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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

28
Jul18

The Intern | A experiência vem com a idade

Ao longo desta semana consegui arranjar um furinho na minha agenda para fazer algo que já não fazia há algum tempo - procurar um filme e relaxar enquanto o via.

Desde o ano passado que me tornei uma pessoa de séries. Cada vez que tenho tempo (e também para aproveitar para criar assunto para posts) vejo sempre as minhas séries, tenho uma de quase todos os géneros, mas não é sobre séries que vim falar hoje. Em vez das típicas séries, trago um filme que já saiu há uns anos mas que foi recomendado por uma youtuber que sigo (sou a única que vai ver os vídeos antigos de certos youtubers?).

O filme chama-se "The Intern" e retrata realidades bastante controversas e paralelas, e tem como protagonistas Anne Hathaway e Robet De Niro (acho que só por aqui já podemos ter a certeza que o produto final não pode ser classificado como menos de "excelente").

 

Sinopse:

Ben Whittaker (Robert De Niro) é um viúvo com 70 anos que descobriu que a reforma não é tudo aquilo de bom de que as pessoas falam. Aproveitando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sénior de um site de moda, - About the Fit - criado e gerido por Jules Ostin (Anne Hathaway), com quem cria uma forte amizade.

 

Review:

Considerei o filme uma espécie de comédia leve agregada a um misto de emoções que são capazes de nos deixar em lágrimas. É uma história bastante interessante que nos transporta para aquilo que cada vez mais é o século em que vivemos. Uma cena que adorei foi quando Ben e Davis - um jovem estagiário que começa a desempenhar as suas funções no mesmo dia que Ben - ocupam as respetivas secretárias. Ao passo que Davis retira apenas instrumentos tecnológicos e os coloca em cima da mesa, Ben coloca em cima da mesa todos os componentes que já estão incluidos no computador.

Acompanha também a jornada de Jules como a criadora de um projeto, uma mãe, uma esposa, uma mulher com uma carreira brilhante que reúne todas as condições para continuar a crescer juntamente com o seu projeto, e como a sociedade a encara. Tal como já referi em reviews de filmes anteriores, não é comum vermos uma mulher no poder, muito menos a largar a vida de dona de casa e a deixá-la para os maridos. 

Por outro lado, podemos ver um pouco de Ben e como a sua experiência de vida acaba por ajudar Jules em termos profissionais, mas também pessoais. É interessante ver como as gerações mais jovens não ouvem as opiniões dos mais velhos graças à sua arrogância e às suas ideias pré-concebidas (eu própria sou reflexo da estupidez da minha geração), mas quando realmente erram e ouvem os conselhos que aqueles que viveram mais anos que eles, acabam por admitir toda a sabedoria que estão por trás dessas palavras.

Assim, posso dizer que recomendo este filme a 100% para quem está disposto a disfrutar de umas boas duas horas e a divertir-se, aproveitando também a simbologia que se encontra nesta longa-metragem - a experiência de vida é, por vezes, superior que aquela adquirida a partir da Educação. A competência não se mede a partir dos números das classificações dos testes, mede-se a partir da capacidade de atuar quando é necessário e de entender quando esse momento chega.

Uma vez mais, se despertei o interesse de alguém (ou se não despertei pode ser que isto desperte), deixo aqui o trailer:

 

 

12
Jul18

Os Incríveis 2 | Um filme para miúdos... e graúdos

14 anos após o lançamento do primeiro filme, a Pixar regressa com a sequela para "Os Incríveis", que fez parte da infância das crianças dos anos 90 e início dos anos 2000. 

"Os Incríveis 2" conta com melhores gráficos, mas continua a ser composto pelos mesmos ingredientes que fizeram com que tivesse sucesso na sua versão pioneira - trata-se de um balanço entre um filme de animação e super-heróis que salvam o mundo. Uma espécie de produção Marvel para os mais novos que tem vindo a despertar o interesse dos crescidos que assistiam ao primeiro filme enquanto comiam a "sopinha" e para aqueles que são os fãs dos dias de hoje. Sejamos sinceros, quem não gosta de um bom filme de super-heróis?

Mas o que torna esta longa-metragem tão especial? Penso que a resposta é um tanto ou quanto óbvia. Qual é o filme da Pixar que não possui uma mensagem por trás que é do agrado dos mais velhos? Bem me pareceu, posso adiantar que este não é exceção.

Ora, entrando em pormenores, começamos o filme com a informação que durante 15 anos os super-heróis eram ilegais, e como tal não podiam agir de forma a colaborar com a polícia e salvar os seres humanos. Perante a injustiça que faz com que os nossos heróis tenham que esconder a própria identidade e as suas habilidades extraordinárias, o mundo divide-se entre aqueles que acreditam na legalização dos protetores, e aqueles que acreditam que estes só trazem desgraças e complicações.

É aqui que a Pixar esconde a sua mensagem, sussurrando ao ouvido dos mais novos "Crianças, lutem por aquilo que acreditem porque ninguém o fará por vocês. Não se conformem e vão à luta, defendam aquilo em que acreditam e não parem até conseguirem conquistar isso mesmo", que tão maravilhados sugam cada segundo do filme. 

