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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

20
Set18

Os meus essenciais de Outono

Há uns tempos fiz um post acerca dos meus essenciais no meu roupeiro (se não viram, cliquem aqui), mas hoje decidi trazer um post sobre os meus essenciais do Outono num geral.

Para os que não sabem, o outono é uma estação do ano que me provoca grande sentimento de nostalgia do que passou, mas também é uma estação do ano que me dá a ideia de recomeço. Talvez se deva ao facto de voltarmos às antigas rotinas, mas o Outono é mais real para mim que qualquer outra estação do ano, e é mesmo das minhas favoritas (aposto que vou fazer um discurso todo XPTO quando o Inverno chegar também).

Portanto, e não me demorando mais, aqui vão os meus essenciais de Outono. 

 

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     ☆ Latte

Chamem-lhe latte ou café com leite, eu adoro e desde há algum tempo que me tornei uma viciada nata. Não posso passar por um dia sem beber o meu, ao lanche ou ao pequeno-almoço, é-me indiferente. Mas tem-se vindo a tornar um essencial, e certamente, durante o tempo frio que aí vem, ele será cada vez mais bem-vindo.

 

     ☆ Mantas e beanies

Como já referi noutros posts, eu adoro beanies, só que eles não me ficam bem. Há um ano atrás consegui encontrar o beanie da minha vida. É uma espécie de boina francesa e eu uso-a sempre que assim se justifica. Adoro, e a melhor parte é ninguém me repreender por o ter na cabeça.

Quanto às mantas ou os cachecóis da moda (como quiserem usar/rotular), dão semper jeitinho, nem que seja enquanto estudo na secretária e me enrolo a elas (convenhamos, acontece mais frequentemente que aquilo que imaginam).

 

     ☆ Sweaters

Apesar de já me conhecer como a menina das camisas, em dias de muito fria gosto de vestir a minha camisa e uma sweater de malha por cima. Fico mais quentinha ainda e também mais resguardada.

 

     ☆ Livros

Um bom livro é essencial em qualquer altura do ano. Sou uma fast reader maior parte das vezes, mas dependendo da história vou acabando por abrandar o meu ritmo. Gosto de um bom livro, de algo motivador e inspirador, mas ao mesmo tempo gosto de ler romances históricos que retratem as grandes mulheres que acabaram esquecidas. Por outro lado, livros inspirados em factos verídicos são sempre os mais reais e aqueles pelos quais me pelo completamente.

 

     ☆ Séries, pijamas e cama

São o conjunto de três coisas mais indispensáveis. Não há três coisas que mais ame e estime no mundo, mas no Outono adoro ver em especial aquelas séries divertidas, tipo Sex and the City e mesmo Gossip Girl. 

Já me estou a ver, deitadinha com a série a dar no computador, enquanto estou enroladinha no vale dos lençóis. Lovely.

 

E pronto, estes são os meus essenciais de outono. Acho que toda a gente se identifica com alguns até certo ponto, por isso digam lá se são tão preguiçosos como eu ou se são pessoas ativas e saudáveis que não se limitam ao sedentarismo do conforto da cama.

 

 

19
Set18

Finalmente vou começar o 11º ano

Como já estão cansados de saber, tenho estado a faltar há duas semanas, o que me tem feito perder alguma parte da pouca, mas ainda importante, matéria. Tudo isso, associado ao facto de me encontrar fechada em casa, contribuiu para o facto de me começar a cansar e de estar desmotivada para basicamente tudo.

Felizmente, hoje fui a uma consulta com a médica cirurgiã, que me disse que até já poderia ter ido para a escola e que todo o cuidado foi um pouco excessivo. Com isto, significa que amanhã já estarei capaz de poder comparecer, o que me deixou imensamente animada.

Maior parte das pessoas, caso se encontrassem na minha posição, quereria faltar o máximo de tempo possível. Não é que eu também não goste de descansar, mas quero sentir-me ativa e produtiva, antes que tudo.

Assim, hoje vou aproveitar o dia para estudar um pouco mais e para tratar de alguns assuntos relacionados com o tema.

Obrigada por me estarem a ocupar neste processo da minha recuperação, que está cada vez mais próxima do seu fim.

19
Set18

A desmotivação e os bloqueios criativos

Recentemente (e com isto digo de há umas semanas para cá), tenho vindo a sentir-me sem ideias e sem motivação. Sem ideias sobre o que escrever por estas bandas, e sem motivação num todo. Sinto-me desmotivada num geral, quanto ao blog, quanto aos estudos, quanto à vida num geral.

