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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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05
Set18

Review | O meu Pé de Laranja Lima

Hoje trago-vos a review de um livro que li no meu 9º ano para a escola. Ainda que tenha sido meio que uma obrigação, foi um livro que já reli voluntariamente entretanto.

Por isso, para variar um bocadinho e falar de uma coisa de que gosto mas que não faço tantas vezes como devia, - e essa coisa é ler - trago a review de um livro que me marcou de uma forma capaz de me fazer lacrimejar.

Sei que há uma versão cinematográfica, mas eu nunca vi e, para ser sincera, não sinto a necessidade de o fazer. Gosto do livro e prefiro não estragar isso com o filme (acho que maior parte das pessoas entende de onde parto).

 

 

 

Sinopse: 

Esta é a história comovente de Zezé, um menino de seis anos nascido no seio de uma família muito pobre. Zezé é inteligente, sensível e critativo, mas muito endiabrado. Carendo do afeto que não encontra junto do pai e da mãe, mais preocupados em sobreviver a cada dia, o menino perde-se nas ruas onde só lhe dá para inventar travessuras. 

Tendo aprendido demasiado cedo a dor e a tristeza, Zezé acaba por usar o mundo da sua imaginação para fugir da realidade da vida: tomapor confidente um pé de laranja lima, a quem chama Xururuca e ao qual revela os seus sonhos e desejos. Será nesta fantasia que Zezé vai encontrar a alegria de viver e a força para vencer as adversidades.

 

A minha opinião:

Há três tipos de livros de que gosto - romances históricos (entre os quais estão os de Philippa Gregory, mas também os de Isabelle Stilwell. Comecei a ler Filipa de Lencastre e adorei o pouco que li), distopias (ponham Hunger Games aí com força) e este tipo de livros com muita psicologia por trás.

A realidade de Zezé é algo com o qual não temos o hábito de nos confrontar. Talvez porque sejam outros tempos ou outros países, mas também porque se calhar hoje em dia protegemos demasiado as crianças. Mas isso é assunto para outro post.

Algo que acho fascinante e algo que eu própria fiz a certo ponto, foi criar um mundo que apenas eu vivia, o que no fundo era o que o Zezé fazia. Senti-me bastante identificada com ele nesse aspeto, mas no fundo, acho que é algo transversal a todo o ser humano - quando as coisas não estão bem, ninguém gosta de aceitar certos factos.

Fiquei bastante despedaçada com as coisas que ele tinha que passar a tão tenra idade. Desde a perda de pessoas que lhe eram queridas (só de me lembrar até me dá vontade de chorar), aos maus-tratos e problemas que sofria em casa...

Sem dúvida que pensar na vida naquela altura me causa um certo receio, mas ao mesmo tempo um alívio. Receio quanto à atitude que muitos que viveram nesse tempo têm quanto aos tempos de hoje (e acreditem que já tive o infortúnio de ouvir barbaridades que nem vale a pena comentar), mas alívio ao saber que hoje e no futuro as coisas já não serão assim.

O que achei do livro em si? Acho que é um livro que acaba por prender o leitor porque se por um lado é difícil de ler, por outro é bastante fácil de nos agarrarmos à forma de viver do Zezé. Sem dúvida acho que José Mauro de Vasconcelos fez um excelente trabalho ao retratar aquela realidade que certamente era a das crianças da altura que provinham de famílias carênciadas.

É um excelente balanço entre a ficção e a realidade e sem dúvida que nos faz pensar bastante sobre aquilo que consideramos dramático ou muito difícil de superar. Deu-me uma perceção diferente quanto à minha forma de encarar as adversidades que, como todos, passo.

 

 

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