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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

31
Mar18

The White Queen & The White Princess | Review

Olá!

Durante estes tempos mais parados estive a ver duas mini-séries que devo dizer que adorei!

Sempre fui mais virada para o supernatural e para a fantasia, mas no momento, ando completamente viciada em séries históricas, e estas não são exceção.

Indo por partes, vou proceder à minha review por ordem cronológica, ou seja, começando com The White Queen e passando, em seguida, à sua sequela The White Princess.

The White Queen é uma mini-séries produzida pela BBC no ano de 2013, sendo premiada com três Globos de Ouro e um Emmy (entre outros prémios de menor calibre) no ano seguinte. Foi inspirada por um dos livros da saga "The Cousin's War", escrito por Philippa Gregory, que nos remete para a época da Guerra das Rosas, disputada pelos York e pelos Lencastre, rosa branca e rosa vermelha, respetivamente.

A série acompanha a vida de Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson) desde que se torna viúva de John Grey, um apoiante da rosa vermelha, ou seja, dos Lencastre, até que se torna a Rainha Viúva Elizabeth (Dowager Queen Elizabeth ou Dame Grey).

Elizabeth Woodville aparece como uma viúva desamparada pela guerra com dois filhos por criar, Thomas e Richard Grey. Começa com ela a esperar pelo "usurpador" Rei Edward IV (Max Irons), de forma a mendigar-lhe pelas terras onde vivia com o seu marido, que havia falecido a lutar pelos Lencastre, em batalha.

De imediato, o Rei apaixona-se pela sua beleza e pede-lhe que faça o caso chegar até ele por escrito, que o mesmo tratará de lhe devolver o que procura.

 Após esse mesmo primeiro encontro, Edward fica cheio de desejo de Elizabeth, casando-se com ela e fazendo-a sua Rainha Consorte, o que desagrada a corte Yorkista, especialmente a sua mãe, Cecily, Duquesa de York (Caroline Goodall), e o seu primo, Richard Neville, Conde Warwich (James Frain) e o Kingmaker (Fazedor de Reis) da época. já que ela é uma plebeia, mais velha, com filhos e que fazia parte da Casa de Lencastre, já que a sua mãe, Jacquetta Rivers (Janet McTeer) havia sido dama de companhia da Rainha Margaret de Anjou (Veerle Baetens).

Ao longo da série, vamos assistindo a um contraste de lados e como se muda de lado tão facilmente. Transmite-nos intriga, drama, mas acima de tudo, os sentimentos que as personagens históricas devem ter sentido (claro que muito provavelmente no sentido mais romantizado da coisa).

Apesar das críticas positivas de que foi alvo, existe uma polémica em torno da mesma - o famoso incesto relativamente a Elizabeth de York (Freya Mavor) e Richard, Duque de Gloucester (Aneurin Barnard). É romantizado, ainda que não houvesse qualquer prova evidente de que a situação se tinha passado realmente, o que enfureceu os mais rigorosos a nível de veracidade histórica.

Acerca da série, eu fiquei furiosa com certas personagens, começando por amá-las e acabando a detestá-las. Todas elas são modeladas, todas sofrem alterações desde o início até ao fim. As que manifestaram uma mudança mais notável, foram no entanto, a própria Elizabeth Woodville e a sua cunhada, Anne Neville (Faye Marsay).

No entanto, a minha personagem favorita desta série é, sem dúvida alguma, uma das que menos aparece e que se revela apenas nos episódios finais como uma mulher crescida, a primogénita do casal central, Elizabeth de York.

E é pegando na minha adoração por esta personagem, que passarei à próxima série, na qual ela é a personagem principal.

The White Princess, é tal como The White Queen, uma adaptação de um livro escrito por Philippa Gregory, e que relata o fim da Guerra das Rosas e o começo da Era Tudor, uma das mais célebres da História Inglesa. Foi produzida em 2017 e teve uma renovação de elenco, apenas permanecendo-se Caroline Goodall como Cecily, Duquesa de York.

A série começa com o término de "The White Queen". Após a vitória de Tudor em Bosworth, Elizabeth de York (Jodie Comer) deve deslocar-se juntamente com a sua família (à exceção de Richard, Duque de York) para Londres, onde conhecerão o novo Rei de Inglaterra e futuro marido de Lizzie, Henry Tudor (Jacob Collins-Levy).

