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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

05
Nov18

Moda | As minhas inspirações

Desde que era criança que me vestia de forma super clássica, era a menina dos vestidos, das collants, do sapatinho envernizado e da franjinha. Confesso que, agora que olho para trás, eu era aquela que melhor se vestia na minha turma, acabando por ser gozada por ser demasiado menininha.

Entretanto, quando fui para o ciclo acabei por mudar completamente, visto que nessa altura eu era quem decidia o que vestir. Durante o meu 5º ano, eu inspirava-me em pessoas que via na televisão, sem querer saber das opiniões dos restantes. No entanto, a forma de eu me vestir veio a mudar desde essa altura até mais ou menos o meu 9º ano. 

Nessa altura, comecei a moldar mais a forma como me vestia, ainda que de forma ligeiramente diferente da que adotei no momento (e que, em princípio, é para manter) e isso deveu-se a algumas influência. Por isso, hoje decidi trazer-vos um post onde falo das personagens de televisão que me ajudaram a moldar o meu estilo pessoal.

 

1. Blair Waldorf

Esta foi, definitivamente, a personagem icónica que mudou completamente a forma como eu me vestia e me ajudou a ganhar um brio por mim própria, em gostar de tratar de mim e, isso mantém-se até agora. 

Se há coisa que retive dela foi o amor por bandoletes, cabelo ondulado, vestidos e collants. Ela é icónica nesse aspeto e ajudou-me a atingir uma maturidade a nível de looks que eu nunca tinha experienciado. Se hoje não ando aí toda casual, tenho que lhe agradecer por modificar a minha vida por completo, libertando-me do esterótipo do "Usar calças é que é, tudo o resto só é para nos insinuarmos". Fez-me perceber que o comentário é verdade, até porque é mesmo para deixar a nossa marca e distinguirmo-nos dos restantes.

 

2. Noora Saetre

Como já devem estar cansadíssimos de saber, exaustos até, eu sou uma grande fã de Skam. No entanto, e ainda que a minha personagem favorita seja a Eva, admito que a Noora é extremamente icónica e que toda a gente retém algo acerca dela (pelo menos na primeira temporada, aquela cena de confrontação com o William bate tudo). Eu, para além de alguma atitude, o que mais retive dela foram as influências das roupas. 

Toda a minha vida eu vivia hesitante relativamente às riscas, e apesar de usá-las antes de ver a série, usava-as com algum receio, mas ela mostou-me que é algo que eu gosto e que me fica bem. Deu-me aquele empurrão para eu experimentar e, realmente funciona que é uma maravilha. Sou conhecida como a Rainha das Camisas às Riscas até ao dia de hoje, isto porque arrisquei.

Para além do estilo, ela influenciou as minhas escolhas no que toca à maquilhagem. Toda aquela questão de o batom vermelho ser associada às meninas, todos os comentários que me teciam quando dizia que queria comprar um... acabei por deixar tudo isso para trás. Aprendi a usar algo porque eu gostava, sem estar preocupada com as críticas, porque me fazia sentir bem e poderosa. Não posso dizer que uso todos os dias, mas uso cada vez mais frequentemente, cada vez que realmente me apetece!

 

3. Anastasia Steele

É uma personagem interessante, até porque eu detestava muito a personalidade dela e o estilo descuidado dela no primeiro filme. No entanto, quando entramos no segundo e no terceiro filme, eu passo a ter uma noção completamente diferente dela, quer a níveis de personalidade, quer a níveis de estilo.

Não posso dizer que ela me inspirou a fazer a franja, mas deu-me a perspetiva de como ficaria tendo em conta a forma como me visto. Até ao dia de hoje não me arrependo de modo algum. Deu-me coragem, digamos assim.

Confesso que, quando me imagino mais velha, imagino-me um pouco como ela. Vestida do mesmo modo, senhora de si mesma e a trabalhar porque não se imagina a ficar em casa.

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 Basicamente, estas são as três personagens de televisão e de cinema que me ajudaram a moldar a forma como eu me queria vestir a olhar para lá do comum, a querer ser diferente e deixar essa marca na vida das pessoas. Dizem-me que me visto como uma empresária autêntica e eu fico com um sorriso vitorioso na cara, cada vez que esse assunto vem à baila. Cumpri o meu objetivo e vou fazer as pessoas lembrarem-se de mim por isso mesmo. Por ser a rapariga que não queria ser igual a todas as outras.

