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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

28
Abr18

Último dia com 15 anos

Carlota

Olá!

É oficialmente o meu último post com 15 anos, pois daqui a umas horas vou fazer os meus 16. 

Toda a minha vida, ou melhor, durante o meu crescimento sempre sonhei em ter 16 anos. Lembro-me de ver o glamour dos 16 anos presente em novelas, em séries de televisão, em filmes, e até em músicas (basta ouvir Taylor Swift, ou algumas da Katy Perry, e vendo os videoclips então...). Tudo isso criou em mim uma imagem do que seriam os meus 16 anos.

Lembro-me de também sonhar em fazer 13 anos, e no entanto, não foram nada de especial. Na realidade, eles integraram uma fase bastante difícil da minha vida, que se afastava do glamour que eu via na televisão e que lia nos livros.

Sei agora, com toda a clareza, que todo o o glamour não passa de ficção que nos leva a consumir compulsivamente. Os 16 anos das séries de televisão da Disney são uma ilusão que leva milhões de adolescentes a desejarem tornar a sua própria vida naquilo que viram, apesar de isso ser impossível de recriar porque não retrata a vida real, o mundo em si.

Se estou ansiosa para os meus 16 anos? Tal como estava ansiosa para o Secundário, cheguei a estar ansiosa para o meu aniversário, há muito tempo atrás.

Um facto sobre mim é que eu odeio fazer anos. Ano passado lembro-me de estar atarefada a organizar tudo, foi o único aniversário em que realmente fiquei feliz, mas na verdade, agora que penso bem, não foi tanto assim. Não me lembro de mais de metade da minha festa porque estive completamente embriagada, e não por diversão, posso garantir.

Eu desprezo aniversários. Os meus, para ser mais específica. Eu adoro celebrar com os outros, mas eu própria, desprezo o meu aniversário. É um dia comum e igual a todos os restantes que integram um ano. 

Ano passado acordei feliz no dia dos meus 15 anos e acabei o dia caída. Este ano, não sei que esperar. A única coisa que espero é outro dia dos muitos (espero eu) que fazem parte da minha vida.

Vamos ver-nos quando tenha 16 anos?

21
Abr18

#2 Pouco a Pouco | As primeiras duas semanas

Carlota

Olá!

Após as primeiras duas semanas de dieta (estamos perto da terceira), já posso começar a dar o feedback da coisa, pois já ando nisto há meio mês (sim, sou daquelas que sente estas duas semanas como se fossem dois meses ou até anos)!

Confesso que já comi algumas gordices, mas eu tenho conseguido eliminá-las (especialmente nesta última semana, que foi feita de todo um exercício físico exagerado), o que acaba por não se refletir nos números que se representam na balança (ou pelo menos eu é que não noto).

Assim, é com grande alegria que divulgo que os resultados estão a começar a aparecer! Fico feliz sempre que a balança me dá boas notícias (quem não?), mas tenho consciência que não me posso desleixar e que ainda há um grande caminho a percorrer, não tão rígido como agora, mas isto é um compromisso para a vida toda!

A minha alimentação mudou drasticamente, o que se tem vindo a refletir nas opções que tomo e sinto-me bastante 'desintoxicada', se é que isso faz sequer sentido. Tenho-me tornado mais consciente do facto de a minha alimentação não ter sido sempre a melhor, o que eu desconhecia.

Então é por isso que decidi anunciar que consegui perder 2kg durante este tempo. Pode não ser muito, mas significa muito para mim e fico bastante satisfeita e feliz com isso.

Enfim, agora é manter, não é verdade?

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05
Abr18

Sou uma pequena consumista

Carlota

E sou admitida!

Desde pequena que "compras" é o meu nome do meio. Compras, compras, compras! Eu adoro ir às compras, especialmente se for com o dinheiro dos meus pais (porque gastar do meu é outra história bastante diferente).

A minha mãe decidiu cancelar os planos para amanhã e ficar em casa, o que significa que aqui a Carlota terá um dia no seu habitat natural. Gastar dinheiro, comer fora... e rezemos para que não se vá a dieta pelos ares (mas isso já é outra história).

Infelizmente, uma vez tive que voltar do shopping com a minha shopping buddy (o meu pai não nos pode vir buscar) e basicamente eu tinha tantos sacos que tive que os enfiar uns dentro dos outros (e eles acabaram por rasgar, e foi grande confusão), de forma a conseguir entrar no metro e ocupar menos espaço. Conselho: não me deixem sozinha na Springfield... ou na Tiffosi... ou na Zara... ou na Mango... ou na Sephora... ou na Kiko... basicamente qualquer loja!

