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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

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30
Ago18

A meu processo de perda de peso | Os primeiros meses

Toda a minha vida tive problemas com o meu peso. Nasci com o peso de um bebé normal sendo eu permatura, e enquanto a minha mãe amamentou eu consegui manter-me relativamente normal. Convenhamos, sempre fui uma bebé gordinha, mas assim que a papa foi introduzida na minha vida, o meu peso subiu drásticamente e nunca mais consegui voltar ao normal. Com isto, nunca conheci outra coisa.

A primeira vez que fui a uma nutricionista, tinha 8 anos e era gozada por ser a única miúda gorda na escola. Na altura tinha uns 44kg ou algo do género, o que é o peso de algumas pessoas que podem estar a ler isto. Tentei seguir a dieta, mas lá está, eu tinha apenas 8 anos e era uma criança sem qualquer entendimento sobre o porquê de lá estar e porque se tinha que restringir quando as amigas comiam gomas, chocolates e todas as porcarias imagináveis. Deixei poucos meses depois e continuei a engordar continuamente.

Aos 13 anos voltei, mas não importa o quanto a minha nutricionista da altura se tivesse esforçado em tentar ajudar-me mudar a minha alimentação, eu poderia sofrer de diversos problemas com o meu corpo, só que nunca segui à risca o plano alimentar. Não tinha maturidade para o fazer e chorava com fome. 

Este ano, quando fui à pediatra ela enviou-me para a nutrição do Hospital, e minha gente, só saio de lá até perder o peso todo direitinho, isto aqui não há deixar de andar ou desistir.

Tinha ainda 15 anos quando comecei, na primeira consulta pesava cerca de 77,8kg. Excesso de peso de tal forma que não cabia dentro das tabelas e tiveram que criar níveis mais altos. Custou bastante engolir isso e o meu estado, mas no fundo estava consciente de que a culpa era minha e que desta vez ia ser a doer até eu emagrecer completamente.

Segui tudo à risca (pelo menos no que tocou à alimentação, porque confesso que me desleixei bastante na parte do desporto) e quando regressei dois meses mais tarde, pesava cerca de 74,9kg. Foi uma grande vitória para mim e fui parabenizada pela nutricionista, que ficou bastante satisfeita com o meu desempenho.

Entretanto, com o episódio da salmonela perdi ainda mais peso e já ia nos 73,4kg. Pois, até chegarem as férias. Toda a gente com a comida calórica, os churrascos, tudo. Eu vi a minha vida a andar para trás e quando este mês lá fui, pesava 75,5kg. Chorei e fiquei mesmo frustrada comigo própria. Por outro lado, sabia que lá está, eu era a responsável pelos quilogramas a mais.

Agora, duas semanas que já passaram desde a última consulta e fico bastante feliz por dizer que emagreci. Ainda não cheguei à casa dos 73kg, até porque isto não é chapa cinco, ainda fiz umas asneirinhas aqui e acolá, mas o certo é que alcancei os 74,3kg.

Sinto que estou num processo complexo, mas sei também que as próximas semanas serão um grande contribuidor para a minha perca de peso. Não quero partilhar (pelo menos por enquanto) aquilo que vai acontecer, ficarão a saber quando for altura, mas sei que contribuirá e sei que ajudará de certa forma a que eu chegue ao peso normal.

Dito isto e posta a situação, só decidi partilhar o sentimento de vitória que me consome com estas notícias. Tenho-me esforçado imenso e assim quero continuar a fazer, porque quero ter mais saúde, porque quero conhecer outra realidade e porque estou cansada de viver num corpo do qual não gosto. Sei que me devia aceitar, e é precisamente por isso que quero mudar. Porque é preciso aceitar mas eu quero melhorar a minha vida em todos os aspetos.

Fiquem antentos às próximas semanas, pois partilharei algo extremamente marcante para a minha pessoa. E se Deus quiser, continuarei a fazer estes updates na minha perda de peso. Porque me sinto bem a fazê-los e porque preciso de desabafar com alguém que possa estar a passar pelo mesmo. 

De qualquer maneira, é isto. Ainda não passou o primeiro semestre, isso só a 5 de outubro, mas sei que está na altura de me começar a preocupar comigo própria e a dar valor à vida e às coisas pequenas que me rodeiam.

Se estão a passar por isto, não desistam malta, há altos e baixos e pensem, têm aqui um exemplo vivo de uma pessoa que anda a tentar intensamente mudar de vida. Não estão sozinhos.

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