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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

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26
Out18

Wattpad | As minhas histórias favoritas

Vocês pedem e eu trago! Há uns tempos fiz um post a falar do Wattpad, mas deixei uma ideia muito vaga, deixando alguns de vocês com curiosidade acerca da plataforma em si e daquilo que lá podemos encontrar.

Dando uma breve ideia daquilo que estou a falar, o Wattpad é uma plataforma online (possui também uma App gratuita, quer na PlayStore quer na iStore, penso eu) que foi criada com o intuito de nela serem publicadas histórias de autores amadores. Entretanto, a plataforma foi ganhando mais visibilidade e começou a crescer, chamando a atenção de várias editoras e produtoras de cinema, que acabaram por publicar o livro ou adaptá-lo para uma versão cinematrográfica. Exemplificando, certamente já ouviram falar da saga After da Anna Todd, ou do filme The Kissing Booth da Netflix. Ambos foram adaptados do Wattpad e colocados num meio ainda mais comercial.

O Wattpad é um bom lugar para aspirantes de letras escreverem as suas histórias e as partilharem de forma gratuita e simples com o mundo. O lado bom é que, para ter o Wattpad não precisamos de publicar história nenhuma, basta criarmos a nossa conta e podemos ler aquilo que quisermos, sendo notificados cada vez que uma das histórias que lemos for atualizada (caso a juntemos à Biblioteca, como é óbvio).

Existem várias categorias que vão desde as famosas fanfics, até a contos, passando pela poesia, pelo romance, pela ficção científica, pela ficção adolescente, pelo humor, etc.

É uma boa opção para os amantes de leitura, visto que podem ler offline e em qualquer lado, não tendo que aceder a uma rede wi-fi (mais uma vez, isto caso guardem a história na biblioteca privada) e, a melhor parte, é que todos os livros existentes são de caráter gratuito, ou seja, não temos que pagar um centimo que seja para os ler.

No meu caso, eu uso esta plataforma como sítio onde publico os meus projetos, mas também como biblioteca, onde leio aquilo que quiser sem ter que dar satisfações a ninguém.

Portanto, e entrando agora, na parte que vos interessa, deixo-vos aqui algumas das minhas histórias favoritas (daquelas que já li, como é óbvio) e que, penso que podem gostar.

Wattpad Favs.png

 

 1. Beautiful Sin

É uma fanfic de Teen Wolf de caráter imaginário, ou seja, passa-se num universo alternativo.

A história começa na quinta temporada, onde Kendall Argent, prima de Allison Argent, começa o seu Senior Year. Todo o enredo é semelhante à quinta temporada, com a particularidade da introdução da Kendall, que serve de par romântico para o vilão, Theo Raeken.

Vai até ao fim da série e mostra todo o percurso e evolução da Kendall, desde o facto de não conseguir lidar com a perda pela qual teve que passar, pelo facto de gostar de um ser ambicioso e capaz de magoar aqueles que lhe são queridos, e também por ter que lidar com os problemas familiares.

Sem dúvida que foi daquelas histórias pelas quais me apaixonei, sendo que me identifico com a Kendall em diversos aspetos, nomeadamente na personalidade. A caçadora é corajosa, no entanto, ao longo do enredo podemos vê-la fraquejar e mostrar que até os mais fortes sofrem de tal forma a caírem de joelhos no chão. É uma personagem sublime e, acima de tudo, real, no meio de tanto sobrenatural e fantasia. Poderia ser qualquer rapariga a este ponto e a sua história é, deveras, apaixonante e viciante.

Quem quiser ler sem ter visto a série consegue fazê-lo, já que tudo aparece explicado e é mais ou menos assim que tudo se dá, pela mesma sequência lógica. No entanto, é aconselhável que vejam primeiro.

 

2. The Last Virgin Standing

Esta é uma daquelas histórias que simplesmente nos deixa com raiva e com amor à personagem principal. Basicamente, a história começa quando todas as raparigas da escola já perderam a virgindade para cada um dos cinco rapazes que, no momento, estavam a travar a competição para ver quem tinha tirado a virgindade a mais raparigas. Os concorrentes do estúpido concurso são Tyler Bradshaw, Alec Jennings, Ian Jameson, Beckett Cartwright e Lucas Chandler. A questão é que, quando vão a ver, ainda há uma rapariga que é virgem e, essa decidirá quem vence a competição. Essa rapariga vai pelo nome de Charlotte Summers (eheheh, Charlote...), que se encontra agora no seu último ano de secundário.

