Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

10
Nov18

#25 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Ontem tive teste de Português que, como já partilhei por estes lados, é sempre equivalente a um desastre maior que o da bomba de Hiroshima (e mesmo assim...). Os seus efeitos colaterais na média de todos os alunos que tiveram o infortúnio de o ter como professor (mas vá, não quero ser má. É só nesse aspeto, porque como pessoa é impecável) são catastróficos, desde alunos de 20 a mal conseguirem ter positiva no teste. 

Enfim, ora eu estava toda apreensiva por não saber quase escolha múltipla nenhuma e por ter a impressão que estava a errar a torto e a direito, quando um aluno fez uma pergunta qualquer (que pouco ou nada me ajudava). A resposta do professor veio de forma muito saturada, como se o tédio o tivesse invadido (bem-vindo, isso é o que sentimos em todas as aulas. Tédio. Tédio. Tédio. E... tédio?!), mas a melhor parte é aquilo que nos diz em seguida: "Aproveito para vos informar que este teste é para todos os alunos tirarem positiva". Como é óbvio e nada menos daquilo que se esperava, a turma desatou a rir. 

Francamente, parece que todo um humorista nasce dentro dos professores ao ver os alunos aflitos com o teste. Parece uma espécie de onda de orgulho misturada com aquele prazer em mostrar que eles eram os corretos. Infelizmente, isso não dura muito tempo, é só uma vez por mês, aproximadamente.

07
Nov18

#24 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Ora, isto vem a ser uma catástrofe natural, um verdadeiro ultraje! Não falo da tempestade que para aí anda, que é cada vendaval que cruzes credo canhoto! Nada disso, muito pelo contrário, até. Refiro-me ao meu outfit do dia.

À quarta-feira tenho Educação Física, como penso que já mencionei. Costumo ir de leggings, sapatilhas, mas sempre de camisa porque há que haver compostura. Só que hoje, não sei porque carga de água ou que raio foi aquilo que me deu, mas decidi que era excelente ir com a peça proibida - a sweatshirt!

E porquê a sweatshirt, perguntam vocês. Porque eu só tenho uma. Eu tenho uma sweatshirt na vida, que é a do Colégio, que uso para fazer desporto ou para ficar quentinha e confortável... em casa.

Não questionem, tenho dormido mal e andado adoentada. Só pode mesmo ser isso...

06
Nov18

#23 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Hoje tive um teste para o qual o meu estudo pouco ou nada rendeu. Estão a ver aqueles dias em que estão com a cabeça em todo o lado menos naquilo em que deviam estar? Passei por isso precisamente hoje.

Ora, eu fiz o teste com relativa agilidade. Sem grandes esperanças, fui fazendo o que sabia aqui e ali. Após umas quatro escolhas múltiplas feitas à sorte (figas para que tenha acertado miraculosamente), e um teste completamente feito, fiquei com cara de taxo. Não é que a penúltima pergunta, que era uma que exigia cálculo, não me estava a dar certo?

Assim muito resumidamente, era suposto o resultado ser 0 e a mim dava-me 3. Cheguei à conclusão que podia ser mesmo verdade e que eu é que estava a panicar para nada, sem razão aparente mesmo. Qual não foi a minha felicidade quando no último minuto, encontrei o erro e consegui que o exercício desse certo! A sério, foi mesmo fantástico, um descargo de consciência fenomenal!

Já conquistei vitória deste dia. 

05
Nov18

#22 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Há umas duas semanas atrás, não menos que isso, saí da aula de Economia a chorar aos prantos. E quando digo que saí da aula de Economia quero dizer que me levantei e saí quase que a correr (isto porque isso já é sonhar alto demais, quereria dizer que já estava de volta em forma, o que não é verdade) porta fora. E antes que pensem, isto na minha escola não funciona assim só que eu nem pensei, eu só fui.

Então, finalmente desenvolvendo o tema que já devem estar cansados de me ouvir. Como já estão mais que exaustos de ouvir, este primeiro período tem sido o autêntico desafio para mim, por todo o processo de recuperação em si, mas também por causa do facto de ter faltado a grande parte das aulas, seja por estar de atestado, seja por ter que faltar constantemente por causa de consultas médicas.

