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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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18
Nov18

Review | Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald

Ora, ainda que bastante ocupada, arranjei um tempinho para me deslocar ao cinema mais próximo (e o favorito, let's be honest) e ver um filmezinho. Como sabem, filmes e séries têm sido algo ao qual não tenho tido a oportunidade de prestar atenção. No entanto, quando o dever chama pouco ou nada há a fazer para o evitar (pensem na Lyanna Mormont a dizer "And still you refused the call" e logo vão ver se ignoram o dever).

Esta sexta-feira fui à festa de anos de uma das minhas melhores amigas que, por coincidência, é só a maior consumidora de merchandising to Harry Potter do país (incluindo as ilhas, como é mais que óbvio). E claro que, como Potterhead que é e admiradora nº1 da J.K Rowling, o filme escolhido foi Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald.

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que eu nunca vi o Harry Potter (e as minhas amigas dizem que sou uma desgraça nesse campo), no entanto, por muita força delas vi o primeiro filme do Fantastic Beasts e, por muito emocionante que pudesse ter sido, confesso ter adormecido ligeiramente. O que pensei deste filme? Isso é o que terão de continuar a ler para saber.

Assim, trago-vos aqui uma review acerca daquilo que pensei e das reações de uma rapariga que pouco ou nada sobre Harry Potter e que já nem se lembrava do primeiro filme desta saga.

Sinopse: No final do primeiro filme, o poderoso bruxo das trevas Gellert Grindelwald foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander. Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapa da custódia e prepara-se para reunir seguidores a fim de criar bruxos de sangue puro e dominar todos os seres não-mágicos. Num esforço para frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore recruta o seu ex-aluno, Newt. Mas essa missão também testará a lealdade deles à medida que enfrentam novos perigos num mundo mágico cada vez mais perigoso e dividido.

 

A minha opinião:

No primeiro filme pouco ou nada reparei que me fizesse pensar diretamente no universo do Harry Potter. Durante este filme, senti-me ligeiramente confusa (ainda que me tenha preparado adequadamente para isto, decorando as quatro casas diferentes), não fazia a mínima ideia se isto se passava antes ou depois do Harry, ou de que casa é que eram as personagens. Um momento cómico foi ver a emoção das minhas amigas ao "gritarem" quando viram Hogwarts e eu sem saber o que é que aquilo era sequer.

Mas bem, aquilo que pensei durante o filme? Na minha pobre e miserável opinião de quem pouco ou nada percebe de cinema, eu diria que este filme está a léguas de distância do seu anterior. Numa saga, há variadas vezes em que as adaptações vão piorando gradualmente e, ainda que não tenha lido os livros, sei que foi muito mais interessante. Não senti sono uma única vez, e fiquei concentradíssima no enredo.

Acabou naquilo que, traduzido para português, é um penhasco. Termina com uma revelação chocante que muda o rumo da história que conhecemos. Creio que durante as duas horas e treze minutos que acompanhamos, nunca ninguém se lembraria sequer daquela reviravolta. Está brilhante, sublime e, fez-me considerar, pela primeira vez, ver o Harry Potter.

Se isto se passa antes ou depois? Bem, quem viu o Harry Potter já sabe e, para quem não viu, vejam para saberem. Porque eu não caio na mesma asneira da minha amiga, que me contou praticamente tudo.

 

05
Jul18

Parece que fazer greve agora é moda...

De facto, não posso dizer que sinto na pele a "injustiça" (e recorro ao uso das "" porque realmente não posso afirmar se é verdade ou não) que os trabalhadores portugueses sentem. Quer dizer, os meus pais não são professores, ou enfermeiros, ou até mesmo magistrados. Não posso dizer que as decisões do Estado afetaram a minha pele diretamente (exceto se contarmos com o facto de eu não poder usufruir dos serviços públicos, nesse caso realmente sofri um bocadinho com esta coisa toda das greves e manifestações e tal).

