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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

27
Ago18

As minhas metas para o 11º ano

Hoje é oficialmente o último post de regresso às aulas. Decidi não continuar porque esta será a minha última semana de férias e desejo aproveitá-la ao máximo! 

Já partilhei várias metas para várias fazes da minha vida (acho que até aqui mesmo), no entanto decidi trazer um post sobre as metas que tenho a atingir para o próximo ano letivo, enquanto estudante e enquanto pessoa.

Talvez este vá ser um dos posts mais convencionais que vá fazer no que toca à reentré (gosto do nome, não vale a pena tentarem entender), mas sei que é um post que faz sentido para mim própria. Uso este tipo de partilha para me propor a realmente fazer algo e me prometer a mim mesma que vou fazer tudo ao meu alcance para atingir as minhas ambições.

Portanto, passando realmente ao post em si, deixo-vos aqui com as minhas metas para o meu 11º ano.

 

Goals.png

 

     ☆ Subir pelo menos um valor na média

É algo que influencia a minha entrada na faculdade. Apesar de ter tido uma média satisfatória no fim do ano, sei que sou capaz de atingir resultados muito melhores. Se for subindo gradualemente a média, tenho a certeza que vou chegar ao objetivo, mas claro que esta é uma daquelas metas a longo prazo, visto que não é chapa cinco e está feito.

 

     ☆ Fazer mais exercício físico

Infelizmente, por razões que vou abordar daqui a uma semana, receio que esta meta não se possa cumprir. É algo que dá que pensar pois não se trata de pregruiça (pelo menos não desta vez), mas de problemas extraordinários a mim, ou seja, sobre os quais não tenho qualquer controlo, e como tal forma de contornar a situação.

No entanto, não custa tentar, não é verdade? Afinal, a esperança é a última a morrer...

 

     ☆ Ser mais focada

Considero-me uma aluna que estuda muito, mas sem foco. Tenho grade dificuldade de estabelecer objetivos realizáveis, ou seja, pequenos que gradualmente acabam por vir aumentar a minha "caminhada".

Por isso, como já podem calcular, quando as coisas não correm tão bem como na minha cabeça, acabo por por a viola ao saco e desfocar completamente daquilo que tinha estabelecido antes. Não desisto, isso não faço, mas acabo por me desfocar e negligenciar aquilo que tinha prometido.

 

     ☆ Importar-me menos

Sinto que me importo muito, até mesmo demasiado, com a opinião dos demais, o que é profundamente ridículo. No entanto, acho que faz parte da minha natureza pois não me lembro de agir de outro modo. Não posso culpar esta minha dependência na idade ou na descoberta do mundo real, já que sempre me lembro de ter sido assim.

Importo-me demasiado, stresso-me demasiado. É algo que sei que não mudará do dia para a noite, mas é um aspeto que quero melhorar em mim.

 

     ☆ Ser mais confiante

Esta acaba por vir muito do ponto anterior. Desde que me conheço que sou muito insegura relativamente a tudo, mas com mais intensidade quando se trata da escola e dos trabalhos e testes que faço.

Por exemplo, basta eu não me sentir 100% orgulhosa do que fiz (o que é bastante diferente), ou lá está, ouvir uma opinião negativa, faz com que eu vá ficar insegura. Isto acontece muito com certos trabalhos práticos de algumas disciplinas práticas que tenho,  como nem a mim própria me consigo convencer, acabo por passar uma imagem aos restantes que para além de mostrar a minha insegurança e falta de orgulho perante o meu trabalho, faz com que eles, que até poderiam gostar do trabalho (porque verdade seja dita é que nem toda a gente tem o mesmo ponto de vista), não o façam visto que não os consigo convencer de que realmente é algo bom.

 

     ☆ Parar de procrastinar

Esta é uma das palavras que me define enquanto estudante e enquanto pessoa. Deixo tudo para a última da hora à custa desta caraterística, o que resulta na pressão, que resulta à falta de orgulho nos meus trabalhos, que resulta na insegurança, que resulta em menos três valores.

Acho que está na altura de eu aprender a fazer as coisas quando as tenho que fazer e não adiar muito, caso contrário transforma-se tudo numa bola de neve que vai acabar por me atropelar no caminho. 

 

     ☆ Focar-me mais em mim

Sou uma pessoa que gosto de ajudar os meus colegas de turma, no entanto, acabo sempre por sair um pouco prejudicada. Isto é, toda a gente precisava de mim, mas depois quando eu preciso que me retribuam o favor, essas pessoas acabam por não o conseguir fazer.

Por exemplo, apresentações orais são uma excelente ilustração do problema. Todos ensaiam comigo e me pedem opinião, eu ouço dou a minha opinião e tendo ajudar o máximo que conseguir. Chega a um ponto que eu sei as apresentações de toda a turma e me esqueço da minha, só que acabo por me safar tranquilamente.

Preciso que me ajudem numa pergunta do teste de matemática, só que as pessoas que me rodeiam e me pedem ajuda não percebem nada do assunto.

Com isto, sinto que tenho que me focar um pouco mais em mim. Várias vezes coloco-me a mim própria em último e saio prejudicada por isso, continuarei a ajudar os meus colegas mas sinto que tenho que aprender a parar.

 

     ☆ Melhorar e esforçar-me mais a Matemática

É a minha pior disciplina. Em parte por minha culpa, em parte por culpa do professor. Se ele não explicou bem e nem se preocupou em acabar a matéria, então uma parte da nota deve-se à preguiça que tem em trabalhar connosco. Por outro lado, deve-se também à preguiça que eu própria tenho em trabalhar sozinha.

Sei estudar matemática e sei aquilo que tenho que fazer para tirar, pelo menos, um 15. Mas não o faço. Desmotivo. E quando eu me desmotivo, nunca mais consigo entrar no ritmo e tirar grandes notas. Talvez este ano eu consiga, estou menos exausta e a matéria mudou. Novo ano, vida nova.

O meu objetivo é trabalhar mais, porque primeiro de tudo tenho que tirar boa nota pelo 11º ano, mas tenho que compensar a grande falha no 10º.

 

     ☆ Cortar distrações

E com isto não falo dos blogs, mas sim de várias pessoas que convivem comigo e não me fazer falta. Porque a verdade é que não fazem mesmo.

Não preciso de passar as minhas tardes com pessoas que me distraem dos meus objetivos, mas que pior que isso tudo, mal podem esperar por me verem pelas costas. Não gosto disso. Não quero isso. Não vou conviver com isso este ano. 

 

     ☆ Ler "Os Maias" de Eça de Queirós

Estão no meu livro, mas com esta coisa toda de agora ser opcional, a minha escola pode ou não decidir lecionar a obra. Mesmo que não o faça. Eu quero ler. E quero ler porque me interessa a história e porque quero perceber melhor a tão escandalosamente famosa obra. 

