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Chávena de Chá das Cinco

É chávena de chá só que agora bebe-se café

Chávena de Chá das Cinco

É chávena de chá só que agora bebe-se café

Geração Morangos

Carlota, 21.12.18

É verdade que já era nascida nesta altura e que cresci com os Morangos com Açúcar, ainda que não tenha visto algumas das temporadas ou que não me lembre de todas elas.

Quando os Morangos com Açúcar apareceram, eu tinha um ano e, como tal, não me lembro de nada e penso que nem sequer via. No entanto, recordo-me perfeitamente de algumas temporadas, nomeadamente das últimas com a Sara Matos e com o David Carreira (temporada 7 e 8, respetivamente). No entanto, não posso dizer que sou propriamente parte da Geração Morangos porque não era adolescente na altura em que decorreram (ou nada que se parecesse).

Agora, anos depois, ando a rever, nomeadamente foi isso que fiz esta manhã toda. É completamente diferente, porque apesar de a vida deles ser muito diferente e até as circunstâncias serem completamente paralelas à minha, vejo tudo com uma perspetiva muito diferente da que via como criança.

E pronto, agora vão sair novos Morangos que eu vou ver (nem que seja para tecer a minha crítica), mas confesso não ter grandes expectativas...

Vamos ver, não é verdade? Quem mais revê de vez em quando e quem mais vai ver quandos saírem os novos?

Os 5 programas das crianças dos 00's

Carlota, 30.10.18

Como sabem, eu nasci no início do século (#colheitade2002 acusem-se) e, no fim desta década eu era ainda criança. No entanto, este post não irá apenas conter programas que começaram e acabaram durante a primeira década do século e milénio, bem como aqueles programas que acompanharam a minha infância. Com vocês, os 5 programas das crianças dos 00's.

5 kids shows.png

 1. Hannah Montana

Começando pelo classicamente, tipicamente óbvio. Hannah Montana foi aquele programa que todas as meninas e até meninos viam (apesar de os últimos não admitirem). Foi o programa de lançamento da Miley Cyrus (apesar de ela já ser atriz há muito, muitos anos) e eu adorava. Toda a questão de ela esconder a identidade e toda a questão do grupo dos três amigos era hilariante. Para não falar da vida familiar dela. Adorei, vi o filme, a série, e tinha as músicas todas gravadas no meu MP3 cor de rosa (quem se lembra dos velhos MP3? Ah pois, antes não havia telemóveis com Spotifys nem Youtubes, pelo menos as crianças não lhes tinham acesso, portanto...). Ah pois, minha gente, eu não brincava em serviço! Até comprav revistas da Bravo (e nem sabia ler ainda) só para ter os posters dela, lembro-me que até cheguei a ter o microfone! E lembro-me de pedir a peruca no Natal mas nunca a cheguei a receber, para o mal dos meus pecados...

 

2. Zack e Cody

E com esta categoria incluo "The Suite Life of Zack and Cody" e o seu spin-off  "The Sweet Life on Deck" (se não for este o título, peço desde já desculpas mas já foi há muitos anos mesmo). Eu lembro-me de ser uma doida por eles, eu adorava o Zack, especialmente. Confesso que hoje é estranho ver o Cole Sprouse em Riverdale, ainda mais moreno, quando a ideia que mais tenho dele era como o loirinho, inteligente e maníaco das limpezas, Cody Martin. Eu não era tão fanática como pela Hannah Montana, mas surpreendentemente, este era o meu programa favorito da Disney na altura. Nada superava mesmo. Paa verem o grau da situação, eu dizia que me ia casar com o Zack quando fosse grande (fun fact: eles têm dez anos a mais que eu, soo... mini Carlota, vamos ter que cancelar a boda, já podes parar de imaginar o vestido de noiva e a carruagem e a música quando entrasses na igreja, e podes parar de ter ciúmes da Maya também, nunca vai acontecer, fofa).

 

3. Sonny with a chance

Em português, "Sunny entre estrelas" que deu visibilidade à Demi Lovato. Eu lembro-me que era dos meus programas favoritos e que, se tivesse que escolher entre as três meninas Disney da altura, escolheria a Demi. O programa tinha imensa piada e era super diferente dos enredos comuns, para além do mais ela e o Chad eram um casal maravilha. Quem não gritou quando eles se beijaram? Eu sei que eu gritei!

