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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

13
Nov18

A questão do arriscar

Quantas vezes sentimos uma certa hesitação perante as nossas escolhas ou pensamentos? Eu sempre senti que, por vezes, eu tinha a vontade, mas era como se houvesse uma força contrária que me impedisse de dar o passo em frente e literalmente going for it.

Ao longo da vida, penso que todos nos cruzamos com essa força. Muitos chamam-na de medo, outros chamam-na de receio... eu penso nela como o que é para mim - um entrave.

Sempre tive medo de rotinas, isto porque uma vez que as criava e chegava a um ponto em que era necessário mudá-las, entrava em parafuso. Sou daquelas pessoas que, ainda que goste de alguma mudança para não ser sempre tudo igual, detesta quando grandes mudanças acontecem. No entanto, descobri com o tempo, que mudar radicalmente não é necessariamente péssimo e, muitas vezes, tem impactos bastante positivos na nossa vida.

O exemplo mais concreto que tenho é o de mudar o meu cabelo, visto que é algo que me diz bastante. Sempre tive algum receio em mudar, mas com o tempo tenho vindo a libertar-me desse facto. Não podemos criar coisas impeditivas na vida, visto que uma vez que começamos a pensar demasiadas vezes em assuntos que não são definitivos e nem têm consequências assim tão catastróficas como isso, tudo se torna numa bola de neve e torna-se uma barreira para conseguirmos fazer aquilo que queremos.

Outro grande exemplo é o da criação de um blog. Amigos e amigas, a criação de um blog dá trabalho, mas também dá gosto. Não é fácil, passa por todo um processo criativo para os quais poucos têm paciência, mas é como diz o ditado "Quem corre por gosto, não cansa". E com isto, falo da quantidade de vezes que já ouvi pessoas dizerem que criar um blog é fácil, mas que não têm paciência para isso, ou que têm medo. Mas têm medo de quê? Que as pessoas não vejam logo o vosso trabalho? Porque se vão com esse mindset das visualizações, mais vale a pena nem virem, porque (e falo por experiência própria), uma pessoa que escreve com o único intuito de se tornar influencer famosa, é uma pessoa que não se vai dar bem neste meio. Ninguém gosta de conteúdo forçado, ninguém gosta de ler algo que só está ali por estar. Para isso mais vale a pena deixarem-se ficar quietinhos, porque estão a perder tempo numa coisa que não gostam, os outros não vão gostar do que vocês fazem e, no fundo, não estão a acrescentar nadinha.

Agora, também entendo o receio de quem quer dar a cara pelo que faz, até porque eu própria não o consigo equacionar. Os meus colegas de escola saberem que faço posts para a internet é um tanto ou quanto aterrorizador. Primeiro, porque tenho alguma vergonha do que escrevo, depois porque nem quero saber a reação de certos seres falantes, andantes e respirantes (sei que não é uma palavra, mas vamos fazer de conta que sim, pode ser?). 

De qualquer forma, e chegando onde quero chegar, se quiserem muito uma coisa, se quiserem criar memórias novas, experenciar coisas que vos têm passado pela cabeça demasiadas vezes para serem apenas um sonho irrealista, se sentem o bichinho aí dentro, então atirem-se de cabeça. Seja quererem fazer uma mudança no cabelo, uma mudança nos vossos hábitos alimentares, no vosso estilo de vida, se quiserem criar um blog, um canal de Youtube, mas acima de tudo, se acham que vão ser mais felizes ao fazê-lo, digo-vos que arrisquem. Afinal, quem não arrisca, não petisca.

E mesmo que no fim das contas não gostem, só a experiência já valeu a pena o esforço. Nem todos temos que ter predisposição para as mesmas coisas, não temos que ter todos os mesmos gostos, ser felizes e estar satisfeitos com as mesmas coisas. A questão é que tudo aquilo que fazemos enquanto cá andamos vai ficar connosco para sempre (ainda quero passar uma borracha na minha pré-adolescência), arrisquem e saiam da vossa zona de conforto. Arrisquem. Deiam-se a vocês próprios uma oportunidade. E se tiverem medo? Façam-no com medo, mesmo. O pior que pode acontecer é não gostarem do resultado final.

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