Definitivamente, eu estou tão pronta para amanhã! E a melhor parte? É que é compras fora da cidade. Vejamos se será um bom dia de compras ou não.

Como dizia muito corretamente a Rainha Blair Waldorf de Upper East Side: "Quem quer que tenha sido aquele a dizer que o dinheiro não compra a felicidade, não sabia onde ir fazer compras".

Enfim, vou dar uma pausa ao meu pequeno lado consumista, porque quando ele sai, é difícil de conter, especialmente nesta altura do ano!

04
Abr18

O que tenho andado a ver

Carlota

Olá!

Nos últimos tempos, e especialmente nestas férias, comecei/retomei algumas séries, então resolvi fazer uma pequena lista das séries que tenho visto nas passadas semanas, cada vez que tive tempo para tal.

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|| Pretty Little Liars ||

 

Pretty Little Liars... eu e PLL temos uma relação interessante. Isto porque vi o primeiro episódio uma vez, e simplesmente parei porque detestei. Depois, passado uns meses, as minhas amigas convenceram-me a rever e eu lá me rendi. As minhas férias foram passadas a ver PLL, The 100, Shadowhunters, e mais tarde, Teen Wolf. Só que acabei por deixar de ver de novo, e esta é a primeira vez em meses que lhe estou a pegar.

Sabe bem ouvir as doidices da Hanna Banana de novo, aconselho a quem ainda não viu.

|| Gossip Girl ||

 

Outro caso semelhante ao de PLL, exceto pelo facto de Gossip Girl ser um programa de lazer. Eu vejo Gossip Girl quando estou triste, quando deito as garras de fora, ou simplesmente quando me quero divertir, e convenhamos é que é impossível não se divertir com a nossa Queen B do coração.

Outra série que recomendo a ver, e que é talvez a mais icónica e imortal das que vou apresentar aqui.

|| Isabel ||

 

 

É uma série histórica que fala sobre a Rainha Isabel I de Castela e que a acompanha desde pequena, até à sua morte.

Ainda não vi tudo, estou neste momento a acabar a segunda temporada, e confesso que ver a série foi das melhores coisas que já fiz.

|| The Tudors||

 

Não sei se vou continuar a ver, mas vi dois episódios até agora e pareceu razoável. No entanto, não acho nada de fantástico.

|| Victoria ||

 

Outra série história. Só vi o primeiro episódio, mas só a forma como foi escrito e desenvolvido já me fez ter a certeza que será a próxima série que acompanharei assim que acabar a Isabel.

 

 

 

03
Abr18

O mundo perante os olhos de uma adolescente

Carlota

O dia começa às 07:00 com a voz da minha mãe a acordar-me. Às 07:10 é hora do pequeno-almoço, uma torrada e uma chávena de chá. Lavar os dentes, vestir o casaco, pegar na mochila e estou fora de casa.

Ruas em movimento. Uma das cidades mais movimentadas em Portugal levanta-se cedo, talvez muito mais cedo que eu própria. As pessoas passam, mas ninguém diz bom-dia. Em vez disso, movem-se com pressa para chegar onde quer que tenham de chegar àquela hora, olham para o chão calmamente ou simplesmente põem os fones nos ouvidos e desligam-se do mundo.

O vento bate-me na cara. Se há dias em que sabe bem, há outros que me faz impressão. Mas eu própria não tenho muito tempo para pensar em qualquer coisa, exceto o facto de ter que correr porque dessa forma perderia o autocarro - o que não seria um grande problema porque posso apanhar praticamente qualquer um, e caso não me apeteça, peço ao meu pai que me leve de carro quando deixar a minha irmã.

No autocarro, outro sítio monótono. Apenas ouvimos aquele barulho de fundo de campainha, que vai tocando de vez em quando. Às vezes há muita gente, outras vezes nem tanto. Para mim é quase igual, a única diferença é que num dia me posso sentar e evitar qualquer incómodo ligado a apalpões indesejados de desconhecidos (porque, infelizmente, já passei pela experiência mais que uma vez em pleno autocarro), nos outros tenho que ficar de pé, agarrado onde quer que consiga para evitar quedas estúpidas e completamente fatais, já que andar de vestido e saia uma boa parte dos dias não é propriamente fácil.

Algo que entendi com andar de autocarro é que há sempre um grupo de velhotas que adora cuscuvilhar, um grupo de amigos que vai para a mesma escola, os que falam ao telemóvel com alguém (abençoada seja a pessoa que lhes atende àquela hora da manhã), e aqueles que, como eu, não tem amigos como companhia e se encontram sozinhos a olhar para as ruas que já tão bem conhecem, à espera que chegue o momento de carregarem no botãozinho e sair nas paragens.