Tenho que ser sincera, já li e reli e fui obrigada rerreler "A Cidades e as Serras", detestei. Já estudei algumas obras de Eça de Queirós, por isso é que sei que tanto posso gostar como odiar, de qualquer forma penso que o primeiro cenário corresponderá à minha realidade. É precisamente por isso que preciso de ler, por pensar e não ter a certeza.

 

     ☆ Ir preparando-me para o exame

Não quero ser como muita gente que conheço que deixa tudo para a última da hora e depois anda aí a queixar-se e aos caídos. Não sou assim e não vou deixar que isso me aconteça.

Quando chegar a altura dos exames, quero estar preparada para o fazer e ter a certeza que vou sair dali com a noção de que fiz tudo ao meu alcance para atingir um bom resultado, que naquele exame está o melhor de mim. Aí sei que obterei um bom resultado, aí sei que a parte um das duas que me vão levar à faculdade estão feitas.

 

E basicamente estes são os meus objetivos principais. Claro que tenho outros mas decidi não colocar aqui porque são mesmo demasiado pessoais. Como tal, vão ficar aqui guardadinhos para a je.

 

 

26
Ago18

Back to School | Haul do Material Escolar

Não quero transformar este blog num studyblog, até porque poucas competência tenho para o fazer, mas ao mesmo tempo porque não é isso que procuro. Como já referi anteriormente, não gosto de me retringir a uma categoria em específico, o que faz querer levar à variedade. Além do mais, tenho noção que o público que lê aquilo que escrevo não é tão da mesma idade que eu, o que me leva a querer condutar aquilo que publico, transformando-o em algo mais interessante.

No entanto, e tendo em conta que escrevo aquilo que penso que é de interesse mas também aquilo que me apetece e que quero partilhar, decidi mostrar aquilo que vou usar no próximo ano letivo.

Antes de começar, quero pedir desculpa pela qualidade das fotos, sendo que foram tiradas por mim, que não sou de todo uma entendida no assunto, recorrendo ao meu telemóvel que não tem uma câmara tão boa assim.

 

Haul.jpg

 Portanto, este ano o meu material escolar foi comprado no Jumbo, no Carefour e no El Corte Inglés.

Foi um ano de descobertas, no qual me decidi aventurar e tornar parte da #squadcadernos. Esta decisão foi tomada após grande meditação, visto que carregava demasiado peso com o dossier cheguei à conclusão que este método deve ser bem melhor e as minhas costas agradecem. Nunca usei cadernos na vida, logo vamos ver como corre. Tenho uma preferência pelo que mostra a marca a que pertence que é a Mitos.

Entretanto, comprei aquelas capinhas todas fofas lindas para usar. Ainda não sei como me vou organizar, mas não falta espaço para o fazer. Este ano não há cá desculpas!

Por outro lado decidi tornar-me hipster boho (a Eva inspirou-me, tenho que confessar) e troquei de mochila para aquela que estão a ver ali. Comprei um estojo mais simples e compacto que me permite levar tudo o que é preciso. E o resto, já poderão ver com mais detalhe.

 

focus.jpg

 Ora, este ano reaproveitei bastantes artigos que comprei ano passado. Estavam bons e não faz sentido estar a gastar dinheiro em coisas que não valem mesmo pena. 

Por isso, passamos à parte que foi comprada em Espanha, no Carefour (aproveito para dizer que a mochila e o estojo são do El Corte Inglés, tudo o resto é do Jumbo). 

Para ser honesta fiquei surpreendida com o minimalismo com o qual os espanhóis encaram a Vuelta al Cole. Dá que pensar, mas eu já fiz todo um post sobre isso, portanto não vou abordar o assunto de novo.

Comprei 10 canetas da Paper Mate (são old school, só que desta vez são mecânicas e não de tampa) que de certeza que vou acabar antes de o ano terminar (sou uma aluna muito, muito aplicada mesmo). Decidi dar uma oportunidade às Milan, nunca tinha visto em Portugal, mas segundo uma amiga minha que vive em Espanha, não há melhor. Ao meu carrinho juntou-se o típico corretor, desta vez de marca porque era o único que havia, e claro que eu tive que ser consumista. Vocês sabem que eu tenho problemas com o consumismo e então decidi trazer os sublinhadores que tanto queria por metade do preço. Se isto não é um achado, então não sei o que é...

E pronto, foi só isto. Dentro do consumismo fui contida, eu sei. Não quero entrar muito dentro deste tema até porque nem há muito a dizer e eu não quero ser demasiado massacrante. Só quis partilhar mais marcas do consumismo ridículo. Mas vá, ao menos vou usar os produtos (não é como vou à Primark e compro coisas que nunca vou usar na vida).

A este ponto tenho tudo pronto para iniciar as aulas, dado que os meus livros chegaram na sexta-feira. Esta é a última semana, que dor. Desejem-me sorte.

 

19
Ago18

Back to School | Os meus studytubes favoritos

Para quem ainda não foi introduzido a este mundo e adora material escolar e coisas da escola e afins, digo-vos já que uma vez que lerem este post e forem consultar os links das pessoas que vos indicar, não vão querer outra coisa.

Há uns anos atrás, fazia binge-watch das séries de regresso às aulas portuguesas (e de algumas americanas), ainda um pouco à toa sobre o assunto e à procura de inspiração urgentemente. Com o tempo, fui-me introduzindo ao mundo maravilhoso dos studyblogs, studyblrs e studytubes e desde que cheguei e entrei neste paraíso para qualquer sucker for supplies and organization nunca mais consegui sair.

Por isso, como pessoa maléfica e horrorosa que eu sou, decidi que era altura de viciar também aqueles que gostam de ler este blog (ainda me pergunto porque o fazem e questiono o vosso gosto) e fazê-los embarcar neste mundo que nos leva a instagrams e afins (agora que penso deveria mudar o título, but who cares?).

 

1. Mariana's Study Corner

 

Começo já com alguém que vos vai dizer alguma coisa por duas razões distintas - primeiro lugar é portuguesa, segundo lugar os vídeos dela contêm legendas (maltinha que não percebe inglês, digam lá quem é amiga! Já não há desculpas que não percebem o que elas dizem).

Mariana M. Vieira é uma estudante de Direito, atualmente a tirar o mestrado, que partilha as suas dicas de estudo, o seu método e ao mesmo tempo motiva e inspira o público que a segue. 

Foi a primeira youtuber nesta área que eu segui, e é a youtuber mais minimalista que encontro neste grupo que reuni. Além do mais, é aquela que nos explica toda a sua jornada, ou seja, como esta vibe do studyblr a influenciou e a tornou numa pessoa consumista, mas também todo o processo e razões pelas quais decidiu passar do papel para o teclado. Uma verdadeira inspiração que se encontra ao alcance de todos nós.

