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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

31
Jul18

Comecei a ver Game of Thrones

Depois de anos e anos a fio a ouvir falar sobre esta série que é descrita pelo meu próprio pai como merecedora de comprar e manter os DVD's em casa (mas quem é que ainda compra DVD's hoje em dia?), eu decidi ceder e ver um episódio de GOT. E posso dizer que agora entendo. Entendo toda a euforia dos novos episódios.

Vi apenas um episódio e já tive muitos spoilers, no entanto, confesso que me cativou a continuar (o que acabei por não fazer por uma questão de tempo, não tem sido abundante nos últimos dias). Baseado no que sei já tenho uma personagem favorita, e não, eu não sou clichê o suficiente para dizer que é a Daenerys Targaryen ou a Arya Stark, mas quando eu vir mais episódios pode ser que afirme qual é, por agora permanecerá um segredo para todos.

Enfim, com isto arranjei um furinho na agenda e vou ver se vejo mais um episódio. Estou bastante curiosa. Quem aqui também já viu ou está a ver GOT?

30
Jul18

O ser um modelo a seguir

Ser um modelo para alguém é algo que me assusta e é uma pressão que carrego comigo todos os dias. Decidi abordar o tópico porque sei que desse lado se encontram pais, irmãos, primos, tios, padrinhos e sabe-se lá quantos mais graus de parentesco estabelecem com alguém,

Desde criança que ser um modelo a seguir se tornou a minha realidade. Dentro do pessoal próximo da minha idade, não sou a mais velha, mas dentro da geração de 2000 eu sou a referência. Isto porque de ser a "jóia" (o meu falecido tio-avô tinha o hábito de me tratar assim. Esteja em eterno descanso) da família, o bebé, no espaço de 11 meses deixei de o ser. No entanto, não foi até eu ter cerca de 5 anos que fui confrontada com o facto de estar sempre no meu melhor, já que eu ia ser a irmã mais velha, ainda mais de uma menina.

Com o tempo habituei-me a esta ideia, mas na minha inocência, eu ainda não compreendia propriamente o que significava e a responsabilidade que com o "cargo" vinha. Esta tem sido a minha vida desde há mais de 10 anos, estar sempre no meu melhor para ser um modelo para a minha irmã e para a minha prima pequenina (somos uma família em que a maioria é do sexo masculino, há poucas mulheres. Provavelmente só eu, a minha irmã e duas primas nossas, de resto são tudo rapazes).

Isto traz-me ao que têm sido os meus últimos dias. Almoços e jantares com a família, ou pelo menos uma parte dela. Sofro do mal de gostar dos meus primos mas de eles serem pequenos demais para entender que eu não tenho a mesma idade que eles, logo chega a um ponto que a minha paciência e energia acaba quando eles começam a insistir para que brinque a coisas que até o meu tamanho nem permite já.

Ontem tornei-me mais consciente que a minha prima, apesar de passar maior parte do ano na Suíça, olhar para mim como uma espécie de irmã mais velha que lhe faz penteados, lhe ajuda a escolher roupas e até mesmo que fala com ela e ouve tudo o que ela tem para dizer sobre a escola e as amiguinhas. É uma relação bastante diferente da que tenho com a Nônô, ela basicamente isola-se e já não quer saber de mim, eu não reclamo porque o sentimento é meio que mútuo. Pouco falamos e só estamos juntas quando é hora de comer à mesa. Talvez advenha do fator tempo, passo umas quantas semanas com a minha prima durante o ano, passo 365 dias a viver debaixo do mesmo teto que a minha irmã.

Tudo isto para dizer que isto de ser um modelo a seguir acaba por tornar-se uma pressão muito grande. É o ter que saber falar com toda a gente, ter que fazer fretes quando simplesmente me aborreço e me quero ir embora para a minha casa, o facto de a comida chegar a um ponto que é demasiado pesada para eu comer, e tantas outras coisas que me chateiam nestas reuniões de família. Chega a um ponto que fico descontente mas que não posso manifestar este meu descontentamento, acho que até certo ponto todos já nos encontrámos numa situação semelhante àquela pela qual estou a passar.

Enfim, isto saiu um pouco sem sentido algum mas precisava de dizer alguma coisa. Estou a rebentar pelas costuras, quero dizer alguma coisa e inventar uma desculpa qualquer para não comparecer, mas sei que não é possível porque ficaria mal e claro a desculpa dos meus pais para este meu comportamento controverso é sempre a questão do modelo a seguir.

