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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

25
Ago18

Não sou feminista.

Não sou. Acabou. E agora podem querer argumentar comigo o quanto este conceito é importante hoje em dia e que eu, enquanto mulher, tinha mais era obrigação que o ser. Mas eu não sou e não adianta virem-me com tretas. 

Não acredito no feminismo. No entanto, também não acredito no machismo. Repugnam-me. Repugnam-me porque são baseados em hipocrisia. Eu sou hipócrita, até pode ser que sim, mas não suporto a luta.

Quer dizer, expliquei-me mal. Aprecio a luta, o que não aprecio é a forma como a luta é feita. Eu sou mulher, por isso o argumento "Tu és homem, para ti é fácil" já não vai funcionar aqui.

Eu acredito na igualdade de géneros e de oportunidades. Aceito que certos homens sejam melhor remunerados dado as funções que desempenham. Não aceito que mulheres tenham um ordenado base mais baixo quando desempenham essas mesmas funções. Isso aí não.

Detesto o facto de os patrões não contratarem uma mulher com competências ais desenvolvidas que um homem que concorreu ao mesmo posto e lhe dão a colocação a ele. Expliquem-me lá porquê. Porque é casada, tem filhos e se eles ficarem doentes ela falta? Se calhar ela falta porque ganha menos que o marido, mas é só um palpite...

Não gosto dos comentário machistas que tantas vezes ouvi. "Vai para a cozinha que é lá o teu lugar" "Tens lá jeito ou vocação para teres uma carreira, mal tiveres filhos vai tudo à vida" "Vai para um curso que se adapte a ti" "Quando tiveres um marido e filhos tens que saber cozinhar e servir-lhes o que desejam, e se tiveres meninas elas vão ajudar-te" "Não gostas de peixe mas quando te casares e o teu marido quiser tens que fazer" "Não se estraga um casamento promissor e de anos por um deslize. Deslizes todos temos". Não gosto. Repugna-me. E o pior é como muito são feitos por mulheres "conservadoras". Conservadores não são machistas. Já só faltava dizer "Quando te casares e não quiseres ter relações com o teu marido tens que o fazer porque ele quer" ou "Quando te casares e não quiseres ter relações com o teu marido, não te podes queixar quando ele for buscar o que não tem casa lá fora".

Mas também não gosto da forma como as mulheres que se designam como "feministas" se tratam entre elas. Todo o criticismo sobre a roupa que usam, toda a felicidade que têm em pisar a outra. "Que puta, olha como ela vai vestida". Não são vocês que são #freetheniple? Pois, mas se ela não usar soutien cai-lhe tudo em cima. E agora expliquem-me como é que uma feminista é capaz de slut shame outras mulheres? Pior ainda, amigas!

Então vocês agora dizem "Mas isso faz de ti feminista". Não. Não faz de mim feminista porque eu não me considero feminista. Primeiro é um nome ridículo. Feminista parece mais o contrário de machista que outra coisa. Não gosto da palavra. Logo, não vou usá-la para me descrever.

Depois, eu não suporto o extremismo. Apoio as campanhas, apoio os ideais, só que o maior problema é como muitas são extremistas. Ninguém pode dar uma opinião ou fazer um comentário que vá contra os vossos ideais, já somos machistas todos. Isto não é assim. Não é porque eu acho a forma como lutam ridícula que não posso apreciar a vossa luta, até porque eu partilho-a.

Geralmente, maior parte das pessoas não são tão extremistas assim. Mas minha gente, só rezo que não esteja aqui uma ativista. Ativistas são os piores. Defrontei-me com uma e quase me comeu viva porque disse que achava ridículo aquela coisa de que 40% do governo tem que ser composto por mulheres. Ah, nem me façam falar nisso! Sou a favor de mulheres na política, mas é o mesmo. Imaginem que são patrões. Vão mesmo colocar uma pessoa que não tem o nível de exigência e de competência para desempenhar o cargo? Claro que não! Depois acontece aquilo da Ministra da Administração Interna. Não digo que não tivesse feito um bom trabalho noutras situações, mas ela não soube lidar com as situações, não soube liderar. Isto não quer dizer que outra mulher não pudesse ter ocupado o cargo e ter feito um excelente trabalho.

E antes que me venham dizer que é repugnante eu fazer a política parecer só de homens ao criticar isto, digo-vos mais. Durante a monarquia nenhuma mulher tinha competências para governar, até que elas tiveram. É mesmo preciso falar de tantos bons exemplos? A Rainha Isabel I de Castela, a Emperatriz Isabel de Avis, a Rainha Isabel I de Inglaterra, a Rainha Catarina de Aragão como Consorte do Henrique VIII, a Rainha Vitória... até mesmo a Rainha Isabel II do Reino Unido! Tantas mulheres excelente que governaram ou em próprio nome ou como regentes na ausência dos esposos ou em nome dos filhos! Num tempo em que a mulher era uma incapaz de primeira. Agora, que o conhecimento ainda é maior, obviamente têm todas as capacidades para desempenhar altos cargos, mas não podemos obrigar o governo a ter 40% de mulheres no seu corpo. Quer dizer, e se não houverem tantas mulheres com capacidade para isso? Podem atingi-la mais tarde, mas lá está, na altura podem não estar preparadas para os assumir.

Eu própria gostava de tirar Ciências Políticas, é o meu sonho. Claro que gostava de chegar ao governo, mas se eu não for qualificada para o cargo, não posso esperar que coloquem o bem do país para eu ficar com o lugar. Os políticos representam o país e querem o melhor para ele, se houverem homens que só ficaram com o lugar por contactos, isto sem terem competências, também acho muito mal. Quem sai prejudicado é o Zé Trabalhador, mais ninguém!

Enfim, já me alonguei demasiado. Sou uma lutadora, mas sei que há muito a fazer e que as mentalidades ainda têm que crescer. Não podemos ser passivos, mas também não podemos ser extremistas porque o extremismo não nos leva a lado nenhum, apenas a que outros não tenham o mínimo respeito por nós.

Por isso, não quero mais direitos para os homens e não quero mais direitos para as mulheres. Quero que tenham direitos iguais. Igualdade de oportunidades, nomeadamente. Há muito a fazer e acho que os dois lados têm que crescer, assim como aqueles, que como eu não são nenhum dos dois, precisam de ter uma voz mais ativa.