Mariana's Study Corner.png

 

 

2. Studywithinspo

 

Studywithinspo aka Brian, é o único rapaz que mencionarei neste vídeo e aquele que me transmite muito vibes do Conan Gray. 

Partilha as suas dicas e as suas aventuras relativamente ao seu percurso académico durante o seu secundário e, neste momento, iniciará o seu primeiro ano da Universidade. Tem-nos levado na sua aventura de preparação para esta nova fase da sua vida e posso dizer-vos, se há sinónimo de aesthetic esse sinónimo é Studywithinspo.

studywithinspo.png

  

3. Studyquill

 

A "Hermione" é uma das raparigas mais relaxantes e inspiradoras desta comunidade. Dá-me a ideia que é a mais focada e que tenta estender o seu conhecimento a todas as áreas.

Com ela aprendi a estudar de forma mais eficiente e, sem dúvida alguma, ver os vídeos dela acalma-me. Adoro, nomeadamente, as Real Time Study Sessions, onde para além de a ver estudar, estudo ao mesmo tempo. Sinto que por vezes acabamos por ser, de certa forma, studybuddies.

 

studyquill.png

 

4. Studytee

Este é, sem dúvida alguma, o meu studytube favorito de todos os tempos. É da autoria de Therese, uma jovem norueguesa, que nos mostrou o que fez durante o seu ano sabático e como se preparou para a universidade durante esse mesmo ano. Neste momento, ingressou em Engenharia Médica e partilha a sua experiência, no entanto, a própria anunciou que não vai postar tão religiosamente vídeos por causa do horário mais preenchido, mas garante novidades e mais inspiração a partir do seu Instagram.

studytee.png

 

 E basicamente, estes são os meus studytubes favoritos, no entanto, descobri recentemente novos, só não tenho é uma opinião formada neles.

Por outro lado, sigo e acompanho bastantes vezes studygrams, o que é um mundo completamente diferente, mas ainda tão ou mais fascinante que este. Sou capaz de ficar horas a contemplar as diferentes fotos, ainda mais agora com o mecanismo das hashtags, em que podemos segui-las, é uma boa forma de continuar a descobrir gente nova e talentosa.

Assim, se gostaram deste post e querem que faça a versão studygram, digam-me que eu farei com o maior gosto! E vocês, conhecem algum dos que mencionei ou conhecem alguém que não mencionei e que recomendam? 

18
Ago18

Back to School | Beleza acima da qualidade e preços inflacionistas

Ora desejo partilhar convosco que me sinto capacitada a falar do tema pois sou uma verdadeira e fiel seguidora de studyblrs, studygrams, studytubes e etc e afins. Por outro lado, ao falar deste tema que me irrita, aproveito para falar do outro tema que me irrita - os preços inflacionistas - com os quais me deparei numa viagem que fiz.

Portanto, e começando por partes, admito aqui publicamente que se há coisa que eu abomino são séries de Regresso às Aulas feitas por Youtubers de Moda e Beleza, que como indica, percebem de Moda e Beleza (e bastante bem, adoro-as a todas, fazem parte do meu dia a dia e acompanham-me no meu percurso da maquilhagem, dando-me as dicas todas que preciso para melhorar. São umas fofas que admiro) e não de materiais de escritório e coisas do género.

No outro dia (leia-se ontem), falei disto mesmo com a Sofia (amiga a gente passa a vida a debater tudo e mais alguma coisa kkkk). Muitas vezes é fruto das parcerias, mas quando é fruto das parcerias eu estou como o outro "vivem disso e para além do mais os produtos são bons, venha quem vier", o que me irrita é quando escolhem as coisinhas todas fofinhas e bonitinhas e nos fazem pensar que são da melhor qualidade. To be honest, isto não é uma de dar hate porque como já disse várias vezes adoro as Youtubers em questão e admiro o trabalho delas, os vídeos são bem feitos e gosto de quase todos menos aqueles que lá envolvem o típico Haul.

Para todos os efeitos, e ainda fazendo uma crítica, a verdade é que elas acabam por influenciar o público que está deste lado e incita-nos ao facto de que a beleza está acima da qualidade, quando não é bem assim. Eu sou hipócrita (já vão ver mais à frente nesta série de matérial escolar que isto é bem verdade) e suspeita, eu dou por mim a colocar a beleza à frente da qualidade, no entanto, tenho tentado controlar isso. Sou da opinião que se podermos ter os dois, então é perfeito, mas caso não seja possível, encontrar aquele que achamos o mais atrativo dentro da boa qualidade (juro que me perco pela beleza de certas agendas e planners).

E entrando nesta parte, há que ter em mente que qualidade para o mal dos pecados de 90% dos portugueses é sinónimo de "vamos gastar dinheiro? Vamos lá!". Eu sempre tive este ponto de vista, sempre até ontem.

Fui a Espanha e cada vez que vou a Espanha, os meus pais insistem que temos que ir ao Carefour por ser mais barato e arranjarmos produtos que não existem cá. Verdade seja dita, nunca quis muito saber porque nunca prestei atenção e porque não sou uma dona de casa, logo compras não são muito a minha tarefa.

Quando chegamos deparamo-nos que a "Vuelta el Cole" também estava a bombar lá e eu, amante nata de material escolar e entusiasta stubyblogger (estou a trabalhar nisso, mas depois vocês saberão), corri para lá e comecei a comparar preços. Eu estou sempre em cima das novidades de material escolar e daquilo que há, não há, o preço e os descontos (se isto não é ser amante, então não sei o que é), por isso alertei logo que havia artigos que nós não tínhamos e que eram bem mais baratos aqueles que eu conhecia.

Com isto, vou dar um pequeno exemplo. Gosto de sublinhadores pastéis e não estou disposta a apostar em sublinhadores vindos do Japão por enquanto, como é óbvio, aqui vi-os a 12€ e lá encontrei-os a 6€ coisa que o valhar. Uns mini estavam a 10€ aqui, lá estão a 3,50€ ou qualquer coisa parecida. Isto deu-me que pensar.

Então nós, seres humanos de nacionalidade portuguesa somos uns "tesos" (peço desculpa pela expressão popular mas é mesmo a palavra para descrever a situação) andamos a pagar quase o dobro daquilo que os nossos hermanos que estão certamente com mais dinheiro no bolso pagam. Mas algo é certo, somos pobretanas mas somos muito mais extra (eu até fiquei chocada com o minimalismo das mochilas e dos estojos, até mesmo dos cadernos e das agendas, deveras algo fora de série).

E pronto, com isto decido partilhar a minha reflexão final. É mais barato comprar bonito, mas ao mesmo tempo comprar com qualidade é mais barato lá fora. Conclusão: vamos mandar vir da Internet, mas e daí fica preso na Alfândega e ainda é pior a emenda que o soneto. Vamos ficar-nos pelas deduções do IRS ou por gastarmos os cheques que as Câmaras Municipais fornecem, juntamente com os manuais que o Costa decidiu oferecer (muito obrigada, Costa. Trabalha para o futuro, há que economizar). Ao menos sempre recebemos mais tarde, melhor que nada!

