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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

16
Dez18

A tomada de decisão

Durante estas minhas 16 primaveras, nunca houve um único dia que fosse no qual eu me sentisse tão pressionada como nos últimos tempos. Sinto que desde que cumpri os meus 15 anos que a vida tem vindo a modificar-se, talvez por ter a idade adulta (como muitos consideram) à porta, ou por ter atingido um certo patamar da vida. A minha vida tem-se resumido a diversas escolhas, sendo que apenas posso optar por uma.

Creio que quando crescemos estas situações acabam por acontecer gradualmente, mas desde que setembro começou que levei com uma dose de realidade em cima. Eu já não sou apenas e somente uma menina em crescimento (não invalidando o facto de ainda o ser), eu tornei-me uma mulher com responsabilidades que traçam um futuro. 

Durante estes últimos três meses aprendi imenso sobre mim (mas isso será dito noutro post a sair em breve) como pessoa, e até mesmo como profissional. Confesso nunca ter utilizado mais o email que durante as últimas semanas, seja por projetos escolares (que são, na maioria, a maior causa da utilização do email), seja por projetos pessoais.

Sinto que desabrochei. Pode ser estúpido dizer isto, visto que apesar de estar a cumprir 17 anos em breve (o tempo passa mais rápido que aquilo que julgamos), eu ainda só tenho esta tenra idade. No entanto, eu nunca me senti mais mulher que neste momento.

Enfim, neste momento, vejo-me numa situação em que tenho que tomar uma decisão, tenho que escolher entre dois caminhos e não faço a mínima ideia até que ponto eu poderia desempenhar as minhas funções caso essa fosse a decisão. É complicado ter que escolher tão cedo e ver os impactos que isso me poderia trazer.

Apenas o tempo me fará conseguir decidir, até lá preciso de refletir e creio que ainda tenho algum tempo para o fazer.

 

 

13
Nov18

A questão do arriscar

Quantas vezes sentimos uma certa hesitação perante as nossas escolhas ou pensamentos? Eu sempre senti que, por vezes, eu tinha a vontade, mas era como se houvesse uma força contrária que me impedisse de dar o passo em frente e literalmente going for it.

Ao longo da vida, penso que todos nos cruzamos com essa força. Muitos chamam-na de medo, outros chamam-na de receio... eu penso nela como o que é para mim - um entrave.

Sempre tive medo de rotinas, isto porque uma vez que as criava e chegava a um ponto em que era necessário mudá-las, entrava em parafuso. Sou daquelas pessoas que, ainda que goste de alguma mudança para não ser sempre tudo igual, detesta quando grandes mudanças acontecem. No entanto, descobri com o tempo, que mudar radicalmente não é necessariamente péssimo e, muitas vezes, tem impactos bastante positivos na nossa vida.

O exemplo mais concreto que tenho é o de mudar o meu cabelo, visto que é algo que me diz bastante. Sempre tive algum receio em mudar, mas com o tempo tenho vindo a libertar-me desse facto. Não podemos criar coisas impeditivas na vida, visto que uma vez que começamos a pensar demasiadas vezes em assuntos que não são definitivos e nem têm consequências assim tão catastróficas como isso, tudo se torna numa bola de neve e torna-se uma barreira para conseguirmos fazer aquilo que queremos.

Outro grande exemplo é o da criação de um blog. Amigos e amigas, a criação de um blog dá trabalho, mas também dá gosto. Não é fácil, passa por todo um processo criativo para os quais poucos têm paciência, mas é como diz o ditado "Quem corre por gosto, não cansa". E com isto, falo da quantidade de vezes que já ouvi pessoas dizerem que criar um blog é fácil, mas que não têm paciência para isso, ou que têm medo. Mas têm medo de quê? Que as pessoas não vejam logo o vosso trabalho? Porque se vão com esse mindset das visualizações, mais vale a pena nem virem, porque (e falo por experiência própria), uma pessoa que escreve com o único intuito de se tornar influencer famosa, é uma pessoa que não se vai dar bem neste meio. Ninguém gosta de conteúdo forçado, ninguém gosta de ler algo que só está ali por estar. Para isso mais vale a pena deixarem-se ficar quietinhos, porque estão a perder tempo numa coisa que não gostam, os outros não vão gostar do que vocês fazem e, no fundo, não estão a acrescentar nadinha.