Espero não ter aborrecido demasiado com o meu desabafo, mas precisava de desabafar e deitar tudo cá para fora mesmo. Estou cansada da mesma rotina e das mesmas desculpas de chacha.

28
Jul18

The Intern | A experiência vem com a idade

Ao longo desta semana consegui arranjar um furinho na minha agenda para fazer algo que já não fazia há algum tempo - procurar um filme e relaxar enquanto o via.

Desde o ano passado que me tornei uma pessoa de séries. Cada vez que tenho tempo (e também para aproveitar para criar assunto para posts) vejo sempre as minhas séries, tenho uma de quase todos os géneros, mas não é sobre séries que vim falar hoje. Em vez das típicas séries, trago um filme que já saiu há uns anos mas que foi recomendado por uma youtuber que sigo (sou a única que vai ver os vídeos antigos de certos youtubers?).

O filme chama-se "The Intern" e retrata realidades bastante controversas e paralelas, e tem como protagonistas Anne Hathaway e Robet De Niro (acho que só por aqui já podemos ter a certeza que o produto final não pode ser classificado como menos de "excelente").

 

Sinopse:

Ben Whittaker (Robert De Niro) é um viúvo com 70 anos que descobriu que a reforma não é tudo aquilo de bom de que as pessoas falam. Aproveitando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sénior de um site de moda, - About the Fit - criado e gerido por Jules Ostin (Anne Hathaway), com quem cria uma forte amizade.

 

Review:

Considerei o filme uma espécie de comédia leve agregada a um misto de emoções que são capazes de nos deixar em lágrimas. É uma história bastante interessante que nos transporta para aquilo que cada vez mais é o século em que vivemos. Uma cena que adorei foi quando Ben e Davis - um jovem estagiário que começa a desempenhar as suas funções no mesmo dia que Ben - ocupam as respetivas secretárias. Ao passo que Davis retira apenas instrumentos tecnológicos e os coloca em cima da mesa, Ben coloca em cima da mesa todos os componentes que já estão incluidos no computador.

Acompanha também a jornada de Jules como a criadora de um projeto, uma mãe, uma esposa, uma mulher com uma carreira brilhante que reúne todas as condições para continuar a crescer juntamente com o seu projeto, e como a sociedade a encara. Tal como já referi em reviews de filmes anteriores, não é comum vermos uma mulher no poder, muito menos a largar a vida de dona de casa e a deixá-la para os maridos. 

Por outro lado, podemos ver um pouco de Ben e como a sua experiência de vida acaba por ajudar Jules em termos profissionais, mas também pessoais. É interessante ver como as gerações mais jovens não ouvem as opiniões dos mais velhos graças à sua arrogância e às suas ideias pré-concebidas (eu própria sou reflexo da estupidez da minha geração), mas quando realmente erram e ouvem os conselhos que aqueles que viveram mais anos que eles, acabam por admitir toda a sabedoria que estão por trás dessas palavras.

Assim, posso dizer que recomendo este filme a 100% para quem está disposto a disfrutar de umas boas duas horas e a divertir-se, aproveitando também a simbologia que se encontra nesta longa-metragem - a experiência de vida é, por vezes, superior que aquela adquirida a partir da Educação. A competência não se mede a partir dos números das classificações dos testes, mede-se a partir da capacidade de atuar quando é necessário e de entender quando esse momento chega.

Uma vez mais, se despertei o interesse de alguém (ou se não despertei pode ser que isto desperte), deixo aqui o trailer:

 

 

27
Jul18

Playlist de infância

Acho que chega a um ponto na vida em que passamos por uma fase nostálgica. A minha chegou e se há época da qual sinto falta são os 00's. Para quem não sabe eu tenho 16 anos feitos este ano, logo eu nasci no início desta época (#idosadageração)

Não sei se já partilhei aqui, mas algo que sempre sonhei e que nunca se haverá de concretizar, era nascer nos anos 90 porque assim viveria a minha adolescência nos 00's. Visto que não é possível (até porque a minha mãe era adolescente nos anos 90), contento-me com dizer que eu vivi a minha infância durante este período de tempo e que ao menos eu brincava (ao contrário das crianças hoje em dia, eu ia ao Toys R' Us para ver se cravava ainda mais brinquedos aos meus pais e eles fugiam daquela área constantemente para eu não me lembrar. Sim, fui daquelas que ficou despedaçada com a abertura de falência da empresa), decidi trazer-vos algo que me traz imensas memórias da minha infância, que é a música.