O enredo da história passa pelas tentativas dos cinco rapazes tirarem-lhe a virgindade, ou seja, fazerem de tudo para que ela os escolha. O final é bastante irreverente e eu adoro a maneira como foi escrita a história, penso que foi daquelas com a qual dei mais gargalhadas. Recomendo imenso!

 

3. The Pizza Girl

Uma das histórias que me foram recomendadas por uma amiga minha e, sem dúvida, é a minha favorita das três que indiquei aqui.

A história tem como personagens principais Emerson Justice, uma rapariga comum como qualquer outra que é uma verdadeira amante de pizza e que faz de tudo para ter a última fatia, e quando digo tudo é mesmo tudo. Perguntem ao Leo Arsen que, já agora, é a outra personagem principal. Um rapaz italiano, super giro que trabalha na pizzaria favorita da Emma.

Posso dizer que nunca me ri tanto a ler um livro. É, sem dúvida alguma, o meu livro favorito de todos os tempos no Wattpad. É em inglês, tal como todos os outros que fui mostrando, e mostra a relação entre dois jovens e o seu grupo de amigos.

Vale totalmente a pena ler, é uma história cheia de drama, romance, humor e, acima de tudo, pizza (amantes de pizza, vocês têm que ler isto)! É um must read para quem decidir instalar o Wattpad.

 

E pronto, vou-me ficar por aqui, até porque estas são as histórias favoritas de todos os tempos. Quando ler outras que se igualem, entretanto contacto-vos e faço outro post acerca do tema.

Ficaram interessados em ler alguma ou em, pelo menos, instalar a aplicação e dar-lhe uma oportunidade? Espero que sim, caso contrário o meu trabalho como influencer wanna be da moda falhou redondamente (sentiram aquele sarcasmo? Claro que era a brincar, mas ficaria feliz se vos tivesse influenciado, como é óbvio).

 

22
Out18

Review | DUFF

Hoje é segunda-feira e, como tal, decidi trazer-vos uma review que tenho vindo a adiar pois nunca soube como a fazer de forma a fazer justiça a um dos livros que li e dos quais mais gostei na vida.

Para quem não sabe, DUFF significa Designated Ugly Fat Friend, ou seja, é a amiga feia e gorda de qualquer grupo. No fundo, penso que sabem de onde quero partir, visto que já fiz um post em que expliquei ponto por ponto de que forma me identificava com o conceito (se estiverem interessados, leiam aqui). Com isto, li o livro na altura em que este conceito se tornou a minha mais pura realidade e lembro-me de o chorar a ler.

Sei que também há um filme, mas em comparação ao livro é tão ridículo que nem me vou dar ao trabalho de falar dele. Vou focar-me naquilo que aqui me trouxe - apresentar-vos um livro genuíno que merece ser lido.

Com isto, não quero dizer muito acerca do livro, até por penso que já têm uma boa ideia daquilo que sinto por ele - uma história verdadeira, genuína, e que acima de tudo é protagonizada por uma rapariga com a qual muitas desse lado se podem identificar.

Por isso, aproveito para vos deixar uma sinopse mais abrangente e também a imagem do livro, isto se estiverem interessados em ler. Vale a pena. Deiam uma oportunidade ainda que pareça apenas mais um drama adolescente. Não é. É real.

 

Bianca Piper não é a rapariga mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o rapaz bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

 

 

 

 

11
Out18

Sou uma viciada no Wattpad

Eu não sei se vocês, pessoas que me seguem ainda que eu seja mais chata que sabe-se lá o quê, têm conhecimento do facto de eu ter uma conta no Wattpad. Penso que já mencionei este facto aqui e ali, mas efetivando ainda mais agora e dedicando a esta plataforma maravilhosa um post exclusivo, assumo perante vós, meus fiéis seguidores da fé Charlottiana (fica melhor, captura o meu lado charlatão), que eu tenho uma conta no Wattpad.