Enfim, resumindo e concluindo, fiz o teste de Economia faz hoje três semanas e acho que nunca nada me tinha corrido tão mal (salvos os testes de Matemática A e de Português, que são sempre uma desgraça astronómica). No entanto, tinha na ideia que ia tirar um 15... até a professora ter começado a corrigir o meu teste e ter vindo falar comigo muito preocupada com a situação. 

É assim, eu sou uma aluna de notas altas a Economia, nunca tinha tirado nada abaixo de 17 (salvo uma vez, mas isso aí quase nem teve peso na nota), fiquei sem chão ali mesmo. Daí a minha reação super dramática.

Hoje, finalmente, recebi o raio do teste e tirei 14. Epá, nunca tinha ficado tão feliz por ter aquela nota e, ainda que gostasse de ter tido mais, eu sabia que aquilo tinha sido um resultado que tinha obtido completamente sozinha, enquanto tinha perdido aulas de matéria, de revisões, e que aquele tinha sido o primeiro dia depois de outro atestado.

No geral, não ficaria contente, mas sei que estive próxima do 15 e que, ainda que não seja o meu ideal, eu não assisti a nada e o 14 que ali está era do meu estudo sozinha e da minha doença mal recuperada. Estou feliz. Estou, acima de tudo, aliviada.

Enfim, moral da história: a minha professora é uma autêntica drama queen que acabou por reconhecer que tinha exagerado e que a situação parecia mais crítica que aquilo que se revelou.

01
Nov18

#21 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Ontem à noite pensei que nunca iria ouvir os meus pais gritar esta frase com tanta raiva ou com tanta indignação. No fundo, não sei ao certo aquilo que eles me transmitiram, sei apenas que não foi nada positivo.

E agora vocês devem estar a pensar "O que é que ela fez desta vez?". Eu fiz algo que todos os jovens da minha idade fazem, que os meus pais me incentivavam a fazer e que detestaram no dia em que o fiz.

Ontem, como uma grande parte dos jovens do Porto, eu fui para a Cordoaria com as minhas amigas. Jantámos num restaurante maravilhoso (agora que penso devia ter tirado foto para vos mostrar, mas nem me lembrei), demos uma volta e fomos para o sítio onde ia ser a festa.

O meu plano original nunca terminaria com a noite no ponto em que ela acabou e, ainda que pareça que eu fiz algo de muito errado, eu fiz algo tão simples como beber bebidas alcoólicas. E antes que pensem, eu não me embebedei ou nada que se pareça, e isso inclui o facto da possibilidade de entrar em coma alcoólico. Eu não fiz nada de transcendente, mas para os meus pais eu fiz.

Estava com um grupo grande que acabou por ficar reduzido a três pessoas, encontramos outros amigos que vinham um saco cheio de bebidas e eu experimentei e bebi. Não vou esconder o que fiz, fiquei mais alegre mas nunca ao ponto de andar aí a gatinhar em direção à sargeta para "chamar o gregório". Bebi com consciência, ofereceram-me e eu aceitei porque eu quis, não por causa de algum tipo de peer pressure.

Quando cheguei à beira dos meus pais depois de me ir embora, eles começaram a chatear-se comigo a dizer que eu tresandava a álcool, nomeadamente a vodka, e que era óbvio. E a verdade é que até o podia ser por causa do batom meio borratado juntamente com as marcas pretas da bebida, mas nunca no meu comportamento. Se eu estivesse bêbada não poderia relatar tal coisa, lembro-me de maior parte das coisas que aconteceram e, certamente, lembro-me de ter que lhes mentir ao dizer-lhes a verdade, mas também tenho a perfeita ideia que cheguei decentemente, sem cambalear (ainda que sentisse uma ou outra tontura meia traiçoeira) e a falar normalmente.

Eu entendo que se preocupem mas o facto é que eles sempre me incentivaram a experimentar coisas novas e, quando começou a chegar à altura senti que se retraíram imenso, ainda mais agora. Confrontei-os com isso e a resposta que obtive foi que, ao incentivar-me, não queriam dizer beber bebidas com 40 volumes. 

Argumentei com eles e disse que me sentia ótima ao que eles contestaram com "Todos dizem o mesmo, mas amanhã vais ver como elas te mordem". Disseram-me que não me queriam ver mais naquele dia, para eu simplesmente ir dormir.