Agora, também entendo o receio de quem quer dar a cara pelo que faz, até porque eu própria não o consigo equacionar. Os meus colegas de escola saberem que faço posts para a internet é um tanto ou quanto aterrorizador. Primeiro, porque tenho alguma vergonha do que escrevo, depois porque nem quero saber a reação de certos seres falantes, andantes e respirantes (sei que não é uma palavra, mas vamos fazer de conta que sim, pode ser?). 

De qualquer forma, e chegando onde quero chegar, se quiserem muito uma coisa, se quiserem criar memórias novas, experenciar coisas que vos têm passado pela cabeça demasiadas vezes para serem apenas um sonho irrealista, se sentem o bichinho aí dentro, então atirem-se de cabeça. Seja quererem fazer uma mudança no cabelo, uma mudança nos vossos hábitos alimentares, no vosso estilo de vida, se quiserem criar um blog, um canal de Youtube, mas acima de tudo, se acham que vão ser mais felizes ao fazê-lo, digo-vos que arrisquem. Afinal, quem não arrisca, não petisca.

E mesmo que no fim das contas não gostem, só a experiência já valeu a pena o esforço. Nem todos temos que ter predisposição para as mesmas coisas, não temos que ter todos os mesmos gostos, ser felizes e estar satisfeitos com as mesmas coisas. A questão é que tudo aquilo que fazemos enquanto cá andamos vai ficar connosco para sempre (ainda quero passar uma borracha na minha pré-adolescência), arrisquem e saiam da vossa zona de conforto. Arrisquem. Deiam-se a vocês próprios uma oportunidade. E se tiverem medo? Façam-no com medo, mesmo. O pior que pode acontecer é não gostarem do resultado final.

12
Nov18

Depois da paz, vem a tormenta

Esta é a frase que descreve o meu mês de novembro. Como todos sabem, novembro é sinónimo de testes, exames, frequências, elaborações de orçamentos, you name it. O facto é que, há sempre uma semana que faz a separação desta força da natureza, desta catástrofe natural, do restante mês atribulado com conta, peso e, acima de tudo, medida.

Essa semana amada, mas ainda assim profundamente odiada, é esta semaninha (pelo menos para mim). Tudo bem que tenho uma apresentação de filosofia dentro de umas horas, e que tenho dois testes quarta e quinta, mas são de disciplinas pouco importantes.

Agora, daqui para a frente? Só paramos lá para dezembro, assim no fim, estão a ver? Pois, que maravilhoso, não é? Such an excitement!!!

Enfim, deiam-me forças que eu preciso. Porque esta ronda vai ser o desastre natural...

11
Nov18

Isto de ser Novembro...

Tem muito que se lhe diga. Quer dizer, como assim os meses andam a passar mais rápido que a própria luz? 

Sinto que faço muitas sagas do "Isto de ser...", mas a verdade é que têm toda uma razão de ser. Hoje, é dia 11 de novembro, pessoas. 11 de NO-VEM-BRO. Tipo, 11/11. Como é que 2018 está a passar tão depressa?

Lembro-me da fase inicial deste blog. Fim de 2017 e inícios de 2018. Como assim, já está a fazer um ano que vim para este mundo e comecei a mandar postas de pescada na internet? É surreal como a partir de uma certa idade, os anos começam a passar-nos à frente dos olhos.

Quando digo que estou mesmo quase a acabar o secundário, as pessoas dão-me aquele olhar "really?", mas o facto é que a este ritmo, o 11º acaba e os exames passam, eu passo para o 12º ano e num instante ele volta a passar, os exames chegam, depois as admissões à Faculdade e eu fico do género "Como é que a partir do 8º ano tudo começou a passar a velocidade extra?".

