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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

28
Jan18

A letter to my lover

Já escrevi várias composições poéticas a pensar em ti, a pensar no que fomos, no que somos...

Hoje, resolvi escrever-te uma carta enquanto ouvia uma música dos One Republic no McDonald's quando fui buscar uma tarte de maçã. Algo tão simples deu-me uma vontade de sorrir desgraçada e fez-me ganhar uma inspiração de outro mundo.

Quando nos apaixonamos éramos dois adolescentes (e ainda somos) que pensavam que sabiam muito da vida e que nunca pensariam que uma conversa lhes pudesse trocar as voltas. Uma conversa simples, acerca do futuro que tínhamos em mente para nós próprios... mal sabíamos que isso iniciaria algo.

Passamos por muito juntos, muito drama, muita felicidade, muito choro, muito riso... a nossa relação foi muito inconstante e isso fazia de nós diferentes, mas sempre tão fortes... 

Conseguimos suster algo forte e crescente durante meses, independentemente das separações (que duravam no máximo duas semanas), idealizámos o nosso plano futuro, estava tudo tão tratado... da forma que poderia estar, é claro. Tínhamos 15 e 16 anos, como é que poderíamos planear a nossa vida dessa forma?

De um momento para o outro... os nossos pais trocaram-nos as voltas de uma forma rápida e cruel que não aceitamos lá muito bem (e que continuamos a não aceitar tão bem). Não ouço notícias tuas há cerca de um mês, desde que me despejaste a bomba na vida, no último dia de 2017. Não esquecerei as noites em que chorei por isso, foi demasiado repentino e forte para mim. Atingiu-me de uma forma dura. Fizeste 17 anos e eu mandei-te mensagem, mas tu nem a viste, nem respondeste. É como se de certa forma tivesses desaparecido completamente do mapa, e isso custa-me ainda mais.

Apesar dos momentos duros, não me arrependo de ter nutrido sentimentos por ti. Foste um grande, grande amor da minha vida. Escrever isto faz-me dar um sorriso porque me faz pensar no quanto daqui a uns anos as coisas não serão as mesmas, como eu pensarei que o nosso amor foi vivido.

Acho que de certa forma, terei a mesma ideia que tenho agora. Foi um amor inocente, instável, forte, dramático, e mesmo imaturo. Acho que o facto de sermos jovens nos fez vivê-lo desta forma, a intensidade foi querida, tenho que admitir. Lembro-me das juras de amor que fizemos, como se fosse para sempre, quando era óbvio para todos que não seria, menos para nós. Nós acreditavamos que no futuro ficaríamos juntos, growing old together

Confesso que já não penso em ti com a mesma intensidade, com a mesma frequência, com o mesmo sentimento. Isso não significa que te tenha "esquecido", mas sim porque é uma defesa que criei para não sofrer tanto. Porque eu sei, sei que quando me deres notícias o meu coração vai bater tão forte que parecerá que me vai saltar pela boca fora, as minhas mãos ficarão suadas, o meu corpo tremerá. É o efeito que tens em mim, e que penso que não tens noção que existe.

O facto interessante é que, ainda que a nossa história não tenha acabado como tínhamos idealizado, como tanto sonhámos, nós continuaremos sempre a estar juntos. Se não como namorados, como amigos, como conhecidos, se não como nada disso, então como memórias da adolescência.

Aconteça o que acontecer, eu tenho apenas uma certeza: I'll always be your Charlotte and you will always be my James. Isso ninguém nunca conseguirá mudar, nem os nossos pais, nem os nossos amigos, ninguém.

My heart lies with you.

Your sweet child,

Charlotte 

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