 

15
Ago18

Back to School | Como lidar com a "peer pressure"

A peer pressure, algo que ouvimos falar e que certamente já experienciamos algum dia na nossa vida, especialmente durante a nossa adolescência e no tempo de escola.

Quando disse que iria fazer uma série de Regresso às Aulas, não quis incluir apenas os típicos os posts, eu tencionava que se adaptassem ao conteúdo que partilho no meu blog, o que não invalida o facto de trazer alguns Hauls e etc e afins. Hoje, decidi compartilhar as minhas dicas e a minha história relativamente à pressão por parte de um grupo e na necessidade que senti em integrar-me assim que entrei para o secundário.

Ora, há um ano atrás eu ainda estava de férias (estava quase a voltar mesmo) e encontrava-me naquela fase pela qual estava tão ansiosa - o começo do secundário e a mudança de escola. Lembro-me de estar nervosa por ir sozinha, logo a minha urgência em pertencer a algum lado era extrema. 

Toda a minha vida senti este sentimento e esta pressão por parte dos meus companheiros de escola, no entanto, afirmo com firmeza que este ano experienciei um género de pressão como nunca tinha experienciado antes, que chegou a causar problemas de autoestima que explicarei durante este post.

Quando cheguei à escola nova, eu tinha um namorado que estava noutra cidade (bastante perto da minha diga-se de passagem), noutra escola. Tentei esconder esse facto, esconder a minha essência e até a minha vida pessoal, mas eventualmente a verdade veio ao de cima e ficou-se a saber. Durante esse tempo tive que lidar com críticas e com pessoas a tentarem por-me dúvidas na cabeça (agora que sei o que sei hoje, realmente devia ter-me fiado neles completamente) e, eventualmente, eu e ele acabamos graças às incertezas em que eu me encontrava.

Para mim as aparências nunca foram o mais importante, mas descobri recentemente que esse pensamento era fruto da minha hipócrisia, visto que sempre satisfiz todos os requisitos para a "perfeição" (pelo menos fiz tudo ao meu alcance) e a verdade é que eu sou perfecionista e me importo bastante com aquilo que as pessoas pensam (chamem-lhe defeito se assim quiserem), o que me levou a tornar-me self-conscious acerca de tudo e mais qualquer detalhezinho.

Num post anterior em que falei daquilo que definia o meu estilo pessoal revelei que durante algum tempo o rejeitei e que me arrependi amargamente por ter escondido quem eu era, mas decidi não entrar em pormenor. Bem, a razão pela qual o fiz foi porque estava preocupada como me encarariam e como me aceitariam, passei um ano assim e quando cheguei ao fim do ano apercebi-me da estupidez que tinha cometido durante o primeiro ano daquele que seria um dos três pelos quais teria que passar para me livrar das pessoas que me rodeiam e me fizeram sentir assim. Por isso, tentei reverter a situação e foi aí que me deparei com comentários rudes acerca da minha imagem (não que não me tivesse deparado antes, por isso é uma questão de hábito).

Posso dizer que durante este 10º ano, cheguei a sentir-me ridícula por gostar daquilo que gostava e por ser quem era. Pensei em desistir e sair dali, mas não fui em frente. Não podia desistir dos meus sonhos e do percurso escolar que desejava baseando-me naquilo que me faziam. Fui muito criticada, fui slut shamed e cheguei mesmo a ceder aos comentários que me faziam até que me apercebi que eu não sou uma seguidora, eu lidero e sou quem quero ser e quem eu sou, não tenho que seguir o guia de como ser boa pessoa segundo os meus colegas de turma. Eu uso o que eu gosto, eu gosto daquilo que me dá prazer ver, ouvir, fazer... é a minha vida e são as minhas decisões.

Acho que o principal conselho que tenho para vos dar acerca deste assunto é mostrarem uma frente definida e que não se acanha. Eu era frágil e desejava ter amigos, mas ter "amigos" não é o mais importante, não se não aceitam quem vocês são e vos recriminam por agir de acordo com aquilo que vos define. Por exemplo, eu era criticada por me maquilhar e me arranjar e deixei de o fazer porque tinha que "viver com aquilo que eu era". Sim, é um princípio muito bonito aquele de nos aceitarmos como somos, mas e se não o conseguimos fazer? Mas e se conseguirmos melhorar-nos? Mas e se o fazemos simplesmente porque gostamos? Eu maquilhava-me e arranjava-me porque eu gosto de me ver assim, não é porque acho que não consigo viver sem isso. Também não podia usar calções curtos que era logo criticada, mas eu usava porque eu gostava! Comprei calções mais compridos e foi aí que senti como se eu tivesse dado um tiro na minha essência porque eu não uso isso, não faz parte de mim e nunca há de fazer!

Durante este ano não me achei boa o suficiente e cedi aos esterótipos e às pressões que os meus colegas aos quais eu chamava amigos criavam em mim. Toda recatadinha sem mostrar pele porque caso contrário iam escazinar-me em praça pública, toda naturalzinha porque caso contrário ia ter "bocas" direcionadas a mim como se fossem armas pontiagudas prontas para serem espetadas na minha pessoa.

Por outro lado, se senti este tipo de pressão por parte das minhas colegas, por parte dos meus colegas rapazes, não me senti bonita ou merecedora de qualquer atenção do sexo oposto. Não porque eles não me deram esse tipo de atenção (quer dizer não deram mesmo, mas essa não é a razão pela qual me senti assim), mas porque gozaram com o meu aspeto, apontaram todos os defeitos e humilharam e ridicularizaram-me vezes e vezes sem conta. Senti-me abatida. Gozavam comigo por tudo e por nada, o que me fez sentir-me terrível comigo própria.

No fundo, o meu conselho é serem quem são. Se alguém vos quer mudar ou vos tenta fazer sentirem-se mal com vocês próprios por motivos como os que referi acima, não vale a pena. Eles não valem a pena e não são merecedores de serem considerados amigos, porque nenhum amigo nos faz sentir desta forma.

Assim, lidar com a peer pressure? Vai de pessoa para pessoa. Eu já fui uma espécie de party girl, divertia-me com a vida porque para mim era uma festa e as pessoas que me rodeavam realmente gostavam de mim como eu era. Eles tornaram-me mais insegura, mais introvertida e aquilo que eu chamo de bicho do mato.