Lá está, agora entendo o que a minha avó e a minha mãe me diziam com "Vais ver que no dia em que estiveres no altar vais perguntar como lá chegaste, e no dia em que estiveres em trabalho de parto de vais lembrar como o tempo passou tão rápido desde a última vez que paraste para pensar". 

O lado bom disto é que o aniversário e o Natal chegam sempre mais rápido! Já viram? Vantagens!!

04
Nov18

Breve reflexão acerca da situação mundial

Atentados. Violência. Guerra. Fascismo. Terrorismo. Feminismo. LGBT Community. Manifestações. Violações de tudo e mais alguma coisa. Eleições desastrosas. Economias de rastos. Migrações. Fome. Pobreza. Chauvinismo. Onde é que chegamos? Ou melhor, como é que chegamos aqui.

Atentados terroristas têm feito manchetes nos nossos jornais, aterrorizado-nos completamente. Falsas promessas que provocam o caos e o medo num geral. A Península Ibérica vai ser dominada por muçulmanos em 2018, ou pelo menos assim disseram, 2018 está a acabar mas nós ainda aqui estamos, a viver em liberdade e bem de saúde. Pavor das religiões. Porquê? Não foi Alá que organizou os atentados que mataram dezenas, centenas, milhares de pessoas! Não foi Deus, não foi o universo. Foram as pessoas, algumas pessoas. Porque é que temos receio quando vemos uma mulher de burka? Faz algum sentido? Ela é tão inocente como nós, mas parece que ninguém consegue ver para lá do súbito medo.

A Violência nos países, como é que é possível nós destratarmos aqueles que são da mesma espécie que nós, que respiram o mesmo ar que nós, cujo coração bate como o nosso e, pior ainda, como é que somos capazes de o fazer depois de tanto a acontecer? Admiram-se como há eleições populistas? Olhem, eu não estou nada admirada. O desespero e o medo tomam conta do ser humano e este faz aquilo que conseguir para sobreviver. As pessoas que somos, os ideais que temos, tudo isso é apagado quando estamos em situações extremas.

Feminismo? Conceito mais tóxico mascarado de algo legítimo. Não é legítimo, nem nunca há de ser. Porque é que passou a ser moda dizermos que somos feministas? Além do mais, porque raio se escolheu esse nome, para enfrentar diretamente o mascismo? Entendo, entendo, mas compensa o facto de serem tão extremistas ao ponto de se tornarem como eles? Vivemos numa sociedade moderna, as duas partes não podem ter tudo o que desejam, é preciso que se vá cedendo gradualmente. Como mulher, é óbvio que quero igualdade salarial, é óbvio que quero que os direitos das mulheres sejam respeitados tanto quanto os dos homens, é óbvio que os direitos humanos existem para serem respeitados! Mas andar aí a propagar uma onda de ódio face a atualidade, isso não é luta, isso é extremismo e eu peço imensa desculpa, mas eu não vou por extremismos. Hipocrisia não é bem-vinda (pena que poucos pensem assim).

LGBT Community, talvez a única coisa com a qual concordo a 100%. Tal como já fiz um post relativamente à minha posição relativamente à minha identidade sexual, posso dizer que não faço parte da comunidade, mas acho que é uma causa nobre. Chega de serem pontapeados em praça pública, chega que lhes faltem ao respeito. Têm o meu máximo apoio e acredito na vossa luta! Muita força, mesmo!

E pronto, falando de violência neste aspeto, podemos aproveitar para falar das violações. Assim aproveitando a onda em que mais são vistas, que é para ficar logo tudo arrumadinho em saquinhos respetivos. É engraçado como se liga a televisão ou se vai à internet e existem 1001 memes acerca deste assunto, dizendo que as mulheres são extremamente dramáticas relativamente a este assunto e que nem tudo é violação. Claro, mas isso também é aquilo que todos os culpados se dizem a eles próprios para aliviar a consciência pesada, é que às vezes essa aí fica demasiado pesada e depois dormir à noite torna-se extremamente complicado.