E agora, como sei que me adoram (não é ser convencida, é ser ligeiramente confiante acima do que é considerado aconselhável), aproveito para informar-vos que não vale a pena irem pesquisar aqui pela Lotinha, isto porque a minha conta está registada com um pseudónimo - que mencionarei um dia destes, visto que não pretendo divulgar ainda.

Para além de ler umas coisas (tenho a biblioteca a rebentar pelas costuras com tanto tipo de livro diferente), também as escrevo. No entanto, sempre foi tudo muito amador e sem ligar muito a nada, tudo até há uns dias durante a minha hora de almoço a fazer o quê? Ler Wattpad, pois claro.

Estava com uma amiga minha, que tem conhecimento da minha conta (que é quase top secret), e estávamos a falar de uma história que lemos e nos fez ver a vida de maneira muito diferente da que tínhamos antes, e ela propôs que eu escrevesse algo do género, nomeadamente porque eu sou uma aspirante à escrita e porque criar uma história com uma personagem inspirada em mim seria uma receita para o sucesso, já que ela diz que eu pareço uma autêntica personagem saída de um livro de Humor do Wattpad.

Eu, como é óbvio, fiquei hesitante e acabei por ir na conversa dela e hoje cá estou eu, a trabalhar na história, tendo-a como a minha "editora", de forma a tentar trabalhar no aperfeiçoamento para que se possa tirar o máximo proveito de cada capítulo. Só agora entendi o quanto custa e quanto trabalho dá criar uma história de verdade.

Tenho a certeza que não me vou arrepender, nem tenho nada a perder! Acima de tudo é para perceber o que significaria ser uma verdadeira escritora amadora e ver se eu realmente gostava de me atirar de cabeça para isto.

Vamos ver como corre, quando estiver decente eu talvez vos deia uma indicação, caso queiram ler, como é óbvio.

Entretanto, gostava de saber se vocês gostavam que eu fizesse um ranking das minhas histórias favoritas que já li até ao dia de hoje no Wattpad. Eu faria com gosto, por isso peoples digam-me aí se gostavam de saber mais sobre a plataforma e sobre as histórias em si. 

06
Jul18

O meu percurso e as dificuldades na leitura

Em pequena, ler era provavelmente um dos meus passatempos favoritos. Devorava livros completamente (o meu pai que o diga), mal acabava de ler um, imediatamente começava outro e não via forma de parar. Aliás, lembro-me de o meu pai e eu acordarmos que ele me daria um livro por semana, mas caso o acabasse antes do prazo, teria mesmo que aguentar e fazer outra coisa qualquer. Para mim o desespero de não ter um livro era igual ao desespero que hoje em dia é ficar sem dados móveis - algo impensável e absolutamente absurdo. E isso acontecia-me muitas vezes (o cenário do livro, não dos dados. Sou uma pessoa poupadinha no que toca à Internet fora de zonas com Wi-Fi). 

Lembro-me que o dia mais feliz da semana era sexta ou sábado, que era quando íamos ao Continente fazer as compras. Na verdade, eram os dias em que íamos a todos os supermercados e trazíamos carrinhos de compras cheios (ainda o fazem, só que eu já não compareço), e era o dia em que eu trazia um novo livro para casa.

Hoje em dia, tenho a coleção das Gémeas da Enid Blyton completa e alguns outros livros de aventura. Outros acabei por dá-los, como o da coleção das Fadas, ou a Odisseia da Alice Vieira. Li uma boa quantidade de livros na minha infância porque era aquilo que gostava de fazer, já que a televisão se tornava demasiado repetitiva e aborrecida, e a Internet e eu não nos tínhamos conhecido ainda. Acho que o facto de me agarrar tanto aos livros se devia ao facto de eu ter sido a última da minha turma a saber ler. Lembro-me que toda a gente já tinha aprendido menos eu, e isso desmotivava-me. Quando aprendi foi como se finalmente tivesse alcançado uma grande meta (que ainda continua a ser, pelo menos para mim).

