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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

28
Jul18

The Intern | A experiência vem com a idade

Ao longo desta semana consegui arranjar um furinho na minha agenda para fazer algo que já não fazia há algum tempo - procurar um filme e relaxar enquanto o via.

Desde o ano passado que me tornei uma pessoa de séries. Cada vez que tenho tempo (e também para aproveitar para criar assunto para posts) vejo sempre as minhas séries, tenho uma de quase todos os géneros, mas não é sobre séries que vim falar hoje. Em vez das típicas séries, trago um filme que já saiu há uns anos mas que foi recomendado por uma youtuber que sigo (sou a única que vai ver os vídeos antigos de certos youtubers?).

O filme chama-se "The Intern" e retrata realidades bastante controversas e paralelas, e tem como protagonistas Anne Hathaway e Robet De Niro (acho que só por aqui já podemos ter a certeza que o produto final não pode ser classificado como menos de "excelente").

 

Sinopse:

Ben Whittaker (Robert De Niro) é um viúvo com 70 anos que descobriu que a reforma não é tudo aquilo de bom de que as pessoas falam. Aproveitando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sénior de um site de moda, - About the Fit - criado e gerido por Jules Ostin (Anne Hathaway), com quem cria uma forte amizade.

 

Review:

Considerei o filme uma espécie de comédia leve agregada a um misto de emoções que são capazes de nos deixar em lágrimas. É uma história bastante interessante que nos transporta para aquilo que cada vez mais é o século em que vivemos. Uma cena que adorei foi quando Ben e Davis - um jovem estagiário que começa a desempenhar as suas funções no mesmo dia que Ben - ocupam as respetivas secretárias. Ao passo que Davis retira apenas instrumentos tecnológicos e os coloca em cima da mesa, Ben coloca em cima da mesa todos os componentes que já estão incluidos no computador.

Acompanha também a jornada de Jules como a criadora de um projeto, uma mãe, uma esposa, uma mulher com uma carreira brilhante que reúne todas as condições para continuar a crescer juntamente com o seu projeto, e como a sociedade a encara. Tal como já referi em reviews de filmes anteriores, não é comum vermos uma mulher no poder, muito menos a largar a vida de dona de casa e a deixá-la para os maridos. 

Por outro lado, podemos ver um pouco de Ben e como a sua experiência de vida acaba por ajudar Jules em termos profissionais, mas também pessoais. É interessante ver como as gerações mais jovens não ouvem as opiniões dos mais velhos graças à sua arrogância e às suas ideias pré-concebidas (eu própria sou reflexo da estupidez da minha geração), mas quando realmente erram e ouvem os conselhos que aqueles que viveram mais anos que eles, acabam por admitir toda a sabedoria que estão por trás dessas palavras.

Assim, posso dizer que recomendo este filme a 100% para quem está disposto a disfrutar de umas boas duas horas e a divertir-se, aproveitando também a simbologia que se encontra nesta longa-metragem - a experiência de vida é, por vezes, superior que aquela adquirida a partir da Educação. A competência não se mede a partir dos números das classificações dos testes, mede-se a partir da capacidade de atuar quando é necessário e de entender quando esse momento chega.

Uma vez mais, se despertei o interesse de alguém (ou se não despertei pode ser que isto desperte), deixo aqui o trailer:

 

 

26
Jul18

Red Band Society | As histórias de jovens inspiradores

Vi esta série há mais de um ano e é, provavelmente, uma das séries mais bem realizada e produzida que vi. Não querendo comparar a outras séries sobre as quais disse o mesmo, algo que distingue esta série das restantes é o ambiente e o conteúdo.

Um trabalho de Steven Spielberg sobre um tema poucas vezes abordado, de uma forma tão fantástica e épica que deixa qualquer um sem saber como reagir. Mas deixando-me de filosofias, vamos lá dar uma ideia do que estou a falar.

