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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

31
Dez18

A letter to 2018

Dear 2018,

Já passou um ano desde o dia em que te disse um "olá". Posso dizer que não fomos muito amigos e que, para muito lamento meu, preferia nunca te ter conhecido. Desculpa a sinceridade, mas já conheci outros anos com os quais me dei melhor. Mas bem, eu ambos sobrevivemos 365 dias juntos, portanto temos que estar de parabéns por isso.

Confesso que esperava mais de ti. Desde criança que sabia que, em 2018,  eu teria os meus 16 anos feitos e, portanto, acabei por criar muitas expectativas relativamente a este ano que, como já era de esperar, não se concretizaram.

Ainda assim, devo dizer que me enriqueceste como pessoa de um modo muito valioso e mostraste-me um lado da vida que eu não conhecia, acabando por acompanhar o meu processo de descoberta. Aprendi a lidar com outras dificuldades, aprendi muito sobre mim... graças a ti.

Este ano, meu estimado 2018, foste um dos maiores desafios da minha vida. Viste-me em estado miserável, é um facto, mas mostraste-me como me levantar. Amadureceste-me. Obrigada.

Deste-me primeiras experiências que também nunca vou esquecer e contribuiste para a minha descoberta pessoal e para a minha realização a todos os níveis. Podia ter corrido melhor, mas foi um bom ano.

Assim, obrigada por teres sido uma lição de vida para mim, obrigada por insistires comigo e por me trazeres experiências inesquecíveis. Acima de tudo, obrigada por contribuires para eu me aceitar como sou porque, parecendo que não, tiveste dos maiores contributos nesse campo.

Vejamos o que me trará 2019. Adeus.

29
Dez18

A vida é feita de encontros e desencontros

Sempre fui uma das pessoas que acreditava firmemente que tudo acontecia por um motivo e que, ainda que nem sempre tudo acabasse em bem, tinha que ter acontecido para servir como uma lição de vida ou qualquer outra coisa do género.

Para mim, 2017 foi um ano excelente, ou pelo menos era assim que eu me sentia. Em 2017, eu vivia feliz, tinha um excelente grupo de amigas (que continuamos amigas até hoje apesar das escolas diferentes e dos horários pouco compatíveis), tinha um dos meus maiores sonhos realizados - poder finalmente começar o secundário na área que eu própria tinha escolhido, numa escola onde ia conhecer pessoas novas - mas, acima de tudo, eu estava numa relação complicada que, na minha inocência, me conseguia fazer feliz acima de tudo. Assim foi a minha vida em 2017, até pelo menos ao último trimestre, onde muitos dos meus sonhos iludidos se esfumaram e os meus maiores pesadelos ganharam vida. Lembro-me de acabar 2017 a chorar, como confesso aqui.

Mas 2017 já passou, correto? Afirmativo! A questão foi que eu passei 2018 T-O-D-O a queixar-me com as saudades de 2017. Aos meus olhos, até praticamente ontem, 2018 pouco ou nada me tinha acrescentado de bom, em vez disso era apenas uma espécie de desilusão assalapada. Descobri que o secundário não ia ser nada do que eu esperava, descobri que as minhas relações estavam por um fio, senti-me sozinha.

A questão é, até ontem eu não via 2018 como o que ele realmente é - o final de mais um capítulo. 2018 foi a continuação de 2017, foi o final para tudo o que aconteceu em 2017, foi final de um livro. Por outras palavras, 2017 foi a segunda parte do livro que eu escrevi em 2017 e, ainda tendo um final trágico, eu tenho a noção que vai haver uma sequela onde algumas pontas soltas serão abordadas. Não obstante, houveram situações que tiveram o seu desenlace, não vão voltar a aparecer na sequela deste livro e, se aparecerem, é apenas numa menção qualquer. Não vão ser desenvolvidas, até porque já tiveram o seu final. Acabou. De vez.

Mas de onde é que isto veio tudo? Não foi de uma mera reflexão, ou de um balanço do ano como aqueles que toda a gente faz (e que eu também vou fazer, como é óbvio). Isto veio de algo mais intenso que isso, algo que mudou tudo e me fez tirar conclusões que são como certezas para mim.

Em Setembro, no dia 18, escrevi a última carta para a pessoa na qual me encontrei na tal relação complicada que supostamente tinha durado até janeiro. Pois... digamos que não foi bem isso que aconteceu...