Hoje acordaram-me cedo para ir às compras e já me deixaram sozinha de novo. Falam mais alto, sobem o volume da rádio e fazem de tudo para que eu me vá queixar e, ainda que a dor de cabeça seja relativamente incomodativa e as dores no corpo muito evidentes, eu não digo nada e permaneço calada. Penso que está na altura de lhes dar espaço para assimilarem a ideia, quanto mais alarido eu fizer, pior será a minha situação. Respondo ao que me perguntam e nada mais.

E agora perguntam se me preocupo, o que penso que podem ter interpretado mal a partir deste post. Em parte sim, pelas consequências estúpidas que o facto de beber (com consciência, sublinhe-se) pode ter para mim. Por outro lado, não. Não me preocupo porque sei aquilo que fiz, e acima de tudo eu diverti-me e não cedi a qualquer tipo de pressão, bebi porque queria experimentar e bebi com consciência, não até cair para o lado.

Penso que está na altura de os meus pais assimilarem que eu cresci e sou quase adulta. E por muito que lhes custe admitir, eu não bebi para me divertir (apesar de me ter realmente divertido), ou para agradar a alguém, bebi porque queria experimentar e porque sabia o que estava a fazer.

Vejamos no que vai dar e rezem pela Carlotinha. Porque vos contei isto? Porque sinto que se calhar já podem ter passado por isso. Não foi porque isso faz de mim fixe, ou porque faz de mim rebelde, ou porque faz de mim superior a outros. Não tenho orgulho no que fiz, mas também não tenho vergonha. Aconteceu. A vida continua e não interessa muito o que bebi ou deixei de beber. Estou bem, é o que importa. Espero que os meus pais entendam isso.

 

24
Out18

#20 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Apesar de ter sido um excelente dia, este dia não foi assim tão excelente. Não sei se sabem ou se isto se tornou uma regra institucional qualquer, mas às quartas-feiras eu, pelo menos, não tenho aulas durante a tarde. E isto é bom porque é a única tarde livre na qual consigo estudar e dedicar-me a 100% à escola, sendo que também é a quarta mais produtiva de toda a minha semana (contanto até com o fim de semana), até porque sei que se não fizer, nunca mais volto a fazer mais nada.

O problema é que hoje eu estou mesmo estourada, tenho imenso sono e, se eu pudesse, deitava-me na minha cama e tirava um cochilo (cochilo esse que bem precisava), só que isso trocaria as minhas rotinas (que já são poucas) e tiraria tempo precioso da minha semana (tempo esse que já é escasso). Portanto, tenho que lidar com aquele plano bem básico do - fazer um trabalho para amanhã (outro) e estudar para um teste sexta-feira (que a menos que ocorra um milagre, me vai correr pessimamente mal). Enfim desejem-me sorte nesta batalha, que eu bem preciso!

 

13
Out18

#19 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Lembram-se daquele teste de que falei no último post? Pronto, mesmo que não tenham lido passam a saber que tive um teste de matemática ontem. Estava super bem preparada, nunca me tinha sentido tão bem preparada na vida. Até que pronto, recebi o enunciado.

Eu nem sei como correu, se bem ou se mal, mas boa nota não vou ter de certeza. Até porque falhei perguntas mesmo estúpidas (mas ao menos acertei as mais difíceis, mal o menos). O teste está dividido em duas partes, uma com calculadora e uma sem calculadora. Ontem foi a parte com calculadora e segunda-feira será a parte sem calculadora. E agora vocês dizem-me "Mas então, Carlota, isso é excelente! Tens outra chance!" e pronto, eu concordaria se não fosse pelo facto de não perceber patavina acerca de igualdades trigonométricas e coisas do género. Um teste infernal ao qual vou tirar uma péssima nota. God save me, please!

Ah e como se não fosse o suficiente, os meus pais acharam que seria uma ideia mais que brilhante, tipo a melhor ideia do SÉCULO, irmos numa roadtrip de última hora para a casa do Alentejo, o que equivale a família e eu com os livros atrás para estudar.

Se eu percebia pouco, então agora percebo cada vez menos, deixem que vos diga. Vou na fé mesmo, isso e vou aproveitar para rezar antes do teste na capela do colégio, pode ser que funcione!

11
Out18

#18 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Amanhã tenho um teste de matemática mesmo a meio da manhã, o que faz com que eu, pessoa que pouco percebe do assunto, tenha oportunidade de estudar mais um pouco e tirar dúvidas com as minhas colegas entendidas no assunto.