 

Sinopse:

A história acompanha a vida de seis adolescentes com sérios problemas de saúde que vivem na ala infantil de um hospital. Leo Roth (Charlie Rowe) é um rapaz de dezasseis anos que sofre de cancro. Internado há um ano, ele sente-se frustrado com o seu tratamento. Leo divide o quarto com o recém chegado Jordi Palacios (Nolan Sotillo), um imigrante ilegal que foi para os EUA em busca de tratamento. Este sofre, também, de cancro e terá que passar por uma cirurgia. Jordi desenvolve um interesse por Emma Chota (Ciara Bravo), uma jovem que sofre de anorexia.

No grupo também estão Kara Souders (Zoe Levin), uma cheeleader que foi internada após desmaiar durante os treinos, e Dash Hosney (Astro), amigo de Leo que sofre de fibrose cística e está determinado a viver cada dia como se fosse o último. A história é narrada por Charlie (Griffin Gluck), um menino de doze anos que está em coma.

No elenco também estão Octavia Spencer, que interpreta a enfermeira Jackson, uma mulher durona e intuitiva, Rebecca Rittenhouse interpretando a enfermeira Brittany Dobler, uma novata na ala pediátrica, e Dave Annable é o Dr. Jack McAndrew, oncologista pediátrico.

 

Review:

Achei a série bastante interessante porque narra a história de diferentes perspetivas. Ainda que o Charlie narre a história, podemos ver como é que todas as personagens se relacionam, como se sentem e até mesmo como lidam as suas próprias doenças e problemas, bem como os dos outros.

É, sem sombra de dúvidas, uma história sobre viver, sobre lutar e dá-nos uma perceção completamente diferentes destes dois conceitos. Desde que vi a série que vivo a vida de forma diferente, pensamos sempre que estamos mal mas há sempre alguém que vive em piores situações que nós. Pode parecer uma série bastante pesada, pois mostra-nos seis lutas constantes de miúdos que têm como casa um hospital, mas é precisamente o contrário. É fácil de ver, é leve de ver e, pessoalmente, ensinou-me a viver e vez de me agarrar constantemente à negatividade.

Para os interessados, deixo aqui o trailer:

 

 

12
Jul18

Os Incríveis 2 | Um filme para miúdos... e graúdos

14 anos após o lançamento do primeiro filme, a Pixar regressa com a sequela para "Os Incríveis", que fez parte da infância das crianças dos anos 90 e início dos anos 2000. 

"Os Incríveis 2" conta com melhores gráficos, mas continua a ser composto pelos mesmos ingredientes que fizeram com que tivesse sucesso na sua versão pioneira - trata-se de um balanço entre um filme de animação e super-heróis que salvam o mundo. Uma espécie de produção Marvel para os mais novos que tem vindo a despertar o interesse dos crescidos que assistiam ao primeiro filme enquanto comiam a "sopinha" e para aqueles que são os fãs dos dias de hoje. Sejamos sinceros, quem não gosta de um bom filme de super-heróis?

Mas o que torna esta longa-metragem tão especial? Penso que a resposta é um tanto ou quanto óbvia. Qual é o filme da Pixar que não possui uma mensagem por trás que é do agrado dos mais velhos? Bem me pareceu, posso adiantar que este não é exceção.

Ora, entrando em pormenores, começamos o filme com a informação que durante 15 anos os super-heróis eram ilegais, e como tal não podiam agir de forma a colaborar com a polícia e salvar os seres humanos. Perante a injustiça que faz com que os nossos heróis tenham que esconder a própria identidade e as suas habilidades extraordinárias, o mundo divide-se entre aqueles que acreditam na legalização dos protetores, e aqueles que acreditam que estes só trazem desgraças e complicações.

É aqui que a Pixar esconde a sua mensagem, sussurrando ao ouvido dos mais novos "Crianças, lutem por aquilo que acreditem porque ninguém o fará por vocês. Não se conformem e vão à luta, defendam aquilo em que acreditam e não parem até conseguirem conquistar isso mesmo", que tão maravilhados sugam cada segundo do filme. 

