégio que frequento absolutamente sozinha. As minhas amigas seguiram o seu caminho, mas ainda se viam porque eram da mesma escola. Eu fiquei sozinha e tive que começar do zero. No início do primeiro período chorei com as saudades, sentia que não pertencia ao lugar onde me encontrava, não sentia grande confiança com as pessoas (como ainda não sinto com a maior parte), e quando as coisas corriam mal pessoalmente podia apenas mandar mensagem ao meu grande, especial amigo, que acabou por se afastar de mim a longo prazo (ainda falamos, mas já não tanto quanto antes).

Tenho que reconhecer, que ainda contando com todas as dificuldades a níveis de matéria (leia-se Matemática A em específico), dos problemas que tive que enfrentar durante este tempo, e ainda dos meus problemas de adaptação, consegui atingir o objetivo principal - a média com a qual o último aluno da Faculdade que pretendo frequentar entrou no ano passado.

Aproveito para compartilhar qual é a Faculdade que tenho debaixo de olho, que é a FEP (Faculdade de Economia do Porto). Assim, ainda que duvido que se interessem, compartilho com grande alegria que consegui uma média relativamente alta, suficiente para eu ter uma base no ingresso à Faculdade.

Assim, para todos aqueles que vão entrar agora no secundário, aconselho apenas que não temam o desenho exagerado que vos está a ser pintado, só vos cria ansiedade e isso não é benéfico. É preciso mais trabalho, mas mesmo assim, não é tão dramático quanto é pintado (a menos que não tenham qualquer hábitos de estudo).

Espero que os exames tenham corrido bem a todos aqueles que se proposeram a fazê-los, e muito boa sorte para aqueles que vão agora ingressar o Ensino Superior. Para aqueles que continuam no Ensino obrigatório, para o ano há mais, por isso aproveitem as férias enquanto podem (elas passam mais rápido que o que pensamos).

 

04
Jun18

5 Coisas que aprendi no Secundário

Olá! 

Sendo hoje um bela de uma segunda-feira (deu para sentir o sarcasmo? Não? Ok...), não por ser o início de uma nova semana, mas por ter sido dia de teste que me correu às mil maravilhas (claro, é que foi mesmo isso que aconteceu...) e ontem eu ter cometido o erro de pintar o cabelo (que me ficou a matar, literalmente), e claro ter que passar por aquele momento em que alguém muda de visual e chega à escola, acabando por ter todos em seu redor a mandar postas de pescada. Enfim, foi deveras um bom dia! Não podia ter corrido melhor!

Continuando, visto que esta semana começou da melhor maneira possível (só que não), decidi trazer um post que partilhe as cinco coisas que eu aprendi neste meu 10º ano.

 

1. A verdade das visitas de estudo

Até ao 9º ano, cada vez que ouvia falar nas palavras "visita de estudo" ficava com um sorriso radiante desenhado no rosto. Era uma grande satisfação para mim, porque a verdade é que significava menos aulas e mais diversão.

O 10º ano provou-me precisamente o contrário. Visitas de estudo são significado de perder quarta-feira, o que não é assim nada de tão transcendente porque só tenho aulas de manhã (e assim será até ao 12º ano, já que é política da escola que frequento), mas em contrapartida tenho que fazer trabalhos sobre a visita de estudo e aturar a outra turma, que é um sonho (ironia alert...).

Assim, visitas de estudo passaram a ser sinónimo de "Fogo, mais trabalho para mim! Eu não posso ter descanso, pois não?".

 

2. Mudar a data dos testes nem sempre é bom

É verdade, no Básico cada vez que convenciamos os professores a mudar a data dos testes costumávamos ficar muito mais aliviados. Não no Secundário.

É certo que mudamos sempre os testes para quando nos é benéfico, mas ainda assim, embora aquela semana nos vá saber muito melhor porque temos menos carga em cima, mais à frente nós vemo-nos sempre apertados porque surge sempre aquela ficha ou aquela apresentação relâmpago e pronto, eis uma boa forma de estragar a paz de um aluno.

 

3. Os mitos contados no Básico são falsos

"Brincam agora? Mas quando chegarem ao Secundário vocês vão ver! Os professores não vão estar cá a repetir definições, apanhaste muito que bem, não apanhaste desenrasca-te!". Frases destas e do género são aquilo que ouvi desde que entrei no 7º ano, todos os dias a toda a hora. A parte engraçada é que parecia tudo tão real que uma pessoa até acreditava. Pois, eu desminto tudo.

O Secundário é aquela fase em que em parte os professores se começam a casar demais para se preocupar com as coisas que nos irritava que os professores do Básico estivessem sempre em cima de. O que é completamente na boa, pelo menos para mim!

Mas não se preocupem, porque estes professores dizem o mesmo dos da Faculdade. Agora que penso, será que estão todos combinados para nos induzir em falsas expectativas e criarem-nos traumas muito antes de nos depararmos com a dita situação?

 

4. A maturidade dos alunos deixa a desejar

E com isto incluo-me no grupo, isto porque não sou mais que os meus colegas. Apesar de a expectativa relativamente ao nosso comportamento já ser mais elevada, a nossa maturidade é algo um tanto ou quanto... diferente.

Sucede-se que parece que ficamos mais imaturos, pelo menos foi aquilo que experienciei. O comportamento e atitudes de um aluno de Secundário, ainda que pareçam algo promissor no início, é semelhante ao estado do tempo nos últimos tempos. A gente bem se levanta com sol e um dia muito bonito, e do nada começa a chover torrencialmente e até a trovejar. 

 

5. As duas últimas semanas de aulas não são deixar andar

Pelo contrário. No Secundário, ainda se dá matéria e ainda se é infeliz o suficiente para ter trabalhos para apresentar de última hora, e não estou a exagerar. Recebi um trabalho para amanhã hoje, o que vale é que eu já tinha um back-up caso acontecesse, e um teste (que felizmente é opcional) na última semana de aulas.

Enfim, definitavamente o conceito de 3º período faz-se fácil esfumou-se completamente e só ficaram aquelas memórias doces e nostálgicas de quando eu podia fazer o que quisesse por esta altura. Ai as saudades!

 

E pronto, estas foram basicamente as cinco coisas que me lembrei de por na lista sobre as coisas que este 10º ano me ensinou. 

Aproveito para desejar boa sorte a todos aqueles que vão fazer exame este ano, a todos os que se vão candidatar à Universidade, a todos os que vão agora para o Secundário e bem, boa sorte para os meus companheiros do 10º ano que ainda têm mais um semaninha depois desta e compreendem aquilo que enunciei por aqui.

 

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