 

 Eu tinha cerca de cinco anos quando esta música e, ao contrário de 90% das crianças da minha idade, eu percebia algumas partes da música. O engraçado é que, como ainda não sabia ler, não conseguia memorizar a letra toda e, por isso, acabava sempre por errar a letra. De qualquer forma, é engraçado voltar atrás e lembrar-me de dizer à minha avó "Não vês que ele está a falar com a Delilah e escreveu a canção para ela?" (#cockychild)

 

 A minha mãe dizia que esta era a minha música porque bastava começar a tocar que eu desligava do mundo todo. Podia estar a ter uma conversa com alguém, mas bastava começar a tocar que eu ouvia toda sorridente e depois cantava o refrão sempre. Eu lembro-me de ter o meu casaco de ganga branco vestido e ouvir isto durante os passeios de carro.

 

 Eu adorava esta música! Integrava a banda sonora de uma novela brasileira da Globo (que eu agora não me lembro do nome), lembro-me de ouvir isto enquanto passava à beira-mar. A minha irmã era pequenina e mal falava, lembro-me como se fosse ontem. Eu adorava cantar-lhe aquilo e ela chorava porque eu cantava muito mal.

 

 Acho que já deu para entender mas eu amava profundamente música brasileira. Atualmente nem tanto porque acredito que já não é o mesmo. Talvez se outros artistas deste género aparecessem, eu voltaria a ouvir música brasileira.

 

 Mais uma música brasileira dos Tribalistas. Confesso que já não ouvia há muito tempo, mas traz sempre recordações e um sorriso de criança mesmo. Afinal, eu sou de ninguém e todo o mundo é meu também.

 

 Eu sei, eu sei que isto já não é dos 00's, mas ainda durou a minha infância. Eu adorava esta música, sempre achei super querida e é mesmo caso para dizer que esta música era uma daquelas para a qual eu vivia.

 

 Provavelmente uma das primeiras músicas de rap que eu realmente gostei. Esta música é daquelas que realmente me diz alguma coisa, não é propriamente fireworks é feeling. Eu gosto, uma música mais mexida consegue transmitir uma boa mensagem, ao contrário do que muitos pensam.

 

 Eu cada vez que ouço isto começo a dançar que nem doida. Esta música surgiu numa fase em que eu acreditava que ia ser famosa (o que no aftermath nunca se proporcionou), por isso eu criava todo um videoclip à volta da casa e gravava-o com o meu telemóvel de abrir e fechar (#geraçãodasteclas) que era da minha mãe.

 

 Este foi o meu toque de telemóvel (que nunca tocava porque eu nunca a punha a carregar então estava sempre sem bateria) durante anos. Eu tinha graves pancas, mas quem não?

 

 E pronto, a espanholada básica não podia faltar. Agora digam-me lá se não conseguem imaginar uma pequena bola de berlim vestida com saias de pregas lindas e aquelas t-shirts todas clássicas e o sapatinho envernizado enquanto dançava (ou pelo menos tentava) esta música e a cantava assim com um sotaquezinho meio madrileno. É cada pérola!

 

 E esta música que ninguém percebia nada do que dizia mas que adorava? Essa era a minha vida. Não percebia patavina do que eles diziam, mas eu era feliz a dançar isto e a inventar uma letra. Quem nunca?

 

 Eu adorava deste tipo de música. Isto fazia parte da "Vingança" e eu e os meus pais adorávamos ver. Eu podia por outras músicas da novela que integravam a minha infância toda mas nunca mais acabava, por isso decidi escolher esta porque era mesmo aquela que eu adorava.

Pronto, não me vou alongar muito mais. Posso fazer uma segunda parte porque convenhamos, ainda há muitas mais músicas para indicar (pena é eu não poder por tudo, caso contrário o post ficaria gigantesco e vocês aborrecer-se-iam, e eu não queria nada que isso acontecesse).

