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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

19
Mai19

Cativeiro

Ora, já lá vão uns meses largos desde que abri a loja. Tem estado fechada e a apanhar pó, tanto pó que quando a abri, confesso já não me lembrar de como era.

Não me lembrava das cores, do tipo de posts ou das pessoas (algumas). Fui embora e fechei a porta sem olhar para trás, posso dizer que hibernei e fiquei em cativeiro durante este tempo todo. Sem dar notícias, sem querer ser encontrada. 

Saí de Lisboa, estabeleci-me no Porto e depois andei para aqui. Durante os últimos meses, tenho sido apenas mais uma rapariga que entra num autocarro dos STCP e vai do colégio para casa. Sinceramente, nem isso tenho feito, visto que ando maioritariamente de carro, mas em época de exames, não sei o porquê, acabo sempre por ficar na minha.

Orgulhava-me de ser a única ruiva do autocarro, ou mesmo do colégio, mas agora já nem isso eu sou. Deixei o meu cabelo ruivo estilo Sansa Stark em Game of Thrones. Pintei-o de castanho e fiz madeixas caramelo, de forma a clarear a cor de cabelo. Nunca gostei de cabelo escuro.

Durante os últimos meses passei por situações muito positivas, das quais fico muito orgulhosa e feliz, por outro lado, passei por umas experiências traumatizantes, que faço questão de contar quando estiver pronta. 

No geral, apesar dos traumas, sinto-me feliz. 2019 tem sido amável comigo, a vida corre bem em quase todos os aspetos e sinto-me a rapariga que um dia foi, mas que se perdeu quando tomou decisões erradas. Depois de tanta mágoa e tragédia na minha vida (2018, cof cof), depois de tanta confusão e tanta infelicidade, posso dizer que encontrei o caminho para a felicidade.

Há dias maus, como há sempre. Mas posso afirmar que fazendo a análise destes últimos meses, maior parte dos dias têm sido uma benção e eu tenho sido sortuda. 

Já tenho 17 anos feitos. Posso dizer que foi um aniversário que compensou o 16º. Tive tudo aquilo que esperava poder ter (e mais ainda), a nível emocional e material, e tive a confirmação de que já nada mais importava a não ser a minha felicidade e eu própria.

Enfim, há tanta coisa por dizer, tanta coisa por fazer, e também tanta coisa que gostava de poder confirmar mas que sou incapaz de o fazer...

Foi um post estranho e sem contexto, confesso. No entanto, foi o que me saiu no momento, e assim, digo-vos um breve olá.

23
Jan19

#26 Carlota Isabel, mas o que vem a ser isto?

Enfim, tiveram saudades desta rubrica maravilhosa que esteve em suspenso desde novembro? Eu sei, eu sei, demasiado tempo sem ouvirem falar das minhas peripécias diárias. Mas não se preocupem mais, que agora a Lotinha está aqui!

Podia falar deste tempo deficiente, mas não é disso que me apetece falar. Podia falar da escola, mas não quero entrar em assuntos deprimentemente tristes neste momento. Não venho levantar problemas (não muitos, quero dizer). Hoje venho falar de outra coisa - soja.

"Soja?". Sim, soja. Experimentei leite de soja e digo-vos estão a ver o que é beber água? Não tem muito sabor, uma pessoa só bebe porque pronto é mais que necessário. Tal e qual. Senti que estava a beber água.

Se repetia? Sim, porque tenho que acabar o pacote. Se voltaria a comprar? Nhe, vamos deixar para as outras pessoas...

 

22
Jan19

Olá, eu estou viva!

Vamos dar uma salva de palmas ao primeiro post de 2019, minha gente! Eu sei, eu sei, tenho andado desaparecida e cada vez mais sou mais desnaturadas, mas como alguém por estes lados me disse muito sabiamente... a vida simplesmente acontece.