Aliás, no outro dia estava numa página do Twitter que acho extremamente engraçada, porque ainda que esteja feita de relatos falsos, têm demasiada imaginação para não rir. Num dos tweets fiquei cheia de vontade de vomitar. Não me ri, até porque teve tudo menos qualquer tipo de piada. Nojo, repulsa, falta de ética, tudo e mais alguma coisa. O relato consistia numa rapariga ter dito que apesar de não se importar de "curtir" com o rapaz, não queria ir mais à frente. Só que pelos vistos ele é surdo ou pelo menos sofre de surdez seletiva e não hesitou a fazê-lo à força. Não me acredito que seja mentira, mas ainda que o seja, já conheci gente cujas realidades são identicas.

Preciso mesmo de falar do resto, ou já estamos esclarecidos? Já repararam que cada história tem dois lados diferentes. Nós todos fizemos algo para contribuir com o que aconteceu. Ainda que sejam atos nojentos e condenáveis, tudo está encadeado e tudo só me faz pensar numa coisa - como é que é possível isto ter chegado a este ponto?

Andamos aí todos inchados a dizer "Vivemos numa sociedade moderna" mas vivemos mesmo? Será que vivemos mesmo numa sociedade moderna? É porque se isto é uma sociedade moderna, não quero nem pensar na sociedade antiga. Não somos mais modernos que os outros antes de nós, até porque todas as atitudes por parte dessas pessoas ainda existem nos dias de hoje. 

Às vezes é preciso parar para refletir um bocadinho, não somos mais nem menos que alguém. Mas todos contribuimos para a situação atual. E se a queremos mudar, então é bom que enfiemos de uma vez por todas na nossa cabecinha de mente lenta - qualquer gesto vai fazer a diferença e se nós não mudarmos o nosso comportamento, então tudo permanecerá igual. Mesmo que seja só um, é menos um a propagar más energias. É mudança.

23
Out18

Vamos falar sobre... maquilhagem

Ai a maquilhagem! Aquelas fotos exuberantes do Instagram com aquele olho poderoso, aquele tutorial da Helena Coelho ou da Rita Serrano que nos deixa a pensar "mas estas mulheres são o quê, caraças? Um poço de divindade?". 

Como sabem, eu sou uma amante nata de maquilhagem ao ponto de saber no meu interior que se entrar numa loja de maquilhagem, será o fim da saúde do meu cartão multibanco. Eu sei que se eu entro, eu vou levar qualquer coisa e vou-me arrepender mais à frente, mas ao mesmo tempo agradecer quando estiver bem de finanças outra vez pelas compras fantásticas que fiz.

Este fim de semana respondi à tag dos meus 10 segredos de maquilhagem, e uma das perguntas falava da minha opinião da maquilhagem. Eu deixei-a muito vaga, até porque senti que precisava de falar disto abertamente num post, dando completa atenção ao tópico, para não cansar as pessoas com o testamento de resposta, mas também porque a temática merece o seu destaque.

Como qualquer questão relativa ao mundo da Moda e da Beleza, é algo polémico. O uso de maquilhagem é encarado por muitos como uma forma de mascarar a insegurança e uma demonstração do quão somos incapazes de aceitar quem somos.

Recentemente, eu e a Sofia tivemos uma conversa acerca do tema e chegámos à conclusão que temos visões acerca do assunto bastante semelhantes, senão iguais mesmo. Ela até chegou a fazer um post muito interessante sobre a visão dela pegando em fragmentos de conversas com as amigas (se estiverem interessados, o que acredito que estejam, é só clicar aqui), mas hoje eu estou aqui para explorar outros pontos que tenho vindo a conhecer ao longo dos tempos.