Enfim, isto foi muito à toa mas falei sobre isto com o meu pai no carro no outro dia e decidi partilhar o meu ponto de vista com vocês. Pensam de forma igual ou diferente? Gostava de saber. Mas vamos todos respeitar todos os pontos de vista e ser amáveis se o quisermos fazer. Respeito acima de tudo.

25
Ago18

Tag | Sunshine Blogger Award

Ora já faz alguns dias que a Sofia me nomeou para esta tag, e agora também a Inês me nomeou. Por isso, e antes de começar a responder às perguntas, agradeço-vos muito às duas por se terem lembrado de mim. Com isto, vamos lá começar por vos introduzir às regras.

  • Agradecer à Blogger que te nomeou.
  • Responder às 11 perguntas que te foram dadas. 
  • Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas.
  • Colocar as regras e incluir o logótipo do prémio no post.

Com isto, deixo aqui a logótipo e vamos lá continuar à parte que realmente vos interessa que são as perguntas, às quais vou responder por ordem cronológica de nomeação. Por isso, vamos lá acabar com o blá blá blá do costume e responder às perguntas tão interessantes que me fizeram.

 

 Vou começar, por isso, com as perguntas da Sofia (já agora, adorei-as amiga):

 

1. Quais são os teus maiores objetivos para o blog?

Os meus maiores objetivos para o blog são, acima de tudo, escrever porque gosto e divertir-me, entreter-me. No entanto, admito que gostava de levá-lo ao next level, de qualquer forma se não se chegar a suceder, sei sempre que este pode ser o meu hobbie.

 

2. Onde te imaginas daqui a 10 anos?

Daqui a 10 anos? Formada e a viver sozinha. Como sabem, ir para a Faculdade é uma das coisas que quero fazer no futuro (e já esteve mais longe), assim como quero arranjar um trabalho e viver sozinha, tornar-me independente dos meus pais (de preferência longe lá longe). Ah, e confesso que também já gostava de ter um filho ou estar grávida, ainda que tenha mais tempo. Não é indispensável, mas gostava de ser mãe nova (se é que há possibilidade).

 

3. Uma série que te arrependes de ter visto. 

É assim, há séries que nem consegui acabar, umas deveu-se a não gostar, outras deveu-se a não ter tempo. Uma série da qual não gostei particularmente e me arrependo de ter perdido a ver foi 13 Reasons Why. Gostei da primeira temporada, mas acho que a segunda nunca devia ter visto a luz do dia, por isso arrependo-me de ter tentado ver sequer.

 

4. Qual foi o momento mais embaraçoso da tua vida?

Eu sou uma daquelas pessoas na vida que passa por bastantes momentos destes, mas sem dúvida que aquele em que fiquei mesmo envergonhada foi quando estava na aula de Educação Física, escorreguei e como ia a correr com tanta velocidade e força, perdi o equilibrio e rebolei metade do ginásio. Juntem essa vergonha que já é bastante, ao facto de ser na segunda semana do 10º ano. É... não foi maior felicidade.

 

5. Qual é a tua grande inspiração para escreveres no blog?

Eu sou uma daquelas pessoas que às vezes está quase a adormecer e tem imensas ideias, mas no fundo eu não me inspiro em nada em específico. Este blog é bastante pessoal acima de tudo, o que me leva a inspirar-me no que eu vivo. Gosto de partilhar opiniões e vivências convosco, o que me dá a oportunidade de jogar com um leque de temas variado. Não me imagino a ser uma blogger com uma categoria fixa pois limitaria-me muito. Podemos dizer que sou meia multifacetada neste aspeto.

 

6.  Se olhasses para a tua vida há 2 anos atrás, dirias que estavas melhor ou pior do que hoje?

Há dois anos atrás passei por uma fase muito difícil, tinha 14 anos e muito menos maturidade, o que tornou tudo ainda mais difícil que o que já era. No fundo, foi um ano parecido com este, no entanto eu era mais infantil e dramática, o que me fazia levar tudo muito a peito e eu não sabia lidar com as coisas. Logo, creio que estou melhor hoje. Aprendi muito, amadureci, e para todos os efeitos, aprendi a ter outra perspetiva da vida, o que é algo que é bastante importante para mim relativamente ao meu crescimento enquanto pessoa.

 

7. O melhor momento destas férias.

Foi, muito provavelmente, ir ao Marés Vivas. Nunca fui de ir a muitos concertos, mas o facto de ter visto tantas pessoas tão talentosas em tão poucos dias foi maravilhoso, e todo o ambiente foi uma experiência muito agradável (ainda que o ar tresandasse um pouco a ganza).

 

8. Uma música que te define.

Epá, quero dar um vibe melhorzinha e mais animada, por isso não vou partilhar o lado mais negro da coisa. Assim algo que define a minha personalidade é a "She is" do Ben Rector. Já falei desta música se não me engano e descreve bastante quem eu sou.

 

9. Como imaginas a tua life goals?

Lá vou eu partilhar as minhas life goals com vocês. A Sofia já as sabe, mas agora o mundo também terá conhecimento do quão irrealista ela é. Mas pronto, basicamente eu vejo-me com o meu próprio negócio, a viver em Nova York (Manhattan, Upper East Side, mais especificamente) com uma filha ou um casal (rapaz e rapariga) e casada com um homem poderoso (Chuck Bass/Mr. Big wanna be). Eu disse-vos. Muito irrealista.

 

10. Achas que o blog, de alguma forma, te mudou?

Acho que me permitiu mostrar as minhas verdadeiras cores. Estar aqui dá-me mais segurança, o que se tem vindo a refletir no "mundo real". A minha atitude relativamente à vida e ao criticismo que me fazem mudou a olhos vistos. No fundo este blog reflete quem sou. Reflete a Carlota que eu não posso ser na vida real (até porque ia ter muitos problemas com isso), mas também aquela que eu gostava de poder ser a tempo inteiro. Mudou-me, sem dúvida alguma.

 

11. Qual é o teu livro favorito?

O meu livro favorito é o primeiro livro dos dois existentes escritos ambos por Francisco Salgueiro - O Fim da Inocência. Cheguei a fazer-lhe um review e volto a reforçar, é um must read para adolescentes, pais, educadores... para a população em geral (talvez não para crianças, mas quando crescerem era algo importante que lessem). Desejo ler o segundo livro, para ter outra perspetiva. Se o acabar por fazer, vocês saberão.