04
Nov18

Breve reflexão acerca da situação mundial

Atentados. Violência. Guerra. Fascismo. Terrorismo. Feminismo. LGBT Community. Manifestações. Violações de tudo e mais alguma coisa. Eleições desastrosas. Economias de rastos. Migrações. Fome. Pobreza. Chauvinismo. Onde é que chegamos? Ou melhor, como é que chegamos aqui.

Atentados terroristas têm feito manchetes nos nossos jornais, aterrorizado-nos completamente. Falsas promessas que provocam o caos e o medo num geral. A Península Ibérica vai ser dominada por muçulmanos em 2018, ou pelo menos assim disseram, 2018 está a acabar mas nós ainda aqui estamos, a viver em liberdade e bem de saúde. Pavor das religiões. Porquê? Não foi Alá que organizou os atentados que mataram dezenas, centenas, milhares de pessoas! Não foi Deus, não foi o universo. Foram as pessoas, algumas pessoas. Porque é que temos receio quando vemos uma mulher de burka? Faz algum sentido? Ela é tão inocente como nós, mas parece que ninguém consegue ver para lá do súbito medo.

A Violência nos países, como é que é possível nós destratarmos aqueles que são da mesma espécie que nós, que respiram o mesmo ar que nós, cujo coração bate como o nosso e, pior ainda, como é que somos capazes de o fazer depois de tanto a acontecer? Admiram-se como há eleições populistas? Olhem, eu não estou nada admirada. O desespero e o medo tomam conta do ser humano e este faz aquilo que conseguir para sobreviver. As pessoas que somos, os ideais que temos, tudo isso é apagado quando estamos em situações extremas.

Feminismo? Conceito mais tóxico mascarado de algo legítimo. Não é legítimo, nem nunca há de ser. Porque é que passou a ser moda dizermos que somos feministas? Além do mais, porque raio se escolheu esse nome, para enfrentar diretamente o mascismo? Entendo, entendo, mas compensa o facto de serem tão extremistas ao ponto de se tornarem como eles? Vivemos numa sociedade moderna, as duas partes não podem ter tudo o que desejam, é preciso que se vá cedendo gradualmente. Como mulher, é óbvio que quero igualdade salarial, é óbvio que quero que os direitos das mulheres sejam respeitados tanto quanto os dos homens, é óbvio que os direitos humanos existem para serem respeitados! Mas andar aí a propagar uma onda de ódio face a atualidade, isso não é luta, isso é extremismo e eu peço imensa desculpa, mas eu não vou por extremismos. Hipocrisia não é bem-vinda (pena que poucos pensem assim).

LGBT Community, talvez a única coisa com a qual concordo a 100%. Tal como já fiz um post relativamente à minha posição relativamente à minha identidade sexual, posso dizer que não faço parte da comunidade, mas acho que é uma causa nobre. Chega de serem pontapeados em praça pública, chega que lhes faltem ao respeito. Têm o meu máximo apoio e acredito na vossa luta! Muita força, mesmo!

E pronto, falando de violência neste aspeto, podemos aproveitar para falar das violações. Assim aproveitando a onda em que mais são vistas, que é para ficar logo tudo arrumadinho em saquinhos respetivos. É engraçado como se liga a televisão ou se vai à internet e existem 1001 memes acerca deste assunto, dizendo que as mulheres são extremamente dramáticas relativamente a este assunto e que nem tudo é violação. Claro, mas isso também é aquilo que todos os culpados se dizem a eles próprios para aliviar a consciência pesada, é que às vezes essa aí fica demasiado pesada e depois dormir à noite torna-se extremamente complicado.

Aliás, no outro dia estava numa página do Twitter que acho extremamente engraçada, porque ainda que esteja feita de relatos falsos, têm demasiada imaginação para não rir. Num dos tweets fiquei cheia de vontade de vomitar. Não me ri, até porque teve tudo menos qualquer tipo de piada. Nojo, repulsa, falta de ética, tudo e mais alguma coisa. O relato consistia numa rapariga ter dito que apesar de não se importar de "curtir" com o rapaz, não queria ir mais à frente. Só que pelos vistos ele é surdo ou pelo menos sofre de surdez seletiva e não hesitou a fazê-lo à força. Não me acredito que seja mentira, mas ainda que o seja, já conheci gente cujas realidades são identicas.