A verdade é que também estive a deixar este post em banho maria. Tive algum tempo (ainda que pouco), mas parecia que quanto mais escrevia, mais me apetecia apagar tudo de novo. E assim, só agora, já contribuí para o aumento do número de posts nos Rascunhos. Andei à procura de algo que eu fosse gostar, andei à procura de coerência, mas pelos vistos parece que essa velha amiga foi tomar café e se perdeu... nunca mais voltou...

Este ano, ao contrário do ano anterior, não partilhei nada. Não partilhei a minha Passagem de Ano (se bem que se quiserem mesmo saber, vos adianto que caí no primeiro minuto do ano enquanto os meus pais gravavam e a minha mãe dança, sabe-se lá porquê, Tony Carreira), ou sequer as minhas resoluções para este ano? Aliás, se querem que vos diga, optei por ignorar um pouco a temática. Pela primeira vez, não fiz uma lista de resoluções. Estabeleci algumas metas, como é óbvio, mas recusei-me a escrever e a muito menos publicar uma lista com as minhas expectativas para este ano. Prefiro o elemento da surpresa, sinto que adiciona outro sentimento às situações por vir.

Mas bem, devem perguntar-se como é que a coisa está a correr? Vai andando, que a minha vida é como eu, muito pouco amiga da corrida (espero que tenham apreciado a primeira piada mais seca que um deserto do ano). Tem sido um ano mais desafiante em todos os níveis. Se isso é necessariamente bom ou mau? Talvez seja uma mistura dos dois... não posso dizer que sei com certezas.

Enfim, só passei aqui para dizer o primeiro (e atrasado) "Olá, estou viva e bem de saúde!". Isso e também vos quero vir desejar a continuação de um bom ano, que espero que tenham. 

 

31
Dez18

A letter to 2018

Dear 2018,

Já passou um ano desde o dia em que te disse um "olá". Posso dizer que não fomos muito amigos e que, para muito lamento meu, preferia nunca te ter conhecido. Desculpa a sinceridade, mas já conheci outros anos com os quais me dei melhor. Mas bem, eu ambos sobrevivemos 365 dias juntos, portanto temos que estar de parabéns por isso.

Confesso que esperava mais de ti. Desde criança que sabia que, em 2018,  eu teria os meus 16 anos feitos e, portanto, acabei por criar muitas expectativas relativamente a este ano que, como já era de esperar, não se concretizaram.

Ainda assim, devo dizer que me enriqueceste como pessoa de um modo muito valioso e mostraste-me um lado da vida que eu não conhecia, acabando por acompanhar o meu processo de descoberta. Aprendi a lidar com outras dificuldades, aprendi muito sobre mim... graças a ti.

Este ano, meu estimado 2018, foste um dos maiores desafios da minha vida. Viste-me em estado miserável, é um facto, mas mostraste-me como me levantar. Amadureceste-me. Obrigada.

Deste-me primeiras experiências que também nunca vou esquecer e contribuiste para a minha descoberta pessoal e para a minha realização a todos os níveis. Podia ter corrido melhor, mas foi um bom ano.

Assim, obrigada por teres sido uma lição de vida para mim, obrigada por insistires comigo e por me trazeres experiências inesquecíveis. Acima de tudo, obrigada por contribuires para eu me aceitar como sou porque, parecendo que não, tiveste dos maiores contributos nesse campo.

Vejamos o que me trará 2019. Adeus.

29
Dez18

A vida é feita de encontros e desencontros

Sempre fui uma das pessoas que acreditava firmemente que tudo acontecia por um motivo e que, ainda que nem sempre tudo acabasse em bem, tinha que ter acontecido para servir como uma lição de vida ou qualquer outra coisa do género.

Para mim, 2017 foi um ano excelente, ou pelo menos era assim que eu me sentia. Em 2017, eu vivia feliz, tinha um excelente grupo de amigas (que continuamos amigas até hoje apesar das escolas diferentes e dos horários pouco compatíveis), tinha um dos meus maiores sonhos realizados - poder finalmente começar o secundário na área que eu própria tinha escolhido, numa escola onde ia conhecer pessoas novas - mas, acima de tudo, eu estava numa relação complicada que, na minha inocência, me conseguia fazer feliz acima de tudo. Assim foi a minha vida em 2017, até pelo menos ao último trimestre, onde muitos dos meus sonhos iludidos se esfumaram e os meus maiores pesadelos ganharam vida. Lembro-me de acabar 2017 a chorar, como confesso aqui.

