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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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29
Ago18

Review | Isabel

Há uns meses atrás partilhei convosco que estava a ver uma série apaixonante de um dos meus géneros favoritos - uma série histórica.

Muita gente me pergunta como é que eu gosto de séries históricas, dada a minha idade. É simples, eu gosto do real. Gosto de séries que me façam perceber e imaginar como as coisas realmente aconteceram. É assim que eu percebo se gosto de uma série histórica. Se eu pesquisar sobre a personagem histórica (eu sou um bocado nerdy neste aspeto) e vir que está bastante fiel à realidade, tão fiel ao ponto de me fazer imaginar que as coisas realmente foram assim e que a pessoa, sim porque aquelas pessoas existiram mesmo (à partida e não falando de séries como Reign, em que metade das personagens nem existiram, mas enfim não é essa a série da qual falarei), se sentiu mesmo daquela forma, então eu sei que é uma excelente histórica.

É por isso que eu posso dizer com toda a certeza que "Isabel" é uma série extremamente completa que retrata fielmente a vida da Infanta, da Rainha, da mãe, da filha, da irmã, da herdeira, e acima de tudo e ainda mais importante, da mulher por trás de uma das mulheres mais admiráveis e visionárias do seu tempo e provavelmente da História em si.

Conheci esta série após acabar "The White Queen" e "The White Princess". Sentia falta de ver uma nova série histórica, e visto que Victora e The Crown não me tinham seduzido o suficiente, andei a fazer umas pesquisas quando dei de caras, assim por acaso, com uma série chamada "Isabel". Ao ler a descrição percebi que era sobre a mulher da qual tinham falado mais que uma vez no "The White Princess" e pesquisei uma forma de poder começar a assistir de imediato, encontrando todos os episódios a serem publicados no Youtube Oficial da RTVE Séries, o que foi ainda mais fácil de ver.

Por isso, vamos lá dar-vos uma consciencialização daquilo que estou a falar.

 

Sinopse:

Esta série é uma biografia sobre Isabel I de Castela, a Católica.

A primeira temporada narra o período entre 1461 e 1474: do final de sua infância ao casamento com Fernando II de Aragão e sua difícil chegada ao trono.

A segunda temporada narra o período entre 1474 e 1492: desde sua coroação até a conquista de Granada e o início da jornada de Cristóvão Colombo.

A terceira série abrange os casamentos de Juana (futura Juana I de Espanha, a Louca) e Felipe, Arquiduque de Austria (futuro Filipe I de Espanha, o Charmoso) e Juan e Margarita de Austria (futura Governadora dos Países Baixos), as mortes subsequentes de Juan (Princípe de Astúrias), Isabel (Rainha Consorte de Portugal e Princesa de Astúrias) e todo o depois da morte de Juan, de Isabel, e o filho de Isabel, Miguel da Paz, junto com os casamentos de Catarina de Aragão e Maria de Aragão.

 

A minha opinião:

Foi, sem margem para dúvidas e sem pensar duas vezes sequer, a minha série histórica favorita de todos os tempos. 

Para além de vermos quem foi a Rainha e aquilo que fez, vemos a luta dela e acima de tudo conhecemos um lado da Isabel que muitos nunca chegaram a ver.

Vemos a mãe, vemos a avó, vemos a filha, a irmã, a tia, mas acima de tudo, vemos a mulher por trás dos retratos e dos feitos gloriosos. Vemos a mulher fora da armadura, aquela mulher que era capaz de cavalgar e fazer os seus soldados ganhar batalhas só com o poder da sua presença.

Acima de tudo, foi uma mulher excelente. A atriz que a interpretou, Michelle Jenner, fez um trabalho esplêndido de tirar as palavras da boca de qualquer um. Desde as cenas mais emocionais, às mais épicas, às mais felizes, às mais dolorosas, e àquelas que nos fazem pensar que perderemos a Isabel. A Michelle foi impecável desde o primeiro segundo.

Outra atriz que, pelo menos na minha opinião, sobressaiu imenso foi a Irene Escolar que protagonizou a Infanta D. Juana. Desde que a vemos pela primeira vez, apegamo-nos à forma como a protagoniza. Sendo que aparece apenas na terceira temporada e é uma das personagens mais importantes e com mais tempo de ecrã, a Irene desempenhou um papel bastante difícil, o de uma louca, mas de uma louca que era uma mulher com sentimentos e com bastante caráter, tal como a sua mãe. Por acaso estou bastante curiosa relativamente ao filme que fez sobre a sua personagem, vi o trailer e parece-me outra obra de arte.

Não reconhecendo apenas o trabalho dos atores, passo para falar do quão bem esta série foi produzida. Ainda que com um orçamento apertado, os produtores fizeram tudo ao mais mísero detalhe. Inclusive, a razão pela qual a Michelle foi imortalizada como Isabel é porque os produtores procuraram fazê-la parecer-se com a personagem que interpretou, ou seja, todas as roupas e a forma de vestir e até mesmo o cabelo, são inspiradas em estátuas e pinturas existentes em museus.

Desde os figurinos de todas as personagens, aos cenários e ao facto de terem procurado filmar em verdadeiras localizações como a Alhambra. É uma série super completa.

Um ponto que achei bastante interessante é que a primeira cena de cada temporada é a última cena da mesma, ou seja, é um pequeno spoiler do que acontece, sendo que ainda temos mais treze episódios cheios de intrigas até lá chegar. Para mim isso torna tudo ainda mais fascinante, pois deixa-me a pensar em como é que eles lá chegarão e como quando tudo parece perdido, eles arranjam sempre forma, nomeadamente ela.

Recomendo-a a toda a gente que, tal como eu, é apaixonada pela História. Isto fez-me querer saber mais, não só da própria Isabel, como das suas filhas e até mesmo netas. 

Próximamente, estreará uma série pela qual tenho estado à espera desde ano passado, a sequela de "The White Princess", "The Spanish Princess", que retrata a vida de Catarina de Aragão (aquela que para mim é a única e verdadeira Rainha de Inglaterra entre aquelas que casaram com o Henrique VIII. Melhor dizendo, não entre todas, mas certamente entre ela e a Ana Bolena, ela será sempre a verdadeira Rainha para mim).

Para além desta série, estou bastante ansiosa por ver "Carlos, el Rey Emperador" que fala sobre a vida de Carlos, neto da Isabel. Esta série segue então a vida dos Habsburgo enquanto a família mais poderosa da Europa, mas também de Isabel de Portugal (que convenhamos é a única razão pela qual estou tão interessada), a esposa e prima de Carlos. Falam dela como a sucessora digna da sua avó, quero analisar a situação pela minha própria cabeça e sendo que foi produzida pela RTVE, então sei que nada menos de extraordinário pode sair dali.

Enfim, não me alongando mais que aquilo que devia, deixo-vos aqui o trailer da primeira temporada.

 

 P.S.: Vivo para aquele "Ele mandará em Aragão, mas quem manda em Castela sou eu"

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