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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

10
Jul18

Os complexos de uma adolescente do século XXI

Trago hoje ( e a horas indecentes) um post muito mais emocional e pessoal que aquilo que gostaria. Raramente me abro acerca do meu corpo ou da minha aparência física. Já me ouviram falar dezenas de vezes sobre a escola e têm noção (isto porque eu decido mencionar) que tenho algumas problemáticas muito pessoais. Hoje, inspirada por um vídeo da Rita Serrano, uma youtuber portuguesa que admiro imenso, apesar de não a acompanhar "religiosamente", decidi partilhar convosco os meus complexos.

É de conhecimento geral que toda esta onda das redes sociais e do crescimendo do ramo da moda e da ascenção dos grandes estereótipos de beleza (que apesar de existirem há muitos anos, têm conquistado uma grande supremacia no nosso dia a dia), tem causado aos jovens doenças do foro piscológico que podem ir de doenças comuns para este século (não desvalorizando as suas consequências), como a ansiedade e a depressão, até a doenças que ainda com origens psicológicas se manifestam fisicamente, como os distúrbios alimentares (e isto inclui anoréxias nervosas, bulímias nervosas, obesidades e muitos outros. Sim, antes que alguém estranhe, a obesidade é um distúrbio alimentar que aumenta em massa a cada dia).

Para quem me segue há pouco tempo, provavelmente não tem noção de como sou fisicamente. Vou passar a uma breve descrição não muito detalhada, pois isso virá com os meus complexos. Sou uma rapariga relativamente baixa, dependendo da ideia de cada um, de cabelos ruivos médios, olhos castanhos, algumas sardas, mas possuo uma estrutura óssea bastante larga só por mim mesma.

Assim, para se enquadrarem ligeiramente e criarem uma ideia de quem sou, posso começar por então expandir o assunto e começar a falar dos dois aspetos que mais me "tiram o sono" - dentes e corpo (figura).

Começando por aquilo que não me vai fazer alongar muito, que são os dentes. É muito simples, tenho os dentes meios amarelos por motivos que estão explicados aqui em baixo, e perante a falta de capacidade que tenho em fazer um branqueamento (porque isto o dinheiro não estica e há coisas bem, bem mais importantes que ter dentes brancos), assim ficarão até ao dia em que poder fazer algo para o mudar. Juntando mais lenha à fogueira, tenho uma ligeira (quase impercetível) sobreposição de um dente sobre outro, ainda assim como não se nota praticamente nada, eu nem uso aparelho (nem faria sentido, tenho todos os dentes perfeitinhos, não valia a pena gastar dinheiro por uma coisinha de nada). Mas isto não é algo que me faça sentir terrível, claro que me entristece porque todas as minhas amigas têm dentes branquinhos e eu não tenho, no entanto não impacta assim tanto a minha confiança. O que sim impacta é que eu tenho uma mancha bastante notável no meu dente da frente, e quando digo notável, é caso para abrir a boca e se notar de imediato. Isso custa-me bastante porque é uma caraterística minha e não há mesmo cura possível, nasceu e vai morrer comigo. E essa sensação de impotência e de ter que ouvir comentários como "Se lavasses os dentes talvez ficassem mais brancos e tirasses essa mancha horrorosa" não é lá muito agradável.

Indo agora para a parte que mais me perturba que é o meu peso e o corpo que tenho. Há uns tempos, expus a situação e tentei lidar com ela utilizando uma rubrica que acabou por morrer, eu simplesmente decidi que era algo demasiado pessoal para partilhar, posso sempre partilhar uma coisa ou outra, mas não tudo. 

Continuando, eu tenho 16 anos como se sabe, e durante estes meus 16 anos de vida se há coisa que eu nunca fui é magra. Não me lembro de ter sido magra e não há fotos minhas em que estou magra. E muito sinceramente, nunca vou poder ser uma rapariga magrinha porque nem os meus ossos permitem. Faz parte de mim e não posso mudar o meu metabolismo que só consegue fazer-me engordar ou os meus ossos que teimaram em ser largos. O que posso tentar controlar é o meu peso, o que é bastante difícil porque parece que só de respirar fico mais inchada que um balão. E eu sei que parece que lido muito bem com isto, mas não lido nada, mas é que mesmo nada bem.

Desde criança que tinha problemas com o meu peso. Ficava muito envergonhada quando tinha que me pesar em frente dos meus colegas (raio da escola também tinha que fazer testes destes), ou usar o meu peso como dado para alguns problemas de matemática (raio da professora sem imaginação nenhuma). Brincar no recreio era complicado porque as meninas não gostavam de mim porque eu não era tão magrinha quanto elas, e os rapazes simplesmente gostavam de me comparar às outras e fazer piadinhas. Com o tempo habituei-me mas ainda custa ouvir algumas coisas.

Entretanto, chegou a maldita da adolescência. O primeiro contacto com as redes sociais e com os estereótipos que me eram impostos. Porque em criança, ser gordinha até é fofinho, mas não em adolescente ou adulta. Comecei a ganhar uma doentia obceção com o meu corpo e a reparar que efetivamente, eu era gorda (isto porque até lá eu achava que era igual às outras e não tinha a perceção de ser assim tão diferente). Só pensava nas calorias que ia ingerir, qualquer saída com as minhas amigas elas comiam as gordices todas como gelados e porcarias de todos os tipos, eu bebia água (de sabores se estivesse num bom dia). Olhava muito ao espelho e era maníaca não tanto com o peso, mas com a minha aparência, o que as pessoas viam. O problema era o facto de eu me ver de forma diferente. Assim, tive um início de anoréxia, que acabou por não durar muito tempo. É aqui que chegamos aos dentes amarelos.