É verdade que nunca mais lhe falei, é verdade que nunca mais falamos e é verdade que eu não tinha o desejo ou sequer a mínima vontade de o fazer. Eu não conseguia ser capaz de falar com a pessoa que vim a descobrir, ao longo dos tempos, o que me fez. Eu, mais uma vez sendo ingénua como era, acreditava que ele fazia de mim a melhor versão de mim, que tinha sido uma espécie de ajuda para eu me encontrar, o que eu venho a desmentir na carta. Mas bem, não vou estar a falar do que está escrito na última carta. O que venho falar é porque é que isto bem à tona logo agora.

Nos últimos dias estava a arrumar umas coisas e encontrei a caixa onde eu guardava todos os poemas que lhe escrevia, todos os textos que lhe escrevia quando precisava de falar com ele mas não o podia fazer e li alguns. Quando os li fiquei chocada com o quão abatida eu estava. Eu estava miserável na altura e não me conseguia libertar dele porque, cada vez que o ia fazer, lá estava ele para me prender de novo. 

Em setembro, quando diz aquele post tudo isso desapareceu, mas não por completo. Eu sentia tudo o que escrevi, o que eu não sentia era a certeza de que se ele algum dia voltasse a entrar na minha vida eu fosse capaz de o recusar. Eu temia voltar para ele e voltar a perder todo o progresso que tinha conseguido fazer.

Ontem, ironicamente, estava no shopping perto de casa dele e, qual não foi a minha surpresa em encontrá-lo por lá. Eu encontrei-o lá e ele reparou na minha presença e falou-me. Eu, como pessoa bem educada, conversei com ele. Até ao momento em que tudo acabou.

Ele começou a falar do triste que foi não ter resultado entre nós e que atirei-lhe à cara coisas que tinha descoberto com o tempo a partir das redes sociais (não stalkeei ninguém, até porque descobri por terceiros que me iam seguindo no Instagram), coisas que magoavam dado o estado em que eu me encontrava enquanto ele estava de boas. Atirei-lhe isso à cara e ele ficou chocado. Ele tentou argumentar e, surpreendentemente falhou.

Ele não estava à espera daquela resposta e, quando me tentou persuadir como sempre fazia, quando falou do não me querer perder e me tentou tocar para me chegar ao sistema, eu fiz algo que nem eu própria esperava. Eu afastei-me. E quando me afastei senti-me chocada comigo mesma. Senti que, pela primeira vez, eu estava no controlo e dei a resposta da qual mais me orgulho - "Tu perdeste-me no dia em que me comparaste a ela e me disseste que eu não tinha personalidade. No dia em que me rebaixaste".

Mas para quê contar isto aqui, sendo tão pessoal para mim? Porque sinto a necessidade de registar isto de fresco em algum sítio onde possa identificar a minha evolução. Isto é a minha evolução. É o upgrade. 2018 foi a transformação.

Em 2017 eu perdi-me, em 2018 fiquei perdida, mas acima de tudo eu aprendi algo e fortaleci-me. E, com este episódio descobri não só que tenho autocontrolo e ideais fixos, mas também que aprendi a lição e cheguei à conclusão que eu nunca mais vou cair na esparrela e deixar-me levar por falinhas mansas.

Perante esta evolução comigo própria, tenho que agradecer às minhas amigas, que me têm vindo a acompanhar neste processo e que não desistiram de mim, mesmo quando era justificável. Ajudaram-me a ganhar força para por o ponto final e para me impor. Ontem fiz aquilo que queria ter feito em junho, cuspi cada palavra que precisava para evidenciar a minha posição, cada palavra que devia ter cuspido na altura.

Eu sou lenta a aprender, demoro muito tempo para aprender as coisas, mas eu aprendo e, em 2018, eu aprendi.

 

27
Dez18

O balanço deste Natal

Apesar de, teoricamente, ter anunciado o meu regresso, não tenho tido dias muito livre e, portanto, tenho que atender ao dever porque cada vez que este chama, eu não posso ignorar!

Esta semana, uma vez mais, o dever chamou por mim, bem como por todos os cidadãos portugueses que comemoram a quadra natalícia. Como já partilhei sem qualquer filtro, cada vez que a minha família se reúne, a coisa tende a correr de forma duvidosa. Dizem que as famílias são todas iguais, que a única coisa que as distingue é a morada. Confesso que gosto de pensar assim.