Sendo apoiados por um homem poderoso que traçou um plano para os ajudar a voltar ao ativo, os nossos super-heróis vão provar a todos os políticos que merecem levar o crédito e exercer aquela que é a paixão deles - ajudar, salvar e proteger aqueles que não o podem fazer.

E mais uma vez, a Pixar aproveita esta situação para desafiar a sociedade em que vivemos, dando-nos uma grande chapada de luva branca, tornando a Mulher Elástica a salvadora do povo e representante dos super-heróis, aquela que vai em missão para mostrar ao mundo que, ao contrário de como os media faziam parecer, ela e todos os seus companheiros tinham apenas como único objetivo proteger, salvar e cuidar daqueles que não o podiam fazer sozinhos.

Ao longo do filme somos confrontados com as dificuldades que a heroína sente ao estar longe dos seus filhos em trabalho, o que retrata a realidade de algumas mulheres. É interessante como sente mais dor ao estar longe da sua família, do que ao lutar contra os inimigos que a atormentam.

Por outro lado, assistimos a um Sr. Incrível ligeiramente afetado pelo facto de não ter sido ele o escolhido para a missão, mas também a um homem que tenta ser um bom pai e lidar com os seus três filhos e com as situações que estes o fazem passar - o namoro da filha que deu errado, a matemática que mudou e o faz não perceber nada do assunto, e a questão de ter um bebé que precisa de imensos cuidados, mas também de imensa atenção pois é uma autêntica bomba-relógio.

No geral, é um filme que contraria muito aquilo que vivemos na atualidade. Ainda que a mulher já tenha um emprego, as lidas da casa e o cuidado dos filhos recai sempre sobre ela, assim como o trabalho mais ausente sobre o homem. Mostra que ambas as figuras são capazes de conseguir desempenhar os papéis contrários igualmente bem, trazendo uma noção de igualdade.

Se é um filme feminista? Mostra, de facto, a emancipação da mulher, mas não considero que seja feminista. Acho que se trata de um apelo à mudança de mentalidades nas novas gerações para que se demonstre uma valorização igual de ambos os sexos.

Se vale a pena ver? Claro, recomendo bastante. Foi um filme que valeu cada cêntimo que dei para assistir, desafio-vos a vocês (mesmo que seja em casa) a perder um pouco do vosso tempo para darem umas boas risadas, pois independentemente da mensagem, é um filme alegre e divertido que me deixou soltar umas risadas.

 

 

25
Jun18

SKAM e o impacto na sociedade

SKAM, "Vergonha", em potuguês. Para os mais ligados às redes sociais são capazes de já ter ouvido falar da série norueguesa que se tornou viral por todo o mundo.

Retrata a história de um grupo de jovens de secundário que vivem em Oslo e frequentam a tão famosa escola - que é mesmo real e na maior parte dos atores estudou - Hartvig Nissens, mais conhecida como Nissen.

A série possui quatro temporadas em que, apesar de seguir as ligações dos jovens estudantes, centraliza um deles em cada uma das temporadas. Há vários temas referidos ao longo da série, temas tabu e que são importantes porque nos confrontam com uma realidade que não integra somente a sociedade norueguesa, como a sociedade mundial em que vivemos. São exemplos a religião, a desigualdade de géneros, a homossexualidade, o bullying, os distúrbios alimentares, a exclusão social... entre outros que não possuem tanto destaque.

Durante a primeira temporada, temporada que foca a Eva, somos apresentados àqueles que vão ser as personagens principais da série, entre eles as amigas da Eva, - Noora, Sana, Vilde e Chris - o namorado e o melhor amigo do mesmo - Jonas e Isak, respetivamente - e os rapazes mais velhos e populares da escola - os Penetradores, sendo os jovens com mais destaque os charmosos e populares William Magnusson e Chris Schistad.

