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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

15
Dez18

Um ano e uma semana a tomar chá na blogosfera

Chamem-me desnaturada, eu sei que sou. Tenho estado tão atarefada e tão stressada, com tanto que fazer, que nem tive tempo de pensar propriamente na minha vida em geral. Com isto, acidentalmente perdi o aniversário do blog. Eu sei, sou a "mãe" mais desnaturada, mas eu prometo que não foi, de todo, intencional.

Ainda assim, nunca é tarde demais para fazer a festa de anos, não é verdade? Já há mais de um ano que conheci a blogosfera e há mais de um ano uma das coisas que mais me orgulho nasceu. 

Este último ano definitivamente mudou a minha vida. Conheci pessoas novas, abri alguns horizontes e tornei-me numa pessoa completamente diferente da que era quando comecei. Eu tinha uma perceção do mundo completamente diferente e, após diversos diálogos com o pessoal que me tem vindo a acompanhar (e que eu também tenho vindo a acompanhar), após posts e noitadas que fiz para programações, alterações do design do blog, após apps e apps e mais apps com ferramentas que pudessem ajudar, mas especialmente, após chávenas e mais chávenas de chá que foram tomadas por estas bandas... posso dizer que, com toda a certeza, a Carlota de há um ano atrás não é a mesma Carlota de hoje.

Sinto-me feliz por me ter atirado de cabeça nesta aventrua sem saber bem o que esperar, mas acima de tudo sinto-me muito grata pelo apoio que todos vocês têm vindo a demonstrar durante este último ano.

Dia 8 de dezembro de 2017 foi o dia em que iniciei um novo capítulo da minha vida, e a partir do momento em que escrevi o meu primeiro post, soube que tinha sido a melhor decisão que alguma vez havia tomado.

Obrigada por tudo, porque este ano não teria sido o mesmo se não fossem vocês. Acompanharam todo o processo de transformação e de maturação da vossa Carlota Isabel, aprendi com todos vocês e, por isso mesmo, posso dizer que não houve um único segundo que fosse que me tivesse arrependido.

Uma vez mais, obrigada!

31
Ago18

Ter um blog já não é por gosto

A nossa sociedade é movimentada por modas hoje em dia, parece que ser blogger, instragrammer, youtuber, influencer... you name it, se tornou em mais uma tendência alimentada pelos nossos olhos.

Para vermos ao ponto em que já se chegou, tumblr tornou-se um adjetivo. Isto está tão grave que acho que se os Morangos com Açúcar tivessem chegado aos dias de hoje, eles já não quereriam ser músicos, mas sim youtubers famosos. Aposto que iam haver aqueles que andariam de câmara para trás e para a frente ou então a por uma foto no insta para ver quantos likes dá.

Hoje em dia vejo coisas e ouço comentários ridículos. Todos querem ser influencers e usam as redes sociais para obter tal fim, falhando miseravelmente. Quantas vezes fui ao Instagram e vi pessoas que criticam blogs terem na descrição "Blog Pessoal" ou "Figura Pública". Figura Pública aonde? Só se fores conhecida por ires ao Kasa todos os dias e andares a fazer coisas por aí que eu nem vou nomear de tão impróprias que são.

Isto é irritante, mas pior ainda são aqueles que publicam nos stories coisas sobre marcas a fazer parcerias, tentando tão fortemente chegar lá e conseguir receber as coisas. Eu entendo, é tentador, mas por vezes é só estúpido (até porque muitas vezes não passam de rumores/mentiras).

Quantas vezes em conversa já não ouvi "Vou mas é criar um blog ou um canal de Youtube para receber cenas". Eu fico abananada com o grau de estupidez da pessoa. Mas isto devem pensar que é chegar aqui e as marcas enviam coisas e parcerias à toa. Elas enviam aos recém-chegados porque são queridas e lhes querem dar as boas vindas ao mundo digital. Claro... que não.

Eu não tenho um blog porque quero receber coisas ou porque quero ser famosa. Não é, de todo, uma prioridade. Até porque se fosse eu já me teria revelado na blogosfera, o que não fiz. A razão pela qual trabalho tanto no blog é porque gosto de escrever, caso contrário não passaria grande parte do meu tempo a pensar nele e a tratar dele. Deixava-o para aí.

Infelizmente, cheguei a uma conclusão muito triste que deve pesar também nos corações dos bloggers que já cá estão há mais tempo - ter um blog já não é por gosto.

Na cabeça de uma grande parte da população tudo é fácil, é chegar aqui e andar. Não é assim. Nem é assim que devia ser. Tirar proveito do blog? Eu entendo perfeitamente, até porque há quem realmente gosta disto e gostava de assumir isto como profissão a tempo inteiro (confesso ser uma dessas pessoas), agora criá-lo com o único propósito de ser uma espécie de Pipoca Mais Doce versão fatela? Não apoio nem nunca hei de apoiar.

