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Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

Chavena de Chá das Cinco

Uma chávena de chá, um prato com biscoitos e conversas intermináveis

11
Ago18

Hair Routine | Os produtos que eu uso

Para quebrar um pouco o ciclo vicioso dos posts de regresso às aulas, decidi que era boa ideia trazer-vos um post que tenho tido ganas de fazer nos últimos tempos. Perante a falta de tempo, nunca mais consegui fazer, mas finalmente consegui reunir todas as condições para vos mostrar como trato daquilo que para mim é um templo - o meu cabelo.

 

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1. Shampoos

 

Eu tenho dois shampoos que uso para lavar o meu cabelo. Eu tenho pele bastante sensível, logo o meu couro cabeludo também está incluido nos tratamentos. A minha farmacêutica aconselhou lavar duas vezes a cabeça, com o Sebophane Biorga uma vez por semana e é aquilo que eu faço. É indicado para cabelos oleosos, pesados e secos.

Os restantes dias optei pela água micelar para cabelos da Nivea e sem dúvida estou rendida. É indicada para cabelos e couros cabeludos oleosos.

 

2. Máscara

 

Visto que pintei o cabelo de novo, é necessário que eu tenha uma máscara que repare e hidrate o meu cabelo, o que foi aquilo que encontrei na máscara da L'Oréal Paris Elvive Color Vive, que nutre o cabelo de forma intensa e que protege a cor. Sem dúvida que o meu cabelo parece "virgem" de tão hidratado que está e, em parte, esta máscara maravilhosa é que está por trás do trabalho.

 

3. Cremes/Sprays para pentear e óleos

 

 

Certo dia a minha mãe chegou a casa com o creme de pentear da L'Oreal Paris Elvive da gama Dream Long, que é para cabelo compridos danificados. Apesar de não ter um cabelo extremamente longo, noto que este tem vindo a crescer com mais intensidade desde que uso este creme de pentear. Aplico-o gentilmente quando tenho o cabelo molhado e ajuda-me imenso a desfazer os nós que se vão criando. Antes de usar isto, o meu cabelo parecia palha de aço e em parte, a culpa era minha e da minha ignorância quanto à hidratação do mesmo. Considero que é um produto que realmente faz o que promete porque transformou o meu cabelo por completo.

Ao lado deste creme de pentear está um spray da Le Petit Olivier, que tem como função tirar os nós do cabelo após lavagem. É de argão e tem um cheiro bastante agradável, mas eu só costumo utlizar quando faço penteados, porque realmente me ajuda.

Por fim, tenho um óleo de uma marca que não faço a mínima ideia de que é porque o rótulo já nem tem letras. Ele foi comprado pela minha mãe e já tem imensos anos e uso, no entanto, sei que protege o cabelo do calor (o que é ótimo porque o meu protetor de cabelo terminou e eu detestei-o. Preciso de comprar um novo), por isso aplico-o sempre antes de o secar com o secador. Sou uma grande crente no que toca ao cuidar das minhas ondas ruivas.

 

4. Escova

 

A minha escova é uma Wet brush-pro que é indicada para pentear todos os tipos de cabelo e ainda acompanhá-los durante os penteados. Como a minha própria hairstylist, eu preciso das minha ferramentas e esta é, sem dúvida, uma delas. No entanto, quero experimentar uma Tangle Teezer.

 

Recapitulando...

Lavo o cabelo com o shampoo da farmácia uma vez por semana, duas vezes no banho. Durante a restante semana, eu uso a água micelar da Nivea. Após lavar o cabelo, aplico a minha máscara e passo por água.

Quando termino o banho enrolo uma toalha à cabeça e deixo que absorva o excesso de água, para quando a tirar, aplicar o creme de pentar. Espalho uniformemente pelas pontas e, em seguida, penteio com a minha escova.

Antes de secar o cabelo ou aplicar qualquer fonte de calor no meu cabelo utilizo o meu óleo protetor e apenas após todo este procedimento começo a arranjá-lo.

 

E pronto, esta é basicamente a minha rotina de cabelo. Tal como disse no início do post, tento ter muito cuidado com esta parte de mim e aplico o máximo de produtos para que este tenha uma vida saudável. Acredito que a chave para um cabelo brilhante e macio, sem pontas espigadas ou secas, é uma boa hidratação feita com produtos de qualidade, que não são tão caros quanto isso.