A seguir ao Zack, eu ia casar-me com ele... mas bem, isto realmente vai de mal a pior, porque este não tem 10, não 11, não tem 12, mas sim 13 anos a mais que eu! Enfim, tem quase a idade para ser meu pai (exagerooo)

 

4. Feiticeiros de Waverly Place

Vamos lá ver uma coisa, meus amigos. Feiticeiros de Waverly Place não só nos deu a Selena Gomez como nos deu vibes Twilight a torto e a direito. É preciso lembrar o quão aquele beijo à chuva do Mason e da Alex foi real? Não, pois não?

É que não só nos dava vibes de Twilight como dava vibes de Harry Potter (apesar de aqui a "vergonha", como dizem as minhas amigas, não ter visto ainda). De todos os que falei era aquele que não me dizia tanto, até porque pronto, não me identificava tanto (ainda que a Alex seja um verdadeiro mood e a Harper uma autêntica diversão).

 

5. Life with Derek

E pronto esta era aquela série que eu corria para ir ver, até porque era transmitida às 16:00 e eu saía às 15:30, sendo que mais tarde transmitia às 17:30 e aí eu já não apanhava o episódio (ah pois, na altura não havia gravações automáticas e nunca ninguém sequer teria pensado que existiria).

Esta é uma produção canadiana, no entanto, foi transmitida pelo Disney Channel e ainda bem que assim foi porque eu era apaixonada pelo programa. Era tão divertido ver as discussões da Casey e do Derek e o enredo era qualquer coisa - duas famílias que se juntam. Há melhor, minha gente? Há melhor?

Enfim, para que saibam, este seria o meu quarto marido (acho que é óbvio quem o terceiro era, mas vocês podem tentar acertar, se quiserem. É muuuiiito fácil), só que lá está, a minha situação vai de mal a pior porque este não tem 13, não tem 14, mas sim 15 anos a mais que eu. Coitadinha da pequenina Carlota, por este andar fica sem marido... de vez. 

 

E basicamente, estes são os cinco programas que como criança dos 00's eu via. Claro que não são os únicos e que eu via muitos mais programas, até porque estes eram todos os que a Disney transmitia, e eu não via apenas e somente a Disney. Agora se quiserem saber mais, posso sempre fazer a parte dois e fazemos todos um throwback àquela altura. Quem alinha?

 

Review | Isabel

Carlota, 29.08.18

Há uns meses atrás partilhei convosco que estava a ver uma série apaixonante de um dos meus géneros favoritos - uma série histórica.

Muita gente me pergunta como é que eu gosto de séries históricas, dada a minha idade. É simples, eu gosto do real. Gosto de séries que me façam perceber e imaginar como as coisas realmente aconteceram. É assim que eu percebo se gosto de uma série histórica. Se eu pesquisar sobre a personagem histórica (eu sou um bocado nerdy neste aspeto) e vir que está bastante fiel à realidade, tão fiel ao ponto de me fazer imaginar que as coisas realmente foram assim e que a pessoa, sim porque aquelas pessoas existiram mesmo (à partida e não falando de séries como Reign, em que metade das personagens nem existiram, mas enfim não é essa a série da qual falarei), se sentiu mesmo daquela forma, então eu sei que é uma excelente histórica.

É por isso que eu posso dizer com toda a certeza que "Isabel" é uma série extremamente completa que retrata fielmente a vida da Infanta, da Rainha, da mãe, da filha, da irmã, da herdeira, e acima de tudo e ainda mais importante, da mulher por trás de uma das mulheres mais admiráveis e visionárias do seu tempo e provavelmente da História em si.

Conheci esta série após acabar "The White Queen" e "The White Princess". Sentia falta de ver uma nova série histórica, e visto que Victora e The Crown não me tinham seduzido o suficiente, andei a fazer umas pesquisas quando dei de caras, assim por acaso, com uma série chamada "Isabel". Ao ler a descrição percebi que era sobre a mulher da qual tinham falado mais que uma vez no "The White Princess" e pesquisei uma forma de poder começar a assistir de imediato, encontrando todos os episódios a serem publicados no Youtube Oficial da RTVE Séries, o que foi ainda mais fácil de ver.

Por isso, vamos lá dar-vos uma consciencialização daquilo que estou a falar.

 

Sinopse:

Esta série é uma biografia sobre Isabel I de Castela, a Católica.

A primeira temporada narra o período entre 1461 e 1474: do final de sua infância ao casamento com Fernando II de Aragão e sua difícil chegada ao trono.

A segunda temporada narra o período entre 1474 e 1492: desde sua coroação até a conquista de Granada e o início da jornada de Cristóvão Colombo.