 

 

 

26
Jul18

Red Band Society | As histórias de jovens inspiradores

Vi esta série há mais de um ano e é, provavelmente, uma das séries mais bem realizada e produzida que vi. Não querendo comparar a outras séries sobre as quais disse o mesmo, algo que distingue esta série das restantes é o ambiente e o conteúdo.

Um trabalho de Steven Spielberg sobre um tema poucas vezes abordado, de uma forma tão fantástica e épica que deixa qualquer um sem saber como reagir. Mas deixando-me de filosofias, vamos lá dar uma ideia do que estou a falar.

 

Sinopse:

A história acompanha a vida de seis adolescentes com sérios problemas de saúde que vivem na ala infantil de um hospital. Leo Roth (Charlie Rowe) é um rapaz de dezasseis anos que sofre de cancro. Internado há um ano, ele sente-se frustrado com o seu tratamento. Leo divide o quarto com o recém chegado Jordi Palacios (Nolan Sotillo), um imigrante ilegal que foi para os EUA em busca de tratamento. Este sofre, também, de cancro e terá que passar por uma cirurgia. Jordi desenvolve um interesse por Emma Chota (Ciara Bravo), uma jovem que sofre de anorexia.

No grupo também estão Kara Souders (Zoe Levin), uma cheeleader que foi internada após desmaiar durante os treinos, e Dash Hosney (Astro), amigo de Leo que sofre de fibrose cística e está determinado a viver cada dia como se fosse o último. A história é narrada por Charlie (Griffin Gluck), um menino de doze anos que está em coma.

No elenco também estão Octavia Spencer, que interpreta a enfermeira Jackson, uma mulher durona e intuitiva, Rebecca Rittenhouse interpretando a enfermeira Brittany Dobler, uma novata na ala pediátrica, e Dave Annable é o Dr. Jack McAndrew, oncologista pediátrico.

 

Review:

Achei a série bastante interessante porque narra a história de diferentes perspetivas. Ainda que o Charlie narre a história, podemos ver como é que todas as personagens se relacionam, como se sentem e até mesmo como lidam as suas próprias doenças e problemas, bem como os dos outros.

É, sem sombra de dúvidas, uma história sobre viver, sobre lutar e dá-nos uma perceção completamente diferentes destes dois conceitos. Desde que vi a série que vivo a vida de forma diferente, pensamos sempre que estamos mal mas há sempre alguém que vive em piores situações que nós. Pode parecer uma série bastante pesada, pois mostra-nos seis lutas constantes de miúdos que têm como casa um hospital, mas é precisamente o contrário. É fácil de ver, é leve de ver e, pessoalmente, ensinou-me a viver e vez de me agarrar constantemente à negatividade.

Para os interessados, deixo aqui o trailer:

 

 

25
Jul18

10 Coisas que me marcaram no Marés Vivas

Olá!

Depois de tanto tempo sem aparecer por cá, estou de volta. Durante este fim de semana fui para o Meo Marés Vivas, que para quem não sabe foi o meu primeiro festival, e decidi tirar uns dias para descansar um pouquinho e recarregar as baterias.

Posto isto, hoje decidi trazer-vos as 10 coisas que mais me marcaram no Marés Vivas, estando incluidos aspetos positivos e negativos. Portanto, cá vamos nós!

 

1. Os preços 

É assim, esses realmente deixaram uma marca vazia na minha carteira. Está lá o lugar, mas nada da quantidade (que ainda foi razoável) que trouxe lá para dentro. Os preços foram ridículos e senti-me extremamente roubada.

 

2. A maquilhagem

E se não marcou! Para verem, durante os três dias andei com um full glam escarrapachado na cara, agora imaginem eu versão zombie às 4 da manhã a tirar aquilo da cara. Certamente adorei esta parte, tanto que ainda tenho restos de glitter na cara (eu bem tento mas ficaram agarrados. De qualquer forma não se nota muito)

 

3. O cheiro a ganza

Todos os dias tomei banho duas vezes, era um cheiro a ganza que Jesus do céu. Quando acabou o festival, tive que deitar o meu casaco para lavar que desgraçada da peça de roupa, nem se podia chegar perto daquilo.

 

4. O concerto da Carolina Deslandes

Foi provavelmente a maior surpresa do cartaz inteiro. Fui assistir só porque sim e nunca pensei que fosse gostar tanto. Sem dúvida, a atuação revelação (na minha opinião). E quando ela cantou a Heaven ia chorando, foi bastante emotivo.