Mas como é que todos eles se conhecem? Graças àquilo em que a série gira em volta, uma tradição norueguesa chamada Russ Bus. Basicamente, este consiste em comprar um veículo (autocarro, carro ou caravana), decorá-lo ao seu gosto. No último ano, os participantes fazem um desfile e festas no seu veículo, sendo premiados em diferentes categorias. A época do Russ abre a 20 de abril e acaba a 17 de maio, o dia da Constituição Norueguesa. Durante este período de tempo, os jovens devem vestir um macacão de uma cor só (vermelha, azul e preta, habitualmente) e organizarem as suas festas no seu bus, "enfrascando-se" em álcool, e tendo que ir às aulas.

O problema constante da série gira em torno do Russ Bus, sendo este a causa do relacionamento de muitos personagens, bem como das discussões entre eles e da organização das festas, onde alguns desentendimentos têm tendência em florescer.

O que pensei sobre a série? Achei pertinente. Identifiquei-me com algumas das situações retratadas e com os pontos de vista dos adolescentes em análise. É interessante ver o seu percurso, pois se muitos crescem, outros regridem (pelo menos na minha opinião).

No geral, recomendo a que vejam porque faz-nos ver o mundo de outra forma, e até porque as mensagens que passam aplicam-se sempre. After all "Everyone you meet is a fighting battle you know nothing about. Be kind. Always."

 

31
Mar18

The White Queen & The White Princess | Review

Olá!

Durante estes tempos mais parados estive a ver duas mini-séries que devo dizer que adorei!

Sempre fui mais virada para o supernatural e para a fantasia, mas no momento, ando completamente viciada em séries históricas, e estas não são exceção.

Indo por partes, vou proceder à minha review por ordem cronológica, ou seja, começando com The White Queen e passando, em seguida, à sua sequela The White Princess.

The White Queen é uma mini-séries produzida pela BBC no ano de 2013, sendo premiada com três Globos de Ouro e um Emmy (entre outros prémios de menor calibre) no ano seguinte. Foi inspirada por um dos livros da saga "The Cousin's War", escrito por Philippa Gregory, que nos remete para a época da Guerra das Rosas, disputada pelos York e pelos Lencastre, rosa branca e rosa vermelha, respetivamente.

A série acompanha a vida de Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson) desde que se torna viúva de John Grey, um apoiante da rosa vermelha, ou seja, dos Lencastre, até que se torna a Rainha Viúva Elizabeth (Dowager Queen Elizabeth ou Dame Grey).

Elizabeth Woodville aparece como uma viúva desamparada pela guerra com dois filhos por criar, Thomas e Richard Grey. Começa com ela a esperar pelo "usurpador" Rei Edward IV (Max Irons), de forma a mendigar-lhe pelas terras onde vivia com o seu marido, que havia falecido a lutar pelos Lencastre, em batalha.

De imediato, o Rei apaixona-se pela sua beleza e pede-lhe que faça o caso chegar até ele por escrito, que o mesmo tratará de lhe devolver o que procura.

 Após esse mesmo primeiro encontro, Edward fica cheio de desejo de Elizabeth, casando-se com ela e fazendo-a sua Rainha Consorte, o que desagrada a corte Yorkista, especialmente a sua mãe, Cecily, Duquesa de York (Caroline Goodall), e o seu primo, Richard Neville, Conde Warwich (James Frain) e o Kingmaker (Fazedor de Reis) da época. já que ela é uma plebeia, mais velha, com filhos e que fazia parte da Casa de Lencastre, já que a sua mãe, Jacquetta Rivers (Janet McTeer) havia sido dama de companhia da Rainha Margaret de Anjou (Veerle Baetens).

Ao longo da série, vamos assistindo a um contraste de lados e como se muda de lado tão facilmente. Transmite-nos intriga, drama, mas acima de tudo, os sentimentos que as personagens históricas devem ter sentido (claro que muito provavelmente no sentido mais romantizado da coisa).