 

Agora que respondi a todas as perguntas da Sofia, vou responder às da Inês (que me pareceram extremamente divertidas, adorei-as):

 

1.Como é que te caracterizas?

Fisicamente caraterizo-me como uma rapariga de cabelos ruivos médios e ondulados, com olhos castanhos e sardas. Ligeiramente pálida e baixa.

Psicológicamente, posso dizer que me considero carismática (ou pelo menos é isso que me dizem), um pouco egoísta, mas no geral, uma boa ouvinte e conselheira. Algo que considero como verdade é que eu consigo colocar-me sempre no lugar das pessoas e entender o que lhes passou na cabeça para tomar certas decisões. Para além disso considero-me relativamente adulta para a minha idade, mas também infantil (sou uma criança eterna. Lá está a minha dupla personalidade bipolar).

 

2. Qual o teu maior defeito?

O meu maior defeito é ser teimosa. A minha teimosia pode levar-me à persistência ou ao extremismo e isso não é muito positivo. Sinto que é isso ou o egoísmo que possuo como qualquer ser humano (todos somos egoístas, nem que seja um pouquinho), ou então talvez a arrogância da minha geração.

 

3. Qual a peça de roupa que não consegues viver sem?

Eu não vivo sem camisas. Camisas às riscas de preferência. Uso-as no verão e no Inverno, por baixo de malhas ou simplesmente apenas estas peças. Não vivo sem elas.

 

4. A melhor memória que tens de criança.

Não tenho muitas boas memórias em criança, mas lembro-me do orgulho e da felicidade que senti quando o meu desenho foi escolhido para aparecer na revista da escola. Nesta altura tinha aí uns 7/8 anos, e ainda hoje é algo de que me orgulho bastante (tendo em conta que as minhas habilidades artísticas são quase inexistentes no que toca a artes plásticas).

 

5. Porque iniciaste o blog?

Como já disse noutros posts mais antigos, quando criei o blog estava a passar um momento complicado na minha vida. Não me tinha conseguido ambientar à nova escola, não gostava dos novos colegas e sentia falta de me orientar de novo. Arranjar um blog onde pudesse encontrar pessoas com os mesmos interesses que eu era algo que eu desesperadamente procurava. Não tinha ninguém que entendesse os meus gostos, aliás todos os criticavam, por isso pensei que ao partilhá-los no meu blog a situação fosse melhorar, pois sentir-me-ia mais aceite e sentiria que pertencia a algum lado.

 

6. Se o mundo acabasse amanhã o que farias?

Faria e diria tudo aquilo que queria fazer e dizer antes de morrer. Nunca pensei muito nisto, para ser franca, logo não posso dar uma resposta verdadeiramente consistente.

 

7. Quais os bloggers que mais te inspiram?

Eu tento sempre não procurar inspiração noutros bloggers porque penso que isso acabaria por influenciar a minha escrita e a minha forma de bloggar, numa forma geral. No entanto, admiro imenso a Freddy, a Amber e a Jaci.

E claro que tenho aqui o pessoal do Sapo, mas é como digo, admiro-os todos por partilharem com o mundo o conteúdo deles, só não procuro inspiração neles porque não quero tornar-me demasiado parecida com eles. De qualquer forma, adoro todos e os blogs que sigo são blogs que conheço e gosto mesmo (caso contrário não seguiria).

 

8. Se pudesses ser outra pessoa por 24 horas quem serias?

É assim eu gosto de ser a Carlota e não trocava isso por nada, acho que não consigo imaginar-me no corpo de outra pessoa. Mas se me dissessem mesmo para escolher, se calhar a Annie LeBlanc, deve ser bastante fixe ser atriz, saber cantar e vloggar, mas também saber fazer todos os truques de ginástica. Vá, ela ou a Shawn Johnson, eu não me importava nada de ser gold medalist em ginástica.

Mas não. Não queria ser nenhuma delas. Queria ser a Carlota, essa sim eu consigo ser.

 

9. Quem é a pessoa mais importante da tua vida?

Eu (lá está o egoísmo). Não sinto que haja alguém tão importante assim na minha vida. Escusam de vir com a família. Não vou tocar nesse assunto e ficamos por aqui. Não vou dizer coisas bonitinhas que não são correspondentes à verdade.

 

10. Calor ou frio?

Epá, ameno. Não sou uma pessoa que gosta de morrer de calor, mas também não gosto de morrer de frio. Gosto do sol quentinho com uma brisa fresca. Isso sim. Mas se me derem a escolher, adapto-me melhor ao frio que ao calor. Em dias de muito calor não consigo fazer nada, fico muito cansada e tenho muitas quebras de tensão (estou a falar de tipo tensão a 4). Não gosto mesmo de calor.

 

11. Tinhas alguma alcunha em pequena?

Vocês vão-se rir tanto agora. O meu pai chamava-me Ludovina Leite Fresco, mas toda a gente sabia que eu era o Monstro das Bolachas porque bastava em avistá-las que minutos depois só lá estava o sítio mesmo. Além do mais, eu adorava a Rua Sésamo.

 

Vá, agora que está feito, é a minha vez de fazer as perguntas que estou interessada a que o pessoal que vou nomear responda, por isso, partilho então as minhas curiosidades.

 

1. És blogger. Algum dia pensaste em expandir-te para outras plataformas?

2. Quais são os teus objetivos profissionais?

3. Num mundo de séries, filmes e livros. Qual é o universo em que gostarias de estar?

4. Qual é a personagem com a qual mais te identificas? (pensem nisto como um complemento da última)

5. Se pudesses fazer um roteiro de viagens, qual seriam as cidades que nele estariam incluidas?

6. Qual a tua bebida favorita?

7. Qual a pessoa, neste mundo digital, que mais admiras e porquê.

8. Se pudesses mudar algo no nosso país, o que mudarias?

9. Esquecendo o desemprego. Qual o teu emprego de sonho?

10. Cabelo maravilhoso e brilhante. Curto ou comprido?

E agora a verdadeira e mais importante pergunta...