Mas e então como foi a minha consoada? Pois então, certamente que parecida à vossa! Estão a ver aquele constrangimento dado pelo facto de só nos falarmos em festas de aniversário e coisas que tais? Pois... teria sido algo do género, não fosse a minha família direta constituída por cinco pessoas, tendo por isso, apenas cinco gatos pingados à chuva na consoada.

Não obstante, costumamos sempre ir visitar os nossos outros familiares já de segunda fornada, como eu adoro chamar-lhes. Isto equivale ao facto de ter que despir o meu pijama confortável, vestir das roupas mais clássicas e maravilhosas e chegar lá dando uma de verdadeira Lady da corte inglesa. Lady Carlota Isabel, não vos soa bem? Benditos os meus pais na hora em que me deram um nome todo aristocrático, nem sabem o jeito que me têm dado em horas de maior aperto...

Continuando, sempre que vamos então a casa dos nossos ditos familiares emprestados, a coisa divide-se em aqueles que bebem um copo de vinho ou um cafézinho enquanto falam sobre os filhos e gabam todos os seus feitos - conheçam os homens da família, - aqueles que estão na cozinha a conversar acerca de quem está de baixa, quem deixou de trabalhar, a conduta dos filhos e afins mais variados - conheçam as mulheres da família, - e depois existem os desterrados que simplesmente não se importam minimamente sobre serem tema de conversa - conheçam todos os menores que simplesmente querem que chegue a hora de dormir, de ir abrir as prendas, ou de tirar o vestido extremamente sufocante no qual se encontram. Somos eu e os meus primos, basicamente.

Depois de finalmente causar uma boa impressão e de tecerem comentários como "Ai, está deveras uma senhora" ou "Ai, certamente será uma excelente diplomata", nós os cinco retiramo-nos da residência e vamos para a nossa própria residência.

Agora sim, propriamente na consoada, não sei se vocês passam pela mesma tortura que eu, mas eu venho de uma família bastante tradicional e conservadora das tradições mais antigas e, portanto, como podem calcular o bacalhau e as batatas cozidas são as estrelas do prato. Felizmente para mim (isto porque nem sempre foi deste modo), os meus pais agora dão-me carne ou ovo, o que faz com que eu realmente não tenha que comer qualquer tipo de peixe.

Mas vá, relativamente a prendas que é isso que vocês querem saber. Devo dizer que foi um dos Natais memoráveis pois recebi duas coisas que nunca pensei vir a receber até porque julgava impossível serem dadas de uma vez. 

Assim muito por alto, recebi um computador que tinha pedido num modelo específico, um telemóvel novo (o meu coitadinho já era tão velhinho que estava a dar o berro), uma mala maravilhosa que eu própria escolhi e um casaco que tenho vindo a usar desde que o recebi porque não deu para aguentar a espera. Fiquei surpreendida e feliz, especialmente por ter surpreendida, o que é algo que nunca me tinha acontecido.

Por fim, devo também expressar o meu grau de felicidade por ter recebido duas caixas de Ferrero Rocher e duas caixas de Rafaello porque minha gente, ainda que vos surpreenda, não tinha comido nenhum este ano. Quero poupar porque caraças, têm que me durar algum tempo, não posso comer logo tudo, caso contrário fico com BOLA quando quiser comer mais tarde.

Bem, mas ainda falta a passagem de ano que, convenhamos, não vai ser lá grande coisa mas da qual trarei um mini-relato para vos por a par do quão interessante o Reveillon dos Lopes de Almeida é (sarcasmo rebentando a escala...).

21
Dez18

Geração Morangos

É verdade que já era nascida nesta altura e que cresci com os Morangos com Açúcar, ainda que não tenha visto algumas das temporadas ou que não me lembre de todas elas.

Quando os Morangos com Açúcar apareceram, eu tinha um ano e, como tal, não me lembro de nada e penso que nem sequer via. No entanto, recordo-me perfeitamente de algumas temporadas, nomeadamente das últimas com a Sara Matos e com o David Carreira (temporada 7 e 8, respetivamente). No entanto, não posso dizer que sou propriamente parte da Geração Morangos porque não era adolescente na altura em que decorreram (ou nada que se parecesse).