Por volta dos meus 14 anos ou algo assim, descobri que se vomitasse poderia comer mas ainda assim emagrecer, o que não era assim tão mau e seria muito mais difícil ser descoberta. Como tinha pais ausentes, nunca se saberia. Mas não era assim tão simples. Continuei a comer misérias ou a saltar todas as refeições que conseguisse (tomando proporções em que a minha mãe foi dar comigo quase desmaiada na banheira a tremer com frio), só que era então que tinha um impulso gigante e comia tudo e mais alguma coisa até não conseguir mais, e depois como me sentia culpada, eu vomitava tudo. Emagreci uns quilogramas, até que os meus amigos começaram a notar e felizmente consegui sair da situação. No entanto, tive várias recaídas (uma este ano inclusive) e ela voltava. Acho que quando temos um problema destes, ele nunca desaparece. Fica à espera de um momento oportuno para dar o strike e fazer-nos cair nos velhos hábitos de novo.

Enfim, o facto de ser a amiga gorda não ajudava. Todas as visitas à loja das magras (como eu lhe chamo) eram um verdadeiro pesadelo e uma facada na minha auto-estima (que já era bem escassa). E claro, chegou a um ponto em que todas tinha namorado no grupo, todas menos eu. Foi muito complicado porque todos os rapazes gostavam delas, mas nenhum gostava de mim, nem se interessava. Até que no 9º ano eu tive finalmente, após tantos anos a ver as minhas amigas a trocar de namorados, o meu primeiro namorado.

E agora vocês pensam que isto melhorou a minha autoestima? Não. Nem um bocadinho. E porquê? Porque eu vivia sobre a pressão de ter que conseguir ser "tão boa" quanto as outras. Comecei a ser mais artificial, a maquilhar-me e arranjar-me muito mais, para que todos se esquecessem das minhas falhas. Só que ele trocou-me por outra mais magra e mais bonita que eu (e isso minha gente, custou muito e mexeu com o meu psicológico de uma forma que não conseguem imaginar. Ela era uma amiga muito próxima). Era uma relação tóxica que não acabei até perceber que estava a chegar a um limite, ele andava com outras nas minhas costas, comentava e olhava para outras, e estava comigo para dizer que tinha namorada. Não chorei quando acabou, porém a minha ingrata "amiga" fez-me mais uma visita desagradável e tudo piorou.

Durante esse espaço de tempo, acabei por me refugiar no cuidado a mim mesma. Tornei-me uma pessoa mais fria com os outros e com as situações que me rodeavam, parecia extremamante confiante, tudo para chegar a casa e chorar compulsivamente no duche.

Lá dei a volta por cima mais uma vez, mas sozinha. Fico orgulhosa por ter conseguido derrotá-la sem ajuda de ninguém, e ainda com algumas recaídas, passei este tempo de forma tranquila.

Fui a uma nutricionista em abril e fui diagnosticada com obesidade. As minhas análises são um pouco preocupantes porque infelizmente herdei colestrol e glicose alta da minha família, e agregada à má alimentação que tive em criança, a coisa estava crítica. Eu acabo sempre por dar a volta por cima, mas não deixa de ser algo a estar sempre a controlar.

Com isto tudo, posso dizer que não aceito o meu corpo. Custa-me estar nas redes sociais e por vezes estar com amigas porque não entendem e fazem comentários que me incomodam profundamente acerca de assuntos que para mim são frágeis. Da mesma forma como me incomoda que não respeitem o facto de eu usar aquilo que gosto de ver em mim.

Posso fazer com que não se note porque com estes anos todos, eu sei vestir-me para enganar os outros. Sei esconder a gordura de forma eficaz. Claro que se nota sempre, mas muito menos acentuadamente.

Estes são os complexos de uma adolescente gorda do século XXI. Agora, relembro que as adolescentes magras também têm os seus complexos, e os rapazes também são seres humanos e também os têm. Ora, com isto tudo, quero pedir que se pare com o facto de compararem e classificarem problemas, do género o meu é maior que o teu. Não temos a autoridade para o fazer, nenhum sofrimento deve ser desvalorizado. 

 

08
Jul18

O cuidado connosco próprios

Self care. Cuidarmos de nós próprios quase como se nos tratássemos como os Reis e Rainhas que somos. 

Durante grande parte da minha vida sempre achei que coisas como maquilhagem, moda ou qualquer outro tipo de conceito associado era superflúo. Para mim era algo errado porque considerava que tínhamos que nos aceitar como éramos e pronto. Hoje tenho uma opinião bastante diferente.

Claro que considero que tenhos que aceitar quem somos e como somos, mas encaro todos os conceitos de forma diferente. Para mim, usar maquilhagem no dia a dia, fazer as unhas, usar certos tipos de roupa... tudo isso se tornou algo que constrói quem somos.

Durante o meu 9º ano mudei, e com mudança refiro-me não só fisicamente, mas psicológicamente, creio que foi um período em que me reinventei por completo e comecei a preocupar-me mais com certos aspetos, nomeadamente da maneira como cuidava de mim. 

Os exemplos mais óbvios foram o facto de eu cuidar mais da minha pele, mas de ao mesmo tempo utilizar maquilhagem, de me vestir melhor e de arranjar mais o meu cabelo. Foi o ano em que passei a gostar de realmente tratar de mim e me fazer sentir... bonita...

No entanto, há cerca de um ano atrás, quando acabei por regressar às aulas, notei que me descuidei. Descuidei-me fisicamente e psicológicamente. Acanhei-me. Deixei de me arranjar, que era como um hobbie para mim porque eu adorava vestir-me bem e maquilhar-me. Eu gostava de ser diferente das miúdas da minha idade e ir além das típicas calças de ganga que estão na moda e uma t-shirt ou uma sweat. E este último ano letivo que passou... tornei-me numa delas, ainda que ligeiramente diferente.