Como é que eu lidei? Atingi o meu limite e dei-me conta do meu valor e que estar inserida em tudo quanto é lado não é o meu objetivo, e tão pouco é tão importante assim. Bloqueei os comentários, chateei-me quando foi necessário e impus quem era e a minha vontade. Não falei com eles o verão inteiro, e foi um verão tranquilo e feliz dentro do possível. Estive internada e nenhum mandou uma mensagem, mesmo sabendo todos. Não me interessam e estar com eles não é algo que me interesse. No entanto, desejei os parabéns a quem tinha que desejar e continuei com a minha vida. Eu não sou igual a eles e eu sou feliz como sou e a ser quem sou. Ter este pensamento é o meu segredo e o maior conselho que vos posso dar. Saibam quem são e não se esqueçam dessa pessoa, mas estejam preparados para as consequências que daí advêm. 

Agora, com isto dito, estou curiosa. Para quem já passou pelos efeitos da peer pressure, contem-me a vossa história e como ultrapassaram tudo isto.

10
Ago18

Tag | School is Coming

Dando seguimento à minha rubrica temporária de regresso às aulas, trago-vos uma tag. A tag chama-se "School is Coming" e vi-a por aí no Youtube e achei-lhe piada por isso decidi trazer também.

 

1. Qual o produto que não te pode faltar antes de um longo dia de aulas?

Batom do cieiro. Se há coisa que eu não posso viver sem, essa coisa é batom do cieiro. Hidrata os meus lábios durante o ano todo e sou tão, mas tão apaixonada por este produto que tenho um em cada mala, no estojo e até mesmo um em casa para quando me maquilho em casa (porque eu acabo sempre a por batom ou na casa de banho do colégio ou no elevador enquanto desço do prédio).

 

2. Qual o teu penteado mais usado em tempo de aulas?

É entre um rabo de cavalo e um bun, fico sempre muito mais confortável usando apanhados. Cabelo solto faz calor e quando há vento fica todo cheio de nós, so I guess I'll pass.

 

3. Em tempo de aulas optas por um estilo mais "na moda" ou mais confortável?

Tal como já deu para entender, eu não sou uma pessoa de andar com roupa considerada confortável. O conceito de confortável é muito subjetivo, eu sinto-me confortável nas roupas que uso. Mas dentro do conceito aceitado por todos, talvez a primeira opção seja  a mais viável.

 

4. Qual o produto que vais usar e abusar este ano escolar?

O meu batom matte vermelho. É da Kiko, da gama Velvet Passion. Vivo para ele, tanto que estou a usar agora.

 

5. Lábios ou olhos fortes?

Por mim poderia ir tudo corrido a forte, mas escolhendo um, acho que lábios. Dá logo outro toque sem precisar de muito esforço e é perfeito para quem anda sempre numa correria e não tem tempo de fazer uma maquilhagem de olhos full glam.

 

6. Onde compras o teu material escolar?

Na Staples ou no Continente, por vezes no El Corte Inglés também. Não gosto de material escolar do Jumbo.

 

7. Três coisas que não podem faltar na tua mochila?

Lenços de papel, carteira e telemóvel.

 

8. Cadernos ou dossiers?

Toda a minha vida usei dossiers, nunca tive um caderno sequer (a não ser os A5 da primária). Este ano vou optar por usar uns pela primeira vez, mas isso vocês logo verão. Com isto, é impossível dar uma opinião, visto que não tenho ponto de comparação.

 

9. Alguma rotina matinal?

Chamem-lhe panca ou lá o que quiserem, mas sempre que acordo olho para o chão e vou caminhando para a casa de banho sempre a olhar cuidadosamente para o chão. Chego à casa de banho e cuidadosamente analiso o tapete, mexo-lhe com o pé e espero. Passado 30 segundos finalmente entro à vontade. Vocês perguntam-se porquê, sucede-se que há uns bichinhos na minha casa que saem sempre à noite e me dão cabo do juízo.

 

10. Alguma dica para o estudo?

Não procrastinar, pura e simplesmente. Eu procrastino muito e depois nota-se e muito. Portanto, não sejam como eu, maltinha.

 

11. Qual o teu pequeno-almoço favorito para começar bem o dia?

Favorito, favorito não tenho. Detesto comer, mas pronto. Como sempre torradas barradas com creme vegetal e bebo uma caneca de chá sem açúcar. Dieta acima de tudo.

 

12. Se pudesses mudar alguma coisa na tua escola, o que seria?

As escadas e a mobília. Infrastruturas geladas e mobília antiquada. Isso ou o dress code, demasiado restrito. Estão sempre a dar advertências.

 

E pronto, eu não vou nomear ninguém em particular, mas quem quiser pode "roubar" a tag à vontade!

09
Ago18

Back to School | Guia completo em como ser teenage classy

Porque Back to School não é apenas material escolar e estudar, decidi trazer um daqueles posts que faz completamente sentido, pelo menos para mim. Trago algo bastante diferente, pois este post vai falar de algo bastante diferente daquilo que eu costumo fazer - a moda. Regra geral, é algo de que nunca falo mas que é um tema que me diz muit, até porque sei que tenho um estilo bastante "alternativo" para uma rapariga da minha idade.

Considero-me uma adolescente um tanto ao quanto diferente do que se vê por aí (comparando a quem me rodeia). Não sou o tipo que vai e usa umas calças de ganga quaisqueres com uma t-shirt ou uma sweatshirt, calço umas sapatilhas e está feito. É uma forma de vestir que favorece certas pessoas, eu não gosto de me ver e, pessoalmente, nem me imagino (tentei durante um mês durante o 8º ano e nunca mais na vida, jurei para sempre). Sou uma mistura de clássico chique com juvenil, gosto de me vestir como uma adolescente (isto aqui não é "Breakfast at Tiffanny's") mas ser clássica dentro do possível.

Com isto, decidi fazer uma espécie de guia com os meus essenciais para a escola no que toca ao meu guarda-roupa. Neste post estarão também contidas as minhas opções para calçado e também em que me inspiro para os meus looks, por isso, acho que ficaram a conhecer um pouco mais sobre esta pessoa aqui. O intuito é maioritariamente mostrar aquilo que me rende num look para a escola em que não tento impressionar demasiado, mas ainda assim desejo parecer profissional o suficiente. 

 

Fashion basics.png

 

   ☆ T-shirts

 

Se há coisa que toda a gente deve ter no guarda-roupa, são t-shirts. Básicas, com detalhes, acho que isso é o segredo para parecer sofisticada mas ao mesmo tempo relativamente descontraída. Não obstante, as t-shirts não são a minha peça go-to, até porque quando as uso sinto a necessidade de "dar tudo" noutros aspetos, é quase inaceitável para mim andar com apenas uma t-shirt e está tudo fixe..

 

   ☆ Camisas

 

São, sem sobra de dúvidas, as minhas peças de roupa favoritas. Uma grande parte do meu roupeiro está cheio de camisas de todas as cores e feitios, eu gosto de camisas e ponto, contra factos não há argumentos. Relativamente às minhas favoritas, provavelmente são às riscas, até porque sou uma verdadeira amante das riscas e uso-as all day, every day se for necessário. A camisa dá um look sofisticado sem ter que me esforçar muito e convenhamos, I'm all for it.