 

5. O chapéu da Code

Foi um amigo meu que eu já não via há imenso tempo que o ganhou para mim e uma das recordações que guardo. Sem dúvida que vou continuar a usar, modéstia à parte, fica-me bastante bem.

 

6. Ver o David Guetta ao vivo

Não sei propriamente o que pensar. Gostei bastante mas por outro lado nem tanto. Eu fiquei logo nas primeiras filas e deparei-me com situações bastante incómodas durante o concerto, como uma mulher que me ia queimando (propositadamente) o cabelo com um cigarro. No entanto, diverti-me imenso e o próprio DJ compensou o seu atraso. Cheguei ao fim do segundo dia completamente estourada, em grande parte, graças a ele.

 

7. Aturar bebedeiras de outros

Isto foi algo que detestei profundamente e me incomodou profundamente. Estão a ver aqueles grupos de pessoas bregas? Pronto, podem-me acusar de discriminação mas não gosto muito de bregeirice. Ainda assim, não foi isso que me irritou profundamente. Juntando a essa conduta que eu "adoro", juntou-se álcool excessivo que resultou num senhor que, durante o concerto dos Kodaline, me puxou o cabelo aí umas quatro vezes. Felizmente, depois consegui trocar de lugar e ele deixou de poder fazer isso, mas juro que quis reagir, ainda que soubesse que só pioraria a situação.

 

8. Presencear o cover do Listen

Provavelmente, este momento percorreu as televisões de todo o país, não sei ao certo. No entanto, para quem não sabe, durante o concerto da Rita Ora, esta deslocou-se à plateia e passou o microfone a um fã que fez um cover da Listen da Beyoncé. Eu estava extremamente próxima dele e fiquei incrivelmente surpreendida e derretida com o momento. Um momento a não esquecer.

 

9. Beber um Redbull de penálti

Pronto, acho que diz tudo e não preciso de dizer mais nada...

 

10. Conhecer uma blogger

É minha amiga desde que entrei na blogosfera e foi excelente conhecê-la finalmente. Fico muito feliz por fazer amizades novas a partir de algo que adoro fazer. Não vou identificá-la, mas ela sabe quem é. De qualquer forma, se quiser denunciar-se, é apenas com ela.

 

Por fim, quero expressar a minha felicidade ao ter sobrevivido aos três dias, estava a ver que me ficava pelo segundo. Diverti-me imenso e confesso que todos os concertos a que assisti valeram a pena. Artistas de extrema qualidade que serão sempre, sempre bem-vindos a Portugal (ainda que tenham mau perder e não toquem a música do Europeu).

16
Jul18

A estação dos avecs

Pelo menos eu viro! Chega a um ponto no ano em que parece que Portugal se transforma em toda uma colónia de ingleses, belgas, franceses, suíços... e isso é muito bom para a nossa ecónomia!

Só que há sempre aquela altura em que nós próprios viramos avecs. Cheguei à conclusão que todo o português que se preze (não é bem assim mas pronto, generalizando) tem aquilo primo ou prima que vem para Portugal no verão e só fala francês. Eu sei que eu tenho.

Estão cá os meus dois primos, crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 7 anos. A minha prima já vai falando aquele português abrasileirado, o miúdo não tem nada a ver. A minha vida é muito difícil.

Todos sabemos que 90% das crianças, ainda mais quando se juntam, são um verdadeiro pesadelo e nos fazem desejar arrancar o cabelo da cabeça, pois... pensem agora nessas crianças a gritar francês por tudo quanto é lado.

Eu, como a prima mais velha que eles adoram (eu faço penteados à miúda e dou colo ao miúdo), acabo sempre por ficar muito perto deles. Agora pensem em mim, pessoa que não é fluente em francês (mas que vai falando ainda alguma coisa de jeito), a falar para aquelas criaturas.

É nestes momentos que penso para comigo "Fogo, não podia ter família inglesa ou espanhola que frequentasse a minha casa? Seria bem mais fácil para mim!"

Portanto, se vocês viram uns avecs completos no verão, assim como eu, estamos juntos minha gente!

12
Jul18

Aquele momento mundano...