Provavelmente, e sendo que isto é o mais certo, devia manter a boca fechada e calada. Isto porque sei que vou acabar por me explicar mal, mas também porque sei que há hipóteses de professores, enfermeiros ou até mesmo magistrados que se encontram nesta situação, estarem a ler estes bitaites de quem está fora do assunto.

No entanto, depois de muitas notícias que ouvi acerca do assunto, depois de pesquisar sobre o assunto e até mesmo ouvir debates acerca do mesmo (ah pois, não sou lorpa o suficiente para vir falar disto para aqui sem ter mínimas noções das proporções que a situação está a tomar), decidi vir aqui deixar uma mensagem. Não que o que direi tenha muito valor, afinal sou só uma miúda de 16 anos que ainda não se confrontou com a dura realidade do mercado de trabalho (que não dúvido que seja, atenção que desta vez não estava a ser sarcástica) e pouco ou nada sabe da vida.

O que tenho vindo a observar são greves de enfermeiros que já por mais de uma vez me prejudicaram. Por outro lado, e especialmente após passar os últimos dias internada, posso dizer que muitos enfermeiros não têm a vida fácil. Concordo com os motivos deles, realmente mereciam ser melhor remunerados, só não concordo que deviam ter o mesmo vencimento que um médico, não querendo desfazer e desvalorizar o trabalho árduo que aqueles que cuidam de nós desempenham. Acho que os tomamos demasiado como garantidos, e só nos damos conta que eles cuidam verdadeiramente do doente, tendo mais contacto com ele que o próprio médico, quando nos vemos em situações como as que presenceamos na atualidade. 

Agora, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O Estado português tem os tostões todos contadinhos (como já deu para perceber), compreendo e aceito que exijam um aumento (até porque têm a razão do vosso lado), mas acho incorreto, no meio de tantas negociações, ninguém se contentar com o meio termo até uma altura mais próspera.

Quanto aos professores, esses tomam uma situação diferente no meu ponto de vista. Eu entendo mas ao mesmo tempo não entendo. Confesso que o Estado nunca deveria ter descongelado as carreiras para ninguém e ponto final. Se não há dinheiro para sustentar tal coisa, então não se faz para um, não se faz para todos.

Por outro lado, e enquanto aluna posso dar o meu testemunho. No meio de todos os professores que manifestam o seu descontentamento (e com as suas válidas razões), há professores que são extremamente competentes, com grande vocação e capazes de realmente cativar e ensinar um aluno devidamente. Tal como nesse grupo existem professores "baldas", que não cumprem com as suas obrigações, independentemente de quais sejam as razões. Ou porque não se consegue impor perante um grupo de tão só adolescentes, ou porque se encontra doente, ou porque está quase na idade da reforma e não tem paciência para estar a aturar mais pirralhos, ou porque simplesmente não quer lá estar de modo algum. Não digo que seja fácil aturar-nos, eu sei bem o que digo, tenho aulas que são um autêntico pandemónio por diversas razões, sendo algumas aquelas que referi acima. É muito fácil e muito confortável culpar os alunos e a sua conduta nas aulas durante o ano perante os maus resultados nos Exames Nacionais, mas a culpa não é só dos alunos. Já pararam para pensar que, e não eliminando as culpas que os alunos carregam no cartório (porque também seria incorreto de outra forma), é interessante como o comportamento dos alunos e os seus resultados são impecáveis numa disciplina, ao passo que analisando as classificações de outra são vergonhosas? Porque realmente é mesmo. Há professores que podem saber muito, mas simplesmente não sabem transmitir o conhecimento que possuem. O meu professor de Matemática A é um dos exemplos, sabe muito mas não nos consegue ensinar.