Sendo apoiados por um homem poderoso que traçou um plano para os ajudar a voltar ao ativo, os nossos super-heróis vão provar a todos os políticos que merecem levar o crédito e exercer aquela que é a paixão deles - ajudar, salvar e proteger aqueles que não o podem fazer.

E mais uma vez, a Pixar aproveita esta situação para desafiar a sociedade em que vivemos, dando-nos uma grande chapada de luva branca, tornando a Mulher Elástica a salvadora do povo e representante dos super-heróis, aquela que vai em missão para mostrar ao mundo que, ao contrário de como os media faziam parecer, ela e todos os seus companheiros tinham apenas como único objetivo proteger, salvar e cuidar daqueles que não o podiam fazer sozinhos.

Ao longo do filme somos confrontados com as dificuldades que a heroína sente ao estar longe dos seus filhos em trabalho, o que retrata a realidade de algumas mulheres. É interessante como sente mais dor ao estar longe da sua família, do que ao lutar contra os inimigos que a atormentam.

Por outro lado, assistimos a um Sr. Incrível ligeiramente afetado pelo facto de não ter sido ele o escolhido para a missão, mas também a um homem que tenta ser um bom pai e lidar com os seus três filhos e com as situações que estes o fazem passar - o namoro da filha que deu errado, a matemática que mudou e o faz não perceber nada do assunto, e a questão de ter um bebé que precisa de imensos cuidados, mas também de imensa atenção pois é uma autêntica bomba-relógio.

No geral, é um filme que contraria muito aquilo que vivemos na atualidade. Ainda que a mulher já tenha um emprego, as lidas da casa e o cuidado dos filhos recai sempre sobre ela, assim como o trabalho mais ausente sobre o homem. Mostra que ambas as figuras são capazes de conseguir desempenhar os papéis contrários igualmente bem, trazendo uma noção de igualdade.

Se é um filme feminista? Mostra, de facto, a emancipação da mulher, mas não considero que seja feminista. Acho que se trata de um apelo à mudança de mentalidades nas novas gerações para que se demonstre uma valorização igual de ambos os sexos.

Se vale a pena ver? Claro, recomendo bastante. Foi um filme que valeu cada cêntimo que dei para assistir, desafio-vos a vocês (mesmo que seja em casa) a perder um pouco do vosso tempo para darem umas boas risadas, pois independentemente da mensagem, é um filme alegre e divertido que me deixou soltar umas risadas.

 

 

27
Dez17

Review | O Fim da Inocência

Olá!

Volto hoje com uma review não só de um filme polémico que estava ansiosíssima por ver, como também do livro que o inspirou. No entanto, há que ter em mente que o filme e o livro serão sempre diferentes, visto que há sempre mudanças.

Acerca do livro, eu adorei-o e posso assegurar que é um daqueles livros que nos surpreende, e no meu caso, fui surpreendida pela positiva. 

É de leitura extremamente fácil, numa questão que se lê bem, no entanto conta com partes mais delicadas e fortes, digamos assim, que podem atrasar a leitura. É, por isso, um livro diferente. O facto de possuir uma linguagem tão direta e crua assusta qualquer um que não esteja preparado para aquilo que vai.

Apesar das crónicas chocantes de "Inês", aquilo que me choca é o facto de o livro não ser ficção. Porque toda a gente já ouviu falar de alguém que tem uma vida "buéda marada", mas do ouvir ao ser verdade, vai uma distância considerável causada pela tal história do maldizer ou do facto de "Quem ouve acrescenta um ponto". 

Creio que o facto de ser inspirado em factos verídicos torna o livro tão bem sucedido, afinal, quando ouvimos algo que é ficção ficamos todos chocados, mas quando é mesmo a realidade de alguém lá fora, alguém que pode estar tão próximo de nós ou que poderia ser alguém próximo de nós (quiçá, nós mesmos), marca ainda mais.

Por isso, sem alongar-me mais com este assunto, concluo dizendo que adorei o livro e marcou-me de tal forma que eu, Carlota Lopes de Almeida, miúda que não é amante da leitura, leu o livro em menos de 12 horas, tendo vontade de ler mais ainda.

Quanto ao filme, eu devo dizer que fiquei bastante desapontada. O filme é bastante do livro para poder ser uma adaptação do mesmo. Eu compreendo que se mudem algumas cenas devido ao teor de cenas inapropriadas (se fosse igual ao livro duvido que passasse nas salas de cinema, sequer), mas grande parte do enredo foi alterado, detalhes que mostrariam muitas razões pelas quais a Inês esteve na situação que esteve.

Assim, não vou falar daquilo que todos falam - sexo, drogas e álcool - porque está demasiado falado e já todos sabemos aquilo que nos dizem sempre. 

De igual modo, aquilo que retiro da história da Inês é que não acontece só aos outros, nós não estamos imunes aos perigos do mundo.

 

 

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