Apesar das críticas positivas de que foi alvo, existe uma polémica em torno da mesma - o famoso incesto relativamente a Elizabeth de York (Freya Mavor) e Richard, Duque de Gloucester (Aneurin Barnard). É romantizado, ainda que não houvesse qualquer prova evidente de que a situação se tinha passado realmente, o que enfureceu os mais rigorosos a nível de veracidade histórica.

Acerca da série, eu fiquei furiosa com certas personagens, começando por amá-las e acabando a detestá-las. Todas elas são modeladas, todas sofrem alterações desde o início até ao fim. As que manifestaram uma mudança mais notável, foram no entanto, a própria Elizabeth Woodville e a sua cunhada, Anne Neville (Faye Marsay).

No entanto, a minha personagem favorita desta série é, sem dúvida alguma, uma das que menos aparece e que se revela apenas nos episódios finais como uma mulher crescida, a primogénita do casal central, Elizabeth de York.

E é pegando na minha adoração por esta personagem, que passarei à próxima série, na qual ela é a personagem principal.

The White Princess, é tal como The White Queen, uma adaptação de um livro escrito por Philippa Gregory, e que relata o fim da Guerra das Rosas e o começo da Era Tudor, uma das mais célebres da História Inglesa. Foi produzida em 2017 e teve uma renovação de elenco, apenas permanecendo-se Caroline Goodall como Cecily, Duquesa de York.

A série começa com o término de "The White Queen". Após a vitória de Tudor em Bosworth, Elizabeth de York (Jodie Comer) deve deslocar-se juntamente com a sua família (à exceção de Richard, Duque de York) para Londres, onde conhecerão o novo Rei de Inglaterra e futuro marido de Lizzie, Henry Tudor (Jacob Collins-Levy).

Apesar de o casamento de Lizzie e Henry estar arranjado com o propósito de acabar com a Guerra das Rosas de vez, juntando os lados oponentes num mesmo trono, a Inglaterra continua dividida, sendo em maioria uma país Yorkista, o que desagrada os Tudor e deixa a posição de Henry na "corda bamba".

Ainda que Lizzie esteja destinada a ser Rainha da Inglaterra, tal como a sua mãe um dia fora, esta não se mostra flexível e obediente, planeando e desejando colocar o seu irmão, Richard, no trono e restaurar a dinastia York, que se encontrava em pedaços no momento.

Todo este espírito "selvagem" enfurece Margaret Beaufort (Michelle Fairley), uma fanática religiosa que conspirou diversos anos contra os York, e que é a mãe do Rei, tendo vivido a sua vida desde que o deu à luz, com o intuito de o fazer Rei da Inglaterra, pois como a ouvimos dizer durante "The White Queen", essa era a vontade de Deus!

Assim, perante a rivalidade entre nora e sogra, surge a Viúva mais emblemática da Corte, Elizabeth Woodville (Essie Davis), que vê no casamento da sua filha uma forma fácil de colocar o seu filho, e legítimo herdeiro do trono inglês, no sítio onde este deve estar.

Durante a série, vamos ver conspirações contra Tudor, inclusive uma vinda do outro lado do Oceano, mais especificamente da Corte de Margaret de York, Duquesa da Borgonha (Joanne Whalley), ao vermos o aparecimento do Perkin Warbeck, suposto Princípe Richard, antigo Duque de York (Patrick Gibson) que vem, com o apoio dos escoceses, deitar Tudor abaixo e reinstituir York.

A este ponto, já muito tempo passou, e Henry e Lizzie estão mais próximos que nunca, para a desgraça de ambas Margaret Beaufort e Elizabeth Woodville. O casal já tem quatro filhos legítimos, - Arthur Tudor, Príncipe de Gales (Billy Barratt), Henry "Harry" Tudor, Duque de York (Woody Norman), Margaret Tudor (que mais tarde se tornara Rainha dos Escoceses) e Mary Tudor (que, no reinado do seu irmão, se torna Rainha da França) - o que faz com que Lizzie retire o apoio que tanto dava ao reinado do seu irmão no início da série, pois ela tornou-se uma Tudor.