No passado eu tinha muito a tendência de me entregar muito a estes momentos (porque isso é que os posts em Maio foram inexistentes), mas tenho vindo a desenvolver uma nova forma de lidar com eles - não os deixar tomar conta de mim.

Acho que qualquer blogger chega a um ponto de rutura, em que começa a ficar cansado e até massado com toda a situação corrente na sua vida. Tenho muito a acontecer ultimamente, e tudo isso, faz-me ficar stressada e perder-me pelo caminho.

A diferença, é que desta vez decidi partilhar com o mundo aquilo que estou a sentir no momento. Quem nunca abriu a área de criação de posts e ficou a olhar freneticamente para o ecrã como se magicamente as ideias fossem cair dos céus aos trambulhões? Tem acontecido mais vezes que aquelas que gostaria.

Por isso é que há erros ortográficos que são cada calinada que a Língua Portuguesa até se deve torcer toda. Somos humanos, não máquinas. Por vezes há coisas que falham porque nós estamos a chegar ao limite e, por vezes, é preciso fazer reset.

Estou-me a sentir assim. Sinto que preciso que o meu cérebro faça reset e que tudo volte a ser reposto ao juízo normal. Preciso de dormir em condições, preciso de tomar um banho relaxante, cuidar de mim, mudar! É isso mesmo, preciso de mudar algo na minha vida para ver se fujo das mesmas rotinas cansativas ou das mesmas rotinas impossibilitantes.

Sempre ouvi que quando sentimos a necessidade de mudar devemos cortar o cabelo ou fazer-lhe alguma coisa. Dado o facto que não o posso pintar e já me passou o impulso de cortá-lo (estou numa de o deixar crescer, se continuar assim em Janeiro já está bem comprido), não sei se será bem o que preciso.

Enfim, foi um post muito à toa, mas às vezes o meu à toa é o à toa de alguém e eu precisava de falar sobre um assunto que não vejo muita gente falar - e que até à bem pouco tempo eu também escondia. 

 

18
Set18

Tag | Sweater Weather

Não sei como anda o estado do tempo por esses lados, mas por terras nortenhas tem andado um nevoeirozito e um tempo que me dá uma vontade de estar em casa de pijaminha e a ver umas séries fantástica! Por outro lado, sou uma daquelas pessoas que adora o tempo outonal, o que significa que pisar as folhas secas é, sem margem para dúvidas, um must do

Perante isto, e ignorando o facto de em alguns pontos do país o tempo de outono ainda estar longe de dar sinal de vida (ou pelo menos assim aparenta ser), eu inicio os meus posts mais relativos à estação (que é das minhas favoritas) com uma tag mais que apropriada para a ocasião - a Sweater Weather Tag.

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1. Fragrância de velas preferida?

Eu não sou uma candle girl, de todo! No entanto, adoro as velas com cheiro a canela. Sinto que cheiram a casa da avó e pronto... esta e as de baunilha não têm cheiros muito fortes o que me faz sentir melhor (e o meu nariz agradece imenso).

 

2. Café, chá ou chocolate quente?

É assim, não gosto de café puro e nunca provei chocolate quente. No entanto, e apesar de escolher chá no que toca a estes três, faço batota e digo que prefiro leite com café. É o que tenho bebido ultimamente e adoro.

 

3. Muda a rotina de maquilhagem consoante a época quente?

Um pouco. Eu sinto que a maior diferença é que tento evitar muito o corretor durante o verão, visto que o BB Cream acaba por ser mais natural e, convenhamos, menos demoroso a aplicar e dá-me menos trabalho. Já no outono uso e abuso (é mais abuso mesmo) do corretor, visto que não gosto de usar base.

 

4. Chapéus ou lenços?

Eu juro aqui que eu tento e tento ser uma menina de acessórios. Fico mesmo pelo tentar porque acabo por me desleixar muito nessa parte. Não sou uma beanie girl, não porque não gosto, mas porque fico mal. Lenços é aquela coisa que é gira e tal, mas que não consigo ir à Parfois e deixar uma fortuna por (porque para mim lenços é dinheiro mal gasto que prefiro aplicar noutros sítios).

Com isto, se me perguntarem a minha preferência, é sem dúvida os gorros. Fazem a minha vida completa. Apesar de ficar mal, tenho um que por milagre acabou por ficar bem e uso-o sempre que se justifica.