Apesar de o casamento de Lizzie e Henry estar arranjado com o propósito de acabar com a Guerra das Rosas de vez, juntando os lados oponentes num mesmo trono, a Inglaterra continua dividida, sendo em maioria uma país Yorkista, o que desagrada os Tudor e deixa a posição de Henry na "corda bamba".

Ainda que Lizzie esteja destinada a ser Rainha da Inglaterra, tal como a sua mãe um dia fora, esta não se mostra flexível e obediente, planeando e desejando colocar o seu irmão, Richard, no trono e restaurar a dinastia York, que se encontrava em pedaços no momento.

Todo este espírito "selvagem" enfurece Margaret Beaufort (Michelle Fairley), uma fanática religiosa que conspirou diversos anos contra os York, e que é a mãe do Rei, tendo vivido a sua vida desde que o deu à luz, com o intuito de o fazer Rei da Inglaterra, pois como a ouvimos dizer durante "The White Queen", essa era a vontade de Deus!

Assim, perante a rivalidade entre nora e sogra, surge a Viúva mais emblemática da Corte, Elizabeth Woodville (Essie Davis), que vê no casamento da sua filha uma forma fácil de colocar o seu filho, e legítimo herdeiro do trono inglês, no sítio onde este deve estar.

Durante a série, vamos ver conspirações contra Tudor, inclusive uma vinda do outro lado do Oceano, mais especificamente da Corte de Margaret de York, Duquesa da Borgonha (Joanne Whalley), ao vermos o aparecimento do Perkin Warbeck, suposto Princípe Richard, antigo Duque de York (Patrick Gibson) que vem, com o apoio dos escoceses, deitar Tudor abaixo e reinstituir York.

A este ponto, já muito tempo passou, e Henry e Lizzie estão mais próximos que nunca, para a desgraça de ambas Margaret Beaufort e Elizabeth Woodville. O casal já tem quatro filhos legítimos, - Arthur Tudor, Príncipe de Gales (Billy Barratt), Henry "Harry" Tudor, Duque de York (Woody Norman), Margaret Tudor (que mais tarde se tornara Rainha dos Escoceses) e Mary Tudor (que, no reinado do seu irmão, se torna Rainha da França) - o que faz com que Lizzie retire o apoio que tanto dava ao reinado do seu irmão no início da série, pois ela tornou-se uma Tudor.

Tal como a sua antecessora, The White Princess é uma série dramática que mostra e acompanha o nascimento de uma dinastia e tudo pelo que precisou de passar para ganhar a glória que conhecemos hoje em dia.

A minha personagem favorita manteve-se, a Elizabeth, que é chamada de Lizzie, veio a mudar imenso desde o primeiro ao último episódio, sendo aquela que mais vai mudando, bem como a sua prima, Margaret "Maggie" Plantagenet (Rebecca Benson), filha do seu tio George (representado por David Oakes em The White Queen) e da sua tia/prima Isabel Neville (representada por Eleanor Tomlinson em The White Queen).

Por outro lado, é possível acompanhar um pouco mais da vida da sua mãe, a Rainha Viúva, que está muito mais velha e mostra a experiência que adquiriu nos anos que passou na Corte, onde chegou sem qualquer noção do que a sua vida se tornaria, tentando guiar a filha para aprender a controlar as situações que lhe vão sendo postas, ainda que para o seu próprio benefício.

Em suma, devo dizer que "The White Queen" me pareceu uma série muito mais dramática e mais madura que "The White Princess", que acaba por ser um tanto quanto mais leve (um pouco pelo teor da época). Gostei de ambas por diferentes razões e aconselho a que vejam a série, deixando o breve aviso de que há cena que podem chocar os espectadores, daí quem não gostar de cenas mais "fortes", talvez não devesse assistir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30
Mar18

Cirurgia plástica aos 15 anos

Olá!

Após algum tempo afastada, decidi partilhar convosco um lado da minha vida muito mais pessoal que qualquer outro. 