Com isto, entendo que queiram subir na carreira, e estão no vosso mais puro direito. Como disse anteriormente, se o Estado desbloqueia as carreiras para certos funcionários públicos, então há que ter em consideração que os professores também têm que estar incluídos, pois não são mais nem menos funcionários públicos que os restantes. Porém, acho que é injusto uns terem benefícios quando não os merecem, bem como terem malefícios aqueles que nada fizeram para os merecer, antes pelo contrário. Mas sobre este ponto de vista, voltamos ao facto de não poder satisfazer a vontade de uns e deixar os outros de fora, e isso lá nos levaria às injustiças no trabalho (que não seriam tão injustas quanto isso, se a coisa acontecesse do modo como a descrevo). É por isto que, a nível da Educação, sou a favor de uma das medidas de Nuno Crato - os professores também fazerem exames. 

E agora podem vir cair-me em cima se assim entenderem. Cada um tem direito à sua opinião, e no meu caso, ainda que seja a favor que os professores elaborem exames de x em x tempo (tipo de quatro em quatro anos ou algo do género), não sou a favor da forma como a medida foi implantada há uns anos atrás.

Considero que os professores deveriam ter sido apenas e somente testados nas áreas que lecionam, no ano em que as suas turmas realizariam exame. Isto porquê, perguntam vocês e com toda a razão. Não podemos julgar um professor por não ter conseguido transmitir conhecimento, pois nem todos têm a mesma capacidade de cativar os alunos, e isso é um facto. Agora, também é preciso ter em conta que muitos professores não se encontram em condições de continuar a lecionar (tenho um professor meu que leciona duas disciplinas completamente diferentes, por distração que é fruto da elevada idade, o senhor elaborou um teste de avaliação sumativo e confundiu as matérias, juntou-as num único teste, estando a avaliar apenas uma delas), seja por que motivo for.

Assim, e deixando os professores em paz de vez, digo que concordo que subam na carreira, mas acredito que haverão muitas injustiças à custa disso, pois há muitas mais professores desempregados que seriam capazes de desempenhar um trabalho bem mais eficaz que muitos daqueles que estão neste momento nos Quadros. Mas quanto a isso, não sou eu nem qualquer aluno que o podemos mudar. É entre a grande FENPROF e o Estado Português, não me meto nem opino mais.

Por fim, e não me esticando muito no assunto dos magistrados (até porque não possuo os conhecimentos necessários para o fazer, logo falarei apenas conforme o pouco que ouvi), dou razão a Rui Rio e questiono-me também como é que um órgão de soberania pode fazer greve. Sei que também são funcionários públicos e lá devem ter as suas razões, mas afirmo com toda a certeza algo. No dia em que um órgão de soberania, um órgão de justiça, se manifesta sob a forma de uma greve, então é porque o Estado está em maus lençóis.

Terminando, e de vez, este artigo, constato (e isto eu que tenho 16 anos e pouco ou nada sei da vida ou percebo do mercado de trabalho/política governamental) que o Governo Português tem que se "por a pau", pois se quase todas as áreas estão a entrar em greve, é porque a maioria da população está descontente, e acho que isso não é lá muito positivo para aqueles que governam o país. Isto claro, se pretenderem continuar no poder, caso contrário, parece-me que estão num bom caminho!

 

05
Jun18

Adoro fazer textos de opinião

E é que adoro mesmo! São o tipo de textos mais fáceis para mim, talvez porque mal começo a escrever nunca mais consigo parar. Claro que, na situação de avaliação, mais de metade do texto acabo riscado e reescrito e riscado e reescrito...

O certo é que o meu trabalho de Português envolve a escrita de um texto de opinião acerca de um tema designado para cada aluno, no entanto, este também envolve a elaboração de um PowerPoint acerca do tema, pois o texto serve apenas como guia para a apresentação.

E é assim que se destrói a felicidade de uma aluna. Detesto PowerPoint's. Detesto elaborá-los, apresentá-los, ou recorrer a eles. Acho que são demasiado... elogiados ou que lhes dão demasiada importância (reparem na minha tentativa de justificação para não gostar do PowerPoint).

Enfim, agora tenho que ir escrever um texto de opinião sobre um tema, não fazendo a mínima ideia sobre o que fazer desse tema, ou como o moldar e transformar numa boa apresentação. É o que temos.

Vamos lá ver no que isto dá.

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