A verdade é que me desleixei completamente. Não sei ao certo o que se passou e porque aconteceu, mas o certo é que eu deixei de ser eu, de certa forma. Não é que todas aquelas coisas não significassem nada para mim, porque significavam, mas eu não as segui e nunca cheguei a descobrir o motivo. Talvez ou por conforto ou medo de ser gozada, o que é muito estúpido.

Agora cá estou eu, a fazer este post e sem ter a mínima ideia do que estou para aqui a dizer. Sei que mudei pelos outros, com base no que passei no último ano que passou e que nunca eu própria deveria ter consentido e permitido. Mas acabou. Acabou e eu fiquei a sentir-me vazia. 

"Sou um blog vazio, sem personalização e estou à espera que alguém me personalize" foi isto que uma amiga tão sabiamente disse. E tem razão, porque eu sou isto mesmo e cabe-me a mim própria personalizar-me. Portanto cá estou eu e cá estão vocês para me acompanharem nesta "personalização".

Por fim, e ainda sem saber aquilo que disse para aqui, peço-vos que nunca permitam que alguém vos mude e vos tire aquilo que são vocês. Podem nunca mais recuperar essa pessoa.

08
Jul18

Tag | O meu gosto musical

Olá!

Hoje trago-vos uma tag acerca de música, que para quem não sabe, faz parte de uma época da minha vida em que realmente tinha algum entendimento na mesma. Infelizmente, acabei por me esquecer de tudo graças à falta de prática.

Anyways, quero agradecer à Sofia por me ter nomeado para a fazer esta tag e cá vamos nós!

 

O meu Gosto Musical.jpg

1- Qual é o teu estilo musical favorito?

É assim, eu considero-me uma pessoa muito eclética e ouço quase um pouco de tudo, mas talvez Indie e as suas categorias sejam os meus estilos de eleição.

 

2- Qual é o teu cantor ou banda favorita? 

Esta é difícil responder porque considero um tanto ou quanto impossível escolher só um, portanto como banda favorita é entre The Scorpions (ouçam as músicas deles no carro e vejam se não é grande cena), Chase Atlantic (apesar de que a via que estão a seguir me começa a preocupar) ou The Neighbourhood (people, everybody loves Sweater Weather).

 

3- Qual é o estilo musical que menos gostas?

Opá, não gosto mesmo nada de kizombada e funk. Se bem que algumas espanholadas me deixam em dúvida (mas no geral até gosto para dançar um bocadinho), bem como o pimba (confesso até me divertir à custa deste género, por isso não digo muito mal). No entanto, respeito todos os que ouvem estes géneros que mencionei, afinal é uma democracia e todos temos direito a ter as nossas opiniões e gostos.

 

4- Uma música que te faz chorar.

Dependendo do meu mood, Dynasty da MIIA. Por outro lado, a Oyeme da Mónica Naranjo. Uma lembra-me sempre dos momentos complicados que passo, a outra faz-me imaginar a vida sem o meu pai e isso faz-me chorar baba e ranho.

 

5- Uma música que marcou um momento da tua vida.

Love Me Now do John Legend, sem margem para dúvidas. Esta música marca o momento da apresentação do esquema de ginástica acrobática que fiz em colaboração com as minhas melhores amigas, quando ainda estávamos no 9º ano. É um momento que nunca mais esqueci e que marcou a minha vida por completo.

 

6- Uma música que tens ouvido muito nos últimos tempos.

Sem dúvida a Heaven da Julia Michaels. Acho que a frase "All good boys go to heaven, but bad boys bring heaven to you" diz tudo e vicia qualquer um(a). Fiquei viciada minha gente.

 

7- Uma música da tua infância.

Ai esta aqui não é nada difícil. Eu e a Sofia somos meninas do início dos 00's, por isso ouvíamos as mesmas músicas praticamente. No meu caso, eu consigo escolher uma que não vem de filmes da Disney. Hey there Delilah dos Plain White T's. Há vídeos de mim a cantar a música e eu lembro-me de a ouvir non-stop. Definitivamente traz-me muitas memórias de infância.

 

8- Uma música que melhore o teu humor.

She is do Ben Rector. É um artista pouco conhecido, mas eu adoro absolutamente a música. A vibe é mesmo catchy e eu fico logo a sorrir mal ouço a música (estou a ouvir agora e estou toda feliz a "dançar" e a fazer lipsync).

 

9- Qual é o teu filme favorito em relação à banda sonora?

Podem julgar-me se assim quiserem, mas todos os filmes de 50 Sombras de Grey. Que querem que vos diga? Acho que a melhor parte dos filmes é mesmo a banda sonora, gosto de todas, não vale a pena! Eu sei, kinda lame.

 

10- Que tipo de música gostas de ouvir quando estás triste?

Músicas que ilustrem aquilo que pelo que estou a passar, problemas em casa temos a Unsteady dos X Ambassadors, problemas do coração temos Friends dos Chase Atlantic, mas acho que a Melanie Martinez é aquela que me compreende mesmo independentemente de quase todas as situações. Quando chego à conclusão que me entreguei à tristeza o suficiente, então passo à fase de a combater e combater aquilo que a origina, geralmente ouço a Alive da Sia.

 

11- Em que momento é que ouves mais música?

All day, everyday. Adoro música e acho que única ocasião em que não ouço música é enquanto estudo "a sério" porque acabo sempre por me desconcentrar. Prefiro o silêncio absoluto, porque antes eu tentava ouvir música a estudar e os resultados não eram tão bons. E depois porque, por essa mesma razão, o meu pai proibiu-me de ouvir música enquanto estudava rigorosamente.

