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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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02
Set18

O que é ser blogger e estudante

Hoje decidi trazer-vos um post baseado na minha experiência de 8 meses aqui na blogosfera (quem me ouve falar parece que é de um ano).

Podem pensar que é pouco tempo para eu me atrever a fazer este post, mas há bastantes coisas que eu tenho descoberto enquanto estou na blogosfera, mas algumas situações que se sucedem, principalmente, por causa do facto de ser estudante (com alguns anos pela frente, Deus queira).

Por isso, hoje trago-vos a perspetiva do que é ser blogger enquanto se é estudante.

 

 

what blogging is like.jpg

 

      ☆ Blogar quando dá e onde dá

Sejamos sinceros, quem tem um blog por gosto tem dificuldade em mantê-lo pois reconhece que, não desfazendo o seu papel na nossa vida, reconhece que há prioridades acima de o manter. Por isso, quando começamos a entrar em ritmos extremos acaba por se tornar difícil consiliar e ainda que às vezes nos rasguemos para vir e que hajam semanas em que até custa respirar, a verdade é que nós blogamos quando dá.

Por vezes, eu blogo em folha de papel que depois copio para aqui (convenhamos às vezes até são folhas de rascunho de testes que enfio na mochila e faço de conta não ter para quando alguém vier perguntar pela minha).

 

     ☆ A relação entre tags, rubricas e desafios

Maior parte das vezes tornam-se os melhores amigos. Para quem é old school sabe que eu cheguei a um ponto em que acabei com o desafio da 52 Semanas porque simplesmente, apesar de ser relativamente fácil de fazer, ao menos não era. Naquela altura, eu mal tinha tempo para vir ao computador, quanto mais.

Mas quando falo em tags são aqueles easy go que se tornam nossas fiéis amigas. São simples e rápidas de responder e não requerem tanta edição quanto isso.

Relativamente quanto a rubricas, falo daquelas que dá para fazer enquanto se lancha ou enquanto se vai no autocarro, como é o caso da minha nova rubrica que fala muito de uma parte da minha vida à qual vocês nunca tiveram acesso até ao momento.

 

     ☆ Quase todos os posts são programados

É uma realidade à qual todos nós recorremos. Convenhamos, este sistema de programação de posts é bom para todos nós. Eu confesso que até nas férias eu programo posts (ou acham mesmo que me levanto às 08:30 para os posts saírem às 09:00?), ou seja, publico-os quando me é conveniente.

Com isto tudo, maior parte dos posts que vocês vão ler daqui em diante são programados (se bem que este e os anteriores são todos programados de há muito, muito tempo).

 

     ☆ Férias iguala bloqueio criativo

Manter um blog durante o tempo de aulas tem os seus pontos fortes e fracos comparativamente a mantê-lo durante o tempo de férias. Este é um deles. 

No geral, quando mantemos o blog durante o tempo de aulas ficamos preocupados ao deixá-lo a pão e água, mas acima de tudo, estamos sempre cansados demais. Por outro lado, como postamos muito menos, as ideias têm a mesma duração que as pilhas Duracel.

Verdade seja dita, quando estamos de férias não somos metade do produtivos e estamos sempre relaxados (até chegar ao ponto em que relaxar é cansativo, mas isso não conta), o que nos dá mais tempo para dar o saltinho básico e vir escrever. Pois... só que agora nós não conseguimos ter ideias suficientes para acompanhar o ritmo com que escrevemos e publicamos posts (confesso que me sinto num bloqueio criativo agorinha mesmo).

 

     ☆ Ter receio de ser descobertos

Bloggers anónimos no geral, acusem-se se nunca sentiram o receio de serem descobertos. Claro que os nossos colegas de escola ou de trabalho não tinham cérebro suficiente para juntar as pecinhas, mas verdade seja dita, nunca vos passou pela cabeça que isso pudesse acontecer?

Houve várias vezes, no início, em que pensei contar que tinha um blog. Quando assim à toa decidia falar de blogs que eu seguia (numa tentativa de apalpar terreno, sabem?) toda a gente dizia "Fogo que falhado, tem um blog e não ganha nada com isso". Foi o dia em decidi nunca dizer nada e manter o meu anonimato até me ver livre dessas pessoas (portanto se esperam ansiosamente um face reveal são capazes de ter que esperar muitos, muitos anos).