A terceira série abrange os casamentos de Juana (futura Juana I de Espanha, a Louca) e Felipe, Arquiduque de Austria (futuro Filipe I de Espanha, o Charmoso) e Juan e Margarita de Austria (futura Governadora dos Países Baixos), as mortes subsequentes de Juan (Princípe de Astúrias), Isabel (Rainha Consorte de Portugal e Princesa de Astúrias) e todo o depois da morte de Juan, de Isabel, e o filho de Isabel, Miguel da Paz, junto com os casamentos de Catarina de Aragão e Maria de Aragão.

 

A minha opinião:

Foi, sem margem para dúvidas e sem pensar duas vezes sequer, a minha série histórica favorita de todos os tempos. 

Para além de vermos quem foi a Rainha e aquilo que fez, vemos a luta dela e acima de tudo conhecemos um lado da Isabel que muitos nunca chegaram a ver.

Vemos a mãe, vemos a avó, vemos a filha, a irmã, a tia, mas acima de tudo, vemos a mulher por trás dos retratos e dos feitos gloriosos. Vemos a mulher fora da armadura, aquela mulher que era capaz de cavalgar e fazer os seus soldados ganhar batalhas só com o poder da sua presença.

Acima de tudo, foi uma mulher excelente. A atriz que a interpretou, Michelle Jenner, fez um trabalho esplêndido de tirar as palavras da boca de qualquer um. Desde as cenas mais emocionais, às mais épicas, às mais felizes, às mais dolorosas, e àquelas que nos fazem pensar que perderemos a Isabel. A Michelle foi impecável desde o primeiro segundo.

Outra atriz que, pelo menos na minha opinião, sobressaiu imenso foi a Irene Escolar que protagonizou a Infanta D. Juana. Desde que a vemos pela primeira vez, apegamo-nos à forma como a protagoniza. Sendo que aparece apenas na terceira temporada e é uma das personagens mais importantes e com mais tempo de ecrã, a Irene desempenhou um papel bastante difícil, o de uma louca, mas de uma louca que era uma mulher com sentimentos e com bastante caráter, tal como a sua mãe. Por acaso estou bastante curiosa relativamente ao filme que fez sobre a sua personagem, vi o trailer e parece-me outra obra de arte.

Não reconhecendo apenas o trabalho dos atores, passo para falar do quão bem esta série foi produzida. Ainda que com um orçamento apertado, os produtores fizeram tudo ao mais mísero detalhe. Inclusive, a razão pela qual a Michelle foi imortalizada como Isabel é porque os produtores procuraram fazê-la parecer-se com a personagem que interpretou, ou seja, todas as roupas e a forma de vestir e até mesmo o cabelo, são inspiradas em estátuas e pinturas existentes em museus.

Desde os figurinos de todas as personagens, aos cenários e ao facto de terem procurado filmar em verdadeiras localizações como a Alhambra. É uma série super completa.

Um ponto que achei bastante interessante é que a primeira cena de cada temporada é a última cena da mesma, ou seja, é um pequeno spoiler do que acontece, sendo que ainda temos mais treze episódios cheios de intrigas até lá chegar. Para mim isso torna tudo ainda mais fascinante, pois deixa-me a pensar em como é que eles lá chegarão e como quando tudo parece perdido, eles arranjam sempre forma, nomeadamente ela.

Recomendo-a a toda a gente que, tal como eu, é apaixonada pela História. Isto fez-me querer saber mais, não só da própria Isabel, como das suas filhas e até mesmo netas. 

Próximamente, estreará uma série pela qual tenho estado à espera desde ano passado, a sequela de "The White Princess", "The Spanish Princess", que retrata a vida de Catarina de Aragão (aquela que para mim é a única e verdadeira Rainha de Inglaterra entre aquelas que casaram com o Henrique VIII. Melhor dizendo, não entre todas, mas certamente entre ela e a Ana Bolena, ela será sempre a verdadeira Rainha para mim).

Para além desta série, estou bastante ansiosa por ver "Carlos, el Rey Emperador" que fala sobre a vida de Carlos, neto da Isabel. Esta série segue então a vida dos Habsburgo enquanto a família mais poderosa da Europa, mas também de Isabel de Portugal (que convenhamos é a única razão pela qual estou tão interessada), a esposa e prima de Carlos. Falam dela como a sucessora digna da sua avó, quero analisar a situação pela minha própria cabeça e sendo que foi produzida pela RTVE, então sei que nada menos de extraordinário pode sair dali.

Enfim, não me alongando mais que aquilo que devia, deixo-vos aqui o trailer da primeira temporada.