11. Primeiro o leite e depois os cereais ou primeiro os cereais e depois o leite?

 

Vá, feitas agora todas as perguntas (porque eu também sou um ser humano e gosto de cuscar), é da minha vontade que o Francisco, a Raquel, a Ana, a Carolina, a Diana, o P.P, a Ellie (vês, amiga? Nunca me esqueço de ti <3), a DESarrumada, a w-m-mind, a Patrícia e a Sara respondam a estas questões intrometidas (como quem diz, estão mais para intrometidas wanna be que propriamente mesmo indiscretamente intrometidas).

 

 

20
Ago18

E cá vamos nós... outra vez

Dias quentes... noites quentes... lavagem de roupa em suor... Quem tinha saudades?

Se tinhas saudades digo-te já uma coisa. Primeiro recomendo que ardas no Inferno que também é muito quentinho. Segundo para de pedir tortura para aqueles que não se dão/não gostam do calor. Já viste o sofrimento em que puseste todos os avecs ansiosos pelos fogos de artíficio que já não vão ver? Já viste o sofrimento no qual puseste toda a população? Recicla e deixa de pedir por tortura para todos nós!

Ah, já sei quem pediu o calor! Foram aqueles gajos da oposição! Claro! Eles podem ir para países com temperaturas amenas porque são ricos, já nós nem por isso. Eles fazem com que o governo fique mal visto quando ocorrerem mais incêndios (que o Diabo seja surdo *batida nervosa na madeirinha*) e ainda ganham votos e dinheiro com isso... isto porque pensem no negócio que os cidadãos desse partido não fazem com ondas de calor! É só vender ar condicionado, ventoinha, se for preciso sabe-se lá, ainda fazem o buraco e instalam lá a maquineta século XXI.

Assim que, pelo amor de Deus, apelo ao S. Pedro que baixe lá temperaturazita que isto assim não vai funcionar. Sim? Pronto, obrigado!

 

P.S.: Tudo isto é para ser levado com humor e nada a sério. Até porque eu só mando postas de pescada e não sei aquilo que digo, portanto tem tanta importância como se saísse da boca de uma criança de três anos (que é a minha idade mental). Divirtam-se que as férias do Zé Tuga estão a acabar!

19
Ago18

Back to School | Os meus studytubes favoritos

Para quem ainda não foi introduzido a este mundo e adora material escolar e coisas da escola e afins, digo-vos já que uma vez que lerem este post e forem consultar os links das pessoas que vos indicar, não vão querer outra coisa.

Há uns anos atrás, fazia binge-watch das séries de regresso às aulas portuguesas (e de algumas americanas), ainda um pouco à toa sobre o assunto e à procura de inspiração urgentemente. Com o tempo, fui-me introduzindo ao mundo maravilhoso dos studyblogs, studyblrs e studytubes e desde que cheguei e entrei neste paraíso para qualquer sucker for supplies and organization nunca mais consegui sair.

Por isso, como pessoa maléfica e horrorosa que eu sou, decidi que era altura de viciar também aqueles que gostam de ler este blog (ainda me pergunto porque o fazem e questiono o vosso gosto) e fazê-los embarcar neste mundo que nos leva a instagrams e afins (agora que penso deveria mudar o título, but who cares?).

 

1. Mariana's Study Corner

 

Começo já com alguém que vos vai dizer alguma coisa por duas razões distintas - primeiro lugar é portuguesa, segundo lugar os vídeos dela contêm legendas (maltinha que não percebe inglês, digam lá quem é amiga! Já não há desculpas que não percebem o que elas dizem).

Mariana M. Vieira é uma estudante de Direito, atualmente a tirar o mestrado, que partilha as suas dicas de estudo, o seu método e ao mesmo tempo motiva e inspira o público que a segue. 

Foi a primeira youtuber nesta área que eu segui, e é a youtuber mais minimalista que encontro neste grupo que reuni. Além do mais, é aquela que nos explica toda a sua jornada, ou seja, como esta vibe do studyblr a influenciou e a tornou numa pessoa consumista, mas também todo o processo e razões pelas quais decidiu passar do papel para o teclado. Uma verdadeira inspiração que se encontra ao alcance de todos nós.

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2. Studywithinspo

 

Studywithinspo aka Brian, é o único rapaz que mencionarei neste vídeo e aquele que me transmite muito vibes do Conan Gray. 

Partilha as suas dicas e as suas aventuras relativamente ao seu percurso académico durante o seu secundário e, neste momento, iniciará o seu primeiro ano da Universidade. Tem-nos levado na sua aventura de preparação para esta nova fase da sua vida e posso dizer-vos, se há sinónimo de aesthetic esse sinónimo é Studywithinspo.

studywithinspo.png

  

3. Studyquill

 

A "Hermione" é uma das raparigas mais relaxantes e inspiradoras desta comunidade. Dá-me a ideia que é a mais focada e que tenta estender o seu conhecimento a todas as áreas.

Com ela aprendi a estudar de forma mais eficiente e, sem dúvida alguma, ver os vídeos dela acalma-me. Adoro, nomeadamente, as Real Time Study Sessions, onde para além de a ver estudar, estudo ao mesmo tempo. Sinto que por vezes acabamos por ser, de certa forma, studybuddies.

 

studyquill.png

 

4. Studytee

Este é, sem dúvida alguma, o meu studytube favorito de todos os tempos. É da autoria de Therese, uma jovem norueguesa, que nos mostrou o que fez durante o seu ano sabático e como se preparou para a universidade durante esse mesmo ano. Neste momento, ingressou em Engenharia Médica e partilha a sua experiência, no entanto, a própria anunciou que não vai postar tão religiosamente vídeos por causa do horário mais preenchido, mas garante novidades e mais inspiração a partir do seu Instagram.

studytee.png

 

 E basicamente, estes são os meus studytubes favoritos, no entanto, descobri recentemente novos, só não tenho é uma opinião formada neles.

Por outro lado, sigo e acompanho bastantes vezes studygrams, o que é um mundo completamente diferente, mas ainda tão ou mais fascinante que este. Sou capaz de ficar horas a contemplar as diferentes fotos, ainda mais agora com o mecanismo das hashtags, em que podemos segui-las, é uma boa forma de continuar a descobrir gente nova e talentosa.

Assim, se gostaram deste post e querem que faça a versão studygram, digam-me que eu farei com o maior gosto! E vocês, conhecem algum dos que mencionei ou conhecem alguém que não mencionei e que recomendam? 