 

12- Que música é que gostas de cantar em voz alta?

Eu canto tudo! Eu canto francês, inglês, português, espanhol! Eu canto tudo de tudo, se a música vier em alemão, também canto que eu aprendo de propósito. Quando eu vos digo que cantava a música de abertura do Naruto em japonês quando era pequena (não tenho a certeza se era do Naruto ou se de outro anime qualquer, mas não é isso que interessa para a história), acreditem que não estou a mentir. Portanto, eu canto tudo mesmo.

 

Pelos vistos, a tag acabou, o que é mesmo uma pena porque eu me estava a divertir imenso a responder. Já não me lembro de responder a uma tag com tanta vontade como respondi a esta.

Eu não vou nomear ninguém para esta tag, por isso quem quiser fazer sinta-se à vontade!

07
Jul18

Da saga da desorganização...

Após a saga da arrumação da secretária (ou devo dizer meia arrumação, porque eu só enfiei os livros para o canto e está feito), que tanto comoveu a população de subscritores fiéis que tenho e vos fez conhecer aquele meu eu incrivelmente preguiçoso, trago-vos a continuação da saga que todos amam e admiram - a arrumação do armário.

O meu armário é, na verdade um cubo, o que piora ainda a situação graças à inexistência de uma porta para esconder o terror que para lá vai. Sucede-se que ele anda a falhar comigo (ou é mais ao contrário) e o propósito da sua existência é uma farsa. Em vez de ficar organizado, está... recheadinho!

É suposto arquivar as folhas, mas elas estão todas para ali. A capa ainda tem o terceiro período, o estojo está cheio de material que já não vou usar e a mochila ainda tem material do último dia (ao qual não fui por ter apanhado uma gripe, enfim estou sempre doente como podem ver). O pior é que eu tenho tanta coisa que demoro mais que um dia a arrumar e organizar tudo de novo (e só de pensar na arrumação que vou ter que fazer no 12º ano até fico com dores corporais), é a vida de uma acumuladora nata.

Partilharei assim que esteja finalizada esta saga e quando passarmos ao próximo volume (que provavelmente terá piada porque será de roupa ou maquilhagem) partilharei tudo com a maior honestidade possível. Desejem-me sorte porque bem vou precisar!

06
Jul18

Os animais também são seres vivos

Hoje a minha avó veio cá a casa fazer-me o almoço e visitar-me e em conversa sobre o facto de não se poder comprar nada porque acaba por se estragar por causa do calor, a minha avó comentou comigo que se sabia que não ia comer e que mais tarde ou mais cedo se ia estragar, ela dava aos gatinhos de rua para eles comerem.

A minha avó, juntamente com muitos dos moradores da rua, tratam dos gatinhos. Dão-lhes água quando está muito calor, comida para não morrerem à fome e deixam que eles fiquem à sombra quando ali estão. No entanto, ela própria sempre disse que nunca quereria ficar com nenhum porque primeiro de tudo, eu e a minha irmã temos problemas de pele (a Nônô até tem asma, logo não deve ter animais de estimação), e depois porque após a morte do cão do meu pai (ele trouxe-o quando era solteiro e ainda morava com a minha avó, logo ele tornou-se o cão de todos), ela não queria ter mais animal de estimação nenhum. Eu também nunca mais quis ter mais nenhum animal de estimação, isto porque era pequena e o meu companheiro tinha morrido com uma grave doença, e nunca a julguei por isso, já que ela tratava dele como se fosse um ser humano, afeiçoou-se a ele desde que ele era cachorrinho, para depois o encontrar morto.

Isto tudo para depois ficar um pouco triste. Foi então que lá acabou por dizer que os gatinhos de rua já não andavam mais por lá porque tinham sido mortos. De primeiro contacto, pensei que tivessem sido atropelados durante a noite ou algo do género, mas infelizmente estava longe de estar certa.

Alguém que vive na rua, matou os gatinhos. E quando eu digo matou-os, eu digo assassinou-os de má fé, maltratou-os. Segundo o que se veio a descobrir, um dos moradores matou-os com ácido úrico. O rapaz que mais tomava conta deles, ouviu o sofrimento deles ao morrer. Foram todos queimadinhos por dentro a acabaram por morrer enquanto miavam muito alto e esperneavam numa placa que ele lá tinha para eles descansarem.

Não posso mentir, afetou-me imenso saber de tal coisa. Eu posso não ter animais de estimação, e não ser próxima de animais, e estou no meu direito (não significa que não goste deles, mas prefiro não me meter muito com eles. Acho que nunca cheguei a ultrapassar a morte do meu Yuri. Só de pensar nele quero chorar). Mas nunca, longe de mim, apoiei os maus tratos a animais, ou tratei mal algum deles. Confesso que matei um peixe quando tinha cinco anos, mas foi por ignorância, porque ninguém me tinha explicado (nem aos meus pais) que o peixe que estávamos a comprar era de água quente, e perante o contacto com água fria, ele acabou por morrer. Foi o único episódio de que posso ser acusada. Sempre respeitei muito os animais, ainda que optasse por manter a minha distância. Repugna-me como há tanta crueldade no mundo e como outras pessoas não souberam tomar a mesma posição que eu ou uma similar. Porquê recorrer a situações tão indignas? Se os incomodava, falavam com uma Associação para que acolhesse os bichanitos (sempre gostei de lhes chamar assim, associo a ternura ao contrário de muitos, que associam a desprezo), mas matá-los? Isso só demonstra o quão cruéis alguns seres humanos podem ser.