Confesso que este é um momento que anseio cada vez que vejo o autocarro aproximar-se. Não gosto de andar por lá. Sinto que tenho demasiados olhares em cima, e definitivamente, por mais que tente, não consigo tirar os ouvidos e deixar de ouvir certas conversas, especialmente quando o tema são pessoas que eu conheço.

Assim, quando saio do autocarro e o som dos saltos é causado pelo passeio, sinto-me mais aliviada. Mas é um alívio que não dura lá muito, há sempre pessoas que me seguem pelo mesmo caminho (ainda que eu tenha sido a primeira a usá-lo e não pretendo deixá-lo para ir pelo caminho da enorme, dolorosa subida fatal, mais uma vez, por ser a rua principal), uma rua recatada que é um atalho para o local onde vou ter que passar o resto do dia. Geralmente essas pessoas são constituídas por três grupos - as contínuas, as divas cujos pais não querem saber minimamente de onde andam, logo estão a falar dos rapazes com quem já estiveram até à data, e os rapazes, não aqueles de que elas falam, mas sim aqueles que são amigos delas, mas que preferem ter uma conversa de homens.

Admito que algumas crónicas poderiam dar um livro de comédia para adolescentes de hormonas aos saltos e cujo único objetivo é estar com o máximo de pessoas possível até ao final do secundário, como se isso lhes fosse servir como um passe para a glória na Faculdade.

Mais uma vez, tento caminhar mais rápido para ir à frente e não ter que as ouvir, mas há dias em que estou demasiado cansada e acabo por optar ficar para trás, ainda que corra o risco de por acaso ouvir qualquer coisa que não seja do meu agrado.

As raparigas continuam, abanando as suas ancas propositadamente de forma a atrair os olhos da próxima "vítima", os rapazes param num beco que me dá arrepios só de passar por ele, com o único propósito de fumar, alguns tabaco, outros fumam os charros, outros bebem um bocadinho para começar o dia. É estranho pensar que uns quantos já foram meus colegas de escola, e que agora parecem estranhos.

Finalmente chego aos semáforos, corro o mais rápido possível para passar pela passadeira a tempo, e finalmente aproximo-me do meu destino final. Tiro o cartão, passo-o e digo bom-dia ao porteiro sorrindo-lhe, não porque sou falsa, mas porque sou sincera.

Continuo a caminhar até ao sítio onde terei aulas, após subir as infindáveis escadarias do sítio arcaico (que toda a gente concorda que necessita de uma renovação, já que uma parte foi renovada, mas que o restante continua com o mesmo aspeto de há 80 anos atrás).

Caminho pelo longo corredor, alguns alunos encontram-se já sentados, mas ninguém da minha turma. Sento-me perto da porta, ou simplesmente fico em pé, encostada à parede, saco o telemóvel e ligo ao meu pai. Só para dizer que cheguei bem. Fico à espera que alguém chegue, enquanto estou no Instagram a ver as novidades, até que começam a chegar. Dizemos pouco mais que bom-dia, e apenas quando os corredores se começam a encher, começamos a falar com aqueles que vão chegando, acerca de um assunto qualquer que esteja na berra, seja pelo vídeo que ficou viral no Colégio nos últimos dias, seja pelas novidades que estão na berra.

A campainha toca. Pegamos nas mochilas ainda a contragosto e vamos para a sala de aula, como se esse fosse a forca, sentamo-nos por ordem alfabética (aldrabando sempre que possível), aí instala-se a feira. Uns esqueceram-se de colocar os telemóveis em cima da mesa à entrada, o professor não começa a aula (mesmo querendo começar), o barulho toma conta da sala.

E este mesmo processo repete-se ao longo dos tempos da manhã. Quando toca para o almoço vamos a correr, mesmo sendo proibido correr nos corredores. Há regras que foram feitas para ninguém as cumprir, ainda que devêssemos.

A fila cresce, uns passam à frente, outros (e esses são poucos) são honestos, mas esses contam-se com os dedos de uma mão, não passam à frente e enfrentam a sua posição com a cabeça levantada (muitas vezes para apanhar a melhor net possível, o que é uma tarefa complicada).

Eu fico com os meus amigos, somos um grupo relativamente grande. Demasiadas raparigas para contar e quatro/cinco rapazes, que podem ou não ficar connosco. Falamos dos tempos que passámos no passado, com outros amigos que temos no coração (ainda que gostemos muito uns dos outros, aqueles serão sempre os amigos de quem gostamos mais), fazendo-nos relembrar os bons momentos.