No entanto, de há uns anos para cá tudo mudou. Deixei de gostar da leitura, não li mais nada durante muito tempo, inclusive os livros da escola. Creio que o entusiasmo da leitura me passou de tanto que li, ou simplesmente mudei face às circunstâncias e ao meio que me rodeava. Acho que cheguei àquela altura em que ler era considerado um crime à vida social - a pré-adolescência. Miúdos implacáveis e tal, a história do costume. Talvez tenha sido porque querer pertencer a algum lado, ou talvez tenha perdido o interesse.

Porém, há uns tempos para cá decidi que começar a ler era uma via que tornaria a minha vida melhor em vários aspetos e tentei habituar-me a segurar um livro em mãos de novo. De facto, descobri algo interessante em mim mesma. Os ritmos de leitura que levo dependem do tipo de livro e da história em si.

No geral, continuo a ser uma devoradora de páginas, tanto que, como já referi, li "O Fim da Inocência" de Francisco Salgueiro em menos de vinte e quatro horas. "Eleanor e Park" foram outro exemplo de livro que, apesar de ter demorado mais a ler, acabei por terminar em relativamente pouco tempo. Já me disseram que não devia ler tão rápido porque acabo por não disfrutar do enredo ao máximo, mas talvez a paciência não faça parte do meu ser e, por essa mesma razão, não consiga tirar o maior proveito da obra literária em questão.

Por outro lado, há livros que demoro muito tempo. Não tem nada a ver com grossuras, mas com a escrita, com aquilo que retrata, e por vezes até mesmo a linguagem utilizada. Um exemplo que retrata esta mesma situação é um livro de Susanna Tamaro, "Vai onde te leva o coração". Esta escritora é, provavelmente, a favorita dos meus pais, especialmente da minha mãe. Eu simplesmente não consigo ler os livros dela, confundem-me e não entendo nada, por vezes chego mesmo a ficar entediada e perco-me pelo meio. Mas este livro é o pior porque quero lê-lo e entendê-lo, só que lá está, sinto-me perdida e confusa, completamente sem saber o que está a acontecer, fico ignorante às palavras que a narradora (que ainda não cheguei a saber quem era ao certo) profere.

Tudo isto para falar de um livro que comprei por volta de Fevereiro ou algo assim, o livro em causa é baseado em factos verídicos (que são o meu tipo de livros favoritos porque me fazem realmente sentir aquilo que a personagem sente) e chama-se "Os Filhos da Droga". É um livro que me despertou interesse porque há uns anos uma amiga minha o tinha lido e me recomendou, decidi que era altura de o ler, mas não sei se me encontro preparada para isso. Estou a demorar demasiado tempo a lê-lo, não é que me perca, mas não me consigo concentrar porque creio que fico meia "afetada" com o que leio. O que é estranho, sei que tenho capacidade mental para o ler, mas não consigo sair dali com "medo" do que encontrarei depois.

Ando para ler o "Vai Onde Te Leva O Coração" há muitos anos, dois para ser mais exata, mas nunca o li. Este livro é bem capaz de ser uma repetição do mesmo. 

Agora, fica aqui prometido que farei a review quando o acabar e vou referir a minha opinião sobre cada palavra e cada sinal de pontuação (metafóricamente falando, claro).

Com isto, queria perguntar se alguém aqui já o leu e também sentiu dificuldade em avançar as páginas, tal como eu. Sou a única que tem dificuldade em ler o livro?

 

07
Jan18

Book Review | Eleanor & Park

"Eleanor & Park" é um romance juvenil acerca de dois jovens inadaptados, cada um com os seus problemas, que por mera coincidência se conhecem numa manhã como qualquer outra no autocarro, em direção à escola.

Eleanor é uma menina ruiva que sofre de bullying na escola e tem problemas familiares a níveis dramáticos. Park é um rapaz coreano que simplesmente gosta estar no seu canto, sem chamar muito a atenção.

O que poderiam Eleanor e Park ter em comum? Aparentemente nada para além da esquisitice visível a olho nu.

O interessante da história é precisamente isso, - Eleanor e Park não são dois adolescentes estereótipo e clichê - estes dois "esquisitos" serem diferentes de todas as outras personagens principais de romances adolescentes.