Para o melhor ou para o pior, dependendo do ponto de vista, a maquilhagem faz parte de qualquer pessoa e está no nosso dia a dia, independentemente de serem consumidores ou consumidoras desta indústria, ou de serem contra ou a favor do seu uso, ou até mesmo do próprio sexo, está connosco e sempre estará. Todos temos a mãe, a irmã, a prima, a tia, a sobrinha, a nora, a sogra, a amiga, a vizinha, a colega de trabalho ou a senhora que nos serve o café cada vez que vamos tomá-lo fora, que usa maquilhagem, sendo ela subtil ou full glam mesmo dando aquele CHEGUEI bem básico. 

A maquilhagem pode ser utilizada para realmente esconder marcas, para esconder inseguranças e até problemas de autoestima, e sabem que mais? Qual é o problema disso? Vocês gostam das olheiras de panda que têm? Sentem-se confortáveis com elas? Se sim, fico muito feliz por vocês, eu sofro delas e não gosto lá muito (ainda que não seja o exemplo da insegurança em pessoa neste aspeto). Agora, mas se eu posso ficar mais satisfeita quando olho ao espelho e ser mais feliz ao melhorar-me, que pode haver de errado com isso? Quê, agora não posso querer ser melhor ou pelo menos sentir-me mais feliz com a minha aparência porque estou a tentar esconder-me por trás de um montão de químicos? 

Considero que temos que nos sentir bem na nossa pele, isso vem acima de tudo. O princípio de que usar maquilhagem porque temos vergonha da nossa aparência é, deveras um princípio não muito correto, até porque devemos aceitar quem somos. Ainda assim não sou contra, porque se torna uma pessoa mais segura de si mesma (até porque realmente é assim que qualquer mulher se sente com aquele batom vermelho mesmo ali podendo - poderosa). Aceita a pessoa que somos é todo um processo extenso e cheio de altos e baixos, demora algum tempo, e ainda que seja uma fase necessária no processo de autoestima, não devemos esquecer que durante esse processo a pessoa está a sofrer, porque não ajudar.

Acima de tudo, a maquilhagem hoje em dia é muito mais que um meio de nos tornar mais "bonitas" ou mais "poderosas" ou até mesmo mais "girboss". É uma forma de nos exprimirmos, é como um monte de tintas e pincéis que pintam a tela em branco que é a nossa cara.

Recentemente deparei-me com rapazes que usavam maquilhagem e confesso ter achado um pouco estranho ao princípio, mas depois olhei melhor para o assunto e cheguei à conclusão que, se a maquilhagem é uma forma de nos exprimirmos, e todos os seres humanos têm o direito de se exprimir, porque é que raio os rapazes não iriam poder utilizar maquilhagem? Ainda é um campo com portas por abrir? É. Ainda há muito preconceito? Sim, mas se formos a ver também há preconceito com a maquilhagem no geral, portanto não é só a questão de quem a usa, mas sim a sua existência.

Tal como já falei sobre isto com a Sofia, na minha turma já tivemos uma conversa casual que veio ao de cima por mero acaso, acerca desta temática e durante essa conversa uma colega de turma disse-me que eu nem precisava porque tinha uma pele demasiado boa. Mas a questão é, e se eu simplesmente gosto de me maquilhar porque lá está, é um gosto pessoal? Eu preciso de ter borbulhas na cara para me maquilhar, preciso de ter um conjunto de imperfeições para me maquilhar, aliás há um número exato que me diga se posso ou não maquilhar-me? 

Com isto, eu sou a favor do uso de maquilhagem. Para um boost de confiança para quem dele precisa, para um sorriso de quem o faz porque simplesmente é algo que adora, para aqueles que a utilizam como um meio de expressão e até para aqueles que precisam dela no seu dia a dia (não nos esqueçamos que Youtubers, apresentadores de televisão, atores, cantores e etc e afins, precisam de maquilhagem para sobressair nas ofuscantes luzes que apontam diretamente para eles e faz com que não sejam notados em câmara de forma correta.

