Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

06
Jul18

Os animais também são seres vivos

Hoje a minha avó veio cá a casa fazer-me o almoço e visitar-me e em conversa sobre o facto de não se poder comprar nada porque acaba por se estragar por causa do calor, a minha avó comentou comigo que se sabia que não ia comer e que mais tarde ou mais cedo se ia estragar, ela dava aos gatinhos de rua para eles comerem.

A minha avó, juntamente com muitos dos moradores da rua, tratam dos gatinhos. Dão-lhes água quando está muito calor, comida para não morrerem à fome e deixam que eles fiquem à sombra quando ali estão. No entanto, ela própria sempre disse que nunca quereria ficar com nenhum porque primeiro de tudo, eu e a minha irmã temos problemas de pele (a Nônô até tem asma, logo não deve ter animais de estimação), e depois porque após a morte do cão do meu pai (ele trouxe-o quando era solteiro e ainda morava com a minha avó, logo ele tornou-se o cão de todos), ela não queria ter mais animal de estimação nenhum. Eu também nunca mais quis ter mais nenhum animal de estimação, isto porque era pequena e o meu companheiro tinha morrido com uma grave doença, e nunca a julguei por isso, já que ela tratava dele como se fosse um ser humano, afeiçoou-se a ele desde que ele era cachorrinho, para depois o encontrar morto.

Isto tudo para depois ficar um pouco triste. Foi então que lá acabou por dizer que os gatinhos de rua já não andavam mais por lá porque tinham sido mortos. De primeiro contacto, pensei que tivessem sido atropelados durante a noite ou algo do género, mas infelizmente estava longe de estar certa.

Alguém que vive na rua, matou os gatinhos. E quando eu digo matou-os, eu digo assassinou-os de má fé, maltratou-os. Segundo o que se veio a descobrir, um dos moradores matou-os com ácido úrico. O rapaz que mais tomava conta deles, ouviu o sofrimento deles ao morrer. Foram todos queimadinhos por dentro a acabaram por morrer enquanto miavam muito alto e esperneavam numa placa que ele lá tinha para eles descansarem.

Não posso mentir, afetou-me imenso saber de tal coisa. Eu posso não ter animais de estimação, e não ser próxima de animais, e estou no meu direito (não significa que não goste deles, mas prefiro não me meter muito com eles. Acho que nunca cheguei a ultrapassar a morte do meu Yuri. Só de pensar nele quero chorar). Mas nunca, longe de mim, apoiei os maus tratos a animais, ou tratei mal algum deles. Confesso que matei um peixe quando tinha cinco anos, mas foi por ignorância, porque ninguém me tinha explicado (nem aos meus pais) que o peixe que estávamos a comprar era de água quente, e perante o contacto com água fria, ele acabou por morrer. Foi o único episódio de que posso ser acusada. Sempre respeitei muito os animais, ainda que optasse por manter a minha distância. Repugna-me como há tanta crueldade no mundo e como outras pessoas não souberam tomar a mesma posição que eu ou uma similar. Porquê recorrer a situações tão indignas? Se os incomodava, falavam com uma Associação para que acolhesse os bichanitos (sempre gostei de lhes chamar assim, associo a ternura ao contrário de muitos, que associam a desprezo), mas matá-los? Isso só demonstra o quão cruéis alguns seres humanos podem ser.

Os gatinhos morreram agoniados e isso dói-me no coração e na alma. O rapaz que os encontrou mortos apresentou queixa na Proteção dos Animais, mas pouco ou nada se pode fazer sem se encontrar o culpado.

Deixo por isso um apelo a todos e que demos algum amor e compaixão aos pobrezinhos, e que eles descansem em paz. Quanto ao culpado? Espero que seja responsabilizado pelos seus atos porque foram criminosos, caso não soubesse.

Por fim, peço só que se souberem de algum caso denunciem também, estas pessoas têm que sofrer as consequências pelo que fazem e não andar a passear como se nada fosse.

 

 

 

 

2 comentários

Comentar post

Pesquisar

Sobre mim

foto do autor

Mensagens

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D