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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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30
Set18

A mudança

Sinto que falo muitas vezes desta temática da mudança mas bastante indiretamente. Muitas vezes introduzo o tema em posts com outros propósitos, mas no fundo é sempre algo que está muito presente na minha vida.

Recentemente, a minha vida anda numa montanha-russa de mudanças, o que não me assusta nada. Sinto que as coisas têm andado a remar em sintonia com o que necessito, isto não dizendo que não estão a ser tempos difíceis porque estão. Sinto que há sempre uma parte da minha vida que tem altos e baixos, mas que num overview permanece sempre o mesmo caos de sempre, o que é uma das razões pelas quais a censuro.

No entanto, e ainda tendo passado pela situação em que poderia ter perdido alguém próximo, ou pela cirurgia, ou pelo pós-operatório, sinto que cada acontecimento este verão teve um propósito no começo deste ano letivo.

A primeira coisa que me disseram e que eu também notei foi que estou diferente. Não só fisicamente, mas também a nível psicológico. Estou mais confiante e tenho mais autoestima, o que é uma autêntica novidade para mim.

Ano passado eu permiti que me pusessem para baixo, este ano tornei-me mais segura e deixei de ser tão frágil. Já não faço e já não sou o que querem que eu seja. 

Tem sido um ano difícil, aliás, têm sido anos difíceis mas sinto que iniciei uma nova fase, o que me leva ao próximo ponto.

Eu mudei, o meu pensamento mudou, a minha aparência mudou, mas de certo modo eu ainda pareço igual. Foi esta ideia que me fez considerar que estava na altura de mudar algo mais em mim.

Quem me segue há mais tempo sabe perfeitamente que eu sigo o princípio do "Nova fase, novo cabelo". Geralmente corto-o mais curto, mas desta vez eu queria parecer outra Carlota, queria ir mais além que uma simples pintura ou um corte. Fui radical.

Ontem, para espanto da minha mãe e da minha cabeleireira, cheguei lá e sabia exatamente aquilo que queria - uma franja. Foi um choque para toda a gente e ambas pensaram que estava a delirar e que choraria de arrependimento, só que eu sabia que era daquilo que eu precisava e fui até ao fim, sem as deixar tentar convencer-me que o meu cabelo estava ótimo.

E cá estou eu, em período de adaptação ao novo cabelo, mas a gostar bastante dele. Sinto-me orgulhosa de ter tomado a decisão totalmente sozinha e de ter decidido ir para a frente com a ideia. Antes deixaria que me demovessem, mas agora penso que sou nova e é agora que tenho que fazer as "loucuras", não quando foi mais velha. Usei franja quase a minha vida toda e, por estes jeitos, vou continuar.

Às vezes é melhor arriscar, o cabelo mexe com a autoestima, mas ele também cresce e também dá para pintar por cima. Mais vale a pena fazer que ficar a pensar "se eu tivesse feito...". Não me arrependo nada disto e aconselho a todos que arrisquem sempre que tiverem ganas de fazer algo. 

Mas bem, vou deixar-vos aqui com este devaneio que agora tenho que ir estudar e fazer uns trabalhos em atraso. Os estudos estão a desafiar-me e cabe-me a mim agir, não é verdade?

11
Fev18

"Change doesn't have to be bad or good"

Assim que pensamos numa mudança pensamos que pode ser algo mau ou bom (dependendo do nosso mindset), mas eu tenho uma opinião diferente.

O bom e o mau são contra-valores. Acredito que nada neste mundo é completamente bom, ou completamente mau. Nem sempre aquilo que nos parece 100% genuinamente bom o é, e o mesmo acontece quanto ao mau.

Ao longo da vida nós mudamos, nós crescemos e somos moldados na pessoa que estamos a ser destinados a ser. Por isso é que certas pessoas na nossa vida passam por nós, e apesar de nos marcarem, vão embora. Vão embora e não voltam nunca mais, fica apenas a memória delas e nada mais.

Todos classificamos as mudanças que sofremos ao longo da vida como sendo boas ou más, como se essa caraterização fosse algo que nos restringisse a pensar dessa forma. Se foi uma mudança boa então tendemos a ficar todos contentes acerca do assunto, se foi uma mudança má então sentimo-nos miseráveis e queremos corrigir tudo isso.

Eu penso que mudei, mas não foi uma mudança boa ou má. Se eu gosto da pessoa em que me estou a tornar? Essa é outra história, mas o importante é saber analizar aquilo em que mudei e perceber se é positivo ou negativo para mim, não para os outros.

Eu acredito que a minha mudança teve um impacto a níveis físicos e psicológicos aparentes ao público, confesso que uns não tenho problemas que sejam vistos e outros não me importei minimamente em esconder.

Tenho que aceitar quem sou e não desgosto totalmente de quem sou hoje em dia, fico hesitante com certas atitudes e caraterísiticas que possuo, mas eu não sou perfeita, e também não tenho que ser.

Com isto, eu acredito que tudo tem aspetos positivos e negativos. Nem que não sejam vistas no momento, mais tarde ou mais cedo, esses aspetos saltarão à vista. 

Faz parte de ser mulher. Crescer com as minhas ações e com aquilo que me fazem ser. Tornar-me adulta, aos poucos e poucos.

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