Mas 2017 já passou, correto? Afirmativo! A questão foi que eu passei 2018 T-O-D-O a queixar-me com as saudades de 2017. Aos meus olhos, até praticamente ontem, 2018 pouco ou nada me tinha acrescentado de bom, em vez disso era apenas uma espécie de desilusão assalapada. Descobri que o secundário não ia ser nada do que eu esperava, descobri que as minhas relações estavam por um fio, senti-me sozinha.

A questão é, até ontem eu não via 2018 como o que ele realmente é - o final de mais um capítulo. 2018 foi a continuação de 2017, foi o final para tudo o que aconteceu em 2017, foi final de um livro. Por outras palavras, 2017 foi a segunda parte do livro que eu escrevi em 2017 e, ainda tendo um final trágico, eu tenho a noção que vai haver uma sequela onde algumas pontas soltas serão abordadas. Não obstante, houveram situações que tiveram o seu desenlace, não vão voltar a aparecer na sequela deste livro e, se aparecerem, é apenas numa menção qualquer. Não vão ser desenvolvidas, até porque já tiveram o seu final. Acabou. De vez.

Mas de onde é que isto veio tudo? Não foi de uma mera reflexão, ou de um balanço do ano como aqueles que toda a gente faz (e que eu também vou fazer, como é óbvio). Isto veio de algo mais intenso que isso, algo que mudou tudo e me fez tirar conclusões que são como certezas para mim.

Em Setembro, no dia 18, escrevi a última carta para a pessoa na qual me encontrei na tal relação complicada que supostamente tinha durado até janeiro. Pois... digamos que não foi bem isso que aconteceu...

É verdade que nunca mais lhe falei, é verdade que nunca mais falamos e é verdade que eu não tinha o desejo ou sequer a mínima vontade de o fazer. Eu não conseguia ser capaz de falar com a pessoa que vim a descobrir, ao longo dos tempos, o que me fez. Eu, mais uma vez sendo ingénua como era, acreditava que ele fazia de mim a melhor versão de mim, que tinha sido uma espécie de ajuda para eu me encontrar, o que eu venho a desmentir na carta. Mas bem, não vou estar a falar do que está escrito na última carta. O que venho falar é porque é que isto bem à tona logo agora.

Nos últimos dias estava a arrumar umas coisas e encontrei a caixa onde eu guardava todos os poemas que lhe escrevia, todos os textos que lhe escrevia quando precisava de falar com ele mas não o podia fazer e li alguns. Quando os li fiquei chocada com o quão abatida eu estava. Eu estava miserável na altura e não me conseguia libertar dele porque, cada vez que o ia fazer, lá estava ele para me prender de novo. 

Em setembro, quando diz aquele post tudo isso desapareceu, mas não por completo. Eu sentia tudo o que escrevi, o que eu não sentia era a certeza de que se ele algum dia voltasse a entrar na minha vida eu fosse capaz de o recusar. Eu temia voltar para ele e voltar a perder todo o progresso que tinha conseguido fazer.

Ontem, ironicamente, estava no shopping perto de casa dele e, qual não foi a minha surpresa em encontrá-lo por lá. Eu encontrei-o lá e ele reparou na minha presença e falou-me. Eu, como pessoa bem educada, conversei com ele. Até ao momento em que tudo acabou.

Ele começou a falar do triste que foi não ter resultado entre nós e que atirei-lhe à cara coisas que tinha descoberto com o tempo a partir das redes sociais (não stalkeei ninguém, até porque descobri por terceiros que me iam seguindo no Instagram), coisas que magoavam dado o estado em que eu me encontrava enquanto ele estava de boas. Atirei-lhe isso à cara e ele ficou chocado. Ele tentou argumentar e, surpreendentemente falhou.