 

5. Camisola que mais uso

Como já é do conhecimento geral por estas bandas (e se não é vai passar a ser), eu não sou uma pessoa de camisolas mas sim de camisas (foi considerado na minha escola que se tivessemos yearbook, eu seria a Rainha das Camisas com especialidade na Camisa às Riscas). Não obstante, vou usando uma camisolinha aqui e ali e uma das minhas favoritas (excluindo a do Colégio) é uma camisola de malha vermelha que conjugo sempre com uma camisa por baixo.

 

6. A cor de verniz que mais uso

Honestamente, nenhuma. Sempre fui muito descuidada com as minhas unhas, mas estou a tentar melhorar esse aspeto. Portanto, a ter que escolher uma cor de verniz, provavelmente ficar-me-ia por vermelho. Eu sei, sou básica.

 

7. Jogos de futebol ou saltar nas folhas secas?

Dada a minha estrondosa habilidade para desportos, nomeadamente futebol, e o facto que revelei no início do post, parece-me que a resposta é bastante evidente - saltar nas folhas secas, pois é claro!

 

8. Calças justas ou leggings?

Ora, para ser sincera, nem uma nem outra. Todos sabem que sou uma miúda de saias, calções e vestidos, calças não é um forte aqui da pessoa. De qualquer maneira, e dependendo da ocasião, dou uso a ambas. Em casa, obviamente leggings podem ser algo admissível, já para ir para a escola optaria por umas calças justas que acabam sempre por fazer o look mais composto.

 

9. Botas ou Uggs?

Eu já tive umas Uggs, foram uma prenda de uma amiga da minha mãe. Usei-as uma vez, uma única vez. Não gosto nem nunca gostarei de Uggs. Lembram-me pantufas de quarto, não calçado de rua. Para além de mais, sou uma amante de botas nata.

 

10. Qual a tua coisa preferida nº1 do Outono?

O cheiro. Pode parecer estranho, mas acreditem que para quem sai cedo entende o porquê de eu dizer isto. Sair em Setembro para a escola é completamente diferente de sair em Junho, o cheiro e a sensação são completamente dispares. Pode parecer estranho, mas eu noto imenso. Se não for isto, pode ser as folhas secas ou a roupa - adoro roupa de Outono/Inverno.

 

11. Música que te põe no mood de outono?

Sweater Weather dos The Neighbourhood. O nome diz tudo, acho eu. Sim, sou #teamindie. Mais pessoal que goste deste tipo de música que se acuse e diga a sua música favorita.

 

12. Como é o outono onde vives?

Como dizia a Sophia de Mello Breyner, é um sítio com muitas nuvens e húmido. Chuvoso e até misterioso, o que lhe dá um encanto especial. Sinto que estou numa espécie de Inglaterra mais quente e sem neve. É frio e ventoso, por vezes de forma contida e agradável, por vezes de forma violenta e desrespeituosa aos cabelos compridos. Depende do mood do S. Pedro que ele é que controla o sistema todo!

 

Por fim, e para terminar a tag, nomeio a ChitChat Girl, a Maria e a Mariana. Para aqueles que não foram nomeados, podem também aproveitar e fazer se quiserem, é sempre bom conhecer outras pessoas melhor através destas tags.

 

 

 

 

 

 

18
Set18

A última carta para ti

Ultimamente, perante algumas realidades que acabam por me confrontar de vez em quando (especialmente em pensamentos noturnos, como é o caso), noto que há algo que tenho que escrever para ti. Sim, tu que nunca hás de ler isto, que pouco ou nada sabes de mim, mesmo gritando aos quatro ventos que sou demasiado previsível e que sou um livro aberto.

No outro dia entrei na rede social na qual já não entrava há algum tempo e, por mero acaso, a tua conversa estava em primeiro (para veres há quanto tempo já não a utilizava). Foi então que reparei algo bastante interessante, bloqueaste-me. Não sei o que alguma vez te fiz para decidires tomar essa decisão, se por medo de eu algum dia te enviar uma mensagem ou se porque a tua queriduxa te pressionou (o que não me surpreende já que ela sempre te quis longe, bem longe de mim. Mesmo quando já nada de mais existia entre nós). Seja como for, deves ter tido os teus motivos que não estou preocupada em saber ou em sequer compreender.