 

 P.S.: Vivo para aquele "Ele mandará em Aragão, mas quem manda em Castela sou eu"

Comecei a ver Game of Thrones

Carlota, 31.07.18

Depois de anos e anos a fio a ouvir falar sobre esta série que é descrita pelo meu próprio pai como merecedora de comprar e manter os DVD's em casa (mas quem é que ainda compra DVD's hoje em dia?), eu decidi ceder e ver um episódio de GOT. E posso dizer que agora entendo. Entendo toda a euforia dos novos episódios.

Vi apenas um episódio e já tive muitos spoilers, no entanto, confesso que me cativou a continuar (o que acabei por não fazer por uma questão de tempo, não tem sido abundante nos últimos dias). Baseado no que sei já tenho uma personagem favorita, e não, eu não sou clichê o suficiente para dizer que é a Daenerys Targaryen ou a Arya Stark, mas quando eu vir mais episódios pode ser que afirme qual é, por agora permanecerá um segredo para todos.

Enfim, com isto arranjei um furinho na agenda e vou ver se vejo mais um episódio. Estou bastante curiosa. Quem aqui também já viu ou está a ver GOT?

Red Band Society | As histórias de jovens inspiradores

Carlota, 26.07.18

Vi esta série há mais de um ano e é, provavelmente, uma das séries mais bem realizada e produzida que vi. Não querendo comparar a outras séries sobre as quais disse o mesmo, algo que distingue esta série das restantes é o ambiente e o conteúdo.

Um trabalho de Steven Spielberg sobre um tema poucas vezes abordado, de uma forma tão fantástica e épica que deixa qualquer um sem saber como reagir. Mas deixando-me de filosofias, vamos lá dar uma ideia do que estou a falar.

 

Sinopse:

A história acompanha a vida de seis adolescentes com sérios problemas de saúde que vivem na ala infantil de um hospital. Leo Roth (Charlie Rowe) é um rapaz de dezasseis anos que sofre de cancro. Internado há um ano, ele sente-se frustrado com o seu tratamento. Leo divide o quarto com o recém chegado Jordi Palacios (Nolan Sotillo), um imigrante ilegal que foi para os EUA em busca de tratamento. Este sofre, também, de cancro e terá que passar por uma cirurgia. Jordi desenvolve um interesse por Emma Chota (Ciara Bravo), uma jovem que sofre de anorexia.

No grupo também estão Kara Souders (Zoe Levin), uma cheeleader que foi internada após desmaiar durante os treinos, e Dash Hosney (Astro), amigo de Leo que sofre de fibrose cística e está determinado a viver cada dia como se fosse o último. A história é narrada por Charlie (Griffin Gluck), um menino de doze anos que está em coma.

No elenco também estão Octavia Spencer, que interpreta a enfermeira Jackson, uma mulher durona e intuitiva, Rebecca Rittenhouse interpretando a enfermeira Brittany Dobler, uma novata na ala pediátrica, e Dave Annable é o Dr. Jack McAndrew, oncologista pediátrico.

 

Review:

Achei a série bastante interessante porque narra a história de diferentes perspetivas. Ainda que o Charlie narre a história, podemos ver como é que todas as personagens se relacionam, como se sentem e até mesmo como lidam as suas próprias doenças e problemas, bem como os dos outros.

É, sem sombra de dúvidas, uma história sobre viver, sobre lutar e dá-nos uma perceção completamente diferentes destes dois conceitos. Desde que vi a série que vivo a vida de forma diferente, pensamos sempre que estamos mal mas há sempre alguém que vive em piores situações que nós. Pode parecer uma série bastante pesada, pois mostra-nos seis lutas constantes de miúdos que têm como casa um hospital, mas é precisamente o contrário. É fácil de ver, é leve de ver e, pessoalmente, ensinou-me a viver e vez de me agarrar constantemente à negatividade.

Para os interessados, deixo aqui o trailer:

 

 

Aquele momento mundano...

Carlota, 12.07.18

... em que prevês tudo o que vai acontecer na série no início da temporada e tudo se concretiza num único episódio. Mencionaram as personagens que eu dizia que iam mencionar. Aconteceram as coisas que eu disse que iam acontecer. Foram reveladas coisas que eu disse que iam ser reveladas. Juro que quase chorei de emoção (especialmente quando referiram uma das melhores personagens da série inteira). Sinto-me super e já prevejo o que vai acontecer nos próximos episódios. 

Já agora também aproveito para dizer que fiquei foi rabujenta e ansiosa com o facto de terem acabado o episódio num momento emocionante que tornaria as minhas próximas previsões mais claras! Agora quero saber mais e vou ter que esperar uma semana!