Agora, quero também abrir um parentesis relativamente a tudo o que disse anteriromente. Posso concordar no uso da maquilhagem para pessoas com problemas de autoestima, mas não acho nada saudável quando se torna numa obcessão e num problema de dependência. Penso que independentemente de tudo, temos que saber olhar para nós sem maquilhagem, é importante sentirmo-nos melhores connosco, mas não podemos tornar-nos dependentes demais do veículo que nos faz sentir dessa forma. Lá está, é um veículo, não parte do nosso corpo. Se fosse suposto não termos a mínima falha, teríamos nascido assim.

Acima de tudo o resto que disse, devo dizer que apesar de o iluminador realçar e chamar à atenção, o melhor iluminador que temos à disposição é o nosso sorriso.

21
Out18

A importância de fazer análises

Desde criança que tenho imenso medo de agulhas. Sempre que era necessário levar uma vacina chorava às três pancadas e a única forma de me fazer comportar de forma minimamente correta era mesmo prometer-me que logo a seguir íamos comprar o meu gelado favorito ou comer a sobremesa que eu quisesse (mesmo à pirralha, mas pronto).

Não foi até por volta dos meus 13 anos, que as agulhas começaram a assumir um grande papel na minha vida. Praticamente todos os meses tinha que ir fazer análises a praticamente tudo, ou porque tinha que controlar a anemia que tinha na altura, ou porque precisava de manter um controlo ao que se passava com os meus triglicerideos e com o meu colestrol... 

Cheguei a ter problemas com a escola porque diziam que eu passava a vida metida no hospital a fazer análises. Lembro-me de ficar particularmente incomodada e até mesmo chateada com as observações feitas na altura. 

No fundo eu nunca cheguei a perceber o quão crucial era fazer análises até me deparar com uma realidade assustadora - a possibilidade de sofrer de diabetes. É uma doença que corre na família e assusta-me particularmente a possibilidade de algum dia chegar mesmo a sofrer deste mal que tantos mata. Tenho exemplos por perto do quão destruída a pessoa fica.

Penso que acontecimento após acontecimento, me tornei mais madura acerca do assunto. Sinto que me deram um abanão que me fez regressar è realidade e perceber que eu não sou menos nem mais que os outros e que não estou livre disto.

Quinta-feira fui ao médico e, por iniciativa própria, pedi para fazer análises. Cheguei à conclusão que prefiro saber se tenho algo ou se tenho riscos de ter, não quero que as coisas cheguem tão longe quanto vi chegar.

Por isso, se como eu têm medo do resultado das análises, peço-vos como cidadã preocupada que pensem nisto, que olhem no vosso redor e que reflitam acerca do assunto. Tirar sangue dói, mas preferem que a dor da espetadela de uma agulha de forma pontual, ou preferem espetar agulhas para o resto da vida, mais que uma vez por dia?

Pensem nisso como eu pensei e reflitam. Ter uma doença é mau, mas mais vale a pena descobrir a tempo que deixar que ela nos passe por cima mais cedo que aquilo que tem que passar (no caso de ser crónica, claro).

 

18
Ago18

Back to School | Beleza acima da qualidade e preços inflacionistas

Ora desejo partilhar convosco que me sinto capacitada a falar do tema pois sou uma verdadeira e fiel seguidora de studyblrs, studygrams, studytubes e etc e afins. Por outro lado, ao falar deste tema que me irrita, aproveito para falar do outro tema que me irrita - os preços inflacionistas - com os quais me deparei numa viagem que fiz.

Portanto, e começando por partes, admito aqui publicamente que se há coisa que eu abomino são séries de Regresso às Aulas feitas por Youtubers de Moda e Beleza, que como indica, percebem de Moda e Beleza (e bastante bem, adoro-as a todas, fazem parte do meu dia a dia e acompanham-me no meu percurso da maquilhagem, dando-me as dicas todas que preciso para melhorar. São umas fofas que admiro) e não de materiais de escritório e coisas do género.