... em que prevês tudo o que vai acontecer na série no início da temporada e tudo se concretiza num único episódio. Mencionaram as personagens que eu dizia que iam mencionar. Aconteceram as coisas que eu disse que iam acontecer. Foram reveladas coisas que eu disse que iam ser reveladas. Juro que quase chorei de emoção (especialmente quando referiram uma das melhores personagens da série inteira). Sinto-me super e já prevejo o que vai acontecer nos próximos episódios. 

Já agora também aproveito para dizer que fiquei foi rabujenta e ansiosa com o facto de terem acabado o episódio num momento emocionante que tornaria as minhas próximas previsões mais claras! Agora quero saber mais e vou ter que esperar uma semana!

Quem não conhece esta dor forte que nos corrói por dentro? Fãs de Game of Thrones, não vos acontece muito?

12
Jul18

Os Incríveis 2 | Um filme para miúdos... e graúdos

14 anos após o lançamento do primeiro filme, a Pixar regressa com a sequela para "Os Incríveis", que fez parte da infância das crianças dos anos 90 e início dos anos 2000. 

"Os Incríveis 2" conta com melhores gráficos, mas continua a ser composto pelos mesmos ingredientes que fizeram com que tivesse sucesso na sua versão pioneira - trata-se de um balanço entre um filme de animação e super-heróis que salvam o mundo. Uma espécie de produção Marvel para os mais novos que tem vindo a despertar o interesse dos crescidos que assistiam ao primeiro filme enquanto comiam a "sopinha" e para aqueles que são os fãs dos dias de hoje. Sejamos sinceros, quem não gosta de um bom filme de super-heróis?

Mas o que torna esta longa-metragem tão especial? Penso que a resposta é um tanto ou quanto óbvia. Qual é o filme da Pixar que não possui uma mensagem por trás que é do agrado dos mais velhos? Bem me pareceu, posso adiantar que este não é exceção.

Ora, entrando em pormenores, começamos o filme com a informação que durante 15 anos os super-heróis eram ilegais, e como tal não podiam agir de forma a colaborar com a polícia e salvar os seres humanos. Perante a injustiça que faz com que os nossos heróis tenham que esconder a própria identidade e as suas habilidades extraordinárias, o mundo divide-se entre aqueles que acreditam na legalização dos protetores, e aqueles que acreditam que estes só trazem desgraças e complicações.

É aqui que a Pixar esconde a sua mensagem, sussurrando ao ouvido dos mais novos "Crianças, lutem por aquilo que acreditem porque ninguém o fará por vocês. Não se conformem e vão à luta, defendam aquilo em que acreditam e não parem até conseguirem conquistar isso mesmo", que tão maravilhados sugam cada segundo do filme. 

Sendo apoiados por um homem poderoso que traçou um plano para os ajudar a voltar ao ativo, os nossos super-heróis vão provar a todos os políticos que merecem levar o crédito e exercer aquela que é a paixão deles - ajudar, salvar e proteger aqueles que não o podem fazer.

E mais uma vez, a Pixar aproveita esta situação para desafiar a sociedade em que vivemos, dando-nos uma grande chapada de luva branca, tornando a Mulher Elástica a salvadora do povo e representante dos super-heróis, aquela que vai em missão para mostrar ao mundo que, ao contrário de como os media faziam parecer, ela e todos os seus companheiros tinham apenas como único objetivo proteger, salvar e cuidar daqueles que não o podiam fazer sozinhos.

Ao longo do filme somos confrontados com as dificuldades que a heroína sente ao estar longe dos seus filhos em trabalho, o que retrata a realidade de algumas mulheres. É interessante como sente mais dor ao estar longe da sua família, do que ao lutar contra os inimigos que a atormentam.

Por outro lado, assistimos a um Sr. Incrível ligeiramente afetado pelo facto de não ter sido ele o escolhido para a missão, mas também a um homem que tenta ser um bom pai e lidar com os seus três filhos e com as situações que estes o fazem passar - o namoro da filha que deu errado, a matemática que mudou e o faz não perceber nada do assunto, e a questão de ter um bebé que precisa de imensos cuidados, mas também de imensa atenção pois é uma autêntica bomba-relógio.