Ao aloço reunimo-nos todos na mesma mesa, piadas átoa e fotos horríveis para o countdown do aniversário que está a meses de acontecer. Eu não como muito ao almoço, não gosto da sopa da escola, a fruta não tem lá grande cara, e não me apetece comer tomate pouco maduro, então fico só pelo prato principal, que acaba por não ser lá muito tocado.

Acaba-se o almoço e aproveitamos o resto do tempo a fazer qualquer coisa, podemos ir sair, ou então ficamos na escola num sítio qualquer. Por vezes no campo, por vezes num dos vários bancos, outras na esplanada ou no interior do bar mesmo.

A campainha toca. Malditas aulas de novo. Todo o processo anterior se repete mais uma vez, e após ameaças de sairmos mais tarde do que é suposto, acabamos por sair à hora estipulada.

Eu saio com as minhas amigas. Se o meu pai me vier buscar, dá boleia a uma amiga minha que vive relativamente perto de nossa casa. Se ele não vier, eu fico à porta a falar com uma parte do grupo, fazemos um círculo e falamos de coisas random. Estar com os meus amigos faz-me rir e deixar os pensamentos que assombram muitas vezes nas aulas, inclusive quando adormeço devido ao cansaço. Mais tarde ou mais cedo, acabamos por nos despedir e eu apanho o autocarro, passando por um drama completamente diferente do da manhã.

Cada vez que apanho o autocarro à tarde, deixo passar o primeiro, e por vezes o segundo, de forma a estar em paz. Consigo sempre um lugar onde não vou ter que passar pelas frustrações mundanas de andar de autocarro, é uma viagem de paz e relaxamento acompanhada dos meus pensamentos, que apesar de maioritariamente serem tranquilos, por vezes transformam-se nos esqueletos que escondo no armário (que vão ganhando mais e mais companhia à medida que os dias passam) e isso dá-me vontade de correr para casa e tomar um banho a pensar em tudo isso, e por vezes fazer uma mistura de água salgada e água potável que passa pelo meu corpo.

Com este post, altamente deprimente, posso garantir que não é a rotina de todos os dias, mas de dias como o de hoje. Simplesmente, foi um dos piores dias do ano, mas longe de ser tão mau como outros que já passaram.

Fico triste. Triste porque as pessoas já não querem saber. Cada vez mais nos tornamos mais frios em relação às situações atuais, tantos são os casos que vemos hoje em dia na televisão. O conflito em Espanha, o terrorismo islâmico, o racismo no EUA, a possível guerra iminente entre os EUA e a Coreia do Norte. Existem outros exemplos, mas ninguém quer saber o suficiente.

Fico triste. Triste porque as pessoas são falsas. Sorriem-nos para nos espetarem facas e nos atirarem pedras nas costas. E eu sinto, e eu sei. Sei que todos os dias em que vou para a escola me fazem isso.

Fico triste. Triste porque as pessoas são hipócritas, e o pior, é que eu sou também. Sou hipócrita por criticar o facto de os outros não quererem saber e serem falsos, quando eu também sou assim. Está tão entranhado no ser humano da sociedade de hoje. Eles dizem mal de nós, e nós sabemos, mas fazemos o mesmo. Criticamos que o outro olha para o lado, mas a realidade é que a política de jogar em dois lados é a melhor possível, ou então sair neutro é ainda melhor para todos.

Fico triste. Triste porque não nos respeitamos. Enxuvalhar os outros parece que se tornou em algum tipo de divertimento qualquer, tipo o programa de família de Domingo.

O mundo está cada vez mais a afastar-se. Cada vez mais nos tornamos hipócritas, falsos, céticos, e tantas outras coisas. O mundo está a apodrecer e todos somos responsáveis.

A perspetiva do mundo nos olhos de um adolescente de 15 anos. Um dia na sua pele.

02
Abr18

#1 Pouco a Pouco | Introdução

Carlota

Olá!

Hoje, por alma do Diabo (que arda no Inferno), tive que sair da cama às 09:00, despir o meu pijaminha quentinho, vestir-me, andar à batatada com o meu cabelo (já me arrependi de ter feito tranças anteontem), e sair em pleno dia de chuva com o intuito de ir ao Hospital.

Tal como já referi anteriormente, estou num processo de perda de peso, o meu problema é duas simples coisinhas bem básicas - não está a resultar muito bem e a motivação e a euforia do início do ano já passaram (os problemas das realizações do novo ano).