No outro dia (leia-se ontem), falei disto mesmo com a Sofia (amiga a gente passa a vida a debater tudo e mais alguma coisa kkkk). Muitas vezes é fruto das parcerias, mas quando é fruto das parcerias eu estou como o outro "vivem disso e para além do mais os produtos são bons, venha quem vier", o que me irrita é quando escolhem as coisinhas todas fofinhas e bonitinhas e nos fazem pensar que são da melhor qualidade. To be honest, isto não é uma de dar hate porque como já disse várias vezes adoro as Youtubers em questão e admiro o trabalho delas, os vídeos são bem feitos e gosto de quase todos menos aqueles que lá envolvem o típico Haul.

Para todos os efeitos, e ainda fazendo uma crítica, a verdade é que elas acabam por influenciar o público que está deste lado e incita-nos ao facto de que a beleza está acima da qualidade, quando não é bem assim. Eu sou hipócrita (já vão ver mais à frente nesta série de matérial escolar que isto é bem verdade) e suspeita, eu dou por mim a colocar a beleza à frente da qualidade, no entanto, tenho tentado controlar isso. Sou da opinião que se podermos ter os dois, então é perfeito, mas caso não seja possível, encontrar aquele que achamos o mais atrativo dentro da boa qualidade (juro que me perco pela beleza de certas agendas e planners).

E entrando nesta parte, há que ter em mente que qualidade para o mal dos pecados de 90% dos portugueses é sinónimo de "vamos gastar dinheiro? Vamos lá!". Eu sempre tive este ponto de vista, sempre até ontem.

Fui a Espanha e cada vez que vou a Espanha, os meus pais insistem que temos que ir ao Carefour por ser mais barato e arranjarmos produtos que não existem cá. Verdade seja dita, nunca quis muito saber porque nunca prestei atenção e porque não sou uma dona de casa, logo compras não são muito a minha tarefa.

Quando chegamos deparamo-nos que a "Vuelta el Cole" também estava a bombar lá e eu, amante nata de material escolar e entusiasta stubyblogger (estou a trabalhar nisso, mas depois vocês saberão), corri para lá e comecei a comparar preços. Eu estou sempre em cima das novidades de material escolar e daquilo que há, não há, o preço e os descontos (se isto não é ser amante, então não sei o que é), por isso alertei logo que havia artigos que nós não tínhamos e que eram bem mais baratos aqueles que eu conhecia.

Com isto, vou dar um pequeno exemplo. Gosto de sublinhadores pastéis e não estou disposta a apostar em sublinhadores vindos do Japão por enquanto, como é óbvio, aqui vi-os a 12€ e lá encontrei-os a 6€ coisa que o valhar. Uns mini estavam a 10€ aqui, lá estão a 3,50€ ou qualquer coisa parecida. Isto deu-me que pensar.

Então nós, seres humanos de nacionalidade portuguesa somos uns "tesos" (peço desculpa pela expressão popular mas é mesmo a palavra para descrever a situação) andamos a pagar quase o dobro daquilo que os nossos hermanos que estão certamente com mais dinheiro no bolso pagam. Mas algo é certo, somos pobretanas mas somos muito mais extra (eu até fiquei chocada com o minimalismo das mochilas e dos estojos, até mesmo dos cadernos e das agendas, deveras algo fora de série).

E pronto, com isto decido partilhar a minha reflexão final. É mais barato comprar bonito, mas ao mesmo tempo comprar com qualidade é mais barato lá fora. Conclusão: vamos mandar vir da Internet, mas e daí fica preso na Alfândega e ainda é pior a emenda que o soneto. Vamos ficar-nos pelas deduções do IRS ou por gastarmos os cheques que as Câmaras Municipais fornecem, juntamente com os manuais que o Costa decidiu oferecer (muito obrigada, Costa. Trabalha para o futuro, há que economizar). Ao menos sempre recebemos mais tarde, melhor que nada!

 

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