Ainda assim, vivem um romance como o de qualquer adolescente, intenso e terno, mas de alguma forma único e cruel. Porque a vida deles não é a mais fácil, depende das interpretações.

Uma vertente que achei interessantíssima neste livro foi o facto de, para além de Rainbow Rowell ter fugido ao clichê do romance adolescente, ela também fugiu ao clichê de existir apenas um narrador.

A história é narrada por Eleanor e Park, o que nos faz perceber com mais facilidade, as posições e os pensamentos que ambos têm acerca do desenrolar da ação. Torna a compreensão da histórica muito mais clara, visto que mostra os esqueletos que ambos escondem no armário, onde também guardam os sentimentos que vão desabrochando com o passar do tempo.

Comprei este livro quando fui sair com as minhas amigas do 9º ano durante as férias do Natal, e adorei-o. Elas já o tinham lido e aconselharam-mo porque sabem que seria o meu tipo de livro, e elas acertaram.

Gosto de livros que mostram vários obstáculos e que me façam entender e viver os problemas da personagem com ela, e este livro deu-me essa vertente de uma forma incrível. Bastou-me ler a sinopse para ter a certeza que seria algo bem escrito e que eu gostaria.

Sem dúvida, é um livro que aconselho a todos os amantes de romances porque penso que nos mostra algo distindo do que se lê constantemente. Nem sempre o diferente é necessariamente bom, mas neste caso, garanto-vos que é uma mudança bastante positiva.

Deiam-lhe uma chance, nem que seja para se lembrarem daquela sensação que é estar-se apaixonado na adolescência (que convenhamos é das coisas mais estranhas e ao mesmo tempo agradáveis de sempre), porque acredito que vos vá fazer viajar para essa altura da vossa vida.

 

 

 

27
Dez17

Review | O Fim da Inocência

Olá!

Volto hoje com uma review não só de um filme polémico que estava ansiosíssima por ver, como também do livro que o inspirou. No entanto, há que ter em mente que o filme e o livro serão sempre diferentes, visto que há sempre mudanças.

Acerca do livro, eu adorei-o e posso assegurar que é um daqueles livros que nos surpreende, e no meu caso, fui surpreendida pela positiva. 

É de leitura extremamente fácil, numa questão que se lê bem, no entanto conta com partes mais delicadas e fortes, digamos assim, que podem atrasar a leitura. É, por isso, um livro diferente. O facto de possuir uma linguagem tão direta e crua assusta qualquer um que não esteja preparado para aquilo que vai.

Apesar das crónicas chocantes de "Inês", aquilo que me choca é o facto de o livro não ser ficção. Porque toda a gente já ouviu falar de alguém que tem uma vida "buéda marada", mas do ouvir ao ser verdade, vai uma distância considerável causada pela tal história do maldizer ou do facto de "Quem ouve acrescenta um ponto". 

Creio que o facto de ser inspirado em factos verídicos torna o livro tão bem sucedido, afinal, quando ouvimos algo que é ficção ficamos todos chocados, mas quando é mesmo a realidade de alguém lá fora, alguém que pode estar tão próximo de nós ou que poderia ser alguém próximo de nós (quiçá, nós mesmos), marca ainda mais.

Por isso, sem alongar-me mais com este assunto, concluo dizendo que adorei o livro e marcou-me de tal forma que eu, Carlota Lopes de Almeida, miúda que não é amante da leitura, leu o livro em menos de 12 horas, tendo vontade de ler mais ainda.

Quanto ao filme, eu devo dizer que fiquei bastante desapontada. O filme é bastante do livro para poder ser uma adaptação do mesmo. Eu compreendo que se mudem algumas cenas devido ao teor de cenas inapropriadas (se fosse igual ao livro duvido que passasse nas salas de cinema, sequer), mas grande parte do enredo foi alterado, detalhes que mostrariam muitas razões pelas quais a Inês esteve na situação que esteve.

Assim, não vou falar daquilo que todos falam - sexo, drogas e álcool - porque está demasiado falado e já todos sabemos aquilo que nos dizem sempre. 

De igual modo, aquilo que retiro da história da Inês é que não acontece só aos outros, nós não estamos imunes aos perigos do mundo.

 

 

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