18
Ago18

Back to School | Beleza acima da qualidade e preços inflacionistas

Ora desejo partilhar convosco que me sinto capacitada a falar do tema pois sou uma verdadeira e fiel seguidora de studyblrs, studygrams, studytubes e etc e afins. Por outro lado, ao falar deste tema que me irrita, aproveito para falar do outro tema que me irrita - os preços inflacionistas - com os quais me deparei numa viagem que fiz.

Portanto, e começando por partes, admito aqui publicamente que se há coisa que eu abomino são séries de Regresso às Aulas feitas por Youtubers de Moda e Beleza, que como indica, percebem de Moda e Beleza (e bastante bem, adoro-as a todas, fazem parte do meu dia a dia e acompanham-me no meu percurso da maquilhagem, dando-me as dicas todas que preciso para melhorar. São umas fofas que admiro) e não de materiais de escritório e coisas do género.

No outro dia (leia-se ontem), falei disto mesmo com a Sofia (amiga a gente passa a vida a debater tudo e mais alguma coisa kkkk). Muitas vezes é fruto das parcerias, mas quando é fruto das parcerias eu estou como o outro "vivem disso e para além do mais os produtos são bons, venha quem vier", o que me irrita é quando escolhem as coisinhas todas fofinhas e bonitinhas e nos fazem pensar que são da melhor qualidade. To be honest, isto não é uma de dar hate porque como já disse várias vezes adoro as Youtubers em questão e admiro o trabalho delas, os vídeos são bem feitos e gosto de quase todos menos aqueles que lá envolvem o típico Haul.

Para todos os efeitos, e ainda fazendo uma crítica, a verdade é que elas acabam por influenciar o público que está deste lado e incita-nos ao facto de que a beleza está acima da qualidade, quando não é bem assim. Eu sou hipócrita (já vão ver mais à frente nesta série de matérial escolar que isto é bem verdade) e suspeita, eu dou por mim a colocar a beleza à frente da qualidade, no entanto, tenho tentado controlar isso. Sou da opinião que se podermos ter os dois, então é perfeito, mas caso não seja possível, encontrar aquele que achamos o mais atrativo dentro da boa qualidade (juro que me perco pela beleza de certas agendas e planners).

E entrando nesta parte, há que ter em mente que qualidade para o mal dos pecados de 90% dos portugueses é sinónimo de "vamos gastar dinheiro? Vamos lá!". Eu sempre tive este ponto de vista, sempre até ontem.

Fui a Espanha e cada vez que vou a Espanha, os meus pais insistem que temos que ir ao Carefour por ser mais barato e arranjarmos produtos que não existem cá. Verdade seja dita, nunca quis muito saber porque nunca prestei atenção e porque não sou uma dona de casa, logo compras não são muito a minha tarefa.

Quando chegamos deparamo-nos que a "Vuelta el Cole" também estava a bombar lá e eu, amante nata de material escolar e entusiasta stubyblogger (estou a trabalhar nisso, mas depois vocês saberão), corri para lá e comecei a comparar preços. Eu estou sempre em cima das novidades de material escolar e daquilo que há, não há, o preço e os descontos (se isto não é ser amante, então não sei o que é), por isso alertei logo que havia artigos que nós não tínhamos e que eram bem mais baratos aqueles que eu conhecia.

Com isto, vou dar um pequeno exemplo. Gosto de sublinhadores pastéis e não estou disposta a apostar em sublinhadores vindos do Japão por enquanto, como é óbvio, aqui vi-os a 12€ e lá encontrei-os a 6€ coisa que o valhar. Uns mini estavam a 10€ aqui, lá estão a 3,50€ ou qualquer coisa parecida. Isto deu-me que pensar.

Então nós, seres humanos de nacionalidade portuguesa somos uns "tesos" (peço desculpa pela expressão popular mas é mesmo a palavra para descrever a situação) andamos a pagar quase o dobro daquilo que os nossos hermanos que estão certamente com mais dinheiro no bolso pagam. Mas algo é certo, somos pobretanas mas somos muito mais extra (eu até fiquei chocada com o minimalismo das mochilas e dos estojos, até mesmo dos cadernos e das agendas, deveras algo fora de série).

E pronto, com isto decido partilhar a minha reflexão final. É mais barato comprar bonito, mas ao mesmo tempo comprar com qualidade é mais barato lá fora. Conclusão: vamos mandar vir da Internet, mas e daí fica preso na Alfândega e ainda é pior a emenda que o soneto. Vamos ficar-nos pelas deduções do IRS ou por gastarmos os cheques que as Câmaras Municipais fornecem, juntamente com os manuais que o Costa decidiu oferecer (muito obrigada, Costa. Trabalha para o futuro, há que economizar). Ao menos sempre recebemos mais tarde, melhor que nada!

 

17
Ago18

Verniz Gel | A minha experiência

Já andava a pensar bastante acerca do assunto quando decidi avançar e realmente aplicar o verniz gel. As razões que me levaram a fazê-lo passaram por sentir que as minhas unhas eram feias e lá está, eu queria ter unhas bonitas como todas as outras.

Investiguei bastante o assunto, li artigos na internet, li opiniões e experiências, vi vídeos acerca do tema e cheguei finalmente decidi que era algo no qual devia investir, por isso dirigi-me à minha esteticista e lá tive as minhas unhas bastante perfeitinhas.

Posso dizer que nunca tive unhas tão bonitas, mas a beleza que me trouxeram não compensou os problemas que me causaram. Ao fim de uma semana, uma unha partiu ligeiramente e eu decidi manter até à próxima sessão, onde renovei tudo direitinho e ficou muito bem. Adorei o serviço e tal, até que a unha partiu a meio praticamente.

Foi graças a esta desilusão pela qual passava cada vez que as unhas partiam, que tomei a decisão de tirar. Os problemas que me davam versus o dinheiro que gastava em manutenção não se mostraram pontos a favor, para além de que poderia canalizar esse dinheiro em coisas que realmente me fariam mais falta.

Não sei se é do sítio, ou da técnica, ou mesmo de mim, o certo é que não me encontro nada satisfeita com o resultado final. Tive uma conversa com especializadas que me disseram que verniz gel não é a melhor opção, visto que a broca raspa na unha, tornando-a mais fraca e suscetível a partir, o que em casos como o meu, em que as unhas já eram fracas, não torna a coisa muito positiva.