Tal como a sua antecessora, The White Princess é uma série dramática que mostra e acompanha o nascimento de uma dinastia e tudo pelo que precisou de passar para ganhar a glória que conhecemos hoje em dia.

A minha personagem favorita manteve-se, a Elizabeth, que é chamada de Lizzie, veio a mudar imenso desde o primeiro ao último episódio, sendo aquela que mais vai mudando, bem como a sua prima, Margaret "Maggie" Plantagenet (Rebecca Benson), filha do seu tio George (representado por David Oakes em The White Queen) e da sua tia/prima Isabel Neville (representada por Eleanor Tomlinson em The White Queen).

Por outro lado, é possível acompanhar um pouco mais da vida da sua mãe, a Rainha Viúva, que está muito mais velha e mostra a experiência que adquiriu nos anos que passou na Corte, onde chegou sem qualquer noção do que a sua vida se tornaria, tentando guiar a filha para aprender a controlar as situações que lhe vão sendo postas, ainda que para o seu próprio benefício.

Em suma, devo dizer que "The White Queen" me pareceu uma série muito mais dramática e mais madura que "The White Princess", que acaba por ser um tanto quanto mais leve (um pouco pelo teor da época). Gostei de ambas por diferentes razões e aconselho a que vejam a série, deixando o breve aviso de que há cena que podem chocar os espectadores, daí quem não gostar de cenas mais "fortes", talvez não devesse assistir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14
Jan18

Top 5 | As minhas séries favoritas

Olá!

Se há coisa que eu gosto de fazer é ver séries, já vi imensas e ainda planeio em ver outras quantas (nem que seja só pela fama, just to see if it's really that good). Com isto, achei que seria interessante fazer um post a falar do tema, talvez ajude alguém a responder àquela pergunta eminente - "Ver ou não ver? Eis a questão!".

Top 5 _ Séries favoritas.png

 

5. Outlander

 

Começando pelo fim e fazendo o caminho para o topo, a minha quinta série favorita é Outlander. Quando acabei de ver a minha primeira série histórica, fiquei viciada e tive a necessidade de começar outra com o mesmo contexto histórico (ou parecido, ao menos).

Basicamente, a série fala de uma enfermeira inglesa da Segunda Guerra Mundial, Claire Beauchamp. A situação inicial é a de um casal apaixonado que decide cruzar a fronteira e ir na sua "segunda lua-de-mel" à Escócia, como uma forma de passarem algum tempo de qualidade juntos após o fim da guerra, que os tinha separado durante meses.

Devo dizer que parece um pouco entediante, e que o próprio primeiro episódio o é. Talvez por ser a introdução à série, ou por eu ter tecido uma grande expectativa ao ler a sinopse. No entanto, ao decorrer dos episódios a situação vai-se tornando mais emocionante e a dúvida persiste - como é que Claire viajou no tempo e como será a reação aos demais ao descobrir que esta lhes havia mentido?

Ainda não acabei a primeira temporada (por falta de tempo), no entanto as minhas amigas começaram a ver depois de mim e já vão na segunda temporada, dizem que ficaram viciadas e completamente rendidas ao enredo.

4. Shadowhunters

 

Shadowhunters é aquele tipo de série que é diferente, talvez por ser baseada num livro, o que não é lá muito comum. Geralmente encontramos filmes baseados em livros, não séries.

A história gira em torno de Clarissa Fray, ou Clary, quando descobre no dia do seu 18º aniversário que havia todo um mundo completamente diferente do mundano em que vivia e que conhecia como sendo único, sendo que ela própria faz parte desse mundo completamente louco cheio de feiticeiros, vampiros, demónios, lobisomens e até mesmo caçadores de sombras!

É uma série que recomendo a todos os amantes da fantasia e do sobrenatural. Eu comecei-a há um ano e estou, neste momento, à espera do começo da 3ª temporada, que certamente contém grandes aventuras, tal como as temporadas anteriores. É fácil de ver porque não tem episódios muito grandes e cansativos de ver, é bastante bom para nos entreter e quando damos por ela... já acabamos a série e temos que enfrentar uns meses de espera.