Ele não estava à espera daquela resposta e, quando me tentou persuadir como sempre fazia, quando falou do não me querer perder e me tentou tocar para me chegar ao sistema, eu fiz algo que nem eu própria esperava. Eu afastei-me. E quando me afastei senti-me chocada comigo mesma. Senti que, pela primeira vez, eu estava no controlo e dei a resposta da qual mais me orgulho - "Tu perdeste-me no dia em que me comparaste a ela e me disseste que eu não tinha personalidade. No dia em que me rebaixaste".

Mas para quê contar isto aqui, sendo tão pessoal para mim? Porque sinto a necessidade de registar isto de fresco em algum sítio onde possa identificar a minha evolução. Isto é a minha evolução. É o upgrade. 2018 foi a transformação.

Em 2017 eu perdi-me, em 2018 fiquei perdida, mas acima de tudo eu aprendi algo e fortaleci-me. E, com este episódio descobri não só que tenho autocontrolo e ideais fixos, mas também que aprendi a lição e cheguei à conclusão que eu nunca mais vou cair na esparrela e deixar-me levar por falinhas mansas.

Perante esta evolução comigo própria, tenho que agradecer às minhas amigas, que me têm vindo a acompanhar neste processo e que não desistiram de mim, mesmo quando era justificável. Ajudaram-me a ganhar força para por o ponto final e para me impor. Ontem fiz aquilo que queria ter feito em junho, cuspi cada palavra que precisava para evidenciar a minha posição, cada palavra que devia ter cuspido na altura.

Eu sou lenta a aprender, demoro muito tempo para aprender as coisas, mas eu aprendo e, em 2018, eu aprendi.

 

27
Dez18

O balanço deste Natal

Apesar de, teoricamente, ter anunciado o meu regresso, não tenho tido dias muito livre e, portanto, tenho que atender ao dever porque cada vez que este chama, eu não posso ignorar!

Esta semana, uma vez mais, o dever chamou por mim, bem como por todos os cidadãos portugueses que comemoram a quadra natalícia. Como já partilhei sem qualquer filtro, cada vez que a minha família se reúne, a coisa tende a correr de forma duvidosa. Dizem que as famílias são todas iguais, que a única coisa que as distingue é a morada. Confesso que gosto de pensar assim.

Mas e então como foi a minha consoada? Pois então, certamente que parecida à vossa! Estão a ver aquele constrangimento dado pelo facto de só nos falarmos em festas de aniversário e coisas que tais? Pois... teria sido algo do género, não fosse a minha família direta constituída por cinco pessoas, tendo por isso, apenas cinco gatos pingados à chuva na consoada.

Não obstante, costumamos sempre ir visitar os nossos outros familiares já de segunda fornada, como eu adoro chamar-lhes. Isto equivale ao facto de ter que despir o meu pijama confortável, vestir das roupas mais clássicas e maravilhosas e chegar lá dando uma de verdadeira Lady da corte inglesa. Lady Carlota Isabel, não vos soa bem? Benditos os meus pais na hora em que me deram um nome todo aristocrático, nem sabem o jeito que me têm dado em horas de maior aperto...

Continuando, sempre que vamos então a casa dos nossos ditos familiares emprestados, a coisa divide-se em aqueles que bebem um copo de vinho ou um cafézinho enquanto falam sobre os filhos e gabam todos os seus feitos - conheçam os homens da família, - aqueles que estão na cozinha a conversar acerca de quem está de baixa, quem deixou de trabalhar, a conduta dos filhos e afins mais variados - conheçam as mulheres da família, - e depois existem os desterrados que simplesmente não se importam minimamente sobre serem tema de conversa - conheçam todos os menores que simplesmente querem que chegue a hora de dormir, de ir abrir as prendas, ou de tirar o vestido extremamente sufocante no qual se encontram. Somos eu e os meus primos, basicamente.