O meu irmão disse-te uma vez que tu tinhas sorte de eu não te ter bloqueado, que te devias dar por satisfeito de eu não te ter mandado uma curva quando maior parte das raparigas o fariam. Sei que era isso que eu deveria ter feito, devia ter-te deixado mal me apercebi o quão mal me fazias, mas como em qualquer relação tóxica que se preze, eu estava demasiado dependente de ti.

Quando nos conhecemos tu recusaste-me logo na primeira conversa, - como se eu na altura tivesse algum interesse por ti, um mero estranho - o que me devia ter dado indícios mais que evidentes para me afastar de ti a todo o custo, mas lá está, não o fiz. 

Ao longo do tempo, o peixe morreu pela boca, já que tu começaste a andar atrás de mim, sendo que eu não estava nem aí para ti. Lembro-me de não te querer e de deixar isso bem claro, antes que te pusesses com testamentos que eu não tinha paciência para ler. Até que um dia, sem eu perceber bem como ou porquê, eu deixei de te dar para trás porque me despertaste interesse (podia dizer que não, mas eu entendo a razão por detrás disso) e foi aí que disse que sim. E foi aí que tu disseste mais ou menos, acabando por dizer sim dias mais tarde. Na altura, e mesmo no exato momento em que escrevo isto, entendo o que fizeste e não te recrimino por isso. 

O problema veio com o facto de o sim se ter tornado em mais ou menos, o mais ou menos se ter tornado em não, o não ter-se tornado talvez e o talvez ter-se tornado sim. No fundo, a nossa relação (que eu nem sei como designar) funcionava deste modo. Era uma espécie de ciclo repetitivo com alteração de três em três semanas. Três semanas de felicidade davam lugar a três semanas de preocupação, que mais tarde dariam lugar a três semanas de tristeza.

Foi a certo ponto que comecei eu a ter dúvidas. Os meus colegas deixavam-me com dúvidas, os meus amigos deixavam-me com dúvidas, os nossos amigos em comum deixavam-me com dúvidas, mas pior que tudo isso - tu eras a razão pela qual eu tinha as dúvidas, não eles. Tu é que falhavas comigo constantemente, tu é que brincavas com os meus sentimentos e eras tu que punhas obstáculos em sítios onde eles não estavam. Tudo era um problema, tudo era uma dificuldade, tudo era um entrave. 

Aí começaram as juras de amor incondicional nas quais me acreditei. Se há coisa de que me apercebi, é que tu me mudaste. O meu 'eu' antes de ti nunca iria nessa conversa, já o meu 'eu' depois de ti era uma miúda tonta o suficiente para acreditar na história do "Daqui a dois anos acabas a escola e eu vou estar na Faculdade e aí tudo será mais fácil"

Foram meses e meses neste ir e vir, ir e vir. Não estamos juntos mas gostamos um do outro, até que um dia apanhas um avião e ficas ausente durante duas semanas. Entras a gostar de mim, quando desembarcas após as duas semanas já tens outra. E eu ouvi tudo, permiti até que chegasses a desrespeitar-me de certo modo, e em momento algum ouvi alguém tomar o meu lado (exceto a amiga, estás cá dentro. É para a vida já). 

Cheguei a 2018 e senti-me perdida e desamparada, em parte por culpa da vida, em parte por culpa dos que me rodeavam, mas em grande parte por tua culpa. Tiraste-me de mim. Deixei de ter nome próprio e passei apenas a ser a tua namorada ou amiga, sei lá como é que tu me chamavas (no grupo de amigos sei que era a hoe, mas isso aí nem vou comentar). Claro que a culpa foi minha por permitir tal coisa, mas no fundo eu nunca me dei conta até ser tarde demais.

Foi, quase certamente, a relação mais intensa mas também a mais tóxica da minha vida. Penso que é impossível superar isto (é melhor calar-me porque há sempre alguém pior que nós e não quero que o mal me venha bater à porta). 

Lembro-me de não te ter ali para mim. Lembro-me de estar sempre lá para ti, mas tu nunca quereres saber a mínima de mim, não como deverias querer saber, não como te deverias importar, não como deverias cuidar de mim. Chorei vezes e vezes sem conta, no ombro da amiga porque não podia permitir-me chorar em mais sítio nenhum. Ou era com ela, ou era durante a noite a ouvir música e a abafar o choro na almofada.