Preciso mesmo de falar do resto, ou já estamos esclarecidos? Já repararam que cada história tem dois lados diferentes. Nós todos fizemos algo para contribuir com o que aconteceu. Ainda que sejam atos nojentos e condenáveis, tudo está encadeado e tudo só me faz pensar numa coisa - como é que é possível isto ter chegado a este ponto?

Andamos aí todos inchados a dizer "Vivemos numa sociedade moderna" mas vivemos mesmo? Será que vivemos mesmo numa sociedade moderna? É porque se isto é uma sociedade moderna, não quero nem pensar na sociedade antiga. Não somos mais modernos que os outros antes de nós, até porque todas as atitudes por parte dessas pessoas ainda existem nos dias de hoje. 

Às vezes é preciso parar para refletir um bocadinho, não somos mais nem menos que alguém. Mas todos contribuimos para a situação atual. E se a queremos mudar, então é bom que enfiemos de uma vez por todas na nossa cabecinha de mente lenta - qualquer gesto vai fazer a diferença e se nós não mudarmos o nosso comportamento, então tudo permanecerá igual. Mesmo que seja só um, é menos um a propagar más energias. É mudança.

03
Nov18

Vamos falar sobre... sexualidade

Uma temática que penso que sempre foi um bocado escondida no meu blog era a questão da sexualidade. Hoje em dia, é bastante comum as pessoas tirarem as suas conclusões sobre a sua identidade sexual e, essas conclusões são cada vez mais abraçadas com igualdade e menos discriminação (não invalidando aqueles casos lamentáveis que se ouve por aí). Portanto, para quebrar o tabú que por aqui se criou, ainda que involuntariamente, trago-vos a questão da sexualidade. 

Por ter a perfeita noção que é um assunto polémico e delicado, quero esclarecer que isto não é uma opinião (pelo menos não aquele tipo de opiniões que estão habituados a ver-me defender com unhas e dentes), muito menos um sermão ou uma tentativa de ofender suscetibilidades. Por esse motivo, peço desculpa previamente caso se sintam ofendidos. Não é de todo a minha intenção fazê-lo, até porque pessoalmente nada tenho contra.

Mas enfim, começando por expor a situação, após toda esta onda de exploração da sexualidade e descobrir a nossa identidade relativamente ao tema, eu questionei-me várias vezes se eu gosto de rapariga, e de todas essas vezes fico com aquela questão do "Nope, gosto demasiado de homens para gostar de mulheres". Em seguida, creio que seja importante salientar que questionei-me a mim própria acerca da questão de eu poder ou não ser bissexual e gostar de ambos. 

No entanto, ao longo do tempo fui chegando a uma conclusão - que não estou minimamente preocupada acerca da minha sexualidade. Eu sou daquelas pessoas que tem uma mente bastante aberta acerca de variados assuntos (como já deve ter dado para ver), e este é um deles. Não me preocupo com essa questão e, adotei há algum tempo aquela política do "O amor é universal, por isso nunca direi nada". 

Agora se me perguntarem se eu era capaz de beijar uma rapariga? Provavelmente sim, depende, mas era bem capaz. Se era capaz de ter um relacionamento amoroso com ela? Não, e isto não se deve a qualquer facto mirambulante que possa existir acerca de ser preconceituosa ou não, trata-se de uma questão de não conseguir fazê-lo porque gosto demasiado de rapazes.

Não sei o que isto pode significar ou se me preocupa sequer. Honestamente, sou 100% boy crazy e, penso que isso não vá mudar. Mas cá vamos nós tocar no mesmo tema, não tenho preconceito e nunca digo nunca porque não sei o dia de amanhã.

Talvez esta curta conversa (até porque o objetivo não é que seja tão feroz ou tão intensa como posts referentes a outro tema) tenha tido origem no facto de ter falado disto à hora de almoço com umas amigas, mas mesmo assim achei pertinente destapar um pouco aquele manto velho que esconde estes temas.

Espero não ter ofendido alguém com as minhas ideias, não era de todo mesmo a minha intenção e peço imensas desculpas se o fiz. Tenho amigos integrantes da comunidade LGBT e tenho imenso orgulho por se terem levantado para dar a cara pelo movimento e pela causa que abraçam. Desejo muita força na luta!