No geral, é um filme que contraria muito aquilo que vivemos na atualidade. Ainda que a mulher já tenha um emprego, as lidas da casa e o cuidado dos filhos recai sempre sobre ela, assim como o trabalho mais ausente sobre o homem. Mostra que ambas as figuras são capazes de conseguir desempenhar os papéis contrários igualmente bem, trazendo uma noção de igualdade.

Se é um filme feminista? Mostra, de facto, a emancipação da mulher, mas não considero que seja feminista. Acho que se trata de um apelo à mudança de mentalidades nas novas gerações para que se demonstre uma valorização igual de ambos os sexos.

Se vale a pena ver? Claro, recomendo bastante. Foi um filme que valeu cada cêntimo que dei para assistir, desafio-vos a vocês (mesmo que seja em casa) a perder um pouco do vosso tempo para darem umas boas risadas, pois independentemente da mensagem, é um filme alegre e divertido que me deixou soltar umas risadas.

 

 

12
Jul18

20 Factos (estapafúrdios) sobre mim

Hoje, para me envergonhar um bocadinho, decidir trazer 20 factos sobre mim que ninguém sabia. Portanto, vamos lá fazer esta coisa!

 

1. O meu nome é Carlota Isabel e gosto bastante do meu nome

2. Em criança, a minha "personagem" das brincadeiras era a Charlotte Elizabeth ou a Lizzie (sempre gostei mais de Elizabeth/Isabel que de Charlotte/Carlota)

3. Sou fluente em espanhol desde que tenho 3 anos

4. Nunca ninguém acerta a minha nacionalidade (já me atribuiram nacionalidades completamente à toa). Geralmente dizem que sou nórdica, britânica ou espanhola.

5. Quando os meus pais discutiram o nome que havia de dar à minha irmã, a minha sugestão era arco-íris

6. O que mais gostava de ver na televisão era o ténis e a ginástica artística (há coisas que nunca mudam)

7. Eu adorava ver as Winx e a minha favorita era a Bloom porque ela era ruiva

8. Era para ter sido nascida em terras galegas ou catalãs (dessa é que vocês não esperavam)

9. Acho que ir para o Algarve se tornou mais uma questão de status que de lazer. Dispenso obrigada.

10. Passo diversas temporadas no Alentejo durante o ano e é bastante agradável

11. A minha alcunha em criança era Monstro das Bolachas (eu parecia uma inceneradora, perguntem às bolachas)

12. Eu era apaixonada pela Ilha das Cores e pela Rua Sésamo (acho que já tinha dado a entender)

13. Estou sempre a cair em todo o lado e já cheguei a rebolar metade de um ginásio por causa da queda

14. Sou conhecida como "tomatinho" por ter cabelo ruivo escuro

15. Durante uma fase da minha vida tive cabelo castanho escuro e odiei

16. A minha imagem de marca em criança era a franjinha que usava sempre

17. Até a certa altura tinha a mania de me despir em qualquer sítio (tantas histórias que eu podia contar para exemplificar...)

18. Tenho o estúpido hábito de mandar vídeos às minhas amigas (como me aturas, Sofia?) a fazer de beauty guru mostrando as minhas compras de maquilhagem

19. Não consigo ir à Kiko sem sair de lá com um saquinho. Mesmo que não precise nada eu compro na mesma (só isso explica a coleção interminável de batons e glosses que tenho e vou perdendo, substituindo e encontrando acabando a ter dois iguais)

20. Sou uma pessoa pouco aventureira, mas já fiz rock climbing e pontes (dá para entender pelo estado das minhas pernas. Ficaram marcadas para a vida)

 

E pronto, este foi um pequeno conjunto de coisas que vocês não sabiam sobre mim e que eu juntei aqui, sendo que fiz a junção dos factos mais "nada a ver" de sempre num só post. Pronto, agora já me envergonhei na Internet, posso descansar o resto do dia em paz.

Mas vá, já que eu me ridicularizei, façam-me o favor de me contar se tinham alguma destas pancas mais mundanas ou se sou só eu que caí da cama e arranquei a tomada da parede (não estou a gozar, por acaso aconteceu mesmo) e pronto fiquei com um traumatismo craniano para a vida que prejudica as minhas faculdades mentais tornando-me profundamente anormal e sem esperança de melhoras.

Tenham lá um bom-dia, que acho que depois de tanta barbaridade bem são capazes de precisar de ir apanhar ar que isto assim uma pessoa até asfixia.

 

 

 

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