Assim, por experiência própria, aconselho a que se tiverem unhas fracas não se queiram por a inventar (como minha pessoa) e aplicarem verniz gel porque ao contrário do que possam pensar, não as tornará mais fortes. 

 

 

16
Ago18

Eu engordei.

Decidi trazer um desabafo porque estou a sentir-me triste nos últimos tempos. Estou triste, estou sem inspiração, sem motivação e sem vontade nenhuma de fazer alguma coisa. Já tentei de tudo para me animar, entre a terapia das compras (que daqui a umas semanas me deixará bastante infeliz) e até mesmo tentar mentalizar-me de que isto é uma fase e tudo vai correr melhor. Sei que por vezes não parece e que parece que estou acima de tudo, mas a verdade é que os últimos tempos não têm sido fáceis e eu tenho tentado mentalizar-me que isto é apenas uma fase e que as coisas vão melhorar, só que elas não melhoram nada e só pioram cada vez mais. Acho que todos temos momentos na vida em que pensamos que tudo e todos estão contra nós e que o universo só nos prega partidas e nos deixa infelizes. É o caso.

Não vou alongar-me muito acerca das razões pelas quais me encontro triste e até um pouco infeliz, vou focar-me num acontecimento que tem vindo a acontecer e que me fez ficar ainda mais desmotivada e até derrotada. Não é segredo para ninguém que tenho problemas com a minha aparência física e com o meu peso, e que por essa razão comecei a tentar melhorar este aspeto e, para tal, comecei a ser acompanhada por uma nutricionista.

Os resultados foram aparecendo, é verdade. No entanto, eu ainda não os sinto e esta segunda-feira tive a minha terceira consulta e voltei com mais um quilograma. Para vocês pode não parecer um grande drama, mas para mim é. Não porque engordei um quilograma porque isso é normal, o que não é normal é perder mais três quilogramas desde a última consulta e engordar quatro quilogramas no espaço de um mês. Sinto-me derrotada e tento conter as lágrimas porque me sinto desiludida e porque sei que a culpa é minha. Raramente faço cheat meals e talvez esse seja o problema, mas verdade seja dita não está no meu plano alimentar. O meu problema é que sigo tudo tão à risca que no momento em que relaxo um bocadinho fico descontrolada e como tudo aquilo que queria ter comido e tive que suprimir. Os gelados que queria ter comido quando saí com as minhas amigas e as garrafas de água que tive que beber em vez disso. As vezes que vi toda a gente a comer chocolates e eu comia bolachas de água e sal. As vezes em que elas comiam hamburgueres e eu comia saladas ou sandes de frango grelhado.

No último mês cometi muitos erros na minha alimentação, mas não importava o quanto eu tentasse contornar esta situação, eu não podia evitar porque nem ao meu controlo estava. O que é que eu faço quando a minha família decide cozinhar comida calórica em todos os jantares e almoços de família? O que é que eu posso fazer quando esses almoços e jantares são todas as semanas entre duas a quatro vezes? Podia comer menos, e é o que eu faço a certo ponto, mas a verdade é que isso tudo mexe comigo e com a minha rotina.

A minha nutricionista disse que esta seria a minha vida até ao fim dos meus dias, toda a gente contra mim, o mundo contra mim e contra aquilo que eu estou a tentar fazer. 

Sinto que voltei à estaca zero, ainda que esteja a alguns quilogramas desse cenário. Tudo isto deixa-me culpada, deixa-me atormentada e frustrada comigo mesma. É como se estivesse a decorrer uma guerra entre várias fações no meu corpo.

Este post nem deveria ter visto a luz do dia e está bem horrível, mas tenham em conta que estou a acabar isto em lágrimas e que comecei a escrever isto a engoli-las. Além do mais é bastante tarde mas é assim. Precisei de desabafar. Obrigada.

15
Ago18

Back to School | Como lidar com a "peer pressure"

A peer pressure, algo que ouvimos falar e que certamente já experienciamos algum dia na nossa vida, especialmente durante a nossa adolescência e no tempo de escola.

Quando disse que iria fazer uma série de Regresso às Aulas, não quis incluir apenas os típicos os posts, eu tencionava que se adaptassem ao conteúdo que partilho no meu blog, o que não invalida o facto de trazer alguns Hauls e etc e afins. Hoje, decidi compartilhar as minhas dicas e a minha história relativamente à pressão por parte de um grupo e na necessidade que senti em integrar-me assim que entrei para o secundário.

Ora, há um ano atrás eu ainda estava de férias (estava quase a voltar mesmo) e encontrava-me naquela fase pela qual estava tão ansiosa - o começo do secundário e a mudança de escola. Lembro-me de estar nervosa por ir sozinha, logo a minha urgência em pertencer a algum lado era extrema. 

Toda a minha vida senti este sentimento e esta pressão por parte dos meus companheiros de escola, no entanto, afirmo com firmeza que este ano experienciei um género de pressão como nunca tinha experienciado antes, que chegou a causar problemas de autoestima que explicarei durante este post.

Quando cheguei à escola nova, eu tinha um namorado que estava noutra cidade (bastante perto da minha diga-se de passagem), noutra escola. Tentei esconder esse facto, esconder a minha essência e até a minha vida pessoal, mas eventualmente a verdade veio ao de cima e ficou-se a saber. Durante esse tempo tive que lidar com críticas e com pessoas a tentarem por-me dúvidas na cabeça (agora que sei o que sei hoje, realmente devia ter-me fiado neles completamente) e, eventualmente, eu e ele acabamos graças às incertezas em que eu me encontrava.

Para mim as aparências nunca foram o mais importante, mas descobri recentemente que esse pensamento era fruto da minha hipócrisia, visto que sempre satisfiz todos os requisitos para a "perfeição" (pelo menos fiz tudo ao meu alcance) e a verdade é que eu sou perfecionista e me importo bastante com aquilo que as pessoas pensam (chamem-lhe defeito se assim quiserem), o que me levou a tornar-me self-conscious acerca de tudo e mais qualquer detalhezinho.