No fundo, eu cheguei a um ponto em que já não sabia daquilo que gostava e que deixei de ter opiniões próprias. Opinava sim senhor, mas tudo aquilo que queriam que eu opinasse, que eu dissesse. Eu já não pensava pela minha própria cabeça e foi por isso que não te disse das boas quando devia ter dito.

Quando me abri contigo sobre o facto de me sentir perdida, aquilo que me disseste foi algo tão simples como "Não sei porque te importas tanto e não sei porque andas tão perdida. Quer dizer, sei. És insegura e só queres saber das aparências, tal como os outros. Tornaste-te em mais uma, deixaste de ser autêntica e de ser diferente". Quando tentei debater dizendo que estavas a ser injusto comigo e que eu podia ser insegura mas não era hipócrita, de certeza absoluta, recebi como resposta algo tão desagrafável como "Por favor, tu nem sabes quem és. Não sabes o tipo de pessoa que és! Logo aí já dá para ver que só te deixas levar pelo que os outros querem que sejas. Tu não tens personalidade própria, quem o tem sabe quem é".

Foram palavras secas saídas da boca de quem mais me importava. Num tom que eu nunca tinha conhecido, não emitido por ti. Já o tinha ouvido muitas vezes do restante meio envolvente, mas tu eras diferente. Tu eras carinhoso e atencioso, não frio e duro. Sem coração, talvez.

Se tivesse sido hoje, eu ter-te-ia dito das boas. Ter-te-ia tirado as palavras da boca e nunca teria permitido que me falasses daquela maneira. Não iria ouvir e calar. Não iria baixar a cabeça com olhos de arrependimento como tantas vezes fiz após aquela. Teria falado em alto e bom som. Ter-me-ia sabido defender. Mas não soube quando era tempo.

Apesar de estar a referir o quão tóxica era a nossa relação e o quanto, por um lado me arrependo de ter cedido, sei reconhecer que houveram os bons momentos em que fomos mais que felizes. Nunca tinha sorrido tão verdadeiramente na vida. Nunca tive tanta luz e brilho. Nunca erradiei tanta energia positiva. Recordo e guardo ainda os momentos bons com carinho e penso que nunca os esquecerei. Farão sempre parte de mim, da pessoa que fui, da pessoa que me tornei à custa da experiência.

Com isto, e ainda a bater na mesma tecla, posso dizer que estou melhor hoje, sem ti. Prefiro que me bloqueies para que não me contactes de novo, prefiro não passar por tua casa, prefiro não cruzar-me contigo, prefiro não cruzar-me com ela, prefiro não me cruzar com o meu passado. Desde o dia em que me levantei e disse que estava cansada que brincassem comigo, desde que deixamos de falar e que te apaguei da lista de contactos, eu fiquei melhor. Eu aprendi muita coisa sozinha, aprendi a não depender de ninguém, aprendi que não preciso de ti ou de outro qualquer. A única coisa de que preciso sou eu própria, o resto é feitio

Acima de tudo, a única razão pela qual não me arrependo desta relação por completo, foi pelo quanto saí dela mais madura. Foi por ter aprendido muito durante este último ano. Foi por ter aprendido muito da nossa relação.

Aprendi a preocupar-me menos com a opinião alheia, aprendi a focar-me mais na minha pessoa e menos na imagem que os outros têm de mim, aprendi a cuidar de mim mesma e a tratar-me como uma rainha, aprendi a respeitar-me mas se houve algo que aprendi sobre este tempo contigo é que as tuas opiniões importavam mais que as minhas e não era assim que devia ser, não só relativamente a ti mas também relativamente a todas as relações que estableço na minha vida. Por essa razão, agradeço-te.

Obrigada por me teres ensinado tanto, por me teres feito crescer e amadurecer e por me teres feito ver o que eu quero para mim própria. Posso não saber quem sou, mas sei o que quero fazer e para onde quero ir, agora. Não preciso de ninguém que me guie, pois encontrei o caminho sozinha. Estou a descobrir o mundo na companhia dos meus amigos verdadeiros, todos os outros ficaram à porta do meu círculo da confiança. Só é bem-vindo quem me faz bem. Não preciso de estar com alguém como tantas vezes me fizeste crer, preciso de estar conectada comigo própria e, para isso, não é preciso saber que tipo de pessoa sou. Tudo isso é um fucking cliché, agora é tempo de viver e descobrir coisas novas. É altura de viver a minha juventude.

Portanto, obrigada por tudo e espero nunca mais ouvir falar ou ver-te novamente.