02
Nov18

#3 Sunshine Blogger Award Tag

Ora a JustAnOrdinaryGirl nomeou-me para esta tag pela qual eu tenho um gosto particular em responder, isto porque ainda que siga sempre o mesmo nome, as perguntas são sempre diferentes (independentemente do facto de, por mera coincidência, uma pergunta ou outra se repetirem) e dão sempre muito a conhecer das pessoas que fazem o post. Por isso, agradeço-te imenso a nomeação!

Portanto, e sem me demorar muito, vou responder às perguntas que me deixou e vamos lá ao ponto da questão!

 

1. Qual é o teu maior sonho?

O meu maior sonho é aterrar com o meu helicópetero privativo no meio do pátio do colégio, mesmo ali podendo. Vá, mentira, era uma piadinha seca!

O meu maior sonho é ser uma profissional bem sucedida, mãe, e acima de tudo, feliz e realizada.

 

2. E qual o teu maior medo? 

Eu tenho fobia a insetos, mas penso que não seja isto que a pergunta quer como resposta. Por isso, talvez o meu maior medo seja falhar. Eu tenho um grande medo de falhar, em parte por ser muito perfecionista.

 

3. Como surgiu o nome do teu blog? 

Surpreendentemente e humoristicamente. Foi mesmo assim e no gozo. Eu precisava de um nome e não tinha, então no gozo pus "Chávena de Chá das Cinco" a pensar "Epá, mesmo nome à velhota, nem a Rainha de Inglaterra criava um blog com este nome!". Entretanto, o que era para ser provisório até ao meu primeiro post e durante todo o período de personalização, acabou por se tornar definitivo ao ter-me ficado no ouvido. E pronto, aqui estamos nós hoje, dia 2 de novembro de 2018 (se bem que para mim ainda é dia 30 de outubro. Lá está a internet a fazer a sua magia negra).

 

4. Qual foi a melhor coisa que teres um blog te trouxe? E a menos boa?

A melhor coisa foi a experiência e também as pessoas, como é óbvia. O eu criar um blog deu-me uma noção de um mundo para lá daquele que eu conhecia e que eu nunca teria conhecido se não tivesse sido maluca, acordado e atirado-me de cabeça. Mas foi isso que eu fiz e hoje estou aqui, quase um ano depois, mais que satisfeita com esta decisão (nunca pensei que duraria tanto tempo, dava no máximo um mês. Ai agora pareço aquela que se arma em adivinha e avalia o tempo de duração dos casais tipo aposta. Wtf...). 

Quanto à coisa menos boa (até porque não considero nada disto mau), foi outra visão das pessoas do lado de lá. Apesar de a comunidade da blogosfera em si ser mais que cinco estrelas, alguns comentadores são mesquinhos e por vezes desagradáveis. Foi algo que não gostei muito, mas que até foi bom para eu conseguir aprender a lidar com este tipo de situações. No fundo não houve nada muito mau, se muito pode também ter sido a minha falta de disponibilidade que também tinha uma falta de organização elevada pelo meio (já melhorei, ainda que seja uma autêntica desorganização).

 

5. Se pudesses voltar atrás no tempo e mudar uma coisa, o que mudarias?

É muito difícil pensar nestas coisas, até porque nos leva a uma introspeção na nossa vida e em nós mesmo, o que é bastante profundo. Mas como eu gosto destas coisas, vou fazer na mesma e vou partilhar com vocês que, se eu pudesse voltar atrás no tempo, eu teria sido mais cuidadosa com as pessoas que me rodeiam. Hoje eu sei isso, mas na altura eu era mais ingénua ou mesmo apenas inocente, o que me levou a arrepender-me mais no futuro.

 

6. Qual foi a coisa que mais te arrependes de ter feito?

Poderia completar com a resposta acima, mas não abriria um pouco mais da Lotinha, que vocês tanto estão curiosos para conhecer. Portanto, assim algo que eu me arrependo amargamente de ter feito foi, sem margem para dúvidas, ter deixado que me usassem como brinquedo (como já falei melhor noutro post). Nunca devia ter permitido tal coisa e nunca devia ter permitido que me humilhassem da maneira como fizeram, independentemente de quem sejam as pessoas, é algo que nunca se pode fazer. Não podemos compactuar com tais atos, pelo nosso próprio bem e pela defesa em tudo aquilo que acreditamos.