Num post anterior em que falei daquilo que definia o meu estilo pessoal revelei que durante algum tempo o rejeitei e que me arrependi amargamente por ter escondido quem eu era, mas decidi não entrar em pormenor. Bem, a razão pela qual o fiz foi porque estava preocupada como me encarariam e como me aceitariam, passei um ano assim e quando cheguei ao fim do ano apercebi-me da estupidez que tinha cometido durante o primeiro ano daquele que seria um dos três pelos quais teria que passar para me livrar das pessoas que me rodeiam e me fizeram sentir assim. Por isso, tentei reverter a situação e foi aí que me deparei com comentários rudes acerca da minha imagem (não que não me tivesse deparado antes, por isso é uma questão de hábito).

Posso dizer que durante este 10º ano, cheguei a sentir-me ridícula por gostar daquilo que gostava e por ser quem era. Pensei em desistir e sair dali, mas não fui em frente. Não podia desistir dos meus sonhos e do percurso escolar que desejava baseando-me naquilo que me faziam. Fui muito criticada, fui slut shamed e cheguei mesmo a ceder aos comentários que me faziam até que me apercebi que eu não sou uma seguidora, eu lidero e sou quem quero ser e quem eu sou, não tenho que seguir o guia de como ser boa pessoa segundo os meus colegas de turma. Eu uso o que eu gosto, eu gosto daquilo que me dá prazer ver, ouvir, fazer... é a minha vida e são as minhas decisões.

Acho que o principal conselho que tenho para vos dar acerca deste assunto é mostrarem uma frente definida e que não se acanha. Eu era frágil e desejava ter amigos, mas ter "amigos" não é o mais importante, não se não aceitam quem vocês são e vos recriminam por agir de acordo com aquilo que vos define. Por exemplo, eu era criticada por me maquilhar e me arranjar e deixei de o fazer porque tinha que "viver com aquilo que eu era". Sim, é um princípio muito bonito aquele de nos aceitarmos como somos, mas e se não o conseguimos fazer? Mas e se conseguirmos melhorar-nos? Mas e se o fazemos simplesmente porque gostamos? Eu maquilhava-me e arranjava-me porque eu gosto de me ver assim, não é porque acho que não consigo viver sem isso. Também não podia usar calções curtos que era logo criticada, mas eu usava porque eu gostava! Comprei calções mais compridos e foi aí que senti como se eu tivesse dado um tiro na minha essência porque eu não uso isso, não faz parte de mim e nunca há de fazer!

Durante este ano não me achei boa o suficiente e cedi aos esterótipos e às pressões que os meus colegas aos quais eu chamava amigos criavam em mim. Toda recatadinha sem mostrar pele porque caso contrário iam escazinar-me em praça pública, toda naturalzinha porque caso contrário ia ter "bocas" direcionadas a mim como se fossem armas pontiagudas prontas para serem espetadas na minha pessoa.

Por outro lado, se senti este tipo de pressão por parte das minhas colegas, por parte dos meus colegas rapazes, não me senti bonita ou merecedora de qualquer atenção do sexo oposto. Não porque eles não me deram esse tipo de atenção (quer dizer não deram mesmo, mas essa não é a razão pela qual me senti assim), mas porque gozaram com o meu aspeto, apontaram todos os defeitos e humilharam e ridicularizaram-me vezes e vezes sem conta. Senti-me abatida. Gozavam comigo por tudo e por nada, o que me fez sentir-me terrível comigo própria.

No fundo, o meu conselho é serem quem são. Se alguém vos quer mudar ou vos tenta fazer sentirem-se mal com vocês próprios por motivos como os que referi acima, não vale a pena. Eles não valem a pena e não são merecedores de serem considerados amigos, porque nenhum amigo nos faz sentir desta forma.

Assim, lidar com a peer pressure? Vai de pessoa para pessoa. Eu já fui uma espécie de party girl, divertia-me com a vida porque para mim era uma festa e as pessoas que me rodeavam realmente gostavam de mim como eu era. Eles tornaram-me mais insegura, mais introvertida e aquilo que eu chamo de bicho do mato.

Como é que eu lidei? Atingi o meu limite e dei-me conta do meu valor e que estar inserida em tudo quanto é lado não é o meu objetivo, e tão pouco é tão importante assim. Bloqueei os comentários, chateei-me quando foi necessário e impus quem era e a minha vontade. Não falei com eles o verão inteiro, e foi um verão tranquilo e feliz dentro do possível. Estive internada e nenhum mandou uma mensagem, mesmo sabendo todos. Não me interessam e estar com eles não é algo que me interesse. No entanto, desejei os parabéns a quem tinha que desejar e continuei com a minha vida. Eu não sou igual a eles e eu sou feliz como sou e a ser quem sou. Ter este pensamento é o meu segredo e o maior conselho que vos posso dar. Saibam quem são e não se esqueçam dessa pessoa, mas estejam preparados para as consequências que daí advêm. 

Agora, com isto dito, estou curiosa. Para quem já passou pelos efeitos da peer pressure, contem-me a vossa história e como ultrapassaram tudo isto.

11
Ago18

Hair Routine | Os produtos que eu uso

Para quebrar um pouco o ciclo vicioso dos posts de regresso às aulas, decidi que era boa ideia trazer-vos um post que tenho tido ganas de fazer nos últimos tempos. Perante a falta de tempo, nunca mais consegui fazer, mas finalmente consegui reunir todas as condições para vos mostrar como trato daquilo que para mim é um templo - o meu cabelo.

 

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1. Shampoos

 

Eu tenho dois shampoos que uso para lavar o meu cabelo. Eu tenho pele bastante sensível, logo o meu couro cabeludo também está incluido nos tratamentos. A minha farmacêutica aconselhou lavar duas vezes a cabeça, com o Sebophane Biorga uma vez por semana e é aquilo que eu faço. É indicado para cabelos oleosos, pesados e secos.

Os restantes dias optei pela água micelar para cabelos da Nivea e sem dúvida estou rendida. É indicada para cabelos e couros cabeludos oleosos.

 

2. Máscara

 

Visto que pintei o cabelo de novo, é necessário que eu tenha uma máscara que repare e hidrate o meu cabelo, o que foi aquilo que encontrei na máscara da L'Oréal Paris Elvive Color Vive, que nutre o cabelo de forma intensa e que protege a cor. Sem dúvida que o meu cabelo parece "virgem" de tão hidratado que está e, em parte, esta máscara maravilhosa é que está por trás do trabalho.

