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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

04
Nov18

Breve reflexão acerca da situação mundial

Atentados. Violência. Guerra. Fascismo. Terrorismo. Feminismo. LGBT Community. Manifestações. Violações de tudo e mais alguma coisa. Eleições desastrosas. Economias de rastos. Migrações. Fome. Pobreza. Chauvinismo. Onde é que chegamos? Ou melhor, como é que chegamos aqui.

Atentados terroristas têm feito manchetes nos nossos jornais, aterrorizado-nos completamente. Falsas promessas que provocam o caos e o medo num geral. A Península Ibérica vai ser dominada por muçulmanos em 2018, ou pelo menos assim disseram, 2018 está a acabar mas nós ainda aqui estamos, a viver em liberdade e bem de saúde. Pavor das religiões. Porquê? Não foi Alá que organizou os atentados que mataram dezenas, centenas, milhares de pessoas! Não foi Deus, não foi o universo. Foram as pessoas, algumas pessoas. Porque é que temos receio quando vemos uma mulher de burka? Faz algum sentido? Ela é tão inocente como nós, mas parece que ninguém consegue ver para lá do súbito medo.

A Violência nos países, como é que é possível nós destratarmos aqueles que são da mesma espécie que nós, que respiram o mesmo ar que nós, cujo coração bate como o nosso e, pior ainda, como é que somos capazes de o fazer depois de tanto a acontecer? Admiram-se como há eleições populistas? Olhem, eu não estou nada admirada. O desespero e o medo tomam conta do ser humano e este faz aquilo que conseguir para sobreviver. As pessoas que somos, os ideais que temos, tudo isso é apagado quando estamos em situações extremas.

Feminismo? Conceito mais tóxico mascarado de algo legítimo. Não é legítimo, nem nunca há de ser. Porque é que passou a ser moda dizermos que somos feministas? Além do mais, porque raio se escolheu esse nome, para enfrentar diretamente o mascismo? Entendo, entendo, mas compensa o facto de serem tão extremistas ao ponto de se tornarem como eles? Vivemos numa sociedade moderna, as duas partes não podem ter tudo o que desejam, é preciso que se vá cedendo gradualmente. Como mulher, é óbvio que quero igualdade salarial, é óbvio que quero que os direitos das mulheres sejam respeitados tanto quanto os dos homens, é óbvio que os direitos humanos existem para serem respeitados! Mas andar aí a propagar uma onda de ódio face a atualidade, isso não é luta, isso é extremismo e eu peço imensa desculpa, mas eu não vou por extremismos. Hipocrisia não é bem-vinda (pena que poucos pensem assim).

LGBT Community, talvez a única coisa com a qual concordo a 100%. Tal como já fiz um post relativamente à minha posição relativamente à minha identidade sexual, posso dizer que não faço parte da comunidade, mas acho que é uma causa nobre. Chega de serem pontapeados em praça pública, chega que lhes faltem ao respeito. Têm o meu máximo apoio e acredito na vossa luta! Muita força, mesmo!

E pronto, falando de violência neste aspeto, podemos aproveitar para falar das violações. Assim aproveitando a onda em que mais são vistas, que é para ficar logo tudo arrumadinho em saquinhos respetivos. É engraçado como se liga a televisão ou se vai à internet e existem 1001 memes acerca deste assunto, dizendo que as mulheres são extremamente dramáticas relativamente a este assunto e que nem tudo é violação. Claro, mas isso também é aquilo que todos os culpados se dizem a eles próprios para aliviar a consciência pesada, é que às vezes essa aí fica demasiado pesada e depois dormir à noite torna-se extremamente complicado.

Aliás, no outro dia estava numa página do Twitter que acho extremamente engraçada, porque ainda que esteja feita de relatos falsos, têm demasiada imaginação para não rir. Num dos tweets fiquei cheia de vontade de vomitar. Não me ri, até porque teve tudo menos qualquer tipo de piada. Nojo, repulsa, falta de ética, tudo e mais alguma coisa. O relato consistia numa rapariga ter dito que apesar de não se importar de "curtir" com o rapaz, não queria ir mais à frente. Só que pelos vistos ele é surdo ou pelo menos sofre de surdez seletiva e não hesitou a fazê-lo à força. Não me acredito que seja mentira, mas ainda que o seja, já conheci gente cujas realidades são identicas.

Preciso mesmo de falar do resto, ou já estamos esclarecidos? Já repararam que cada história tem dois lados diferentes. Nós todos fizemos algo para contribuir com o que aconteceu. Ainda que sejam atos nojentos e condenáveis, tudo está encadeado e tudo só me faz pensar numa coisa - como é que é possível isto ter chegado a este ponto?

Andamos aí todos inchados a dizer "Vivemos numa sociedade moderna" mas vivemos mesmo? Será que vivemos mesmo numa sociedade moderna? É porque se isto é uma sociedade moderna, não quero nem pensar na sociedade antiga. Não somos mais modernos que os outros antes de nós, até porque todas as atitudes por parte dessas pessoas ainda existem nos dias de hoje. 

Às vezes é preciso parar para refletir um bocadinho, não somos mais nem menos que alguém. Mas todos contribuimos para a situação atual. E se a queremos mudar, então é bom que enfiemos de uma vez por todas na nossa cabecinha de mente lenta - qualquer gesto vai fazer a diferença e se nós não mudarmos o nosso comportamento, então tudo permanecerá igual. Mesmo que seja só um, é menos um a propagar más energias. É mudança.

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