Agora, anos depois, ando a rever, nomeadamente foi isso que fiz esta manhã toda. É completamente diferente, porque apesar de a vida deles ser muito diferente e até as circunstâncias serem completamente paralelas à minha, vejo tudo com uma perspetiva muito diferente da que via como criança.

E pronto, agora vão sair novos Morangos que eu vou ver (nem que seja para tecer a minha crítica), mas confesso não ter grandes expectativas...

Vamos ver, não é verdade? Quem mais revê de vez em quando e quem mais vai ver quandos saírem os novos?

20
Dez18

Finalmente acabou a escola por este ano

Eu sei que isto soa estranho, mas a verdade para todos os alunos é que a escola finalmente terminou... no que toca a este ano! Mas calma lá que não é este ano letivo!

É bom finalmente ter umas férias para descansar e uns dias para me dedicar a mim mesma e aos meus projetos. Recordo-me de ano passado ter tido apenas uma semana e pouco de férias de Natal, o que mal deu para descansar verdadeiramente (tendo em conta que os restantes tiveram quase três semanas...). Este ano já estive a fazer as contas e tenho duas semanas EXATAS de férias.

Agora também tenho a perfeita noção que, um dia, já não terei esta semana e meia sequer. Já não vou ter nada, talvez folga no dia 24, quem sabe. Mas por enquanto, vou aproveitar que ainda sou "criança" e disfrutar de umas maravilhosas, acarinhadas e tão desejadas e aguardadas férias.

Quem mais está de férias por esses lados?

16
Dez18

A tomada de decisão

Durante estas minhas 16 primaveras, nunca houve um único dia que fosse no qual eu me sentisse tão pressionada como nos últimos tempos. Sinto que desde que cumpri os meus 15 anos que a vida tem vindo a modificar-se, talvez por ter a idade adulta (como muitos consideram) à porta, ou por ter atingido um certo patamar da vida. A minha vida tem-se resumido a diversas escolhas, sendo que apenas posso optar por uma.

Creio que quando crescemos estas situações acabam por acontecer gradualmente, mas desde que setembro começou que levei com uma dose de realidade em cima. Eu já não sou apenas e somente uma menina em crescimento (não invalidando o facto de ainda o ser), eu tornei-me uma mulher com responsabilidades que traçam um futuro. 

Durante estes últimos três meses aprendi imenso sobre mim (mas isso será dito noutro post a sair em breve) como pessoa, e até mesmo como profissional. Confesso nunca ter utilizado mais o email que durante as últimas semanas, seja por projetos escolares (que são, na maioria, a maior causa da utilização do email), seja por projetos pessoais.

Sinto que desabrochei. Pode ser estúpido dizer isto, visto que apesar de estar a cumprir 17 anos em breve (o tempo passa mais rápido que aquilo que julgamos), eu ainda só tenho esta tenra idade. No entanto, eu nunca me senti mais mulher que neste momento.

Enfim, neste momento, vejo-me numa situação em que tenho que tomar uma decisão, tenho que escolher entre dois caminhos e não faço a mínima ideia até que ponto eu poderia desempenhar as minhas funções caso essa fosse a decisão. É complicado ter que escolher tão cedo e ver os impactos que isso me poderia trazer.

Apenas o tempo me fará conseguir decidir, até lá preciso de refletir e creio que ainda tenho algum tempo para o fazer.

 

 

15
Dez18

Um ano e uma semana a tomar chá na blogosfera

Chamem-me desnaturada, eu sei que sou. Tenho estado tão atarefada e tão stressada, com tanto que fazer, que nem tive tempo de pensar propriamente na minha vida em geral. Com isto, acidentalmente perdi o aniversário do blog. Eu sei, sou a "mãe" mais desnaturada, mas eu prometo que não foi, de todo, intencional.

Ainda assim, nunca é tarde demais para fazer a festa de anos, não é verdade? Já há mais de um ano que conheci a blogosfera e há mais de um ano uma das coisas que mais me orgulho nasceu. 