Acho que os grandes lá estão porque trabalharam para isso e tiro o chapéu por eles. Admiro a força de vontade a persistência que demonstraram. 

Aqueles que só fazem isto porque sim? Porque é moda? Essas pessoas perdem  o meu respeito enquanto pessoas e enquanto bloggers, quem é que é capaz de ser tão matrialista?

Enfim, deixo aqui partilhada a minha raiva assim muito à toa e sem editar minimamente nada porque hoje é sexta-feira (nada a ver) e porque este post deve ser digerido assim. Cru. Arrggghhh.

"Cria um blog para receberes coisas". Dá-me vontade de dizer "Já tenho e é só por diversão, não tenho objetivos lucrativos e matrialistas desses em mente. Ok? Obrigada. Pode-se retirar. A porta é a serventia da casa".

Digam-me que não estou sozinha e que sou a única que sinto esta a aversão perante esta mania de que ter um blog é fácil e se resume a modas.

03
Jun18

A vergonha de ter um blog

Não sei se é vergonha ao certo, talvez seja alguma espécie de receio ou medo bizarro. Não posso dizer que o meu blog me envergonha. Quer dizer, há dias em que abro o blog em si e me mete um certo "nojo", não no sentido da sua existência, mas sendo eu a culpada por não se identificar comigo ou por ilustrar uma mensagem completamente diferente da que eu tinha em mente, ou mesmo até pelo meu próprio desleixo ao deixá-lo aí ao abandono durante não sei quanto tempo.

No entanto, penso que não há um único post publicado nesta espécie de caderno de pensamentos e projetos de pensamentos (nada de diários que isso lembra-me aquelas séries de televisão da Disney em que a personagem principal passa as temporadas todas a cantar e a dançar sobre os dois rapazes de quem gosta, namorando com um a temporada toda e acabando com o outro nos últimos dois episódios) do qual eu sinta vergonha ou repulsa. Claro que há posts que hoje teria elaborado de forma diferente, ou porque achei que me expressei mal ou porque poderia ter sido mais clara usando outras palavras, ou até mesmo porque sinto que fui demasiado antipática quando tentei ser séria. Ainda assim, não me sinto mal acerca deles, caso contrário estariam declarados privados ou apagados.

Mas... caraças, há sempre um "mas", não é? Parece que nós não sabemos dizer as coisas sem por essas pequenas conjunções adversativas no meio, verdade? É, digamos que está na nossa natureza. Não sei se na natureza do ser humano ou na natureza do ser português. "Portugal esta a jogar bem com a Tunísia, mas depois desleixou-se na segunda parte"; "A filha da Maria Vaidosa é tão fofa, mas a mãe está a ser descuidada ao expô-la tanto"; "Aquele Camões até que escrevia bem, mas não percebo nada d'Os Lusíadas"; "A Megan Markle esta muito linda no casamento, mas dizem que já ia grávida. Faz sentido, já olhaste para a menina? Coitadinha, está um farrapo!" (atenção que não estou a dizer que concordo com todos exemplos, isto são apenas frases que apanhei de pessoas ali e aqui).

Enfim, indo ao ponto, eu não tenho vergonha de ter um blog, tão pouco das coisas que partilho aqui, mas confesso que se as pessoas que me conhecem e convivem comigo no dia a dia soubessem, eu morria de vergonha.

Acho que não sou a única blogger a sentir isto. Todo aquele medo de ser gozada ou de começarem a citar aquilo que escrevi no post mais recente, ou o facto de verem quem eu realmente sou sem filtros...

Para mim, ter um blog é algo muito íntimo que deve ser apenas partilhado com pessoas que fazem o mesmo no seu próprio cantinho ou que apreciem, compreendam e respeitem o conceito. Se os meus colegas de turma, por exemplo, descobrissem o que faço na Internet não sei como reagiria. Nem os meus amigos mais próximos sabem da existência deste blog, quanto mais meros colegas de turma pelos quais não sinto qualquer empatia e que conheço apenas há nove meses.

Assim, acho que nunca seria uma daquelas pessoas que iria expor-se na internet por esse mesmo motivo. Gosto do meu anonimato e penso que nunca dele sairei. Penso que me agrada o melhor dos dois mundos - partilhar o que eu quiser, mas mantendo a minha identidade em segredo. Quem me garante que nunca me encontrei na rua com alguém da blogosfera? Muito honestamente não posso dizer se sim ou se não, tal como essas pessoas não podem dizer que já me encontraram porque eu continuo a ser um mistério na cabeça delas.

Enfim, tudo isto para tentar dizer muito mas não sabendo como o fazer e dizendo pouco. Sinto orgulho no meu blog, caso contrário este já teria sido apagado. O que não sinto é confiança para partilhar-me e partilhá-lo com o mundo, ou o exemplar de mundo em que eu vivo.

 

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