 

   ☆ Jeans

 

O meu gosto pessoal leva-me a comprar sempre ou quase sempre o modelo skinny. No entanto, como tenho um corpo desproporcional, acabo por ter todas as condições para vestir um certo número de calças, todas menos a altura. Acabo sempre por dobrá-las para um look mais descontraído, acho que é importante dar sempre um contraste e dobras são sempre ótimas, pelo menos para mim. Se não nas calças, na camisa até atingir os cotovelos. 

De qualquer forma, deixo aqui confessado o meu grande ódio por jeans. Se há peça de roupa que eu não gosto, esta peça de roupa são jeans. Não gosto de as usar e ponto, mas de todos os modelos aquele que mais me incomoda são as high waisted jeans. Sei que com o meu tipo de corpo, se calhar essas seriam o modelo mais adequado, mas eu não me adapto pura e simplesmente. Usar cinturas subidas magoa-me a barriga e realça-a, o que não é algo que eu procuro. Com isto não digo que uso cinturas descidas, mas sim médias, que de todas são, na minha opinião as que me assentam melhor.

Sou da opinião que ao comprar jeans temos que ter em conta o formato do nosso corpo e experimentar todos os modelos dos quais gostamos e para os quais temos orçamento. A partir daí, encontraremos o tal. Mas comigo comprar jeans é uma verdadeira saga que, se fosse explicada, dava um filme de drama.

 

   ☆ Calças

 

Tal como não gosto de jeans, também não gosto de calças. Porém, estas são mais confortáveis para mim, e também dão um ar mais clássico, o que juntado a uma t-shirt básica, acaba por criar um contraste bastante favorável. Tenho dois pares de calças do género e estou bastante satisfeita com eles, são confortáveis e assentam-me bem. Ambos são da Bershka, o que é surpreendente porque essa marca não está presente no meu armário, de forma alguma.

 

   ☆ Saias

 

Saias são aquelas peças que acho que ficam bem a toda a gente. Dá para mostrar as curvas do corpo, mas também dá para favorecer as pernas (especialmente com saltos altos, mas já aí vamos). Por isso, o meu conselho é usem saias. Uso-as todo o ano e gosto de me ver.

Sei que não são tão confortáveis como jeans (pelo menos é o que dizem, eu penso ao contrário. É preciso saber escolher saia e saber andar com ela), mas a verdade é que para raparigas com curvas (o que é o meu caso), evidencia-vos um pouco as curvas, e se forem baixinhas (o meu caso), acabam por não ficar tão atarracadas (saibam é escolher o modelo que vos vai favorecer). Eu tento muito esconder as pernas, e o tipo de saias que uso ajudam-me a desviar as atenções dessa parte do meu corpo.

Caso sejam mais magrinhas, acreditem que uma boa saia (especialmente se forem mais altas) contribui para alongar as pernas e favorece bastante (digo isto com base no que vejo a partir da minha irmã, as pernas dela alongam bastante e é uma das miúdas que eu já vi a quem as saias favorece os traços bons que tem).

Com isto, saias são ótimas para vestir clássico mas sem intemporal ao mesmo tempo. Agora estão umas por aí bastante giras, saibam qual vos fica melhor e arrisquem.

 

   ☆ Vestidos

 

Temos então os vestidos, que são peças que me dão mixed feelings. Tenho uma barriguita considerável e escondo-a (ou pelo menos tento) sempre! Encontar um vestido que me permita tal coisa é uma tarefa difícil, mas não impossível. Costumo refugiar-me na Springfield e nunca fico desiludida.

Posto isto, os vestidos podem ser difíceis de encontrar se estiverem na mesma situação que eu, mas uma coisa é certa - todos temos preguiça por vezes, e escolher uma indumentária aceitável torna-se um pesadelo, a solução é um vestido que é basicamente por e andar. Quando me atraso, visto o vestido, calço-me, lavo os dentes, penteio-me e estou porta fora. Algo bom é que, caso estejam a apostar por algo mais confortável, podem combiná-lo com ténis.

 

   ☆ Casacos

 

Casacos, casacos, casacos. Tenho toda uma coleção e estou a um tipo de casaco para a completar. Eu tenho uma paixão assolpada por casacos, no entanto custa-me imenso investir num. São caros, mas sei que são das peças mais duradouras e que realmente podem definir um look.

Os meus favoritos são, provavelmente, os leather jackets, os blazers e os french coat. Já tive mais cabedais, mas entretanto um acabou por se rasgar (descansa em paz, cumpriste a tua missão), então fiquei com um vermelho que eu adoro.

Blazers dão um ar mais sofisticados e eu sem dúvida vou abusar do meu este ano, será o meu escravo de serviço. Gosto de os ver combinados com jeans e uma camisa ou t-shirt, mesmo com sapatilhas até. Acho que é um daqueles casacos que compõe um look completamente.

Por fim, os French Coats. Esses aí são outros que tais, compõem um look assim que são vestidos e dão-nos um ar mais sofisticado e conservador, o que é algo que eu procuro em muitos dos meus looks.

 

   ☆ Botins

 

Ora, botins. Eu sou uma rapariga de botins, tenho bastantes e passo a vida a usá-los. Saltos altos ou rasos, todos me seduzem por razões diferentes. Botins trazem-me boas vibes e, se não fosse pelo calor agressivo do verão, fariam parte da indumentária ao longo de certos dias.

Antes, quando eu andava na outra escola perto de casa, eu calçava os botins de salto alto e andava imensas vezes com eles. Hoje em dia, estudo fora de casa, o que é uma das razões pelas quais encostei os saltos e adotei os rasos. Não me arrependo, mas custa um pouco abdicar de algo que tanto gostei em prol do conforto.

 

   ☆ Ténis

 

Por fim, falo de ténis. Tenho uns quantos, alguns de marca e outros não. De certa forma, a mim não me interessa muito. Ténis são ténis, não é porque são de uma sapataria comum que são menos que os outros, e já me aconteceu sentir-me mais confortável usando ténis de "marca branca". 

Neste momento, aqueles que mais uso são os meus Adidas Gazelle azuis escuros (mas agora mais parecem azul lago dado o uso) ou os Nike Air Max (verdade seja dita, são mais confortáveis). Sei que são demasiado desportivos, mas consigo usá-los sem problemas, e nunca prejudicaram um look sequer.

 

Para mim, estes são os essenciais para um guarda-roupa de sucesso (isto se procuras um estilo parecido ao meu). Fazem-me sentir uma verdadeira girlboss e nunca o trocaria por nada deste mundo (cometi esse erro ano passado ao deixar-me influenciar por certas pessoas e foi algo de que me arrependo profundamente). Penso que a imagem que passamos reflete muito, ainda que inconscientemente, aquilo que somos e pensamos.