 

 

 

17
Set18

#11 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Hoje acordei de mau humor - para não variar - e estou-me a sentir irritada, chateada, massada e, acima de todas essas coisas, inútil. Sinto-me suja também e sinto imensa comichão.

Se há coisa que detesto é estar em casa e estar a perder a escola. Apesar de ter pessoas que me ponham ao corrente das situações, tenho andado a perder matéria, mas também a experiência do Secundário. Yup, sinto que estou a ser roubada de certa forma.

Estou cansada de não ver ninguém a não ser os meus familiares. Quero ir lá fora, quero vestir-me e arranjar-me e ir à escola porque estou a perder partes cruciais. Estou a perder conhecimentos, mas também aquilo que faz um secundário real - o drama, minha gente, o drama!

Com isto tudo, sabem que vou fazer hoje? Acho que têm uma ideia do quê, mas pronto, eu digo na mesma.

Vou dar uma de Annie LeBlanc e dizer "Sooo, today I'm doing school" (com a diferença que agora ela já vai à escola e já não estuda em casa). Yup, durante este tempo todo vou dar uma de estudante no sistema das precetoras (ou nannys como quiserem chamar).

Bom trabalho a todos e sejam fortes que eu também sou!

16
Set18

#2 Tag | Sunshine Blogger Award

Como já deu para perceber, estou a querer voltar à minha rotina de blogger, ainda que pouco a pouco. Passo muito mal as noites e os dias são complicados, por isso penso que seja compreensível o facto de não saírem posts todos os dias. Para além de precisar de descansar para me recuperar fisicamente, eu não me sinto criativa e a minha cabeça não está propriamente focada e com uma chuva de ideias recorrente.

No entanto (e graças a Deus porque caso contrário a esta hora não estaria aqui), a nossa querida Maria (que agora vai para a Universidade por isso acompanhem a aventura dela) nomeou-me para a Sunshine Blogger Award Tag, que eu já fiz anteriormente. Não obstante, e tendo em conta que as perguntas são diferentes, porque não haveria eu de responder. Com isto, obrigada à Maria por me nomear e deixo-vos com a segunda versão da Sunshine Blogger Award Tag.

 1 - Queres ter filhos, se sim quantos? E que nomes darias?

Epá,baseando-me na minha vida irrealista e os meus sonhos e expectativas inconcretizáveis, SIM. Relativamente a números, sou muito a favor do filho único (e nem tinha muita paciência para mais) mas se viesse o segundo lá teria que ser. Assim, se eu fosse viver para NYC dar-lhes-ia nomes em inglês (mas fáceis de dizer em português), caso contário portugueses.

Com isto já me alonguei demasiado mas se fosse assim, caso tivesse menina e vivesse noutro país ou Zoe Elizabeth ou Hayley Marie (opção portuguesa seria provavelmente Isabel ou Margarida), caso tivesse menino e estivesse na situação anterior e iludida seria William Phillip ou Arthur Louis (opção portuguesa Lourenço ou Martim).

Grande resposta, eu sei.

 

2 - Qual é a tua viagem de sonho?

Gostava muito de conhecer a Oceânia.

 

3 - Se pudesses criar uma rede social como se chamaria e para que serviria? 

Nunca pensei nisso, mas provavelmente chamar-se-ia algo como TuneIn e seria uma rede com várias comunidades, onde cada pessoa podia escolher as suas. Por exemplo, a mim acontece-me não ter ninguém para falar de séries, por isso eu aderia à comunidade e falava de séries com as pessoas que gostam das mesmas que eu. Boa forma de conhecer mais pessoas.

 

4 - Qual é a tua sobremesa favorita?

Cheesecake. Não há muito a dizer.

 

5 - Já fizeste alguma colaboração com outra blogger, caso já tenhas feito, gostas de o fazer?

Por acaso, acho que nunca fiz. Acho que nunca se proporcionou, mas era algo que adoraria fazer. Um dia, quem sabe...

 

 

6 - Se pudesses viajar no tempo para que ano gostarias de ir?

Para todos os que me seguem, todos sabem que sou apaixonada por História. Por isso, eu ia para o século XV sem dúvida. Se para Espanha ou para Inglaterra? Não sei. Portugal estava bem também, um destes três países. Isto como nobre, que eu do povo não queria muito ser.

 

7 - Qual é o teu maior medo?

Insetos, definitavamente. Todos os tipos sem exceção.

 

8 - Série favorita?

