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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

04
Set18

5 coisas que aprendi durante a perca de peso

Quando iniciamos uma processo de perda de peso, aprendemos diversas coisas e ganhamos certas noções que até à data não tínhamos.

Com isto, não digo que estes conhecimentos caiam do céu, mas desde que iniciei esta caminhada, eu sabia que ia ter que a levar ao fim e que desistir não era uma opção, logo informei-me bastante com artigos na internet, vídeos no Youtube e até mesmo com a minha nutricionista (às vezes as pessoas têm medo de esclarecer dúvidas, mas os médicos estão lá para ajudar não há que sentir qualquer receio ou vergonha).

Por isso, e como podem haver pessoas interessadas neste tópico (descobri que o tópico da vida fitness e da alimentação saudável desperta bastante interesse nas pessoas), decidi partilhar com vocês as cinco coisas que aprendi durante o meu processo de perda de peso (claro que aprendi mais coisas, mas quero salientar aquilo que me surpreendeu bastante).

 

     1. Fruta não é igual a vida sana

Durante toda a nossa vida ouvimos que para perder peso ou ter um estilo de vida saudável é preciso comer muita fruta. Eu não comia fruta nenhuma e comecei a fazer isso, o que foi um erro daqueles grandes e graves.

É óbvio que comer fruta é importante, o problema é que fruta a mais engorda (e não é pouco, deixem que vos diga). A fruta não significa emagrecimento ou vida sana.

Nutricionalmente no máximo dos máximos podemos comer 3 peças de fruta pequenas por dia. Ora eu comia um canhão de maçãs... pois, não era uma boa opção.

Por isso, muita atenção à fruta que comem, é importante ter isso em consideração.

 

     2. As calorias não são o mais importante

E com isto não estou a recomendar que saiam por aí a comer croissants de chocolate (ai que queda, nem entremos por aí que dá-me logo uma vontade absurda de ir comprar um).

Quando comecei a dieta, pensava de forma errada e estava numa fase da minha vida em que anotava as calorias de tudo aquilo que comia e sempre que ia ao supermercado só queria saber daquilo que tinha o menor número de calorias possível.

No entanto, e apesar de a minha nutricionista me ter alertado que não calorias não deviam ser a maior prioridade, eu continuei a fazer o mesmo. Pois, cheguei a uma altura que saí a comer porcarias por aí.

Verdade seja dita, as calorias influenciam muito a nossa perda de peso, mas também o nosso peso. Muitas vezes, o que tem menos calorias, não é o mais benéfico até porque recorre a químicos para extrair as restantes calorias.

Lembro-me do exemplo das gelatinas iogurte. Eram o meu snack favorito porque tinham 15 kcal. Epá, maravilha! Eu realmente emagreci, mas chegou a uma altura em que precisei do resto.

Cheguei à conclusão que o valor nutricional é o mais importante, até por temos psicológicos. De que me adianta eu andar a comer produtos que sim senhora não têm muitas calorias, se depois chego a um ponto em que não aguento mais porque me faltam nutrientes e saio por aí a descascar em mais porcarias que aquelas que andava a comer?

Falamos muito mal do açúcar, mas a verdade é que nos faz falta. Uma parte de nós precisa de açúcar que encontra no alimentos, não podemos andar para aí a privarmo-nos dele constantemente, caso contrário chega a um ponto que chegamos ao ponto em que cheguei.

 

     3. É importante ter a cheat meal

Pode parecer um mau conselho, mas cheguei a essa conclusão recentemente. Eu não tinha uma cheat meal nunca. Sabem o que é nunca? É mesmo nunca! 

Associado ao facto de eu não comer açúcar, comecei a sentir mudanças de humor, mais tristeza e grande sentimento de raiva relativamente a tudo. 

O facto de eu não ter uma cheat meal levava-me ao ridículo de quando eu comesse algo que fugisse um pouco ao plano alimentar eu perder completamente os limites e o controlo, e isso acabava por se tornar numa bola de neve que me fazia nunca mais voltar à minha dieta.

Para além do mais, quando começamos a fazer dieta custa habituar-nos àquilo (a mim não foi tanto assim, mas muita gente passa muito mal com a redução das quantidades e com a privação de muitos alimentos), mas assim que o organismo se habitua a fazer aquilo todos os dias e a só comer aquela quantidade, aí cheat meal acaba por ser a demonstração de que não conseguimos mais e que estamos a evoluir

Às vezes fico com dores de estômago, o que me faz chegar àquele ponto em que digo "Eu não quero mais voltar ao ponto em que comia isto tantas vezes. Não aguento mais!".

Por isso, há que dosear e isto é uma daquelas coisas que é tabu e que uma pessoa pensa que se torna o fim da dieta, mas que na verdade é mesmo preciso.

 

     4. Para adocicar a alma

Isto é polémico e foi algo que me custou a aprender. Às vezes via a minha irmã a comer pão com Nutella ou doces todos os dias e eu tinha aquelas alturas em que desesperadamente precisava (porque era mesmo isso) de adocicar a alma.

Antes eu colocava manteiga e mel e fazia de conta que era o meu pão com Nutella. Mais tarde vim a descobrir que o mel não é a melhor opção, visto que tem 80% de açúcar.

A minha nutricionista deu-me outra opção bastante boa que é mesmo a compota. Ela explicou-me que tinha apenas 50% de açúcar o que se tornava numa melhor opção para quando me apetecesse comer algo doce.

 

     5. O mundo está contra mim

E é que está mesmo e será assim a vida toda.

Eu posso estar neste processo de perder o peso, mas a verdade é que eu não posso ganhá-lo de volta. Tenho que ter em mente que é preciso mantê-lo.

Algo que aprendi é que não sair com amigos e evitar shoppings são remédios santos. Porque a verdade é que eu sei que para além de sair de lá com a carteira depenada, volto de pança cheia.

Quem passa por isto sabe muito bem daquilo que estou a falar. A família, os amigos, até as próprias circunstâncias na vida, tudo conspira muito contra quem faz dieta. É os amigos quererem quase que atirar-nos com uma tablete de chocolate inteira pela guela abaixo, ou é tentarem-nos a ir comer porcarias... quando na verdade nós não queremos isso. 

Fazer dieta é difícil e quanto a isso não discussão possível, especialmente se nos rodearmos de pessoas que não têm, de todo, o mesmo objetivo de vida que nós. Por exemplo, tenho colegas que querem ter uma vida mais saudável porque foram confrontadas com o facto de que se continuarem a este ritmo, no futuro o corpo vai mostrar todas as porcarias que elas ingeriram até ao dia de hoje. Compram coisas ridículas para o fazer, e julgam-me muito pelas minhas escolhas. Querem ser saudáveis e tal, no dia a seguir trazer bolachas de chocolate recheadas para comer no dia a seguir. E pronto, a verdade é que termos que ser bons para nós e não esperar qualquer apoio dos outros, que só nos incentivam a desfocar e a comer porcarias dentro daquele pensamento do "És como és. Aceita. Vive com isso".

 

E pronto, estas são as cinco coisas mais recentes e importantes que aprendi durante este processo (que ainda está a decorrer) de perda de peso. 

Para quem também se encontra nesta caminhada, quais foram as coisas que aprenderam? Identificam-se com alguma das minhas aprendizagens?

 

 

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