Assim, quando fui à pediatra este ano, ela encaminhou-me para a nutrição, já que para além de precisar de perder peso, tenho mesmo que o perder por questões de saúde maior.

Ora, lá foi a Carlota à consulta da nutrição com o pai. Pesou-se e tal, e até ficou surpreendida com o peso que tinha, já que a semana que passou foi cheia de descuidos alimentares (em 7 dias, comi 4 vezes fora, uma por cada dia, e em casa não foi melhor).

Tendo posto isto, fui atendida por duas médicas muito simpáticas (graças à santa, pelo menos isso) que me lançaram o desafio de perder 1kg por mês (eu penso que perco mais à vontadinha, mas pronto. Há que começar pela mó de baixo).

Fizeram-me um planinho alimentar e tudo (o que é interessante, pois parece que os nutricionistas fogem à palavra dieta, quando o próprio paciente sabe o que aquilo realmente é)!

Agora, eu sei que parece que estou sem vontade nenhuma (eu própria pensaria isso se me visse a mim própria), mas a verdade é que vontade eu tenho, para dar e vender! O problema é que não tenho motivação e não acredito mesmo que vou conseguir tal proeza. 

Mas vamos indo, vamos vendo! Durante este processo duro, vou obrigar-me a mim mesma a partilhar aqui os meus descuidos (enquanto me escanizo em público e mostro o quão pessoa sem domínio próprio sou), pode ser que cometa menos.

Por isso, vão ter que aturar uma Teenage Girl Biggest Loser Winner wanna be durante uns tempos.

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31
Mar18

The White Queen & The White Princess | Review

Carlota

Olá!

Durante estes tempos mais parados estive a ver duas mini-séries que devo dizer que adorei!

Sempre fui mais virada para o supernatural e para a fantasia, mas no momento, ando completamente viciada em séries históricas, e estas não são exceção.

Indo por partes, vou proceder à minha review por ordem cronológica, ou seja, começando com The White Queen e passando, em seguida, à sua sequela The White Princess.

The White Queen é uma mini-séries produzida pela BBC no ano de 2013, sendo premiada com três Globos de Ouro e um Emmy (entre outros prémios de menor calibre) no ano seguinte. Foi inspirada por um dos livros da saga "The Cousin's War", escrito por Philippa Gregory, que nos remete para a época da Guerra das Rosas, disputada pelos York e pelos Lencastre, rosa branca e rosa vermelha, respetivamente.

A série acompanha a vida de Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson) desde que se torna viúva de John Grey, um apoiante da rosa vermelha, ou seja, dos Lencastre, até que se torna a Rainha Viúva Elizabeth (Dowager Queen Elizabeth ou Dame Grey).

Elizabeth Woodville aparece como uma viúva desamparada pela guerra com dois filhos por criar, Thomas e Richard Grey. Começa com ela a esperar pelo "usurpador" Rei Edward IV (Max Irons), de forma a mendigar-lhe pelas terras onde vivia com o seu marido, que havia falecido a lutar pelos Lencastre, em batalha.

De imediato, o Rei apaixona-se pela sua beleza e pede-lhe que faça o caso chegar até ele por escrito, que o mesmo tratará de lhe devolver o que procura.

 Após esse mesmo primeiro encontro, Edward fica cheio de desejo de Elizabeth, casando-se com ela e fazendo-a sua Rainha Consorte, o que desagrada a corte Yorkista, especialmente a sua mãe, Cecily, Duquesa de York (Caroline Goodall), e o seu primo, Richard Neville, Conde Warwich (James Frain) e o Kingmaker (Fazedor de Reis) da época. já que ela é uma plebeia, mais velha, com filhos e que fazia parte da Casa de Lencastre, já que a sua mãe, Jacquetta Rivers (Janet McTeer) havia sido dama de companhia da Rainha Margaret de Anjou (Veerle Baetens).

Ao longo da série, vamos assistindo a um contraste de lados e como se muda de lado tão facilmente. Transmite-nos intriga, drama, mas acima de tudo, os sentimentos que as personagens históricas devem ter sentido (claro que muito provavelmente no sentido mais romantizado da coisa).

Apesar das críticas positivas de que foi alvo, existe uma polémica em torno da mesma - o famoso incesto relativamente a Elizabeth de York (Freya Mavor) e Richard, Duque de Gloucester (Aneurin Barnard). É romantizado, ainda que não houvesse qualquer prova evidente de que a situação se tinha passado realmente, o que enfureceu os mais rigorosos a nível de veracidade histórica.

