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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

27
Dez18

O balanço deste Natal

Apesar de, teoricamente, ter anunciado o meu regresso, não tenho tido dias muito livre e, portanto, tenho que atender ao dever porque cada vez que este chama, eu não posso ignorar!

Esta semana, uma vez mais, o dever chamou por mim, bem como por todos os cidadãos portugueses que comemoram a quadra natalícia. Como já partilhei sem qualquer filtro, cada vez que a minha família se reúne, a coisa tende a correr de forma duvidosa. Dizem que as famílias são todas iguais, que a única coisa que as distingue é a morada. Confesso que gosto de pensar assim.

Mas e então como foi a minha consoada? Pois então, certamente que parecida à vossa! Estão a ver aquele constrangimento dado pelo facto de só nos falarmos em festas de aniversário e coisas que tais? Pois... teria sido algo do género, não fosse a minha família direta constituída por cinco pessoas, tendo por isso, apenas cinco gatos pingados à chuva na consoada.

Não obstante, costumamos sempre ir visitar os nossos outros familiares já de segunda fornada, como eu adoro chamar-lhes. Isto equivale ao facto de ter que despir o meu pijama confortável, vestir das roupas mais clássicas e maravilhosas e chegar lá dando uma de verdadeira Lady da corte inglesa. Lady Carlota Isabel, não vos soa bem? Benditos os meus pais na hora em que me deram um nome todo aristocrático, nem sabem o jeito que me têm dado em horas de maior aperto...

Continuando, sempre que vamos então a casa dos nossos ditos familiares emprestados, a coisa divide-se em aqueles que bebem um copo de vinho ou um cafézinho enquanto falam sobre os filhos e gabam todos os seus feitos - conheçam os homens da família, - aqueles que estão na cozinha a conversar acerca de quem está de baixa, quem deixou de trabalhar, a conduta dos filhos e afins mais variados - conheçam as mulheres da família, - e depois existem os desterrados que simplesmente não se importam minimamente sobre serem tema de conversa - conheçam todos os menores que simplesmente querem que chegue a hora de dormir, de ir abrir as prendas, ou de tirar o vestido extremamente sufocante no qual se encontram. Somos eu e os meus primos, basicamente.

Depois de finalmente causar uma boa impressão e de tecerem comentários como "Ai, está deveras uma senhora" ou "Ai, certamente será uma excelente diplomata", nós os cinco retiramo-nos da residência e vamos para a nossa própria residência.

Agora sim, propriamente na consoada, não sei se vocês passam pela mesma tortura que eu, mas eu venho de uma família bastante tradicional e conservadora das tradições mais antigas e, portanto, como podem calcular o bacalhau e as batatas cozidas são as estrelas do prato. Felizmente para mim (isto porque nem sempre foi deste modo), os meus pais agora dão-me carne ou ovo, o que faz com que eu realmente não tenha que comer qualquer tipo de peixe.

Mas vá, relativamente a prendas que é isso que vocês querem saber. Devo dizer que foi um dos Natais memoráveis pois recebi duas coisas que nunca pensei vir a receber até porque julgava impossível serem dadas de uma vez. 

Assim muito por alto, recebi um computador que tinha pedido num modelo específico, um telemóvel novo (o meu coitadinho já era tão velhinho que estava a dar o berro), uma mala maravilhosa que eu própria escolhi e um casaco que tenho vindo a usar desde que o recebi porque não deu para aguentar a espera. Fiquei surpreendida e feliz, especialmente por ter surpreendida, o que é algo que nunca me tinha acontecido.

Por fim, devo também expressar o meu grau de felicidade por ter recebido duas caixas de Ferrero Rocher e duas caixas de Rafaello porque minha gente, ainda que vos surpreenda, não tinha comido nenhum este ano. Quero poupar porque caraças, têm que me durar algum tempo, não posso comer logo tudo, caso contrário fico com BOLA quando quiser comer mais tarde.

Bem, mas ainda falta a passagem de ano que, convenhamos, não vai ser lá grande coisa mas da qual trarei um mini-relato para vos por a par do quão interessante o Reveillon dos Lopes de Almeida é (sarcasmo rebentando a escala...).

06
Set18

Help! Organizar uma festa para a família!

A minha avó (de quem já vos falei aqui no blog) decidiu que seria uma excelente ideia (a "ideia do século", literalmente) reunir a família toda para fazer uma festa. Como se esta premissa já não tivesse o potencial suficiente para correr mal, acabo de descobrir (em primeira mão) o difícil que é organizar uma festa para a família.

 Primeiro ponto de discussão: a data. Decidimos que ficaria para Setembro, quando toda a gente voltasse de férias. Setembro está aqui e ainda há pessoas que preferiam mudar para “o outro fim de semana”, “puxar” mais para o fim do mês, etc, um sem fim de desculpas para tentar adiar o mais possível e deixar a reunião de família para o Natal (coisa que toda a gente já sabe que acaba por nunca acontecer, adiando então a reunião de família para Abril, o meu aniversário).

 Segundo ponto de discussão: o local. A minha avó quer fazer na nossa casa, que tem mais espaço; os meus pais querem fazer na casa dela, para que os meus tios não fiquem tão aborrecidos. Outros preferiam ir para um restaurante ou mesmo para um hotel, que são sítios “neutros” (pessoas de família disfuncional e indecisa, levantem o braço e digam lá se não se identificam). Quem diria que a escolha da casa para a festa pode ferir tantas sensibilidades?

 Terceiro ponto de discussão: a ementa. Valha-me Deus lá com a treta da ementa! Vá, confesso que na minha família ninguém é muito esquisito - quer dizer, não há alergias, intolerantes à lactose ou ao glúten - mas cada um tem os seus gostos (ai não que não tem, bastou dizer que a mousse de chocolate levava ovos que foi o suficiente para deixar de a acharem "deliciosa"). Mas, aqui a pessoa foi pesquisar e propôs uma solução para todos os nossos problemas (e foi considerada minha gente)!

 Apesar de nunca termos experimentado, estamos a ponderar procurar um serviço de catering para festas no Porto. Assim, ninguém fica com a pressão para agradar a gregos e a troianos e poupamos tempo. A questão, claro, é que é preciso decidir uma data (porque os Lopes de Almeida fazem sempre a tempestade num copinho de shot com água) e com ela uma hora (convém referir que o encontro se realiza horas mais cedo para todos serem pontuais, porque nesta família a pontualidade é um daqueles pontos com grande margem para melhoramento… a menos que falemos de funerais. Aí chegamos com antecedência).

 Quarto ponto de discussão: porque é que a minha avó fez isto? Perguntei-me isto durante muito tempo e após ouvir várias conversas, arranjei a resposta. Passo a explicar! Já vos contei que a minha avó nem sempre é a pessoa mais discreta do mundo a fazer comentários, por isso ninguém quer ter uma oportunidade extra de ouvir que está gordo/a, acabado/a ou coisas do género. Mas, quanto a este ponto, resta esperar pelo melhor (isso ou convencê-la de que Deus fica chateado, o que já vim a descobrir que só sure efeito a curto prazo. Leia-se meia hora)…

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