Definitavamente entre SKAM e The 100. No entanto, aprecio séries meio infanto-adolescentes (pelo-me por Dirt e Total Eclipse, e Hotel Du Loone e A Girl Named Jo, e Chicken Girls e Total Eclipse... tenho problemas...), históricas (Isabel is the best) e de sobrenatural (previously on Teen Wolf...).

 

9 - Se pudesses pedir 3 desejos, quais seriam?

Eu quero tirar este soutien. Eu quero poder fazer as minhas coisas. Eu quero que a minha vida irrealista se concretize para eu poder meter nojo às inimigas (amiga compinxa, se estiveres a ler isto já te estás a rir, mas nós somos the bosses).

 

10 - Qual é a tua música favorita de infância?

Hey There, Delilah. É tão irónico como esta música se vem a aplicar na minha vida anos mais tarde... Já me senti Delilah e já tive quem me dedicasse a música, especialmente na parte do two more years and you'll be done with school and... (já vos dei demasiado agora, mas pronto é passado...)

 

11 - Qual é o teu emoji favorito?

Aquele do sorriso malicioso/prevertido. Sou eu na vida.

 

 

Pronto, agora chega aquela parte chata de ter que nomear pessoas, mas como não quero nomear sempre as mesmas pessoas vou fazer batota e dizer muito simplesmente. Hey, people! Podem-se nomear vocês, pensem no conceito de autonomeação e apliquem-no.

15
Set18

Isto do pós-operatório tem mais que se diga...

Dependo de toda a gente para fazer quase tudo, o que é algo que me intriga bastante!

Desde criança que sempre fui muito independente (isto após perder o medo de escadas, até lá dependia das pessoas para me ajudar) e não gosto que me façam tudo, nomeadamente as coisas mais básicas, como fazer a minha cama e preparar-me.

Com esta questão da operação, tenho visto a minha independência escapar-me pelos dedos radicalmente. Literalmente, eu preciso de ajuda para fazer quase tudo.

Dependo da minha mãe para tomar banho (e é à gato), dependo da minha mãe para me vestir e despir, para me calçar, para me pentear, para me lavar o cabelo (e é para dentro do lavatório que já vou com sorte), para me por creme no corpo, para literalmente tudinho.

Hoje, tive que arranjar o cabelo. A minha mãe, como é óbvio, não sabe as minhas rotinas e como eu funciono, não sabe os produtos que aplico no cabelo e quando o faço, não sabe os passos para o tratamento do cabelo, não sabe como o arranjo para que fique brilhante e sublime. Por outro lado, cabelos não é o grande forte dela (falemos de unhas com ela, porque eu sou um autêntico desastre), o que torna tudo mais difícil. Primeiro porque não tem o mesmo gosto ou paciência que eu, e depois porque tem imensa falta de prática e jeito. Eu tento sempre dar o meu jeitinho e explicar tudo, mas há coisas que é mesmo impossível eu fazer (como tratar to styling, visto que levantar os braços é tão proibido como a versão fiel das 50 Sombras de Grey na Arábia Saúdita. É melhor nem falar nisso...). É aí que a porca torce o rabo.

Por agora isto é o melhor que tenho e posso ter sequer. Não há muito a fazer. Tenho que me contentar com isto, mas confesso que me custa um pouco ver-me incapacitada.

Mas se fosse só a dependência de pessoas... dependo também de Ibobrufenos e de soutiens (ou devo dizer prisões de mamas de alta segurança, do género prisões do Suicide Squad), mas pior que tudo isto, dependo da mesma posição para dormir. Tive que abdicar do facto de dormir sempre de lado (como já é mais que óbvio) e tive que começar a dormir de barriga para cima e não me mexer muito.

Mal posso esperar por tirar os pontos, posso não conseguir fazer muito, mas sempre posso fazer qualquer coisita. Mas mais importante que isso, quero ficar a 100% e poder voltar a dormir sem soutien (como é que há mulheres que o fazem? Eu estou no maior sofrimento!). Isso e tirar os pensos. 

Enfim, tenho um montão de desejos e reclamações, quase sempre fiéis porque simplesmente não podem ir embora. Se estão num pós-operatório, estamos juntos. Se não estão, fiquem felizes por isso e vão a Fátima agradecer à Nossa Senhora (porque isto de ser tuga é assim, não há dinheiro cá para Vaticanos. Vá, isto é brincadeira mas se forem religiosos e assim considerarem, força minha gente!). Se vão estar em breve, muita força e tentem ser positivos - cada pós-operatório é um caso e cada pessoa é uma pessoa. Isto não é uma ciência exata.