Acerca da série, eu fiquei furiosa com certas personagens, começando por amá-las e acabando a detestá-las. Todas elas são modeladas, todas sofrem alterações desde o início até ao fim. As que manifestaram uma mudança mais notável, foram no entanto, a própria Elizabeth Woodville e a sua cunhada, Anne Neville (Faye Marsay).

No entanto, a minha personagem favorita desta série é, sem dúvida alguma, uma das que menos aparece e que se revela apenas nos episódios finais como uma mulher crescida, a primogénita do casal central, Elizabeth de York.

E é pegando na minha adoração por esta personagem, que passarei à próxima série, na qual ela é a personagem principal.

The White Princess, é tal como The White Queen, uma adaptação de um livro escrito por Philippa Gregory, e que relata o fim da Guerra das Rosas e o começo da Era Tudor, uma das mais célebres da História Inglesa. Foi produzida em 2017 e teve uma renovação de elenco, apenas permanecendo-se Caroline Goodall como Cecily, Duquesa de York.

A série começa com o término de "The White Queen". Após a vitória de Tudor em Bosworth, Elizabeth de York (Jodie Comer) deve deslocar-se juntamente com a sua família (à exceção de Richard, Duque de York) para Londres, onde conhecerão o novo Rei de Inglaterra e futuro marido de Lizzie, Henry Tudor (Jacob Collins-Levy).

Apesar de o casamento de Lizzie e Henry estar arranjado com o propósito de acabar com a Guerra das Rosas de vez, juntando os lados oponentes num mesmo trono, a Inglaterra continua dividida, sendo em maioria uma país Yorkista, o que desagrada os Tudor e deixa a posição de Henry na "corda bamba".

Ainda que Lizzie esteja destinada a ser Rainha da Inglaterra, tal como a sua mãe um dia fora, esta não se mostra flexível e obediente, planeando e desejando colocar o seu irmão, Richard, no trono e restaurar a dinastia York, que se encontrava em pedaços no momento.

Todo este espírito "selvagem" enfurece Margaret Beaufort (Michelle Fairley), uma fanática religiosa que conspirou diversos anos contra os York, e que é a mãe do Rei, tendo vivido a sua vida desde que o deu à luz, com o intuito de o fazer Rei da Inglaterra, pois como a ouvimos dizer durante "The White Queen", essa era a vontade de Deus!

Assim, perante a rivalidade entre nora e sogra, surge a Viúva mais emblemática da Corte, Elizabeth Woodville (Essie Davis), que vê no casamento da sua filha uma forma fácil de colocar o seu filho, e legítimo herdeiro do trono inglês, no sítio onde este deve estar.

Durante a série, vamos ver conspirações contra Tudor, inclusive uma vinda do outro lado do Oceano, mais especificamente da Corte de Margaret de York, Duquesa da Borgonha (Joanne Whalley), ao vermos o aparecimento do Perkin Warbeck, suposto Princípe Richard, antigo Duque de York (Patrick Gibson) que vem, com o apoio dos escoceses, deitar Tudor abaixo e reinstituir York.

A este ponto, já muito tempo passou, e Henry e Lizzie estão mais próximos que nunca, para a desgraça de ambas Margaret Beaufort e Elizabeth Woodville. O casal já tem quatro filhos legítimos, - Arthur Tudor, Príncipe de Gales (Billy Barratt), Henry "Harry" Tudor, Duque de York (Woody Norman), Margaret Tudor (que mais tarde se tornara Rainha dos Escoceses) e Mary Tudor (que, no reinado do seu irmão, se torna Rainha da França) - o que faz com que Lizzie retire o apoio que tanto dava ao reinado do seu irmão no início da série, pois ela tornou-se uma Tudor.

Tal como a sua antecessora, The White Princess é uma série dramática que mostra e acompanha o nascimento de uma dinastia e tudo pelo que precisou de passar para ganhar a glória que conhecemos hoje em dia.

A minha personagem favorita manteve-se, a Elizabeth, que é chamada de Lizzie, veio a mudar imenso desde o primeiro ao último episódio, sendo aquela que mais vai mudando, bem como a sua prima, Margaret "Maggie" Plantagenet (Rebecca Benson), filha do seu tio George (representado por David Oakes em The White Queen) e da sua tia/prima Isabel Neville (representada por Eleanor Tomlinson em The White Queen).

Por outro lado, é possível acompanhar um pouco mais da vida da sua mãe, a Rainha Viúva, que está muito mais velha e mostra a experiência que adquiriu nos anos que passou na Corte, onde chegou sem qualquer noção do que a sua vida se tornaria, tentando guiar a filha para aprender a controlar as situações que lhe vão sendo postas, ainda que para o seu próprio benefício.