 

 

 

 

10
Ago18

Tag | School is Coming

Dando seguimento à minha rubrica temporária de regresso às aulas, trago-vos uma tag. A tag chama-se "School is Coming" e vi-a por aí no Youtube e achei-lhe piada por isso decidi trazer também.

 

1. Qual o produto que não te pode faltar antes de um longo dia de aulas?

Batom do cieiro. Se há coisa que eu não posso viver sem, essa coisa é batom do cieiro. Hidrata os meus lábios durante o ano todo e sou tão, mas tão apaixonada por este produto que tenho um em cada mala, no estojo e até mesmo um em casa para quando me maquilho em casa (porque eu acabo sempre a por batom ou na casa de banho do colégio ou no elevador enquanto desço do prédio).

 

2. Qual o teu penteado mais usado em tempo de aulas?

É entre um rabo de cavalo e um bun, fico sempre muito mais confortável usando apanhados. Cabelo solto faz calor e quando há vento fica todo cheio de nós, so I guess I'll pass.

 

3. Em tempo de aulas optas por um estilo mais "na moda" ou mais confortável?

Tal como já deu para entender, eu não sou uma pessoa de andar com roupa considerada confortável. O conceito de confortável é muito subjetivo, eu sinto-me confortável nas roupas que uso. Mas dentro do conceito aceitado por todos, talvez a primeira opção seja  a mais viável.

 

4. Qual o produto que vais usar e abusar este ano escolar?

O meu batom matte vermelho. É da Kiko, da gama Velvet Passion. Vivo para ele, tanto que estou a usar agora.

 

5. Lábios ou olhos fortes?

Por mim poderia ir tudo corrido a forte, mas escolhendo um, acho que lábios. Dá logo outro toque sem precisar de muito esforço e é perfeito para quem anda sempre numa correria e não tem tempo de fazer uma maquilhagem de olhos full glam.

 

6. Onde compras o teu material escolar?

Na Staples ou no Continente, por vezes no El Corte Inglés também. Não gosto de material escolar do Jumbo.

 

7. Três coisas que não podem faltar na tua mochila?

Lenços de papel, carteira e telemóvel.

 

8. Cadernos ou dossiers?

Toda a minha vida usei dossiers, nunca tive um caderno sequer (a não ser os A5 da primária). Este ano vou optar por usar uns pela primeira vez, mas isso vocês logo verão. Com isto, é impossível dar uma opinião, visto que não tenho ponto de comparação.

 

9. Alguma rotina matinal?

Chamem-lhe panca ou lá o que quiserem, mas sempre que acordo olho para o chão e vou caminhando para a casa de banho sempre a olhar cuidadosamente para o chão. Chego à casa de banho e cuidadosamente analiso o tapete, mexo-lhe com o pé e espero. Passado 30 segundos finalmente entro à vontade. Vocês perguntam-se porquê, sucede-se que há uns bichinhos na minha casa que saem sempre à noite e me dão cabo do juízo.

 

10. Alguma dica para o estudo?

Não procrastinar, pura e simplesmente. Eu procrastino muito e depois nota-se e muito. Portanto, não sejam como eu, maltinha.

 

11. Qual o teu pequeno-almoço favorito para começar bem o dia?

Favorito, favorito não tenho. Detesto comer, mas pronto. Como sempre torradas barradas com creme vegetal e bebo uma caneca de chá sem açúcar. Dieta acima de tudo.

 

12. Se pudesses mudar alguma coisa na tua escola, o que seria?

As escadas e a mobília. Infrastruturas geladas e mobília antiquada. Isso ou o dress code, demasiado restrito. Estão sempre a dar advertências.

 

E pronto, eu não vou nomear ninguém em particular, mas quem quiser pode "roubar" a tag à vontade!

09
Ago18

Back to School | Guia completo em como ser teenage classy

Porque Back to School não é apenas material escolar e estudar, decidi trazer um daqueles posts que faz completamente sentido, pelo menos para mim. Trago algo bastante diferente, pois este post vai falar de algo bastante diferente daquilo que eu costumo fazer - a moda. Regra geral, é algo de que nunca falo mas que é um tema que me diz muit, até porque sei que tenho um estilo bastante "alternativo" para uma rapariga da minha idade.