14
Set18

Ser adolescente hoje em dia num minuto

Um minuto sobre o que é ser jovem no século XXI, na década dos 10. Em grande parte (se não completamente) somos todos do novo século e todos nos deparamos com aquela questão do ser adolescente. Há séries e filmes que "retratam" o que é ser-se adolescentenos dias de hoje, mas será que é mesmo assim? Será que são 90% do filmes e artigos escritos e realizados por adultos que mostram o que é realmente ser adolescente na atualidade?

Desde que me lembro que o meu sonho era ser adolescente, mas mais que isso, eu queria desesperadamente ter 16 anos e viver a experiência que tantas vezes vi em televisão ou no grande ecrã. Todos os vídeos, as canções, os filmes, por vezes até os documentários me seduziam a querer que essa altura chegasse. Até que ela chegou. E quando ela chegou senti-me enganada.

Ser adolescente hoje em dia, não é ir à escola e chegar a casa e ver séries ou ter amigas constantemente em nossa casa. Não é ter o namorado e a família perfeita. Não é sair pelos parques todos e comer algodão doce ou gelado. Não é ir ao shopping e trazer as lojas de roupa atrás. 

Por outro lado, ser adolescente não é extorquir os pais. Não é nada como os adultos o descrevem, não é andar aí a ser um retrato das críticas que nos têm que tecer até porque se não o fizessem, não aguentariam nem mais um segundo na face da terra. 

Ser adolescente é sorrir e ter telemóvel. Para todos os efeitos ser adolescente é depender das publicações do Instagram ou do lendário feed perfeito porque como diz o ditado popular circulante por aí "Os perfis de uma pessoa dizem muito sobre ela". E sabem que mais? Não podia ser mais ficticiamente verdade.

Aos olhos dos meus colegas de turma, eu sou a pessoa que deio transparecer e, como tal, o meu Twitter, as minhas fotos e as coisas que publico seja onde forem, são o espelho da personalidade que todos conhecem. Mas quem sou eu? Não sei.

No fundo quero ser aquilo que agrade os outros. Quero agradar a todo o mundo mas não sei como conseguir tal proeza. Gosto do que os outros gostarem. Dou like e sigo quem os outros considerarem. Tiro fotografias com poses que não lembram ao diabo com o único propósito de mostrar que tudo é ótimo e que não há razões para duvidar do facto de eu ser a criatura com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos de sempre.

Os 16 anos são descritos por todos como a idade das primeiras coisas. Quase tudo o que fazemos a este ponto é pela primeira vez, ou pelo menos, assim diz o esterótipo. É aqui que nos dividimos. Quem tiver experienciado certas situações é "grande rei/rainha". Quem não o tiver feito deve mesmo continuar na ignorância dos outros, porque caso saibam com provas que isso é assim vocês são postos de lado.

Pode parecer um pouco à toa, mas todos sabem que a única série que considero fiel ao que é ser a adolescência, chama-se Skam. Se me identifiquei com o original, hoje quando encontrei o trailer da versão espanhola tudo fez ainda mais sentido.

Assim, deixo-vos aqui o espelho de tudo aquilo que sinto quanto ao que é ser adolescente hoje em dia numa compilação de um minuto.

 

12
Set18

SOBREVIVI!

Pensavam que se viam livres de mim? Não, não... Eu safei-me e estou a respirar, sã e salva!

Antes demais queria anunciar que a cirurgia correu às mil maravilhas e que hoje, graças a Deus, estou em casa. Sobre  experiência? Interessante mas não estou interessada em repetir.

Procedendo ao que fiz - acabei por não fazer uma mastectomia, e em vez disso, fiz uma redução mamária com a reconstrução do tecido mamário. Adorei o resultado.

Fui muito bem tratada pela equipa de profissionais e, além do mais (o que também ajuda sempre), tive excelentes companheiras de quarto. Fiquei na enfermaria das mulheres e não na Ala Pediátrica (como devia ter sido). 

Fui operada segunda e hoje, quarta-feira estou em casa. Quanto o regressar ao ativo, em princípio só na próxima sexta-feira (e é a correr bem).

Obrigada pelo apoio que demonstraram, fico feliz por saber que conto com todos vocês desse lado. Mais notícias (e mais detalhadas) em breve.

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