Como já mencionei anteriormente, aliás em diversas alturas, eu nunca fui uma aluna brilhante a Matemática, a minha classificação mais alta do secundário até ao dia de hoje é 13 e a mais baixa foi um 7 que acabou por não contar, fazendo assim a nota mais baixa de sempre 12.

Senti menos dificuldades na matéria deste ano, isso é certo, mas também tenho perfeita noção que epá, podia ser bem melhor!

No fundo, tenho bastante receio do que aí vem e tudo isto cria um momento no qual me sinto triste e em dúvidas com a escolha do meu curso, visto que estou numa área com discplinas variadas e cuja maior parte é maioritariamente constituida por cálculos, o que não é a minha realidade. Sou uma pessoa de Letras, o que é a razão pela qual me sinto meio deslocada quando ouço os meus colegas a gabarem-se do facto de pouco ou nada terem que estudar. Também é verdade que tenho das médias mais altas da turma, mas é porque chego ao ponto de ter vida para além dos livros.

Espero que o meu esforço (que tem sido imenso) valha a pena e que amanhã e segunda-feira (onde faço a segunda parte) compense todo o meu esforço. Vejamos o que sai daqui...

De qualquer modo e, só para prevenir, vou fazer aquilo que eu e um colega meu fizemos na altura do teste de Filosofia - olhar para o teto enquanto rezamos como se Deus fizesse milagres e a sabedoria escorresse toda. Não que não a tenhamos, mas estávamos a desejar um teste fácil e que não nos desse nenhuma branca (se querem mesmo saber, não adiantou de nada).

Obrigada por lerem este meu desabafo que pouco ou nada tem de engraçado mesmo. Depois dou notícias. Rezem por mim ou então simplesmente desejem que me corra bem, caso contrário lá se vai a média... outra vez!

03
Out18

#17 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Tenho que vos confessar algo. Para vosso espanto (ou então nem por isso), eu não sou a aluna mais dedicada. Epá, foi uma má escolha de palavras. Reformulando... eu não sou a aluna mais atenta. É um facto e contra factos não há argumentos.

Ontem tive Inglês e, ainda que a professora seja a mesma que ano passado, devo dizer que este ano parece uma pessoa completamente diferente e super hiper mega... insuportável. Criou toda uma planta que, ao princípio, eu detestei. No entanto, se não fosse essa planta que eu julgava ser desastrosa, eu teria morrido de tédio.

Estamos numa aula de Inglês e, de repente, ela lembra-se de falar de uma área que pouco ou nada sabe - aquecimento global. Isto e o facto de o que quer que seja que eu faça ter sempre um defeitozinho. Há sempre qualquer coisinha a criticar! Raio da gaja...

Felizmente, estava rodeada de pessoas estratégicas que me salvaram - duas colegas e um colega. Epá, não sou amiga próxima de dois deles, mas sou amiga próxima de uma das raparigas. Estivemos a falar de nada, da vida, mas foi bem melhor que a aula de chacha que a outra estava dar. Demorou e demorou e demorou a passar, ainda é pior que Português... ou devo dizer História?

Quando tocou dei graças aos céus, mas não completamente, porque ainda faltava uma hora...

Enfim, alguém me pode dar dispensa de inglês? Sim? É que eu vou lá para a ouvir dar a mesma coisa pela enésima vez, já sabendo as explicações todas de cor e a questão é que já sou bilingue. Odeio Inglês... disciplina menos desafiante... tempo morto, é o que é!

 

02
Out18

#16 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

É assim, eu juro que eu tento ser uma pessoa mais organizada e tentar repensar melhor o meu tempo, mas parece que o universo conspira contra mim e que já não há remédio possível.

Eu tento arrumar o meu quarto e ter uma secretária e um móvel bem parecidos. Ora aí está, eu tento.

Nos últimos dias basta-me cinco minutos que fica tudo desarrumado outra vez. Acho que desarrumar nunca foi tão fácil para mim. Cada vez mais simples viver na confusão.

Digam-me que não sou a única aluna irremediavelmente desorganizada, mais alguma alminha por aí que sofra do mesmo problema?

Pesquisar

Sobre mim

foto do autor

Mensagens

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D