Os gatinhos morreram agoniados e isso dói-me no coração e na alma. O rapaz que os encontrou mortos apresentou queixa na Proteção dos Animais, mas pouco ou nada se pode fazer sem se encontrar o culpado.

Deixo por isso um apelo a todos e que demos algum amor e compaixão aos pobrezinhos, e que eles descansem em paz. Quanto ao culpado? Espero que seja responsabilizado pelos seus atos porque foram criminosos, caso não soubesse.

Por fim, peço só que se souberem de algum caso denunciem também, estas pessoas têm que sofrer as consequências pelo que fazem e não andar a passear como se nada fosse.

 

 

 

 

06
Jul18

O meu percurso e as dificuldades na leitura

Em pequena, ler era provavelmente um dos meus passatempos favoritos. Devorava livros completamente (o meu pai que o diga), mal acabava de ler um, imediatamente começava outro e não via forma de parar. Aliás, lembro-me de o meu pai e eu acordarmos que ele me daria um livro por semana, mas caso o acabasse antes do prazo, teria mesmo que aguentar e fazer outra coisa qualquer. Para mim o desespero de não ter um livro era igual ao desespero que hoje em dia é ficar sem dados móveis - algo impensável e absolutamente absurdo. E isso acontecia-me muitas vezes (o cenário do livro, não dos dados. Sou uma pessoa poupadinha no que toca à Internet fora de zonas com Wi-Fi). 

Lembro-me que o dia mais feliz da semana era sexta ou sábado, que era quando íamos ao Continente fazer as compras. Na verdade, eram os dias em que íamos a todos os supermercados e trazíamos carrinhos de compras cheios (ainda o fazem, só que eu já não compareço), e era o dia em que eu trazia um novo livro para casa.

Hoje em dia, tenho a coleção das Gémeas da Enid Blyton completa e alguns outros livros de aventura. Outros acabei por dá-los, como o da coleção das Fadas, ou a Odisseia da Alice Vieira. Li uma boa quantidade de livros na minha infância porque era aquilo que gostava de fazer, já que a televisão se tornava demasiado repetitiva e aborrecida, e a Internet e eu não nos tínhamos conhecido ainda. Acho que o facto de me agarrar tanto aos livros se devia ao facto de eu ter sido a última da minha turma a saber ler. Lembro-me que toda a gente já tinha aprendido menos eu, e isso desmotivava-me. Quando aprendi foi como se finalmente tivesse alcançado uma grande meta (que ainda continua a ser, pelo menos para mim).

No entanto, de há uns anos para cá tudo mudou. Deixei de gostar da leitura, não li mais nada durante muito tempo, inclusive os livros da escola. Creio que o entusiasmo da leitura me passou de tanto que li, ou simplesmente mudei face às circunstâncias e ao meio que me rodeava. Acho que cheguei àquela altura em que ler era considerado um crime à vida social - a pré-adolescência. Miúdos implacáveis e tal, a história do costume. Talvez tenha sido porque querer pertencer a algum lado, ou talvez tenha perdido o interesse.

Porém, há uns tempos para cá decidi que começar a ler era uma via que tornaria a minha vida melhor em vários aspetos e tentei habituar-me a segurar um livro em mãos de novo. De facto, descobri algo interessante em mim mesma. Os ritmos de leitura que levo dependem do tipo de livro e da história em si.

No geral, continuo a ser uma devoradora de páginas, tanto que, como já referi, li "O Fim da Inocência" de Francisco Salgueiro em menos de vinte e quatro horas. "Eleanor e Park" foram outro exemplo de livro que, apesar de ter demorado mais a ler, acabei por terminar em relativamente pouco tempo. Já me disseram que não devia ler tão rápido porque acabo por não disfrutar do enredo ao máximo, mas talvez a paciência não faça parte do meu ser e, por essa mesma razão, não consiga tirar o maior proveito da obra literária em questão.

Por outro lado, há livros que demoro muito tempo. Não tem nada a ver com grossuras, mas com a escrita, com aquilo que retrata, e por vezes até mesmo a linguagem utilizada. Um exemplo que retrata esta mesma situação é um livro de Susanna Tamaro, "Vai onde te leva o coração". Esta escritora é, provavelmente, a favorita dos meus pais, especialmente da minha mãe. Eu simplesmente não consigo ler os livros dela, confundem-me e não entendo nada, por vezes chego mesmo a ficar entediada e perco-me pelo meio. Mas este livro é o pior porque quero lê-lo e entendê-lo, só que lá está, sinto-me perdida e confusa, completamente sem saber o que está a acontecer, fico ignorante às palavras que a narradora (que ainda não cheguei a saber quem era ao certo) profere.

Tudo isto para falar de um livro que comprei por volta de Fevereiro ou algo assim, o livro em causa é baseado em factos verídicos (que são o meu tipo de livros favoritos porque me fazem realmente sentir aquilo que a personagem sente) e chama-se "Os Filhos da Droga". É um livro que me despertou interesse porque há uns anos uma amiga minha o tinha lido e me recomendou, decidi que era altura de o ler, mas não sei se me encontro preparada para isso. Estou a demorar demasiado tempo a lê-lo, não é que me perca, mas não me consigo concentrar porque creio que fico meia "afetada" com o que leio. O que é estranho, sei que tenho capacidade mental para o ler, mas não consigo sair dali com "medo" do que encontrarei depois.

Ando para ler o "Vai Onde Te Leva O Coração" há muitos anos, dois para ser mais exata, mas nunca o li. Este livro é bem capaz de ser uma repetição do mesmo. 

Agora, fica aqui prometido que farei a review quando o acabar e vou referir a minha opinião sobre cada palavra e cada sinal de pontuação (metafóricamente falando, claro).