Depois de finalmente causar uma boa impressão e de tecerem comentários como "Ai, está deveras uma senhora" ou "Ai, certamente será uma excelente diplomata", nós os cinco retiramo-nos da residência e vamos para a nossa própria residência.

Agora sim, propriamente na consoada, não sei se vocês passam pela mesma tortura que eu, mas eu venho de uma família bastante tradicional e conservadora das tradições mais antigas e, portanto, como podem calcular o bacalhau e as batatas cozidas são as estrelas do prato. Felizmente para mim (isto porque nem sempre foi deste modo), os meus pais agora dão-me carne ou ovo, o que faz com que eu realmente não tenha que comer qualquer tipo de peixe.

Mas vá, relativamente a prendas que é isso que vocês querem saber. Devo dizer que foi um dos Natais memoráveis pois recebi duas coisas que nunca pensei vir a receber até porque julgava impossível serem dadas de uma vez. 

Assim muito por alto, recebi um computador que tinha pedido num modelo específico, um telemóvel novo (o meu coitadinho já era tão velhinho que estava a dar o berro), uma mala maravilhosa que eu própria escolhi e um casaco que tenho vindo a usar desde que o recebi porque não deu para aguentar a espera. Fiquei surpreendida e feliz, especialmente por ter surpreendida, o que é algo que nunca me tinha acontecido.

Por fim, devo também expressar o meu grau de felicidade por ter recebido duas caixas de Ferrero Rocher e duas caixas de Rafaello porque minha gente, ainda que vos surpreenda, não tinha comido nenhum este ano. Quero poupar porque caraças, têm que me durar algum tempo, não posso comer logo tudo, caso contrário fico com BOLA quando quiser comer mais tarde.

Bem, mas ainda falta a passagem de ano que, convenhamos, não vai ser lá grande coisa mas da qual trarei um mini-relato para vos por a par do quão interessante o Reveillon dos Lopes de Almeida é (sarcasmo rebentando a escala...).

21
Dez18

Geração Morangos

É verdade que já era nascida nesta altura e que cresci com os Morangos com Açúcar, ainda que não tenha visto algumas das temporadas ou que não me lembre de todas elas.

Quando os Morangos com Açúcar apareceram, eu tinha um ano e, como tal, não me lembro de nada e penso que nem sequer via. No entanto, recordo-me perfeitamente de algumas temporadas, nomeadamente das últimas com a Sara Matos e com o David Carreira (temporada 7 e 8, respetivamente). No entanto, não posso dizer que sou propriamente parte da Geração Morangos porque não era adolescente na altura em que decorreram (ou nada que se parecesse).

Agora, anos depois, ando a rever, nomeadamente foi isso que fiz esta manhã toda. É completamente diferente, porque apesar de a vida deles ser muito diferente e até as circunstâncias serem completamente paralelas à minha, vejo tudo com uma perspetiva muito diferente da que via como criança.

E pronto, agora vão sair novos Morangos que eu vou ver (nem que seja para tecer a minha crítica), mas confesso não ter grandes expectativas...

Vamos ver, não é verdade? Quem mais revê de vez em quando e quem mais vai ver quandos saírem os novos?

20
Dez18

Finalmente acabou a escola por este ano

Eu sei que isto soa estranho, mas a verdade para todos os alunos é que a escola finalmente terminou... no que toca a este ano! Mas calma lá que não é este ano letivo!

É bom finalmente ter umas férias para descansar e uns dias para me dedicar a mim mesma e aos meus projetos. Recordo-me de ano passado ter tido apenas uma semana e pouco de férias de Natal, o que mal deu para descansar verdadeiramente (tendo em conta que os restantes tiveram quase três semanas...). Este ano já estive a fazer as contas e tenho duas semanas EXATAS de férias.

Agora também tenho a perfeita noção que, um dia, já não terei esta semana e meia sequer. Já não vou ter nada, talvez folga no dia 24, quem sabe. Mas por enquanto, vou aproveitar que ainda sou "criança" e disfrutar de umas maravilhosas, acarinhadas e tão desejadas e aguardadas férias.