Se desejo fazer investimentos noutras peças? Sim, e assim que os fizer partilharei por aqui o que comprei. Sobre maquilhagem e cabelo? Isso será referido ainda durante esta série de Back to School, portanto... stay tuned.

 

 

 

 

08
Ago18

Back to School | Estar em Economia

Ontem falei um pouco do que significou estar em Economia e aquilo que sentia sempre que interagia com outras pessoas, incluindo todo o percurso que me levou a tomar a derradeira decisão. Hoje decidi trazer aquilo que é estar em Economia de forma mais objetiva, ou seja, aquilo que para vocês (se estiver aí alguém do meu curso, acuse-se) interessa realmente - as disciplinas e as dinâmicas de cada uma.

Primeiramente, quero dizer-vos que entendo perfeitamente o que se sente quanto a esta área. E entendo perfeitamente aquela pergunta por trás do tipo receio, é comum e não estão sozinhos. E eu vou fazê-la a mim própria e respondê-la o melhor que consigo por palavras minhas. Mas o que raio é Economia e o que é que se aprende?

Perguntei-me isto mesmo durante meses e ainda hoje não sei bem explicar de forma que fiquem a perceber. Economia A é uma disciplina que de certa forma estuda a população, o Homem, digamos assim. É uma Ciência Social que retrata a realidade do ser humano em sociedade numa vertente económica, ou seja, trata-se do estudo da atividade económica e dos fatores económicos. Sei que foi vago, mas há medida que eu falar das restantes disciplinas, vocês já vão ficar com uma ideia mais abragente.

A verdade é que o curso de Ciências Socio-económicas é um daqueles cursos para os quais nós vamos às cegas. Nunca tivemos certas disciplinas e nem fazemos uma mais pequena ideia sobre do que se tratam, e muitas vezes fazemos a típica exclusão de partes. Hoje vou dar-vos uma pequena noção daquilo que se tratam as disciplinas obrigatórias (não incluirá a opcional pois uns escolhem Geografia A e outros História B e não vale a pena falar de algo que nem todos têm).

 

Matemática A: É o bicho de sete cabeça que toda a gente pinta. Há quem obtenha altas classificações, depois existem pessoas como eu, cuja classificação é de 13 (miserável eu sei, tenho que trabalhar nisso). Considerei difícil (há que ter em conta que Matemática sempre foi a minha segunda pior disciplina teórica, seguida de Física e Química, nunca fui grande aluna, mas consegui tirar uma positiva bastante razoável) tendo em conta o meu nível. Comecei mal desde a lógica e desmotivei para o resto do ano, o que não é desculpa nem pode ser motivo para desleixar (não sigam o meu exemplo). Há matérias mais fáceis e outras mais difíceis, mas no geral é a disciplina que, para mim, exige mais trabalho. Esforcem-se desde o início e trabalhem todos os dias um pouco e com concentração, os resultados aparecerão.

 

Português: é uma disciplina transversal a todos os cursos e tive bastantes problemas com ela. No início do ano quase tirei negativa num teste, e ambas as classificações foram baixas. O primeiro período é, sem margem para dúvidas, uma dor de cabeça. Não querendo ser pessimista, mas é preciso saber interpretar até porque se trata de Português arcaico. No entanto, não é porque no início corre mal que depois se mantém. No meu caso, consegui subir bastante no resto da matéria e acabei com um excelente resultado. 

 

Inglês: É aquela disciplina que eu não dou feedback. Não quero ser convencida, mas a verdade é que eu não estudo para Inglês pelo simples motivo de saber a matéria toda de trás para a frente e de frente para trás. Fui reconhecida como bilingue pela minha professora, logo Inglês tornou-se a disciplina que me sobe ainda mais a média. Dá-se aquilo que se dá em quase todos os anos, mas confesso que o vocabulário me teria causado uns problemas se não pudesse recorrer ao uso de dicionário.

 

Filosofia: uma disciplina nova da qual ninguém faz ideia ao princípio. Ao contrário de muitos alunos, eu adoro Filosofia. Adoro todas as matérias sem exceção porque acho que são bastante interessantes, e não é uma disciplina tão teórica quanto isso. Eu acho que depende dos professores e do método de ensino, por exemplo, a minha professora não avaliava sempre os testes, nós fazíamos um teste e éramos avaliados por ele, mas depois tínhamos trabalhos e apresentações que contavam tanto quanto os testes, logo ajudava a subir a nota, mas também tornava as aulas mais interativas. Sem dúvida que é uma das minhas disciplinas favoritas.

 

Economia A: explicando melhor a disciplina. Está interligada com a História e com a Geografia, nomeadamente certos conteúdos que aprendemos no 3º ciclo (como a inflação, por exemplo) são explorados. No fundo sempre falámos de Economia, só não sabíamos que nome dar-lhe. No 10º ano damos uma introdução às Ciências Sociais, e em seguida começamos a falar do consumo, da produção, da distribuição, da repartição do rendimentos, dos mercados... 

Considero esta disciplina bastante interessante e é, sem dúvida, a minha favorita. Dá-me prazer estudar Economia pelo simples facto de gostar da matéria e gostar de perceber. Se me perguntam se gostei de tudo? Não, detestei, abominei os mercados (é a unidade que toda a gente ama). No entanto, apesar de parecer fácil, é uma daquelas disciplinas que exige muita dedicação porque é preciso saber muitas coisas e saber interligar conceitos. Algo que descobri é que nunca vou perceber tudo de uma vez, há coisas que demorarei anos a compreender porque simplesmente é assim. Não tenho maturidade para compreender. Tenho que saber, isso é certo.

 

Educação Física: consegui, surpreendentemente, ter nota superior a este desastre de disciplina que a Matemática. É assim, não há muito a dizer acerca disto. Dá-se o mesmo de sempre, gira o disco toca o mesmo.

 

Basicamente este foi o meu apanhado das disciplinas obrigatórias do curso. Eu posso dizer que é trabalhoso, e já cheguei a chorar de frustração graças à minha procrastinação. Lembrem-se só de uma coisa, ao procrastinarem, é menos uns pontos no teste. Eu passei o ano todo a fazer isto e cheguei ao fim do ano com uma média que apesar de boa, poderia ter sido melhor, se eu não tivesse passado o ano a deixar tudo para a última hora.

Desejo-vos sorte, independentemente do curso que tenham escolhido. Trabalhem e esforcem-se, mesmo quando as coisas começam a dar para o torto, lutem, peçam ajuda e verão que valerá a pena, nem que seja pelo facto de terem a consciência tranquila porque fizeram tudo o que estava ao vosso alcance.

08
Ago18

Back to School | A polémica das áreas

Todos chegamos a um ponto na vida em que temos que começar a tomar decisões relativas à nossa vida adulta e que, muito provavelmente, condicionam as pessoas em que nos tornaremos, bem como a carreira que levaremos.