Ao longo dos últimos meses, vocês têm vindo a conhecer os meus pontos de vista, as minhas peripécias e os meus gostos pessoais, mas há coisas que uma pessoa simplesmente tende a guardar para si própria, e este assunto é um deles.

Não vos vou contar porque vocês querem mesmo saber, até porque nunca me viram na vida e quem me vê no dia a dia só sabe o quanto necessito desta cirurgia quando eu própria dou abertura para falar do assunto.

Agora podem perguntar-se: então porque é que nos vais contar agora se é um assunto que já deu para entender que detestas falar? É simples, quero partilhar com vocês a minha ansiedade e o susto que tive há uns dias, mais precisamente ontem, dia 29 de março de 2018.

Entrei na puberdade muito mais cedo que outras raparigas, o que fazia de mim um alvo fácil de bullying, mas isso não vem ao caso no momento. O que sim, importa para a história, é que eu vi o meu corpo crescer e desenvolver-se demasiado cedo e de forma extremamente rápida. 

Não sei bem quando realmente começou, ou quando se veio a reparar em algo alertante, que era a incapacidade de comprar soutiens adequados que me fossem servir a longo prazo.

O certo foi que, por volta dos meus 14 anos (por esta altura, no passado ano de 2017), o meu pai insistiu comigo e com a minha mãe para falarmos com a médica que me acompanhava, e após meses de uma larga discussão acerca do facto de eu ter ou não um problema, fomos consultar quem realmente tinha conhecimentos válidos para avaliar a situação.

Lembro-me perfeitamente do dia em que tive que a minha médica viu o que aconteceu e rapidamente constatou algo que o meu pai já havia concluído há que tempos - efetivamente eu tinha uma deficiência nas mamas.

Não chorei. Pelo menos, não me recordo de ter chorado por causa disso. Na altura, eu era da opinião que não tinha problema nenhum e que eu simplesmente tinha um formato diferente e tamanhos que podiam distar muito um do outro, mas que não fazia diferença pois todas as mulheres têm uma mama maior que a outra.

Entretanto fui encaminhada para cirurgia plástica, esperei durante alguns meses e em Agosto fui finalmente à consulta. Falei com a cirurgiã, ela disse que me ia operar numas férias futuras que teria durante o ano e tudo ficaria bem. Explicou o que ia fazer com termos muito técnicos, mostrando onde ia tirar e voltar a por e enfim... resumindo, ia fazer-me uma reconstrução mamária.

Os meses foram passando e nada de me chamarem, foi então que dei por mim a pensar que iria demorar muito a ser operada pois a lista de espera devia ser infindável e cada vez mais existiam pessoas a entrar, sendo elas muito mais prioritárias que eu.

O problema foi ontem. Nunca tive tanto medo, quer dizer, medo não é a palavra correta. Talvez receio, e mesmo assim não consigo descrever realmente aquilo que senti.

Estava a dormir sossegada e a minha mãe foi acordar-me para me comunicar que me tinham chamado para ser operada já nesta segunda-feira de Pascuela. Teria que ir para lá domingo de Páscoa. Deslocar-me-ia ao sítio indicado pelo Hospital para comprar um soutien apropriado para o pós-operatório e a minha mãe ficaria comigo. Instantaneamente enchi-me de nervos, de ansiedade e tentei afastar tudo, mas a diferença foi que isso era mais que impossível. Tinha sido demasiado repentino. Do nada. Eu não me encontrava pronta para enfrentar o bloco operatório e tudo o que viria a partir daí.

Estava eu a mentalizar-me de tudo o que iria suportar nos dias seguintes quando o Hospital voltou a ligar à minha mãe a dizer que a operação afinal não poderia decorrer, pois o Estado tinha emitido um cheque para eu usar no privado, visto que os nove meses de prazo que o Público tinha para me operar tinham expirado.

Chorei. Chorei porque tive que passar pela aflição de ir à faca nos dias seguintes. De ter que confrontar-me com os resultados e as reações de todos os que me rodeiam. De poder enfrentar os mesmos problemas que me indicaram que poderia desenvolver se não fizesse a operação, ainda fazendo-a. Mas acima de tudo, mentalizar-me com a maior rapidez possível que era o momento de fazer aquilo e deixar os meus medos de lado - ainda que eles me governassem por completo. Chorei porque tinha passado por aquela angústia toda para nada. Para me dizerem que ia ter que repetir todos os exames que passei meses a fazer. Para me dizerem que afinal já não seria a minha vez. Para me tirarem aquilo que tinham dado. Senti-me a criança a quem lhe dão um presente para o tirarem depois.