 

7. Se alguém fizesse um filme sobre ti, como seria (história, alguma personagem, título, género...)

Esta é uma pergunta curiosa, até porque já partilhei que uma amiga minha e eu estamos a elaborar uma história cuja personagem principal é inspirada em mim.

Agora, se alguém fizesse um filme sobre mim provavelmente seria uma mistura de géneros, mas acima de tudo mostraria um lado muito mais pessoal meu que eu evito que transpareça muito para os meus posts, mas que por vezes é inevitável que isso aconteça.

Provavelmente falaria brevemente da minha infância e exploraria muito a minha adolescência e tudo aquilo pelo qual tive que passar (e não me estou a queixar), a personagem seria a Charlotte ou a Carlota mesmo, e o título... seria inspirador, mas não me ocorre nada que merecesse essa importância na minha história.

 

8. Se só pudesses comer três coisas para o resto da tua vida, o que escolherias?

Pizza de chourição e extra queijo, ovos (cozinhados de todos os tipos) e esparguete. Eu sou viciada e, ainda que fosse enjoar ou mesmo correr riscos de engordar, tenho fé que no universo paralelo em que isso se tornaria realidade, tal barbaridade não fosse acontecer.

 

9. O que serias capaz de fazer para ajudar um amigo que estivesse metido nalgum problema mesmo complicado?

Infelizmente já perdi amigos para problemas muito complicados, questões essas que não tenho o direito, ou das quais quero sequer falar sobre. No entanto, eu sou daquelas pessoas que era capaz de ir muito longe por um verdadeiro amigo. Nem todas as pessoas são capazes de se comprometer como eu, quando o assunto é a amizade. Provavelmente ia até às últimas consequências mesmo, ainda que me fosse detestar na altura, ir-me-ia agradecer um dia. Não sou capaz de compactuar com algo que os possa tirar de mim.

 

10. Como descreverias o teu par ideal?

Ai, eu adoro estas perguntas! Pois então, o meu par ideal é um rapaz com ação, romântico mas nada de lamexices, alguém que não fosse de demonstrações de afeto públicas, que tivesse um bom sentido de humor e que, acima de tudo, percebesse que haviam limites e respeitasse esses limites. Agora, confesso que sou das dos bad boys. Como diz a música All good boys go to heaven, but bad boys bring heaven to you.

 

11. Se só pudesses, durante um ano, ouvir 5 músicas, quais seriam?

Do I Wanna Know dos Artic Monkeys, Nobody's Home da Avril Levine, I Think I'm in Love da Kat Dahlia. The Hills do The Weeknd e Alive da Sia. Foi uma escolha difícil e eu decidi escolher uma música para diversas ocasiões. Agora, estas estão longe de ser as minhas favoritas, bem longe.

 

Ora, chegou à minha altura de colocar as mágicas 11 perguntas que os 11 desgraçados que vou nomear vão ter que responder. Preparem-se pobres coitados porque terão que contar timtim por timtim todos os detalhes para estas respostas:

 

1. Preferias que os outros te pudessem ler os pensamentos ou que tu fosses obrigado(a) a dizer tudo aquilo que te viesse à cabeça?

2. Qual é aquela série que podias rever 1000 vezes e ainda assim gostar tanto como da primeira vez?

3. Qual é/era a tua disciplina favorita na escola?

4. Qual foi aquela coisa que sempre quiseste mas nunca tiveste?

5. O que é que comes ao pequeno-almoço?

6. Qual a tua festividade favorita?

7. Qual a tua cor favorita?

8. Preferias ficar sem telemóvel ou sem computador?

9. Se pudesses viajar no tempo para que altura viajarias?

10. Descreves-te como leitor(a) voraz?

E agora a 11ª e a verdadeira, grande, derradeira pergunta...

11. Instagram ou Snapchat?

 

E pronto, os 11 desgraçados que vão ter que responder a esta tag são a ChitChat Girl, a Sofia, a Maria, a Mariana, a Inês Brito, a Lara Raquel, o Gonçalo, o Pinguim, a Raquel, a Marta e a Mary Jane.

Espero que tenham ficado a conhecer um pouquinho mais aqui a personalidade por trás do ecrã e tenham uma boa sexta-feira. Só mais umas horas de trabalho e outras quantas no trânsito e estão finalmente em casa! Yupi!

01
Nov18

#21 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Ontem à noite pensei que nunca iria ouvir os meus pais gritar esta frase com tanta raiva ou com tanta indignação. No fundo, não sei ao certo aquilo que eles me transmitiram, sei apenas que não foi nada positivo.