Quem não conhece esta dor forte que nos corrói por dentro? Fãs de Game of Thrones, não vos acontece muito?

SKAM e o impacto na sociedade

Carlota, 25.06.18

SKAM, "Vergonha", em potuguês. Para os mais ligados às redes sociais são capazes de já ter ouvido falar da série norueguesa que se tornou viral por todo o mundo.

Retrata a história de um grupo de jovens de secundário que vivem em Oslo e frequentam a tão famosa escola - que é mesmo real e na maior parte dos atores estudou - Hartvig Nissens, mais conhecida como Nissen.

A série possui quatro temporadas em que, apesar de seguir as ligações dos jovens estudantes, centraliza um deles em cada uma das temporadas. Há vários temas referidos ao longo da série, temas tabu e que são importantes porque nos confrontam com uma realidade que não integra somente a sociedade norueguesa, como a sociedade mundial em que vivemos. São exemplos a religião, a desigualdade de géneros, a homossexualidade, o bullying, os distúrbios alimentares, a exclusão social... entre outros que não possuem tanto destaque.

Durante a primeira temporada, temporada que foca a Eva, somos apresentados àqueles que vão ser as personagens principais da série, entre eles as amigas da Eva, - Noora, Sana, Vilde e Chris - o namorado e o melhor amigo do mesmo - Jonas e Isak, respetivamente - e os rapazes mais velhos e populares da escola - os Penetradores, sendo os jovens com mais destaque os charmosos e populares William Magnusson e Chris Schistad.

Mas como é que todos eles se conhecem? Graças àquilo em que a série gira em volta, uma tradição norueguesa chamada Russ Bus. Basicamente, este consiste em comprar um veículo (autocarro, carro ou caravana), decorá-lo ao seu gosto. No último ano, os participantes fazem um desfile e festas no seu veículo, sendo premiados em diferentes categorias. A época do Russ abre a 20 de abril e acaba a 17 de maio, o dia da Constituição Norueguesa. Durante este período de tempo, os jovens devem vestir um macacão de uma cor só (vermelha, azul e preta, habitualmente) e organizarem as suas festas no seu bus, "enfrascando-se" em álcool, e tendo que ir às aulas.

O problema constante da série gira em torno do Russ Bus, sendo este a causa do relacionamento de muitos personagens, bem como das discussões entre eles e da organização das festas, onde alguns desentendimentos têm tendência em florescer.

O que pensei sobre a série? Achei pertinente. Identifiquei-me com algumas das situações retratadas e com os pontos de vista dos adolescentes em análise. É interessante ver o seu percurso, pois se muitos crescem, outros regridem (pelo menos na minha opinião).

No geral, recomendo a que vejam porque faz-nos ver o mundo de outra forma, e até porque as mensagens que passam aplicam-se sempre. After all "Everyone you meet is a fighting battle you know nothing about. Be kind. Always."

 

O que tenho andado a ver

Carlota, 04.04.18

Olá!

Nos últimos tempos, e especialmente nestas férias, comecei/retomei algumas séries, então resolvi fazer uma pequena lista das séries que tenho visto nas passadas semanas, cada vez que tive tempo para tal.

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|| Pretty Little Liars ||

 

Pretty Little Liars... eu e PLL temos uma relação interessante. Isto porque vi o primeiro episódio uma vez, e simplesmente parei porque detestei. Depois, passado uns meses, as minhas amigas convenceram-me a rever e eu lá me rendi. As minhas férias foram passadas a ver PLL, The 100, Shadowhunters, e mais tarde, Teen Wolf. Só que acabei por deixar de ver de novo, e esta é a primeira vez em meses que lhe estou a pegar.

Sabe bem ouvir as doidices da Hanna Banana de novo, aconselho a quem ainda não viu.

|| Gossip Girl ||

 

Outro caso semelhante ao de PLL, exceto pelo facto de Gossip Girl ser um programa de lazer. Eu vejo Gossip Girl quando estou triste, quando deito as garras de fora, ou simplesmente quando me quero divertir, e convenhamos é que é impossível não se divertir com a nossa Queen B do coração.

Outra série que recomendo a ver, e que é talvez a mais icónica e imortal das que vou apresentar aqui.

|| Isabel ||

 

 

É uma série histórica que fala sobre a Rainha Isabel I de Castela e que a acompanha desde pequena, até à sua morte.

Ainda não vi tudo, estou neste momento a acabar a segunda temporada, e confesso que ver a série foi das melhores coisas que já fiz.

|| The Tudors||

 

Não sei se vou continuar a ver, mas vi dois episódios até agora e pareceu razoável. No entanto, não acho nada de fantástico.

|| Victoria ||

 

Outra série história. Só vi o primeiro episódio, mas só a forma como foi escrito e desenvolvido já me fez ter a certeza que será a próxima série que acompanharei assim que acabar a Isabel.