Em suma, devo dizer que "The White Queen" me pareceu uma série muito mais dramática e mais madura que "The White Princess", que acaba por ser um tanto quanto mais leve (um pouco pelo teor da época). Gostei de ambas por diferentes razões e aconselho a que vejam a série, deixando o breve aviso de que há cena que podem chocar os espectadores, daí quem não gostar de cenas mais "fortes", talvez não devesse assistir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30
Mar18

Cirurgia plástica aos 15 anos

Carlota

Olá!

Após algum tempo afastada, decidi partilhar convosco um lado da minha vida muito mais pessoal que qualquer outro. 

Ao longo dos últimos meses, vocês têm vindo a conhecer os meus pontos de vista, as minhas peripécias e os meus gostos pessoais, mas há coisas que uma pessoa simplesmente tende a guardar para si própria, e este assunto é um deles.

Não vos vou contar porque vocês querem mesmo saber, até porque nunca me viram na vida e quem me vê no dia a dia só sabe o quanto necessito desta cirurgia quando eu própria dou abertura para falar do assunto.

Agora podem perguntar-se: então porque é que nos vais contar agora se é um assunto que já deu para entender que detestas falar? É simples, quero partilhar com vocês a minha ansiedade e o susto que tive há uns dias, mais precisamente ontem, dia 29 de março de 2018.

Entrei na puberdade muito mais cedo que outras raparigas, o que fazia de mim um alvo fácil de bullying, mas isso não vem ao caso no momento. O que sim, importa para a história, é que eu vi o meu corpo crescer e desenvolver-se demasiado cedo e de forma extremamente rápida. 

Não sei bem quando realmente começou, ou quando se veio a reparar em algo alertante, que era a incapacidade de comprar soutiens adequados que me fossem servir a longo prazo.

O certo foi que, por volta dos meus 14 anos (por esta altura, no passado ano de 2017), o meu pai insistiu comigo e com a minha mãe para falarmos com a médica que me acompanhava, e após meses de uma larga discussão acerca do facto de eu ter ou não um problema, fomos consultar quem realmente tinha conhecimentos válidos para avaliar a situação.

Lembro-me perfeitamente do dia em que tive que a minha médica viu o que aconteceu e rapidamente constatou algo que o meu pai já havia concluído há que tempos - efetivamente eu tinha uma deficiência nas mamas.

Não chorei. Pelo menos, não me recordo de ter chorado por causa disso. Na altura, eu era da opinião que não tinha problema nenhum e que eu simplesmente tinha um formato diferente e tamanhos que podiam distar muito um do outro, mas que não fazia diferença pois todas as mulheres têm uma mama maior que a outra.

Entretanto fui encaminhada para cirurgia plástica, esperei durante alguns meses e em Agosto fui finalmente à consulta. Falei com a cirurgiã, ela disse que me ia operar numas férias futuras que teria durante o ano e tudo ficaria bem. Explicou o que ia fazer com termos muito técnicos, mostrando onde ia tirar e voltar a por e enfim... resumindo, ia fazer-me uma reconstrução mamária.

Os meses foram passando e nada de me chamarem, foi então que dei por mim a pensar que iria demorar muito a ser operada pois a lista de espera devia ser infindável e cada vez mais existiam pessoas a entrar, sendo elas muito mais prioritárias que eu.

O problema foi ontem. Nunca tive tanto medo, quer dizer, medo não é a palavra correta. Talvez receio, e mesmo assim não consigo descrever realmente aquilo que senti.

Estava a dormir sossegada e a minha mãe foi acordar-me para me comunicar que me tinham chamado para ser operada já nesta segunda-feira de Pascuela. Teria que ir para lá domingo de Páscoa. Deslocar-me-ia ao sítio indicado pelo Hospital para comprar um soutien apropriado para o pós-operatório e a minha mãe ficaria comigo. Instantaneamente enchi-me de nervos, de ansiedade e tentei afastar tudo, mas a diferença foi que isso era mais que impossível. Tinha sido demasiado repentino. Do nada. Eu não me encontrava pronta para enfrentar o bloco operatório e tudo o que viria a partir daí.

Estava eu a mentalizar-me de tudo o que iria suportar nos dias seguintes quando o Hospital voltou a ligar à minha mãe a dizer que a operação afinal não poderia decorrer, pois o Estado tinha emitido um cheque para eu usar no privado, visto que os nove meses de prazo que o Público tinha para me operar tinham expirado.