E agora vocês devem estar a pensar "O que é que ela fez desta vez?". Eu fiz algo que todos os jovens da minha idade fazem, que os meus pais me incentivavam a fazer e que detestaram no dia em que o fiz.

Ontem, como uma grande parte dos jovens do Porto, eu fui para a Cordoaria com as minhas amigas. Jantámos num restaurante maravilhoso (agora que penso devia ter tirado foto para vos mostrar, mas nem me lembrei), demos uma volta e fomos para o sítio onde ia ser a festa.

O meu plano original nunca terminaria com a noite no ponto em que ela acabou e, ainda que pareça que eu fiz algo de muito errado, eu fiz algo tão simples como beber bebidas alcoólicas. E antes que pensem, eu não me embebedei ou nada que se pareça, e isso inclui o facto da possibilidade de entrar em coma alcoólico. Eu não fiz nada de transcendente, mas para os meus pais eu fiz.

Estava com um grupo grande que acabou por ficar reduzido a três pessoas, encontramos outros amigos que vinham um saco cheio de bebidas e eu experimentei e bebi. Não vou esconder o que fiz, fiquei mais alegre mas nunca ao ponto de andar aí a gatinhar em direção à sargeta para "chamar o gregório". Bebi com consciência, ofereceram-me e eu aceitei porque eu quis, não por causa de algum tipo de peer pressure.

Quando cheguei à beira dos meus pais depois de me ir embora, eles começaram a chatear-se comigo a dizer que eu tresandava a álcool, nomeadamente a vodka, e que era óbvio. E a verdade é que até o podia ser por causa do batom meio borratado juntamente com as marcas pretas da bebida, mas nunca no meu comportamento. Se eu estivesse bêbada não poderia relatar tal coisa, lembro-me de maior parte das coisas que aconteceram e, certamente, lembro-me de ter que lhes mentir ao dizer-lhes a verdade, mas também tenho a perfeita ideia que cheguei decentemente, sem cambalear (ainda que sentisse uma ou outra tontura meia traiçoeira) e a falar normalmente.

Eu entendo que se preocupem mas o facto é que eles sempre me incentivaram a experimentar coisas novas e, quando começou a chegar à altura senti que se retraíram imenso, ainda mais agora. Confrontei-os com isso e a resposta que obtive foi que, ao incentivar-me, não queriam dizer beber bebidas com 40 volumes. 

Argumentei com eles e disse que me sentia ótima ao que eles contestaram com "Todos dizem o mesmo, mas amanhã vais ver como elas te mordem". Disseram-me que não me queriam ver mais naquele dia, para eu simplesmente ir dormir.

Hoje acordaram-me cedo para ir às compras e já me deixaram sozinha de novo. Falam mais alto, sobem o volume da rádio e fazem de tudo para que eu me vá queixar e, ainda que a dor de cabeça seja relativamente incomodativa e as dores no corpo muito evidentes, eu não digo nada e permaneço calada. Penso que está na altura de lhes dar espaço para assimilarem a ideia, quanto mais alarido eu fizer, pior será a minha situação. Respondo ao que me perguntam e nada mais.

E agora perguntam se me preocupo, o que penso que podem ter interpretado mal a partir deste post. Em parte sim, pelas consequências estúpidas que o facto de beber (com consciência, sublinhe-se) pode ter para mim. Por outro lado, não. Não me preocupo porque sei aquilo que fiz, e acima de tudo eu diverti-me e não cedi a qualquer tipo de pressão, bebi porque queria experimentar e bebi com consciência, não até cair para o lado.

Penso que está na altura de os meus pais assimilarem que eu cresci e sou quase adulta. E por muito que lhes custe admitir, eu não bebi para me divertir (apesar de me ter realmente divertido), ou para agradar a alguém, bebi porque queria experimentar e porque sabia o que estava a fazer.

Vejamos no que vai dar e rezem pela Carlotinha. Porque vos contei isto? Porque sinto que se calhar já podem ter passado por isso. Não foi porque isso faz de mim fixe, ou porque faz de mim rebelde, ou porque faz de mim superior a outros. Não tenho orgulho no que fiz, mas também não tenho vergonha. Aconteceu. A vida continua e não interessa muito o que bebi ou deixei de beber. Estou bem, é o que importa. Espero que os meus pais entendam isso.