 

 

 

The White Queen & The White Princess | Review

Carlota, 31.03.18

Olá!

Durante estes tempos mais parados estive a ver duas mini-séries que devo dizer que adorei!

Sempre fui mais virada para o supernatural e para a fantasia, mas no momento, ando completamente viciada em séries históricas, e estas não são exceção.

Indo por partes, vou proceder à minha review por ordem cronológica, ou seja, começando com The White Queen e passando, em seguida, à sua sequela The White Princess.

The White Queen é uma mini-séries produzida pela BBC no ano de 2013, sendo premiada com três Globos de Ouro e um Emmy (entre outros prémios de menor calibre) no ano seguinte. Foi inspirada por um dos livros da saga "The Cousin's War", escrito por Philippa Gregory, que nos remete para a época da Guerra das Rosas, disputada pelos York e pelos Lencastre, rosa branca e rosa vermelha, respetivamente.

A série acompanha a vida de Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson) desde que se torna viúva de John Grey, um apoiante da rosa vermelha, ou seja, dos Lencastre, até que se torna a Rainha Viúva Elizabeth (Dowager Queen Elizabeth ou Dame Grey).

Elizabeth Woodville aparece como uma viúva desamparada pela guerra com dois filhos por criar, Thomas e Richard Grey. Começa com ela a esperar pelo "usurpador" Rei Edward IV (Max Irons), de forma a mendigar-lhe pelas terras onde vivia com o seu marido, que havia falecido a lutar pelos Lencastre, em batalha.

De imediato, o Rei apaixona-se pela sua beleza e pede-lhe que faça o caso chegar até ele por escrito, que o mesmo tratará de lhe devolver o que procura.

 Após esse mesmo primeiro encontro, Edward fica cheio de desejo de Elizabeth, casando-se com ela e fazendo-a sua Rainha Consorte, o que desagrada a corte Yorkista, especialmente a sua mãe, Cecily, Duquesa de York (Caroline Goodall), e o seu primo, Richard Neville, Conde Warwich (James Frain) e o Kingmaker (Fazedor de Reis) da época. já que ela é uma plebeia, mais velha, com filhos e que fazia parte da Casa de Lencastre, já que a sua mãe, Jacquetta Rivers (Janet McTeer) havia sido dama de companhia da Rainha Margaret de Anjou (Veerle Baetens).

Ao longo da série, vamos assistindo a um contraste de lados e como se muda de lado tão facilmente. Transmite-nos intriga, drama, mas acima de tudo, os sentimentos que as personagens históricas devem ter sentido (claro que muito provavelmente no sentido mais romantizado da coisa).

Apesar das críticas positivas de que foi alvo, existe uma polémica em torno da mesma - o famoso incesto relativamente a Elizabeth de York (Freya Mavor) e Richard, Duque de Gloucester (Aneurin Barnard). É romantizado, ainda que não houvesse qualquer prova evidente de que a situação se tinha passado realmente, o que enfureceu os mais rigorosos a nível de veracidade histórica.

Acerca da série, eu fiquei furiosa com certas personagens, começando por amá-las e acabando a detestá-las. Todas elas são modeladas, todas sofrem alterações desde o início até ao fim. As que manifestaram uma mudança mais notável, foram no entanto, a própria Elizabeth Woodville e a sua cunhada, Anne Neville (Faye Marsay).

No entanto, a minha personagem favorita desta série é, sem dúvida alguma, uma das que menos aparece e que se revela apenas nos episódios finais como uma mulher crescida, a primogénita do casal central, Elizabeth de York.

E é pegando na minha adoração por esta personagem, que passarei à próxima série, na qual ela é a personagem principal.

The White Princess, é tal como The White Queen, uma adaptação de um livro escrito por Philippa Gregory, e que relata o fim da Guerra das Rosas e o começo da Era Tudor, uma das mais célebres da História Inglesa. Foi produzida em 2017 e teve uma renovação de elenco, apenas permanecendo-se Caroline Goodall como Cecily, Duquesa de York.

A série começa com o término de "The White Queen". Após a vitória de Tudor em Bosworth, Elizabeth de York (Jodie Comer) deve deslocar-se juntamente com a sua família (à exceção de Richard, Duque de York) para Londres, onde conhecerão o novo Rei de Inglaterra e futuro marido de Lizzie, Henry Tudor (Jacob Collins-Levy).