O certo é que após horas de choro, entendi uma coisa. Nunca mais vou passar por isto. Nunca mais vou passar pela angústia de me dizerem que chegou o momento, eu ter que me preparar num espaço de tempo curtíssimo e me dizerem que afinal tudo continuará igual por mais tempo ainda.

Neste momento, para além de estar a escrever este post, estou a investigar o melhor sítio para ser operada. Estando dividida entre uma Clínica no Porto e um Hospital Privado qualquer. Os meus pais vão falar com uns amigos de forma a que eles dêem uma palavrinha a quem eles querem que me opere, o mais eficazmente possível, o mais rápido possível.

Eu tenho 15 anos, sofro de uma deficiência mamária que me pode causar diversos problemas no futuro. Quero ser operada, não pela estética, mas pelos tais problemas. Em breve vou enfrentar o bloco operatório e uma reconstrução mamária. Esta é a minha história.

26
Mar18

O esforço compensa

Olá!

Posso afirmar seguramente que, apesar de ver este segundo período pela rua da amargura relativamente a tudo num geral. E apesar de já estar a desejar que 2017 voltasse com toda a força que tinha presente na minha pessoa, tudo isso foi apagado com o dia de hoje.

Hoje foi um dia de receber testes. Em todas as aulas que tive recebi testes e fiquei surpreendida com muitas das notas. Quer dizer, houve uma ou outra que não foram notas fenomenais, mas ainda assim...

Comecei o dia com uma subida drástica a Português (relativo aos segundos teste dos dois períodos), o que me deixou extremamente contente ao começar o dia. Fui para Matemática e fiquei surpreendida (o teste tinha corrido tão mal que julguei que não fosse suficiente para ter positiva), e depois tudo muito dentro desses valores.

Agora devo confessar e esta tenho que simplesmente compartilhar com vocês porque não estava nada à espera. Tirei o meu primeiro 20 do secundário, e foi mesmo 200/200.

Fiquei surpreendida, e acreditem que estou a rebentar de felicidade. Tive uma subida drástica, e pela primeira vez consegui estar verdadeiramente orgulhosa do meu trabalho, ainda que me recordo de ter dito que me tinha corrido verdadeiramente mal.

Não gosto muito de partilhar notas na internet (acho que deu para entender), mas isto fez-me sentir realizada. 

Enfim, parece que se confirma que o esforço traz os seus frutos.

18
Mar18

O frio e as mães

Estou a ficar adoentada e mete-me nojo, de verdade!

A culpa é, obviamente, minha e completamente minha. 

Sucede-se que sexta-feira decidi quebrar as regras do colégio e usar calças rasgadas (que na realidade tinham um remendo no joelho e dois rasgões pequenininhos na coxa) e uma camisa decotada. Como se já não fosse descapotada o suficiente (não fosse pelo facto de as calças ficarem à meia canela), ainda vesti apenas e somente um casaquinho de cabedal por cima.

A minha mãe e o meu pai bem que me avisaram que ia ficar doente. E, como sempre, o que é que eu fiz? Ignorei-os e enchi-me de razão.

O resultado, entre ontem e hoje já gastei cinco maços de lenços.

Karma really is a bitch.

17
Mar18

Olá? Alguém em casa?

Após mais de um mês, finalmente fiz uma aparição neste lugar que tanto me custou deixar durante este tempo.

Apesar de ainda ter mais um teste e mais duas apresentações, tenho todo o restante trabalho feito, o que me facilita imenso a vida.

A pior semana foi a anterior, nem sei como sobrevivi a tal grau de pressão nos ombros, mas o certo é que consegui fazê-lo.

Assim, cá estou eu de novo. Sentada na minha secretária a beber a minha chávena de chá das cinco (chá de camomila como o habitual. Sou clássica demais para sair disto).

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