Quem mais está de férias por esses lados?

16
Dez18

A tomada de decisão

Durante estas minhas 16 primaveras, nunca houve um único dia que fosse no qual eu me sentisse tão pressionada como nos últimos tempos. Sinto que desde que cumpri os meus 15 anos que a vida tem vindo a modificar-se, talvez por ter a idade adulta (como muitos consideram) à porta, ou por ter atingido um certo patamar da vida. A minha vida tem-se resumido a diversas escolhas, sendo que apenas posso optar por uma.

Creio que quando crescemos estas situações acabam por acontecer gradualmente, mas desde que setembro começou que levei com uma dose de realidade em cima. Eu já não sou apenas e somente uma menina em crescimento (não invalidando o facto de ainda o ser), eu tornei-me uma mulher com responsabilidades que traçam um futuro. 

Durante estes últimos três meses aprendi imenso sobre mim (mas isso será dito noutro post a sair em breve) como pessoa, e até mesmo como profissional. Confesso nunca ter utilizado mais o email que durante as últimas semanas, seja por projetos escolares (que são, na maioria, a maior causa da utilização do email), seja por projetos pessoais.

Sinto que desabrochei. Pode ser estúpido dizer isto, visto que apesar de estar a cumprir 17 anos em breve (o tempo passa mais rápido que aquilo que julgamos), eu ainda só tenho esta tenra idade. No entanto, eu nunca me senti mais mulher que neste momento.

Enfim, neste momento, vejo-me numa situação em que tenho que tomar uma decisão, tenho que escolher entre dois caminhos e não faço a mínima ideia até que ponto eu poderia desempenhar as minhas funções caso essa fosse a decisão. É complicado ter que escolher tão cedo e ver os impactos que isso me poderia trazer.

Apenas o tempo me fará conseguir decidir, até lá preciso de refletir e creio que ainda tenho algum tempo para o fazer.

 

 

15
Dez18

Um ano e uma semana a tomar chá na blogosfera

Chamem-me desnaturada, eu sei que sou. Tenho estado tão atarefada e tão stressada, com tanto que fazer, que nem tive tempo de pensar propriamente na minha vida em geral. Com isto, acidentalmente perdi o aniversário do blog. Eu sei, sou a "mãe" mais desnaturada, mas eu prometo que não foi, de todo, intencional.

Ainda assim, nunca é tarde demais para fazer a festa de anos, não é verdade? Já há mais de um ano que conheci a blogosfera e há mais de um ano uma das coisas que mais me orgulho nasceu. 

Este último ano definitivamente mudou a minha vida. Conheci pessoas novas, abri alguns horizontes e tornei-me numa pessoa completamente diferente da que era quando comecei. Eu tinha uma perceção do mundo completamente diferente e, após diversos diálogos com o pessoal que me tem vindo a acompanhar (e que eu também tenho vindo a acompanhar), após posts e noitadas que fiz para programações, alterações do design do blog, após apps e apps e mais apps com ferramentas que pudessem ajudar, mas especialmente, após chávenas e mais chávenas de chá que foram tomadas por estas bandas... posso dizer que, com toda a certeza, a Carlota de há um ano atrás não é a mesma Carlota de hoje.

Sinto-me feliz por me ter atirado de cabeça nesta aventrua sem saber bem o que esperar, mas acima de tudo sinto-me muito grata pelo apoio que todos vocês têm vindo a demonstrar durante este último ano.

Dia 8 de dezembro de 2017 foi o dia em que iniciei um novo capítulo da minha vida, e a partir do momento em que escrevi o meu primeiro post, soube que tinha sido a melhor decisão que alguma vez havia tomado.

Obrigada por tudo, porque este ano não teria sido o mesmo se não fossem vocês. Acompanharam todo o processo de transformação e de maturação da vossa Carlota Isabel, aprendi com todos vocês e, por isso mesmo, posso dizer que não houve um único segundo que fosse que me tivesse arrependido.

Uma vez mais, obrigada!

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