Apesar de o casamento de Lizzie e Henry estar arranjado com o propósito de acabar com a Guerra das Rosas de vez, juntando os lados oponentes num mesmo trono, a Inglaterra continua dividida, sendo em maioria uma país Yorkista, o que desagrada os Tudor e deixa a posição de Henry na "corda bamba".

Ainda que Lizzie esteja destinada a ser Rainha da Inglaterra, tal como a sua mãe um dia fora, esta não se mostra flexível e obediente, planeando e desejando colocar o seu irmão, Richard, no trono e restaurar a dinastia York, que se encontrava em pedaços no momento.

Todo este espírito "selvagem" enfurece Margaret Beaufort (Michelle Fairley), uma fanática religiosa que conspirou diversos anos contra os York, e que é a mãe do Rei, tendo vivido a sua vida desde que o deu à luz, com o intuito de o fazer Rei da Inglaterra, pois como a ouvimos dizer durante "The White Queen", essa era a vontade de Deus!

Assim, perante a rivalidade entre nora e sogra, surge a Viúva mais emblemática da Corte, Elizabeth Woodville (Essie Davis), que vê no casamento da sua filha uma forma fácil de colocar o seu filho, e legítimo herdeiro do trono inglês, no sítio onde este deve estar.

Durante a série, vamos ver conspirações contra Tudor, inclusive uma vinda do outro lado do Oceano, mais especificamente da Corte de Margaret de York, Duquesa da Borgonha (Joanne Whalley), ao vermos o aparecimento do Perkin Warbeck, suposto Princípe Richard, antigo Duque de York (Patrick Gibson) que vem, com o apoio dos escoceses, deitar Tudor abaixo e reinstituir York.

A este ponto, já muito tempo passou, e Henry e Lizzie estão mais próximos que nunca, para a desgraça de ambas Margaret Beaufort e Elizabeth Woodville. O casal já tem quatro filhos legítimos, - Arthur Tudor, Príncipe de Gales (Billy Barratt), Henry "Harry" Tudor, Duque de York (Woody Norman), Margaret Tudor (que mais tarde se tornara Rainha dos Escoceses) e Mary Tudor (que, no reinado do seu irmão, se torna Rainha da França) - o que faz com que Lizzie retire o apoio que tanto dava ao reinado do seu irmão no início da série, pois ela tornou-se uma Tudor.

Tal como a sua antecessora, The White Princess é uma série dramática que mostra e acompanha o nascimento de uma dinastia e tudo pelo que precisou de passar para ganhar a glória que conhecemos hoje em dia.

A minha personagem favorita manteve-se, a Elizabeth, que é chamada de Lizzie, veio a mudar imenso desde o primeiro ao último episódio, sendo aquela que mais vai mudando, bem como a sua prima, Margaret "Maggie" Plantagenet (Rebecca Benson), filha do seu tio George (representado por David Oakes em The White Queen) e da sua tia/prima Isabel Neville (representada por Eleanor Tomlinson em The White Queen).

Por outro lado, é possível acompanhar um pouco mais da vida da sua mãe, a Rainha Viúva, que está muito mais velha e mostra a experiência que adquiriu nos anos que passou na Corte, onde chegou sem qualquer noção do que a sua vida se tornaria, tentando guiar a filha para aprender a controlar as situações que lhe vão sendo postas, ainda que para o seu próprio benefício.

Em suma, devo dizer que "The White Queen" me pareceu uma série muito mais dramática e mais madura que "The White Princess", que acaba por ser um tanto quanto mais leve (um pouco pelo teor da época). Gostei de ambas por diferentes razões e aconselho a que vejam a série, deixando o breve aviso de que há cena que podem chocar os espectadores, daí quem não gostar de cenas mais "fortes", talvez não devesse assistir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Top 5 | As minhas séries favoritas

Carlota, 14.01.18

Olá!

Se há coisa que eu gosto de fazer é ver séries, já vi imensas e ainda planeio em ver outras quantas (nem que seja só pela fama, just to see if it's really that good). Com isto, achei que seria interessante fazer um post a falar do tema, talvez ajude alguém a responder àquela pergunta eminente - "Ver ou não ver? Eis a questão!".

Top 5 _ Séries favoritas.png

 

5. Outlander

 

Começando pelo fim e fazendo o caminho para o topo, a minha quinta série favorita é Outlander. Quando acabei de ver a minha primeira série histórica, fiquei viciada e tive a necessidade de começar outra com o mesmo contexto histórico (ou parecido, ao menos).