Este último ano definitivamente mudou a minha vida. Conheci pessoas novas, abri alguns horizontes e tornei-me numa pessoa completamente diferente da que era quando comecei. Eu tinha uma perceção do mundo completamente diferente e, após diversos diálogos com o pessoal que me tem vindo a acompanhar (e que eu também tenho vindo a acompanhar), após posts e noitadas que fiz para programações, alterações do design do blog, após apps e apps e mais apps com ferramentas que pudessem ajudar, mas especialmente, após chávenas e mais chávenas de chá que foram tomadas por estas bandas... posso dizer que, com toda a certeza, a Carlota de há um ano atrás não é a mesma Carlota de hoje.

Sinto-me feliz por me ter atirado de cabeça nesta aventrua sem saber bem o que esperar, mas acima de tudo sinto-me muito grata pelo apoio que todos vocês têm vindo a demonstrar durante este último ano.

Dia 8 de dezembro de 2017 foi o dia em que iniciei um novo capítulo da minha vida, e a partir do momento em que escrevi o meu primeiro post, soube que tinha sido a melhor decisão que alguma vez havia tomado.

Obrigada por tudo, porque este ano não teria sido o mesmo se não fossem vocês. Acompanharam todo o processo de transformação e de maturação da vossa Carlota Isabel, aprendi com todos vocês e, por isso mesmo, posso dizer que não houve um único segundo que fosse que me tivesse arrependido.

Uma vez mais, obrigada!

14
Dez18

O regresso ao digital

Após cerca de um mês na clandestinidade, certamente que os meus mais fiéis leitores já se questionavam acerca do meu paradeiro. Mas não têm que se preocupar. Eu estou viva e bem de saúde (quer dizer, pelo menos aparentemente. Sabem como é uma constipaçãozita manhosa aqui e acolá, stress traumático e pressão acumulada... enfim, nada que não se sobreviva, não é verdade?), agradeço a preocupação mas vocês também já sabem como eu sou, ora estou, ora luto para estar, ora me perco, ora desapareço em combate durante tempo indeterminado.

Mas bem, após um primeiro período atribulado (que ainda não acabou minha gente), aqui a Lotinha conseguiu sobreviver e, apesar de ter batido no fundo, conseguiu dar uma de Jon Snow e puxar-se para cima (entendedores entenderão).

Ora muito bem, como me sinto em regressar ao ativo? Muito bem, pois então. É ótimo poder voltar à minha rotina de blogger que, ainda que cansativa, me dá imenso gosto. Já sabem que para além do blog, ando metida noutras andanças que, em breve (espero eu), poderei revelar.

Por enquanto, creio que se poderão contentar com o meu regresso e podem contar que saírão alguns posts a dar-vos alguns updates acerca do último mês e daquilo que está por vir, porque minha gente, está na altura de começar a comprar presentes de natal e a fazer uma retrospetiva do ano!!

 

19
Nov18

E o Natal se avizinha

Certamente não devo ter sido a única que já montou as decorações todas fofas para o Natal, ou pelo menos,  não sou a única a viver numa casa dominada pela magia do Pai Natal, das suas renas compinxas e também de Jesus Cristo e os seus Reis Magos que pronto, são como uma espécie de Pai Natal da altura.

Enfim, cada vez que esta altura se aproxima, a preocupação com o que se vai dar àquele, quanto se vai dar, mas acima de tudo, aquilo que esse nos deu ano passado, que é para não embrulhar e dar de volta (já presenciei uma gafe dessas, beeem cringe). Mas onde quero chegar com isto? Ah, claro. Aos bonitos exemplos que tenho cá por casa, como é mais que óbvio.

A minha mãe anda há cerca de um ano a babar-se pelo "Yes, I Am" da Cacharel. O meu pai, por outro lado, anda a esquivar-se a dar-lhe isso como presente. Numa conversa que tivemos no carro, ele diz que ainda que seja  um "grande apreciador de perfumes", não consegue compreender a insistência da minha mãe em querer gastar tanto dinheiro num perfume que nem sequer é clássico, como o Amor Amor, por exemplo.

E pronto, eu ouço/vejo a minha mãe namorar o desgraçado do perfume e enumerar todas as suas qualidades cada vez que entramos numa perfumaria, mas também ouço/vejo o meu pai a reprovar esse namoro.