 

     ☆ A falta de apoio por parte dos pais

A minha ideia de criar um blog já vinha de algum tempo, mas de todas as vezes que falava abertamente com os meus pais, eles reprovavam a minha decisão e nunca contribuiram ou mostraram uma palavra de amparo ou apoio perante o meu estado.

Atualmente, essa é a razão pela qual ninguém da minha família sabe do meu blog. E para ser o mais franca possível, não sinto falta daquele apoio incondicional ou das palavrinhas de motivação e incentivo ou do reconhecimento aos olhos deles. Eu encontrei isso em mim própria e nos amigos que fiz por estas bandas (obrigada, amiga. Sabes quem és. Estou cá para te dar as palavras de apoio também, sempre que precisares ou mesmo que não precises. Keep it up). No entanto, se algum dia eles tiverem que saber, saberão sem problema algum (até porque espero que seja para os calar a todos) e será o dia em que lhes poderei dar a chapada de luva branca que merecem (mas para ser honesta, espero que nunca cheguem a saber e que se esse dia chegar eu já não seja dependente deles).

 

     ☆ A vontade de mandar tudo cá para fora

Confesso que faço isto mais que o que devia, mas recentemente adotei aquela filosofia de blogger que se resume ao facto de "O blog é meu. Eu escrevo o que eu quiser e ninguém tem nada a ver com o assunto. Se eu quisesse falar dos animais do Zoo de Lisboa, eu falava dos animais do Zoo de Lisboa. Sabem porquê? Porque o blog é meu e eu quero falar dos animais do Zoo de Lisboa. Fun fact: eu só estive no Zoo da Maia durante quinze minutos e nunca mais lá voltei por isso isto foi só uma forma exagerada de exagerar ainda mais o exagerado" e desde que o fiz, acabei por me perdoar mentalmente por despejar tudo para aqui.

No fundo, isto de deitar tudo cá para fora é inevitável. Enquanto o Youtuber teria que falar, eu não. Às vezes estou na escola e trataram-me mal e eu não gostei ou então sinto-me desmotivada com algo ou então estou num momento difícil da vida, passa-me sempre pela cabeça vir deitar tudo aqui para o mundo ver. Acabo por não o fazer maior parte das vezes porque ninguém tem que levar comigo e porque eu própria não gosto de partilhar tudo. Acabo por escrever mas acabo por mandar para os rascunhos ou descartar o post. Não procuro contar tudo timtim por timtim. Mas a vontade é bastante grande, admito. 

 

     ☆ Levar com o gozo inocente

Isto vem meio que subjacente ao quinto ponto. Sabem que como pessoa dos 00's, adolescente neste momento, toda a gente vê vídeos no Youtube, toda a gente segue influencers no Instagram e toda a gente tem sempre algo a dizer.

A questão é que muitas vezes gostam de comentar coisas que não lembra ao menino Jesus (pelos vistos até o Twitter fica viral e tudo). Mas pior que isto, é que depois se nomeiam fãs da pessoas. So sad...

Continuando, quando alguém mais pequeno surge ou quando aquele tema do "vou fazer de conta que sou uma beauty guru", eu sei que vou ser gozada à forcinha toda. Mas lá está, é um gozo inocente porque não sabem desta vida dupla que eu levo. Não sabem a diferença entre a Lotinha (sim porque Carlotinha não soa bem, então como tudo se trata por inha o pessoal tem que fazer os possíveis) e a Carlota. Não sabem nada de nada, o que muitas vees acaba por se tornar em algo incomodativo. Porque ainda que não sinta falta de ser identificada como blogger (até porque aí sim podia acusar as pessoas de voluntariamente gozarem comigo), não gosto que citem as frases que eu disse no meu último post sobre maquilhagem (coincidência, mas ainda assim) naquele tom de chacota.

Sinto que ainda não estão preparados para aceitar os gostos de cada um e as identidades de cada um. Por isso, mais uma razão para ficar quietinha no meu cantinho.

 

 E bem, estas são aquelas coisas que qualquer blogger estudante se sente identificado, ou pelo menos, mais ou menos identificado. Contem-me as vossas experiências enquanto bloggers estudantes e digam lá quantas vezes as pessoas não vos criticaram sem saberem que vos estavam a criticar? E isto conta as temáticas que vocês abordam, as coisas que dizem e as coisas que partilham no geral.

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