Basicamente, a série fala de uma enfermeira inglesa da Segunda Guerra Mundial, Claire Beauchamp. A situação inicial é a de um casal apaixonado que decide cruzar a fronteira e ir na sua "segunda lua-de-mel" à Escócia, como uma forma de passarem algum tempo de qualidade juntos após o fim da guerra, que os tinha separado durante meses.

Devo dizer que parece um pouco entediante, e que o próprio primeiro episódio o é. Talvez por ser a introdução à série, ou por eu ter tecido uma grande expectativa ao ler a sinopse. No entanto, ao decorrer dos episódios a situação vai-se tornando mais emocionante e a dúvida persiste - como é que Claire viajou no tempo e como será a reação aos demais ao descobrir que esta lhes havia mentido?

Ainda não acabei a primeira temporada (por falta de tempo), no entanto as minhas amigas começaram a ver depois de mim e já vão na segunda temporada, dizem que ficaram viciadas e completamente rendidas ao enredo.

4. Shadowhunters

 

Shadowhunters é aquele tipo de série que é diferente, talvez por ser baseada num livro, o que não é lá muito comum. Geralmente encontramos filmes baseados em livros, não séries.

A história gira em torno de Clarissa Fray, ou Clary, quando descobre no dia do seu 18º aniversário que havia todo um mundo completamente diferente do mundano em que vivia e que conhecia como sendo único, sendo que ela própria faz parte desse mundo completamente louco cheio de feiticeiros, vampiros, demónios, lobisomens e até mesmo caçadores de sombras!

É uma série que recomendo a todos os amantes da fantasia e do sobrenatural. Eu comecei-a há um ano e estou, neste momento, à espera do começo da 3ª temporada, que certamente contém grandes aventuras, tal como as temporadas anteriores. É fácil de ver porque não tem episódios muito grandes e cansativos de ver, é bastante bom para nos entreter e quando damos por ela... já acabamos a série e temos que enfrentar uns meses de espera.

3. Reign

"Long may she reign" (quem já viu compreenderá de onde vem).

Reign acompanha a vida de Mary Stuart, Queen of Scots desde que esta tinha 15 anos e era uma menina inocente e feliz, que era Rainha desde que era uma bebé, até ascender como uma Rainha poderosa que havia perdido a sua inocência. A história começa quando ela está na França para casar com o seu futuro Rei, de forma a garantir uma aliança forte e saudável que beneficia a Escócia, que se encontra à beira da ruína devido à guerra com os Ingleses, e como um meio de proteção para si própria.

Esta série, para todos os amantes de História não dizerem que os enganei, não é propriamente fiel à realidade. Digamos que é aquele tipo de série histórica que simplesmente escreve por linhas tortas. 

No entanto, é uma série excelente para passar tempo e para entreter. Vi-a rapidamente e devo dizer que me deixa imensas saudades. Tenho saudades de ver a Mary governar, bastantes!

2. The 100

 

The 100 é aquele tipo de série que nunca pensei que gostaria, vi apenas porque me apeteceu após alguma insistência das minhas amigas.

A história gira em torno de 100 jovens que viviam numa comunidade no espaço que são enviados para a Terra, quando esta tinha sido bombardeada e destruída pela radioatividade 97 anos antes. Assim que chegam, descobrem que a Humanidade não havia sido destruída como estes acreditavam anteriormente e que a Terra é um lugar perigoso, e não é pela radioatividade...

Esta série foi uma das séries que vi mais rapidamente de tão boa que é! Simplesmente conquistou-me de imeadiato, sem ser preciso passarem algum número de episódios. Talvez o facto de ser uma série futuristica me tenha feito gostar bastante dela. Para além disso, é baseada em livros, o que dá sempre aquele indício de ser bom.

1. Teen Wolf

 

Eu sei, eu sei... pouco ou nada a ver com aquilo que era esperado e com tudo aquilo que apresentei anteriormente. No entanto, foi a primeira série que vi a sério, logo marcou-me.

A história gira em torno de um adolescente de 16 anos chamado Scott McCall que é mordido por um lobisomem na noite anterior ao começo de um novo ano escolar, quando vai com o seu melhor amigo, Stiles Stilinski, para a floresta em busca de metade de um cadáver.

Esta série é ótima e uma vez que comecei a vê-la, percebi que apenas melhorava e não pude evitar vê-la numa semana. Infelizmente acabou em 2017, o que me deixou muito triste, mas eu estou crente que ainda irão fazer um spin-off!

E basicamente, estas são as minhas cinco séries favoritas. Não foi uma escolha fácil ordená-las, mas acho que expressei bem os meus gostos... mistos... aqui!