Chorei. Chorei porque tive que passar pela aflição de ir à faca nos dias seguintes. De ter que confrontar-me com os resultados e as reações de todos os que me rodeiam. De poder enfrentar os mesmos problemas que me indicaram que poderia desenvolver se não fizesse a operação, ainda fazendo-a. Mas acima de tudo, mentalizar-me com a maior rapidez possível que era o momento de fazer aquilo e deixar os meus medos de lado - ainda que eles me governassem por completo. Chorei porque tinha passado por aquela angústia toda para nada. Para me dizerem que ia ter que repetir todos os exames que passei meses a fazer. Para me dizerem que afinal já não seria a minha vez. Para me tirarem aquilo que tinham dado. Senti-me a criança a quem lhe dão um presente para o tirarem depois.

O certo é que após horas de choro, entendi uma coisa. Nunca mais vou passar por isto. Nunca mais vou passar pela angústia de me dizerem que chegou o momento, eu ter que me preparar num espaço de tempo curtíssimo e me dizerem que afinal tudo continuará igual por mais tempo ainda.

Neste momento, para além de estar a escrever este post, estou a investigar o melhor sítio para ser operada. Estando dividida entre uma Clínica no Porto e um Hospital Privado qualquer. Os meus pais vão falar com uns amigos de forma a que eles dêem uma palavrinha a quem eles querem que me opere, o mais eficazmente possível, o mais rápido possível.

Eu tenho 15 anos, sofro de uma deficiência mamária que me pode causar diversos problemas no futuro. Quero ser operada, não pela estética, mas pelos tais problemas. Em breve vou enfrentar o bloco operatório e uma reconstrução mamária. Esta é a minha história.

26
Mar18

O esforço compensa

Carlota

Olá!

Posso afirmar seguramente que, apesar de ver este segundo período pela rua da amargura relativamente a tudo num geral. E apesar de já estar a desejar que 2017 voltasse com toda a força que tinha presente na minha pessoa, tudo isso foi apagado com o dia de hoje.

Hoje foi um dia de receber testes. Em todas as aulas que tive recebi testes e fiquei surpreendida com muitas das notas. Quer dizer, houve uma ou outra que não foram notas fenomenais, mas ainda assim...

Comecei o dia com uma subida drástica a Português (relativo aos segundos teste dos dois períodos), o que me deixou extremamente contente ao começar o dia. Fui para Matemática e fiquei surpreendida (o teste tinha corrido tão mal que julguei que não fosse suficiente para ter positiva), e depois tudo muito dentro desses valores.

Agora devo confessar e esta tenho que simplesmente compartilhar com vocês porque não estava nada à espera. Tirei o meu primeiro 20 do secundário, e foi mesmo 200/200.

Fiquei surpreendida, e acreditem que estou a rebentar de felicidade. Tive uma subida drástica, e pela primeira vez consegui estar verdadeiramente orgulhosa do meu trabalho, ainda que me recordo de ter dito que me tinha corrido verdadeiramente mal.

Não gosto muito de partilhar notas na internet (acho que deu para entender), mas isto fez-me sentir realizada. 

Enfim, parece que se confirma que o esforço traz os seus frutos.

18
Mar18

O frio e as mães

Carlota

Estou a ficar adoentada e mete-me nojo, de verdade!

A culpa é, obviamente, minha e completamente minha. 

Sucede-se que sexta-feira decidi quebrar as regras do colégio e usar calças rasgadas (que na realidade tinham um remendo no joelho e dois rasgões pequenininhos na coxa) e uma camisa decotada. Como se já não fosse descapotada o suficiente (não fosse pelo facto de as calças ficarem à meia canela), ainda vesti apenas e somente um casaquinho de cabedal por cima.

A minha mãe e o meu pai bem que me avisaram que ia ficar doente. E, como sempre, o que é que eu fiz? Ignorei-os e enchi-me de razão.

O resultado, entre ontem e hoje já gastei cinco maços de lenços.

Karma really is a bitch.

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Sobre mim

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Carlota. 15 anos. Menina da cidade. Estudante do Secundário.

Sou uma rapariga sonhadora, como qualquer outra adolescente. Tenho toda uma vida cheia de objetivos e sonhos por cumprir pela frente.

Considero-me criativa e curiosa, gosto da ideia de ser autêntica.

Aspirante a escritora apaixonada por Economia e por Política, adoro dar as minhas opiniões e partilhar as minhas aventuras.

Acredito que a vida é feita de experiências e esta é uma daquelas que acompanha outras quantas que vão entrando no meu caminho.

I don't want to regret the things I didn't do. I want to wake up knowing for sure that I've done everything I wished and hoped for. Then, I can regret it

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