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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

05
Nov18

#22 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Há umas duas semanas atrás, não menos que isso, saí da aula de Economia a chorar aos prantos. E quando digo que saí da aula de Economia quero dizer que me levantei e saí quase que a correr (isto porque isso já é sonhar alto demais, quereria dizer que já estava de volta em forma, o que não é verdade) porta fora. E antes que pensem, isto na minha escola não funciona assim só que eu nem pensei, eu só fui.

Então, finalmente desenvolvendo o tema que já devem estar cansados de me ouvir. Como já estão mais que exaustos de ouvir, este primeiro período tem sido o autêntico desafio para mim, por todo o processo de recuperação em si, mas também por causa do facto de ter faltado a grande parte das aulas, seja por estar de atestado, seja por ter que faltar constantemente por causa de consultas médicas.

Enfim, resumindo e concluindo, fiz o teste de Economia faz hoje três semanas e acho que nunca nada me tinha corrido tão mal (salvos os testes de Matemática A e de Português, que são sempre uma desgraça astronómica). No entanto, tinha na ideia que ia tirar um 15... até a professora ter começado a corrigir o meu teste e ter vindo falar comigo muito preocupada com a situação. 

É assim, eu sou uma aluna de notas altas a Economia, nunca tinha tirado nada abaixo de 17 (salvo uma vez, mas isso aí quase nem teve peso na nota), fiquei sem chão ali mesmo. Daí a minha reação super dramática.

Hoje, finalmente, recebi o raio do teste e tirei 14. Epá, nunca tinha ficado tão feliz por ter aquela nota e, ainda que gostasse de ter tido mais, eu sabia que aquilo tinha sido um resultado que tinha obtido completamente sozinha, enquanto tinha perdido aulas de matéria, de revisões, e que aquele tinha sido o primeiro dia depois de outro atestado.

No geral, não ficaria contente, mas sei que estive próxima do 15 e que, ainda que não seja o meu ideal, eu não assisti a nada e o 14 que ali está era do meu estudo sozinha e da minha doença mal recuperada. Estou feliz. Estou, acima de tudo, aliviada.

Enfim, moral da história: a minha professora é uma autêntica drama queen que acabou por reconhecer que tinha exagerado e que a situação parecia mais crítica que aquilo que se revelou.

15
Set18

Isto do pós-operatório tem mais que se diga...

Dependo de toda a gente para fazer quase tudo, o que é algo que me intriga bastante!

Desde criança que sempre fui muito independente (isto após perder o medo de escadas, até lá dependia das pessoas para me ajudar) e não gosto que me façam tudo, nomeadamente as coisas mais básicas, como fazer a minha cama e preparar-me.

Com esta questão da operação, tenho visto a minha independência escapar-me pelos dedos radicalmente. Literalmente, eu preciso de ajuda para fazer quase tudo.

Dependo da minha mãe para tomar banho (e é à gato), dependo da minha mãe para me vestir e despir, para me calçar, para me pentear, para me lavar o cabelo (e é para dentro do lavatório que já vou com sorte), para me por creme no corpo, para literalmente tudinho.

Hoje, tive que arranjar o cabelo. A minha mãe, como é óbvio, não sabe as minhas rotinas e como eu funciono, não sabe os produtos que aplico no cabelo e quando o faço, não sabe os passos para o tratamento do cabelo, não sabe como o arranjo para que fique brilhante e sublime. Por outro lado, cabelos não é o grande forte dela (falemos de unhas com ela, porque eu sou um autêntico desastre), o que torna tudo mais difícil. Primeiro porque não tem o mesmo gosto ou paciência que eu, e depois porque tem imensa falta de prática e jeito. Eu tento sempre dar o meu jeitinho e explicar tudo, mas há coisas que é mesmo impossível eu fazer (como tratar to styling, visto que levantar os braços é tão proibido como a versão fiel das 50 Sombras de Grey na Arábia Saúdita. É melhor nem falar nisso...). É aí que a porca torce o rabo.

Por agora isto é o melhor que tenho e posso ter sequer. Não há muito a fazer. Tenho que me contentar com isto, mas confesso que me custa um pouco ver-me incapacitada.

Mas se fosse só a dependência de pessoas... dependo também de Ibobrufenos e de soutiens (ou devo dizer prisões de mamas de alta segurança, do género prisões do Suicide Squad), mas pior que tudo isto, dependo da mesma posição para dormir. Tive que abdicar do facto de dormir sempre de lado (como já é mais que óbvio) e tive que começar a dormir de barriga para cima e não me mexer muito.

Mal posso esperar por tirar os pontos, posso não conseguir fazer muito, mas sempre posso fazer qualquer coisita. Mas mais importante que isso, quero ficar a 100% e poder voltar a dormir sem soutien (como é que há mulheres que o fazem? Eu estou no maior sofrimento!). Isso e tirar os pensos. 

Enfim, tenho um montão de desejos e reclamações, quase sempre fiéis porque simplesmente não podem ir embora. Se estão num pós-operatório, estamos juntos. Se não estão, fiquem felizes por isso e vão a Fátima agradecer à Nossa Senhora (porque isto de ser tuga é assim, não há dinheiro cá para Vaticanos. Vá, isto é brincadeira mas se forem religiosos e assim considerarem, força minha gente!). Se vão estar em breve, muita força e tentem ser positivos - cada pós-operatório é um caso e cada pessoa é uma pessoa. Isto não é uma ciência exata.

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