Com isto, queria perguntar se alguém aqui já o leu e também sentiu dificuldade em avançar as páginas, tal como eu. Sou a única que tem dificuldade em ler o livro?

 

06
Jul18

Isto de ter salmonela não é brincadeira!

E olhem que não é mesmo, especialmente quando se descobrem pequenas grandes pontas soltas relativamente ao caso em questão. 

Tudo começou ontem durante o meu início de tarde onde estava a tratar da personalização do meu querido blog (repararam que andei em mudanças durante dias consecutivos? Pronto acho que estão concluídas *grito estridente de felicidade* Gostaram ou nem por isso?), quando o meu pai vem ao meu quarto para me dar a boa nova (deu para perceber a pontinha de sarcasmo, não deu? Vá não consegui evitar). E qual foi essa boa nova? Oh, parte toda de uma história interessante.

Então sucede-se que, quando me diagnosticaram a salmonela, os médicos não tinham a certeza absoluta porque ainda não tinham recebido o resultado de todas as análises que fiz (o que foi precisamente o contrário daquilo que transmitiram), então não me administraram nada para o bichinho por não terem a certeza (mal o menos, vá que eu não tinha e me estavam a dar algo que ainda me fosse deixar mais destruída por dentro).

Perante isto, sou informada que a bactéria ainda está dentro de mim por isso tenho que ter muito cuidado e não comer um número de coisas que resume a minha alimentação a cházinho e bolachinha Maria (não é que eu não goste, mas estou cansada de comer isto de tantas vezes que quase me as enfiavam pela guela abaixo), sem esquecer de beber muita água. Caso contrário, vou fazer-lhes uma visita durante mais alguns dias e eu não estou muito para aí virada (como é possível imaginar).

Agora, porque é que eu digo que ter salmonela não é brincadeira? É simples, estou a perder imenso peso, não tenho forças para nada, estou sempre cansada e sempre cheia de dores no corpo (provavelmente porque perco muito peso em pouco tempo e depois os meus ossos não conseguem suster tanto peso a menos). Não que me queixe de emagrecer, porque me dá uma ajudinha extra no meu processo de perca de peso, o resto é que é uma pena! E vocês perguntam como eu consigo ficar feliz por isto e ver o lado positivo, digamos que o meu "eu" de 13 anos sentava-se nas aulas de Ciências a pensar em como poderia ganhar uma ténia para perder 10 kg assim sem se esforçar. Enfim, aquela cabecinha não regulava nada bem! Agora limito-me a tentar ver um lado positivo da coisa, mas preocupa-me um pouco ficar sem forças.

Esperemos que esta coisa deixe o meu organismo depressa, já que é a única coisa que podemos fazer no momento.

05
Jul18

Parece que fazer greve agora é moda...

De facto, não posso dizer que sinto na pele a "injustiça" (e recorro ao uso das "" porque realmente não posso afirmar se é verdade ou não) que os trabalhadores portugueses sentem. Quer dizer, os meus pais não são professores, ou enfermeiros, ou até mesmo magistrados. Não posso dizer que as decisões do Estado afetaram a minha pele diretamente (exceto se contarmos com o facto de eu não poder usufruir dos serviços públicos, nesse caso realmente sofri um bocadinho com esta coisa toda das greves e manifestações e tal).

Provavelmente, e sendo que isto é o mais certo, devia manter a boca fechada e calada. Isto porque sei que vou acabar por me explicar mal, mas também porque sei que há hipóteses de professores, enfermeiros ou até mesmo magistrados que se encontram nesta situação, estarem a ler estes bitaites de quem está fora do assunto.

No entanto, depois de muitas notícias que ouvi acerca do assunto, depois de pesquisar sobre o assunto e até mesmo ouvir debates acerca do mesmo (ah pois, não sou lorpa o suficiente para vir falar disto para aqui sem ter mínimas noções das proporções que a situação está a tomar), decidi vir aqui deixar uma mensagem. Não que o que direi tenha muito valor, afinal sou só uma miúda de 16 anos que ainda não se confrontou com a dura realidade do mercado de trabalho (que não dúvido que seja, atenção que desta vez não estava a ser sarcástica) e pouco ou nada sabe da vida.

O que tenho vindo a observar são greves de enfermeiros que já por mais de uma vez me prejudicaram. Por outro lado, e especialmente após passar os últimos dias internada, posso dizer que muitos enfermeiros não têm a vida fácil. Concordo com os motivos deles, realmente mereciam ser melhor remunerados, só não concordo que deviam ter o mesmo vencimento que um médico, não querendo desfazer e desvalorizar o trabalho árduo que aqueles que cuidam de nós desempenham. Acho que os tomamos demasiado como garantidos, e só nos damos conta que eles cuidam verdadeiramente do doente, tendo mais contacto com ele que o próprio médico, quando nos vemos em situações como as que presenceamos na atualidade. 

Agora, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O Estado português tem os tostões todos contadinhos (como já deu para perceber), compreendo e aceito que exijam um aumento (até porque têm a razão do vosso lado), mas acho incorreto, no meio de tantas negociações, ninguém se contentar com o meio termo até uma altura mais próspera.

Quanto aos professores, esses tomam uma situação diferente no meu ponto de vista. Eu entendo mas ao mesmo tempo não entendo. Confesso que o Estado nunca deveria ter descongelado as carreiras para ninguém e ponto final. Se não há dinheiro para sustentar tal coisa, então não se faz para um, não se faz para todos.