3. Reign

"Long may she reign" (quem já viu compreenderá de onde vem).

Reign acompanha a vida de Mary Stuart, Queen of Scots desde que esta tinha 15 anos e era uma menina inocente e feliz, que era Rainha desde que era uma bebé, até ascender como uma Rainha poderosa que havia perdido a sua inocência. A história começa quando ela está na França para casar com o seu futuro Rei, de forma a garantir uma aliança forte e saudável que beneficia a Escócia, que se encontra à beira da ruína devido à guerra com os Ingleses, e como um meio de proteção para si própria.

Esta série, para todos os amantes de História não dizerem que os enganei, não é propriamente fiel à realidade. Digamos que é aquele tipo de série histórica que simplesmente escreve por linhas tortas. 

No entanto, é uma série excelente para passar tempo e para entreter. Vi-a rapidamente e devo dizer que me deixa imensas saudades. Tenho saudades de ver a Mary governar, bastantes!

2. The 100

 

The 100 é aquele tipo de série que nunca pensei que gostaria, vi apenas porque me apeteceu após alguma insistência das minhas amigas.

A história gira em torno de 100 jovens que viviam numa comunidade no espaço que são enviados para a Terra, quando esta tinha sido bombardeada e destruída pela radioatividade 97 anos antes. Assim que chegam, descobrem que a Humanidade não havia sido destruída como estes acreditavam anteriormente e que a Terra é um lugar perigoso, e não é pela radioatividade...

Esta série foi uma das séries que vi mais rapidamente de tão boa que é! Simplesmente conquistou-me de imeadiato, sem ser preciso passarem algum número de episódios. Talvez o facto de ser uma série futuristica me tenha feito gostar bastante dela. Para além disso, é baseada em livros, o que dá sempre aquele indício de ser bom.

1. Teen Wolf

 

Eu sei, eu sei... pouco ou nada a ver com aquilo que era esperado e com tudo aquilo que apresentei anteriormente. No entanto, foi a primeira série que vi a sério, logo marcou-me.

A história gira em torno de um adolescente de 16 anos chamado Scott McCall que é mordido por um lobisomem na noite anterior ao começo de um novo ano escolar, quando vai com o seu melhor amigo, Stiles Stilinski, para a floresta em busca de metade de um cadáver.

Esta série é ótima e uma vez que comecei a vê-la, percebi que apenas melhorava e não pude evitar vê-la numa semana. Infelizmente acabou em 2017, o que me deixou muito triste, mas eu estou crente que ainda irão fazer um spin-off!

E basicamente, estas são as minhas cinco séries favoritas. Não foi uma escolha fácil ordená-las, mas acho que expressei bem os meus gostos... mistos... aqui!

07
Jan18

Book Review | Eleanor & Park

"Eleanor & Park" é um romance juvenil acerca de dois jovens inadaptados, cada um com os seus problemas, que por mera coincidência se conhecem numa manhã como qualquer outra no autocarro, em direção à escola.

Eleanor é uma menina ruiva que sofre de bullying na escola e tem problemas familiares a níveis dramáticos. Park é um rapaz coreano que simplesmente gosta estar no seu canto, sem chamar muito a atenção.

O que poderiam Eleanor e Park ter em comum? Aparentemente nada para além da esquisitice visível a olho nu.

O interessante da história é precisamente isso, - Eleanor e Park não são dois adolescentes estereótipo e clichê - estes dois "esquisitos" serem diferentes de todas as outras personagens principais de romances adolescentes.

Ainda assim, vivem um romance como o de qualquer adolescente, intenso e terno, mas de alguma forma único e cruel. Porque a vida deles não é a mais fácil, depende das interpretações.