 

01
Nov18

7 músicas que eu ainda ouço

Ora, hoje trago-vos mais um post acerca do passado (eu ando muito nostálgica mesmo). Semana passada começaram a tocar constantemente músicas da minha infância e início da adolescência e foi mesmo algo que me deixou mega nostálgica e me tem inspirado a fazer estes posts todos.

Assim, deixo aqui aquelas músicas que eu ouvia na infância e que, nos dias de hoje, são completamente relatable.

7 músicas que ainda ouço.png

 

 

 Eu já falei desta música 1001 vezes por estes lados, portanto tinha que a incluir naquele grupo de músicas que eu ainda ouço bastante regularmente. Claro que já não a ouço todos os dias da minha vida, mas bastante esporádicamente em diversos momentos e moods na vida. Posso dizer que há um ano eu passava a vida toda a ouvi-la, até porque tinha um significado ainda maior na altura. Agora é apenas uma memória que eu guardo com algum carinho, e uma música que me traz ainda mais recordações.

 

 O meu pai é bastante fã da Alicia Keys, ele adora as músicas dela e eu, por influência e convivência, acabei por sempre a ter muito presente. Esta é das músicas que tem passado na minha vida assim do nada, surgiu do nada e eu nem percebi bem o porquê disso. No entanto, tenho tentado reter algumas partes da música, nomeadamente a parte do "Everything's gonna be alright".

 

 Eu ainda não era nascida quando isto saiu, aliás penso que os meus pais ainda nem se conheciam, mas a minha mãe adora este filme e em criança eu ouvia esta música assim 24/7 (ok, se calhar é um pouquinho exagerado). No entanto, eu e esta música temos uma história engraçada anos depois. Aliás, esta era a música que eu e as minhas amigas dançávamos em frente ao espelho na adolescência. Sem dúvida alguma que existem 500000 vídeos nossos a dançar e a cantar isto com batons como microfones. Que boas recordações...

 

 Eu tinha 9 anos quando esta música saiu e lembro-me perfeitamente que esta era a música do Edward e da Bella no Twilight, então como eu tenho um segundo nome parecido ao da personagem principal (Isabel ficaria Elizabeth mas pronto), a minha mãe associava esta música a mim.

Anos depois eu ainda me identifico com esta música e, inclusive, sei tocá-la no piano (quer dizer sabia, não creio que fosse capaz de tocar de novo), e lembro-me de a minha mãe ter escrito "For Carlota" na partitura. Recordações que não dá para apagar mesmo...

 

 Apesar de quando a ouvi pela primeira vez não me ter apercebido, esta letra é aquela com a qual todos nos podemos identificar. É aquela que nos dá força para continuar e, cada vez que me sinto vencida e desmotivada, é aquela que corro para ouvir porque me faz sentir 1000 vezes melhor. Provavelmente das minhas músicas favoritas da altura da Hannah Montana, e a primeira vez que a Miley Cyrus assina como Miley Cyrus. Lembro-me de o meu pai comentar isso e de eu ver com os olhos a brilhar.

 

 Eu na altura detestava esta música porque era a música que os meus pais ouviam, mas hoje em dia tornou-se uma das minhas músicas mais favoritas dele. Nos últimos tempos tenho-me conectado muito à música do Michael Jackson e finalmente consigo entender a falta que ele faz e a marca que deixou no mundo da música.

 

 Recentemente começaram-me a ser sugeridos vídeos dos Morangos com Açúcar e não entendi muito bem porquê (agora percebo que a razão por trás é estarem a planear o regresso da série), e nesses vídeos estavam contidos vídeos da temporada 7 que nos deu o Lourenço Ortigão e a Sara Matos. Penso que toda a gente adora esta temporada e ficou na memória de toda a gente, inclusive na minha (se bem que o Rui e a Margarida eram ligeiramente irritantes e eu preferia mil vezes a história do JP e da Paula). Esta música fazia parte da banda sonora e quem é que viu e não se recorda da música do casal principal?

 

Enfim, eu poderia dar-vos mais música ainda, mas nunca mais saíriamos daqui. Estas são aquelas que mais me ficaram e que eu tenho ouvido mais recentemente, no entanto, existem outras, como é óbvio, que poderiam muito bem integrar a lista.

Espero que estejam a ter um bom feriado e aproveitem para descansar, que aqui a pessoa vai estudar português!

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