Tão cansada desta situação, ajudei o meu pai a arranjar a solução ideal para todos - ele compra-lhe o perfume e gasta menos dinheiro. E como? É simples! Ela não tem que saber se o perfume foi comprado na Sephora ou na Douglas ou na Perfumes e Companhia, ela tem que o ter nas mãos. Por isso, estava eu no outro dia a navegar na internet após ouvir outra palestra acerca do mesmo, quando me deparei com um site que iria agradar a gregos e a troianos - o Perfumes.pt.

Basicamente, este é um site onde podemos encontrar várias oportunidades e várias promoções, que fazem com que a carteira sorria em alívio e continue mais gordinha, mas que ao mesmo tempo nos fazem concretizar aquela fantasia de Carrie Bradshaw (vamos ser honestos, qual a mulher que não tem essa fantasia?). Deiam por lá um saltinho e pode ser que encontrem o vosso negócio da China (admitam lá se não calhava mesmo bem).

E vocês devem estar a perguntar-se "Mas desde quando é que ela se interessa assim tanto pelo bem estar comum?". Desde nunca! Só me preocupo para lhe ir roubar o perfume às vezes, assim bem na clandestinidade. Eu sei, eu sei, sou a filha do ano.

 

18
Nov18

Review | Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald

Ora, ainda que bastante ocupada, arranjei um tempinho para me deslocar ao cinema mais próximo (e o favorito, let's be honest) e ver um filmezinho. Como sabem, filmes e séries têm sido algo ao qual não tenho tido a oportunidade de prestar atenção. No entanto, quando o dever chama pouco ou nada há a fazer para o evitar (pensem na Lyanna Mormont a dizer "And still you refused the call" e logo vão ver se ignoram o dever).

Esta sexta-feira fui à festa de anos de uma das minhas melhores amigas que, por coincidência, é só a maior consumidora de merchandising to Harry Potter do país (incluindo as ilhas, como é mais que óbvio). E claro que, como Potterhead que é e admiradora nº1 da J.K Rowling, o filme escolhido foi Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald.

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que eu nunca vi o Harry Potter (e as minhas amigas dizem que sou uma desgraça nesse campo), no entanto, por muita força delas vi o primeiro filme do Fantastic Beasts e, por muito emocionante que pudesse ter sido, confesso ter adormecido ligeiramente. O que pensei deste filme? Isso é o que terão de continuar a ler para saber.

Assim, trago-vos aqui uma review acerca daquilo que pensei e das reações de uma rapariga que pouco ou nada sobre Harry Potter e que já nem se lembrava do primeiro filme desta saga.

Sinopse: No final do primeiro filme, o poderoso bruxo das trevas Gellert Grindelwald foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander. Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapa da custódia e prepara-se para reunir seguidores a fim de criar bruxos de sangue puro e dominar todos os seres não-mágicos. Num esforço para frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore recruta o seu ex-aluno, Newt. Mas essa missão também testará a lealdade deles à medida que enfrentam novos perigos num mundo mágico cada vez mais perigoso e dividido.

 

A minha opinião:

No primeiro filme pouco ou nada reparei que me fizesse pensar diretamente no universo do Harry Potter. Durante este filme, senti-me ligeiramente confusa (ainda que me tenha preparado adequadamente para isto, decorando as quatro casas diferentes), não fazia a mínima ideia se isto se passava antes ou depois do Harry, ou de que casa é que eram as personagens. Um momento cómico foi ver a emoção das minhas amigas ao "gritarem" quando viram Hogwarts e eu sem saber o que é que aquilo era sequer.

Mas bem, aquilo que pensei durante o filme? Na minha pobre e miserável opinião de quem pouco ou nada percebe de cinema, eu diria que este filme está a léguas de distância do seu anterior. Numa saga, há variadas vezes em que as adaptações vão piorando gradualmente e, ainda que não tenha lido os livros, sei que foi muito mais interessante. Não senti sono uma única vez, e fiquei concentradíssima no enredo.

Acabou naquilo que, traduzido para português, é um penhasco. Termina com uma revelação chocante que muda o rumo da história que conhecemos. Creio que durante as duas horas e treze minutos que acompanhamos, nunca ninguém se lembraria sequer daquela reviravolta. Está brilhante, sublime e, fez-me considerar, pela primeira vez, ver o Harry Potter.

Se isto se passa antes ou depois? Bem, quem viu o Harry Potter já sabe e, para quem não viu, vejam para saberem. Porque eu não caio na mesma asneira da minha amiga, que me contou praticamente tudo.

 

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