Uma vertente que achei interessantíssima neste livro foi o facto de, para além de Rainbow Rowell ter fugido ao clichê do romance adolescente, ela também fugiu ao clichê de existir apenas um narrador.

A história é narrada por Eleanor e Park, o que nos faz perceber com mais facilidade, as posições e os pensamentos que ambos têm acerca do desenrolar da ação. Torna a compreensão da histórica muito mais clara, visto que mostra os esqueletos que ambos escondem no armário, onde também guardam os sentimentos que vão desabrochando com o passar do tempo.

Comprei este livro quando fui sair com as minhas amigas do 9º ano durante as férias do Natal, e adorei-o. Elas já o tinham lido e aconselharam-mo porque sabem que seria o meu tipo de livro, e elas acertaram.

Gosto de livros que mostram vários obstáculos e que me façam entender e viver os problemas da personagem com ela, e este livro deu-me essa vertente de uma forma incrível. Bastou-me ler a sinopse para ter a certeza que seria algo bem escrito e que eu gostaria.

Sem dúvida, é um livro que aconselho a todos os amantes de romances porque penso que nos mostra algo distindo do que se lê constantemente. Nem sempre o diferente é necessariamente bom, mas neste caso, garanto-vos que é uma mudança bastante positiva.

Deiam-lhe uma chance, nem que seja para se lembrarem daquela sensação que é estar-se apaixonado na adolescência (que convenhamos é das coisas mais estranhas e ao mesmo tempo agradáveis de sempre), porque acredito que vos vá fazer viajar para essa altura da vossa vida.

 

 

 

27
Dez17

Review | O Fim da Inocência

Olá!

Volto hoje com uma review não só de um filme polémico que estava ansiosíssima por ver, como também do livro que o inspirou. No entanto, há que ter em mente que o filme e o livro serão sempre diferentes, visto que há sempre mudanças.

Acerca do livro, eu adorei-o e posso assegurar que é um daqueles livros que nos surpreende, e no meu caso, fui surpreendida pela positiva. 

É de leitura extremamente fácil, numa questão que se lê bem, no entanto conta com partes mais delicadas e fortes, digamos assim, que podem atrasar a leitura. É, por isso, um livro diferente. O facto de possuir uma linguagem tão direta e crua assusta qualquer um que não esteja preparado para aquilo que vai.

Apesar das crónicas chocantes de "Inês", aquilo que me choca é o facto de o livro não ser ficção. Porque toda a gente já ouviu falar de alguém que tem uma vida "buéda marada", mas do ouvir ao ser verdade, vai uma distância considerável causada pela tal história do maldizer ou do facto de "Quem ouve acrescenta um ponto". 

Creio que o facto de ser inspirado em factos verídicos torna o livro tão bem sucedido, afinal, quando ouvimos algo que é ficção ficamos todos chocados, mas quando é mesmo a realidade de alguém lá fora, alguém que pode estar tão próximo de nós ou que poderia ser alguém próximo de nós (quiçá, nós mesmos), marca ainda mais.

Por isso, sem alongar-me mais com este assunto, concluo dizendo que adorei o livro e marcou-me de tal forma que eu, Carlota Lopes de Almeida, miúda que não é amante da leitura, leu o livro em menos de 12 horas, tendo vontade de ler mais ainda.

Quanto ao filme, eu devo dizer que fiquei bastante desapontada. O filme é bastante do livro para poder ser uma adaptação do mesmo. Eu compreendo que se mudem algumas cenas devido ao teor de cenas inapropriadas (se fosse igual ao livro duvido que passasse nas salas de cinema, sequer), mas grande parte do enredo foi alterado, detalhes que mostrariam muitas razões pelas quais a Inês esteve na situação que esteve.

Assim, não vou falar daquilo que todos falam - sexo, drogas e álcool - porque está demasiado falado e já todos sabemos aquilo que nos dizem sempre. 

De igual modo, aquilo que retiro da história da Inês é que não acontece só aos outros, nós não estamos imunes aos perigos do mundo.

 

 

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