Por outro lado, e enquanto aluna posso dar o meu testemunho. No meio de todos os professores que manifestam o seu descontentamento (e com as suas válidas razões), há professores que são extremamente competentes, com grande vocação e capazes de realmente cativar e ensinar um aluno devidamente. Tal como nesse grupo existem professores "baldas", que não cumprem com as suas obrigações, independentemente de quais sejam as razões. Ou porque não se consegue impor perante um grupo de tão só adolescentes, ou porque se encontra doente, ou porque está quase na idade da reforma e não tem paciência para estar a aturar mais pirralhos, ou porque simplesmente não quer lá estar de modo algum. Não digo que seja fácil aturar-nos, eu sei bem o que digo, tenho aulas que são um autêntico pandemónio por diversas razões, sendo algumas aquelas que referi acima. É muito fácil e muito confortável culpar os alunos e a sua conduta nas aulas durante o ano perante os maus resultados nos Exames Nacionais, mas a culpa não é só dos alunos. Já pararam para pensar que, e não eliminando as culpas que os alunos carregam no cartório (porque também seria incorreto de outra forma), é interessante como o comportamento dos alunos e os seus resultados são impecáveis numa disciplina, ao passo que analisando as classificações de outra são vergonhosas? Porque realmente é mesmo. Há professores que podem saber muito, mas simplesmente não sabem transmitir o conhecimento que possuem. O meu professor de Matemática A é um dos exemplos, sabe muito mas não nos consegue ensinar.

Com isto, entendo que queiram subir na carreira, e estão no vosso mais puro direito. Como disse anteriormente, se o Estado desbloqueia as carreiras para certos funcionários públicos, então há que ter em consideração que os professores também têm que estar incluídos, pois não são mais nem menos funcionários públicos que os restantes. Porém, acho que é injusto uns terem benefícios quando não os merecem, bem como terem malefícios aqueles que nada fizeram para os merecer, antes pelo contrário. Mas sobre este ponto de vista, voltamos ao facto de não poder satisfazer a vontade de uns e deixar os outros de fora, e isso lá nos levaria às injustiças no trabalho (que não seriam tão injustas quanto isso, se a coisa acontecesse do modo como a descrevo). É por isto que, a nível da Educação, sou a favor de uma das medidas de Nuno Crato - os professores também fazerem exames. 

E agora podem vir cair-me em cima se assim entenderem. Cada um tem direito à sua opinião, e no meu caso, ainda que seja a favor que os professores elaborem exames de x em x tempo (tipo de quatro em quatro anos ou algo do género), não sou a favor da forma como a medida foi implantada há uns anos atrás.

Considero que os professores deveriam ter sido apenas e somente testados nas áreas que lecionam, no ano em que as suas turmas realizariam exame. Isto porquê, perguntam vocês e com toda a razão. Não podemos julgar um professor por não ter conseguido transmitir conhecimento, pois nem todos têm a mesma capacidade de cativar os alunos, e isso é um facto. Agora, também é preciso ter em conta que muitos professores não se encontram em condições de continuar a lecionar (tenho um professor meu que leciona duas disciplinas completamente diferentes, por distração que é fruto da elevada idade, o senhor elaborou um teste de avaliação sumativo e confundiu as matérias, juntou-as num único teste, estando a avaliar apenas uma delas), seja por que motivo for.

Assim, e deixando os professores em paz de vez, digo que concordo que subam na carreira, mas acredito que haverão muitas injustiças à custa disso, pois há muitas mais professores desempregados que seriam capazes de desempenhar um trabalho bem mais eficaz que muitos daqueles que estão neste momento nos Quadros. Mas quanto a isso, não sou eu nem qualquer aluno que o podemos mudar. É entre a grande FENPROF e o Estado Português, não me meto nem opino mais.

Por fim, e não me esticando muito no assunto dos magistrados (até porque não possuo os conhecimentos necessários para o fazer, logo falarei apenas conforme o pouco que ouvi), dou razão a Rui Rio e questiono-me também como é que um órgão de soberania pode fazer greve. Sei que também são funcionários públicos e lá devem ter as suas razões, mas afirmo com toda a certeza algo. No dia em que um órgão de soberania, um órgão de justiça, se manifesta sob a forma de uma greve, então é porque o Estado está em maus lençóis.

Terminando, e de vez, este artigo, constato (e isto eu que tenho 16 anos e pouco ou nada sei da vida ou percebo do mercado de trabalho/política governamental) que o Governo Português tem que se "por a pau", pois se quase todas as áreas estão a entrar em greve, é porque a maioria da população está descontente, e acho que isso não é lá muito positivo para aqueles que governam o país. Isto claro, se pretenderem continuar no poder, caso contrário, parece-me que estão num bom caminho!

 

04
Jul18

10 Coisas para fazer este Verão

Ora, após um período de recuperação (que ainda está a decorrer, mas sabendo que não posso ficar o dia todo na cama a dormir) cá estou eu de volta com algumas tags para as quais tenho vindo a ser nomeada (achavam que me tinha esquecido? Nem num milhão de anos. Adoro tags!). Primeiramente, e como sou uma pessoa que cede às ordens de nomeação, foi fazer uma acerca do verão. Ainda hoje choveu, mas pronto, Julho é considerado Verão, não é verdade?

Assim, antes de começar (e citando as regras pelo caminho), quero agradecer ao Francisco por me ter nomeado para esta tag. Acho que dá para ver que fiquei entusiasmada porque é de uma tag que estamos a falar (eu sei o meu amor or tags é um bocado irritante e sufocante por vezes)!

Cumprido o primeiro passo da tag, vamos lá à lista de 10 Coisas para fazer este Verão, e como são para fazer, acho que está bem claro que têm que ser possíveis de realizar. Portanto, vamos lá fazer esta coisa.