 

3. Cremes/Sprays para pentear e óleos

 

 

Certo dia a minha mãe chegou a casa com o creme de pentear da L'Oreal Paris Elvive da gama Dream Long, que é para cabelo compridos danificados. Apesar de não ter um cabelo extremamente longo, noto que este tem vindo a crescer com mais intensidade desde que uso este creme de pentear. Aplico-o gentilmente quando tenho o cabelo molhado e ajuda-me imenso a desfazer os nós que se vão criando. Antes de usar isto, o meu cabelo parecia palha de aço e em parte, a culpa era minha e da minha ignorância quanto à hidratação do mesmo. Considero que é um produto que realmente faz o que promete porque transformou o meu cabelo por completo.

Ao lado deste creme de pentear está um spray da Le Petit Olivier, que tem como função tirar os nós do cabelo após lavagem. É de argão e tem um cheiro bastante agradável, mas eu só costumo utlizar quando faço penteados, porque realmente me ajuda.

Por fim, tenho um óleo de uma marca que não faço a mínima ideia de que é porque o rótulo já nem tem letras. Ele foi comprado pela minha mãe e já tem imensos anos e uso, no entanto, sei que protege o cabelo do calor (o que é ótimo porque o meu protetor de cabelo terminou e eu detestei-o. Preciso de comprar um novo), por isso aplico-o sempre antes de o secar com o secador. Sou uma grande crente no que toca ao cuidar das minhas ondas ruivas.

 

4. Escova

 

A minha escova é uma Wet brush-pro que é indicada para pentear todos os tipos de cabelo e ainda acompanhá-los durante os penteados. Como a minha própria hairstylist, eu preciso das minha ferramentas e esta é, sem dúvida, uma delas. No entanto, quero experimentar uma Tangle Teezer.

 

Recapitulando...

Lavo o cabelo com o shampoo da farmácia uma vez por semana, duas vezes no banho. Durante a restante semana, eu uso a água micelar da Nivea. Após lavar o cabelo, aplico a minha máscara e passo por água.

Quando termino o banho enrolo uma toalha à cabeça e deixo que absorva o excesso de água, para quando a tirar, aplicar o creme de pentar. Espalho uniformemente pelas pontas e, em seguida, penteio com a minha escova.

Antes de secar o cabelo ou aplicar qualquer fonte de calor no meu cabelo utilizo o meu óleo protetor e apenas após todo este procedimento começo a arranjá-lo.

 

E pronto, esta é basicamente a minha rotina de cabelo. Tal como disse no início do post, tento ter muito cuidado com esta parte de mim e aplico o máximo de produtos para que este tenha uma vida saudável. Acredito que a chave para um cabelo brilhante e macio, sem pontas espigadas ou secas, é uma boa hidratação feita com produtos de qualidade, que não são tão caros quanto isso.

 

 

 

 

10
Ago18

Tag | School is Coming

Dando seguimento à minha rubrica temporária de regresso às aulas, trago-vos uma tag. A tag chama-se "School is Coming" e vi-a por aí no Youtube e achei-lhe piada por isso decidi trazer também.

 

1. Qual o produto que não te pode faltar antes de um longo dia de aulas?

Batom do cieiro. Se há coisa que eu não posso viver sem, essa coisa é batom do cieiro. Hidrata os meus lábios durante o ano todo e sou tão, mas tão apaixonada por este produto que tenho um em cada mala, no estojo e até mesmo um em casa para quando me maquilho em casa (porque eu acabo sempre a por batom ou na casa de banho do colégio ou no elevador enquanto desço do prédio).

 

2. Qual o teu penteado mais usado em tempo de aulas?

É entre um rabo de cavalo e um bun, fico sempre muito mais confortável usando apanhados. Cabelo solto faz calor e quando há vento fica todo cheio de nós, so I guess I'll pass.

 

3. Em tempo de aulas optas por um estilo mais "na moda" ou mais confortável?

Tal como já deu para entender, eu não sou uma pessoa de andar com roupa considerada confortável. O conceito de confortável é muito subjetivo, eu sinto-me confortável nas roupas que uso. Mas dentro do conceito aceitado por todos, talvez a primeira opção seja  a mais viável.

 

4. Qual o produto que vais usar e abusar este ano escolar?

O meu batom matte vermelho. É da Kiko, da gama Velvet Passion. Vivo para ele, tanto que estou a usar agora.

 

5. Lábios ou olhos fortes?

Por mim poderia ir tudo corrido a forte, mas escolhendo um, acho que lábios. Dá logo outro toque sem precisar de muito esforço e é perfeito para quem anda sempre numa correria e não tem tempo de fazer uma maquilhagem de olhos full glam.

 

6. Onde compras o teu material escolar?

Na Staples ou no Continente, por vezes no El Corte Inglés também. Não gosto de material escolar do Jumbo.

 

7. Três coisas que não podem faltar na tua mochila?

Lenços de papel, carteira e telemóvel.

 

8. Cadernos ou dossiers?

Toda a minha vida usei dossiers, nunca tive um caderno sequer (a não ser os A5 da primária). Este ano vou optar por usar uns pela primeira vez, mas isso vocês logo verão. Com isto, é impossível dar uma opinião, visto que não tenho ponto de comparação.

 

9. Alguma rotina matinal?

Chamem-lhe panca ou lá o que quiserem, mas sempre que acordo olho para o chão e vou caminhando para a casa de banho sempre a olhar cuidadosamente para o chão. Chego à casa de banho e cuidadosamente analiso o tapete, mexo-lhe com o pé e espero. Passado 30 segundos finalmente entro à vontade. Vocês perguntam-se porquê, sucede-se que há uns bichinhos na minha casa que saem sempre à noite e me dão cabo do juízo.

 

10. Alguma dica para o estudo?

Não procrastinar, pura e simplesmente. Eu procrastino muito e depois nota-se e muito. Portanto, não sejam como eu, maltinha.

 

11. Qual o teu pequeno-almoço favorito para começar bem o dia?

Favorito, favorito não tenho. Detesto comer, mas pronto. Como sempre torradas barradas com creme vegetal e bebo uma caneca de chá sem açúcar. Dieta acima de tudo.

 

12. Se pudesses mudar alguma coisa na tua escola, o que seria?

As escadas e a mobília. Infrastruturas geladas e mobília antiquada. Isso ou o dress code, demasiado restrito. Estão sempre a dar advertências.

 

E pronto, eu não vou nomear ninguém em particular, mas quem quiser pode "roubar" a tag à vontade!

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