Estas decisões chegam, em parte, numa fase em que ainda não estamos maduros o suficiente para entender quem somos e aquilo que gostamos e pretendemos para o futuro. Provavelmente deveria ter feito este post há meses atrás, mas não pensei que fosse a altura porque não queria influenciar a escolha de alguém, de forma alguma. Penso que esta escolha tem que ser baseada nas nossas próprias ideias e não nas opiniões dos restantes - o que, por um lado, foi o contrário do que eu fiz.

Com isto, vou aproveitar para explicar este ponto melhor. Para quem não sabe eu estou e Economia, o que foi uma decisão baseada na minha análise das hipóteses, mas também nas opiniões dos meus pais e de todos aqueles que me rodeavam. Isto é, toda a minha vida cresci com a ideia que teria que estudar para ser um médica, de preferência cirurgiã, de renome. Eu confesso que gostava da área, o que foi uma das razões pelas quais os meus pais insistiram, todos diziam que eu tinha vocação para o assunto e desde tenra idade tudo era muito definitivo relativamente a esse assunto. Isto até que dei por mim a perceber que Ciências e Tecnologias não era um curso para mim, não gostava de Física e Química e pouco ou nada percebia, sem dúvida era a minha pior disciplina e eu não tinha condições, ainda que possuísse os sonhos e os meios, para ir atrás e alcançar.

Com isto, certo dia disse ao meu pai que não queria seguir Medicina ou Ciências sequer, o que no início lhe custou muito a engolir. Perante esta situação pensei cá para com os meus botões "Carlota Isabel, vieste de ter tudo estipulado para estares a três meses das matrículas e não saberes nada. Sabes que Artes era algo que nunca te visualizarias a fazer, resta-te Humanidades ou Economia".

Confesso que a primeira opção foi Economia, mas rapidamente Humanidades ganhou terreno na minha mente. Eu era boa a todas as disciplinas que pudesse vir a ter, e sabia que se fosse para Humanidades teria boa média, não por considerar fácil, mas por mostrar aquilo que eu sou e porque estudar algo de que se gosta é mais simples.

Enfim, andei aí a ouvir opiniões de um lado e do outro, se por um lado tinha amigas que iam para Humanidades, por outro tinha amigas que iam para Ciências e ninguém ia para Economia. Tudo isso fez-me considerar "Quero mesmo estar sozinha?", mas não foi suficiente para me fazer render ao curso. Amigas da minha mãe, gente da família, todos opinaram, inclusive o meu pai que com grande desagrado disse "Se é para ser assim, ao menos vai para um curso com saídas".

Acabei por decidir que Economia era o caminho para mim, talvez por medo às saídas de Humanidades, talvez por receio de desiludir os restantes, no entanto, ainda que a minha decisão tenha sido influenciada por terceiros, penso que tomei a decisão correta. Em todos os cursos há uma disciplina que gostamos menos, no meu caso é Matemática A (a nota mais baixa que tenho, com 4 valores de diferença da segunda mais baixa).

Com isto, quero apelar a duas coisas. Seja qual tenha sido a vossa escolha, ela não é definitiva. Temos 14/15 anos quando fazemos a escolha, desde quando é que é suposto termos certezas? Caso não tenham conhecimento, até ao final do 1º período podem mudar de área sem perder o ano, o que é ótimo para pessoas que escolheram mal e não se identificam com o curso. Para além disso, onde é que está escrito que o que estudamos no secundário tem que ser obrigatóriamente aquilo que temos que seguir no Ensino Superior e ser para o resto da vida profissional toda?

Também quero reforçar algo. Nunca, mas nunca se achem superiores perante aquilo que escolheram. Todos os cursos têm a sua dificuldade, há cursos para os quais se pode ir independentemente da área que se escolhe, não se pode assumir que se o outro tivesse ido para a outra teria sido mais fácil, pois podia nem ser verdade. Todos somos bons ao que somos, o que para uns é fácil, para outros nem tanto.

Por outro lado, aproveito para compartilhar um episódio que me irritou bastante que se sucedou há umas semanas. Estive com um grupo de pessoas que se encontram agora no 11º ano na área de Ciências e Tecnologias e pronto, eu não estou a dizer isto para me "armar", mas contra factos não há argumentos, e a realidade é que eu tive uma média superior (consideravelmente até) à delas. Começaram a dizer que paguei as notas e que os meus testes são fáceis e os delas são mais difíceis, juro que só faltava dizerem que os meus testes de Biologia são mais fáceis que os delas (o que seria estúpido porque nem tenho a disciplina). A certo ponto indiretamente chamaram-me burra e diminuiram-me dizendo exatamente isto "Se estivessem em Ciências logo vias". É assim, por alguma razão eu escolhi Economia e estou bastante bem, não paguei por nenhum resultado mereci cada um deles e trabalhei para cada um deles também. Se tenho uma média mais alta é porque o meu estudo foi mais eficaz ou porque elas tiveram uma má adaptação, de qualquer forma não interessa.

Tudo isto para exemplificar o quão irritante estes "confrontos" pode ser. Sei que este post pode ter sido um pouco à toa, mas precisava mesmo de falar acerca do tema pois tenho sido confrontada regularmente por este tipo de "discriminação". Com isto tudo, e retendo apenas o essencial, as principais dicas para viver esta nova fase são não nos guiarmos pela cabeça dos nossos amigos, não vivermos agarrados ao pensamento limitado que as pessoas têm, mas também não praticar esse mesmo pensamento. Como podem imaginar, eu não gostei de ser minimizada, e certamente vocês também não gostariam de ser.

Enfim, sei que comecei esta série comercial de Back to School de forma demasiado filosófica, mas senti a necessidade de deixar bem claro aquilo que me irrita. 

Aproveito e pergunto se já vos aconteceu semelhante ou se já se depararam com situações destas assistindo ou interagindo. Gostava de saber melhor o outro lado da medalha.

 

06
Ago18

Back to School | Já? Porquê?!

Olá!

Perante o título muitos de vocês já devem estar a coçar a cabeça. Back to School? No início de Agosto? Enfim, até a mim me dá uma dorzinha no coração.

Sucede-se que para maioria das pessoas Agosto é um mês de férias e puro relaxamento (o que acaba por ser a razão da minha ausência. Tenho três momentos de férias com diferentes membros da família e não quero estar agarrada ao computador), para mim também é, e essa é a razão pelo qual eu começo esta "temporada" tão cedo.

Para quem não sabe, eu começo a escola no início de setembro (e com isto eu digo logo nos primeiros dias), o que me faz querer falar desta fase, mas também descansar um pouco antes de ir e gerir a rotina.

Por isso, durante as próximas semanas vão sair alguns posts (não posso dizer datas, vai depender de quando puder) acerca do tema, dando-me assim uma última semana para descansar e também para rever alguma coisa (muito levemente que não sou cá de estudo intensivo nas férias #preguiçosa).

 

 

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