 

1. Voltar a Sevilha

 

Estive em Sevilha ano passado durante uma visita de médico, mas acho que de todas as cidades espanholas que já visitei, esta é a minha favorita. É tão bonita que só de me lembrar não consigo evitar sorrir!

 

2. Ficar pelo Norte do país

 

Adoro o Porto, tanto que passo cá a vida. Acho que neste momento, graças ao trabalho do meu pai, vivo mais no Porto que em Lisboa (só não sei durante quanto tempo vamos ficar no Porto, os negócios é que ditam o rumo da vida).

 

3. Ir para o Alentejo

 

Estive para ir para o Alentejo passar o aniversário da Nônô, mas dado a minha doença relâmpago e o meu estado de demorada recuperação, ainda não tive oportunidade de ir. Espero ir em breve, ainda que esteja chateada com os meus familiares, sinto que lhes devo a visita depois de tudo o que aconteceu.

 

4. Ir ao Marés Vivas

 

E se Deus quiser, lá estarei! Tenho o bilhete desde Janeiro deste ano, estou preparada para ir, agora é rezar que não aconteça nenhum precalço, ficaria muito triste se algo de mal me acontecesse.

 

5. Fazer duas unidades de Economia

 

Eu sei que não soa lá muito divertido, mas tudo tem uma explicação. Sucede-se que eu, como aluna pouco aplicada que era, não fiz resumos para três unidades de economia, mas como no próximo ano vou rever a última, tudo bem. A questão é que sobram duas e sei que se não as fizer agora, não as faço mais e elas ficam esquecidas. E claro, depois quando for para estudar para o exame é o filme que é. Portanto, tenho que reunir força e fazer resumos para as duas unidades.

 

6. Ir para a piscina

 

Nem que seja uma vez, porque à praia eu já fui, mas não à piscina. Geralmente vou para Guimarães e adoro, o ambiente é super bom e a piscina é ótima. Condições fantásticas.

 

7. Escrever mais

 

Tenho os meus projetos de escrita e estou cheia de ideias, e também juntando ao tempo que tenho... escrever mais vai desenvolver-me e porque não fazer algo que gosto?

 

8. Descansar

 

Sinto que após um ano super cansativo em que apanhei o autocarro todos os dias e estudei de sol a sol, mereço descansar um bocadinho. E isto envolve dormir e relaxar, que é algo que não tem sido possível nos últimos tempos.

 

9. Ver séries

 

Eu tenho muitas séries para ver em pouco tempo e há que aproveitar enquanto tenho tempo, não é verdade? Só um sneek-peek, tenho andado a ver o "Sexo e a Cidade", "Gossip Girl" e acompanhado "The 100", mas a minha wishlist vai mais além, bem mais além.

 

10. Passar mais tempo no Sapo Blogs

 

Estou como o Francisco, se tenho tempo porque não gastar uma parte dele aqui a partilhar e a conhecer pessoas fantásticas que me fazem sentir em casa.

 

Por fim, temos que nomear cinco pessoas e eu então decido nomear a Sofia, a Maria, a Mariana, a Rapariga do Autocarro e a Sara.

03
Jul18

A minha luta na cama de hospital

Olá!

Devem perguntar-se o que me aconteceu nos últimos dias para estar tão desaparecida e durante tantos dias seguidos. Infelizmente, os motivos não foram falta de tempo ou de inspiração, nem outro motivo bonitinho qualquer.

Sucede-se que comecei a ficar doente na quarta-feira, muitas dores de barriga e naúseas, não sabia propriamente o que era mas decidi tirar o dia e descansar para ir sair com as minhas amigas no dia seguinte. O problema é que, quando me levantei pela manhã, estava cheia de dores de barriga e quase desmaiei, fiquei com grandes dores de cabeça e febres altíssimas.

Assim, após a quinta-feira passar como um castigo vindo do Inferno, os meus pais levaram-me nessa noite para o Hospital. Resultado: internaram-me durante uma noite para fazer uns exames. 

Depois da noite e cheia de fios ligados ao meu corpo, fiz os exames e perante a degradação do meu estado, fui transferida para um outro hospital que era próprio para internamentos, onde tinham mais conforto e qualidade e uma ala pediátrica. Essa ala foi onde passei os meus dias até segunda-feira. E deixem que vos diga, não foi nada fácil.

Primeiro, eu fui para lá mas não fazia a mínima ideia do porquê, visto que nem os médicos sabiam ao certo o que diagnosticar na altura. Depois, apesar de ter um quarto só para mim e a companhia da minha mãe, rapidamente comecei a sentir falta de casa e das minhas rotinas, os horários e a falta de privacidade que tinha no hospital não me agradava. Entretanto, e não desfazendo o facto de ser falta de casa e do meu pai, a Nônô (para quem não sabe, é a minha irmã mais nova) fez anos, e eu não pude estar em casa e festejar com ela.

Como se tudo isto não fosse suficiente, eu não conseguia registar qualquer melhoria. Quer dizer, sabia que tinha predisposição para ter este tipo de doenças, mas estava a demorar muito tempo para me curar e foi aí que finalmente elaboraram o diagnóstico e o partilharam comigo - gastroentrite com origem bacteriana, ou seja, mais difícil de combater porque é um bicho que a causa, e o meu foi a salmonela.

Após lutar contra este bicho que tantas forças, cor e até peso me tirou, consegui sair do hospital ontem, extremamente cansada, mas feliz por ir embora. Estou em casa agora, com menos 4/5 kg que aquilo que tinha da última vez que saí daqui, estou melhor mas não a 100%. Passei por momentos difíceis, mas cá estou eu. Já consigo comer, pouco mas alguma coisa, e isso é uma grande vitória.

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