Considero-me uma adolescente um tanto ao quanto diferente do que se vê por aí (comparando a quem me rodeia). Não sou o tipo que vai e usa umas calças de ganga quaisqueres com uma t-shirt ou uma sweatshirt, calço umas sapatilhas e está feito. É uma forma de vestir que favorece certas pessoas, eu não gosto de me ver e, pessoalmente, nem me imagino (tentei durante um mês durante o 8º ano e nunca mais na vida, jurei para sempre). Sou uma mistura de clássico chique com juvenil, gosto de me vestir como uma adolescente (isto aqui não é "Breakfast at Tiffanny's") mas ser clássica dentro do possível.

Com isto, decidi fazer uma espécie de guia com os meus essenciais para a escola no que toca ao meu guarda-roupa. Neste post estarão também contidas as minhas opções para calçado e também em que me inspiro para os meus looks, por isso, acho que ficaram a conhecer um pouco mais sobre esta pessoa aqui. O intuito é maioritariamente mostrar aquilo que me rende num look para a escola em que não tento impressionar demasiado, mas ainda assim desejo parecer profissional o suficiente. 

 

Fashion basics.png

 

   ☆ T-shirts

 

Se há coisa que toda a gente deve ter no guarda-roupa, são t-shirts. Básicas, com detalhes, acho que isso é o segredo para parecer sofisticada mas ao mesmo tempo relativamente descontraída. Não obstante, as t-shirts não são a minha peça go-to, até porque quando as uso sinto a necessidade de "dar tudo" noutros aspetos, é quase inaceitável para mim andar com apenas uma t-shirt e está tudo fixe..

 

   ☆ Camisas

 

São, sem sobra de dúvidas, as minhas peças de roupa favoritas. Uma grande parte do meu roupeiro está cheio de camisas de todas as cores e feitios, eu gosto de camisas e ponto, contra factos não há argumentos. Relativamente às minhas favoritas, provavelmente são às riscas, até porque sou uma verdadeira amante das riscas e uso-as all day, every day se for necessário. A camisa dá um look sofisticado sem ter que me esforçar muito e convenhamos, I'm all for it.

 

   ☆ Jeans

 

O meu gosto pessoal leva-me a comprar sempre ou quase sempre o modelo skinny. No entanto, como tenho um corpo desproporcional, acabo por ter todas as condições para vestir um certo número de calças, todas menos a altura. Acabo sempre por dobrá-las para um look mais descontraído, acho que é importante dar sempre um contraste e dobras são sempre ótimas, pelo menos para mim. Se não nas calças, na camisa até atingir os cotovelos. 

De qualquer forma, deixo aqui confessado o meu grande ódio por jeans. Se há peça de roupa que eu não gosto, esta peça de roupa são jeans. Não gosto de as usar e ponto, mas de todos os modelos aquele que mais me incomoda são as high waisted jeans. Sei que com o meu tipo de corpo, se calhar essas seriam o modelo mais adequado, mas eu não me adapto pura e simplesmente. Usar cinturas subidas magoa-me a barriga e realça-a, o que não é algo que eu procuro. Com isto não digo que uso cinturas descidas, mas sim médias, que de todas são, na minha opinião as que me assentam melhor.

Sou da opinião que ao comprar jeans temos que ter em conta o formato do nosso corpo e experimentar todos os modelos dos quais gostamos e para os quais temos orçamento. A partir daí, encontraremos o tal. Mas comigo comprar jeans é uma verdadeira saga que, se fosse explicada, dava um filme de drama.

 

   ☆ Calças

 

Tal como não gosto de jeans, também não gosto de calças. Porém, estas são mais confortáveis para mim, e também dão um ar mais clássico, o que juntado a uma t-shirt básica, acaba por criar um contraste bastante favorável. Tenho dois pares de calças do género e estou bastante satisfeita com eles, são confortáveis e assentam-me bem. Ambos são da Bershka, o que é surpreendente porque essa marca não está presente no meu armário, de forma alguma.

 

   ☆ Saias

 

Saias são aquelas peças que acho que ficam bem a toda a gente. Dá para mostrar as curvas do corpo, mas também dá para favorecer as pernas (especialmente com saltos altos, mas já aí vamos). Por isso, o meu conselho é usem saias. Uso-as todo o ano e gosto de me ver.

Sei que não são tão confortáveis como jeans (pelo menos é o que dizem, eu penso ao contrário. É preciso saber escolher saia e saber andar com ela), mas a verdade é que para raparigas com curvas (o que é o meu caso), evidencia-vos um pouco as curvas, e se forem baixinhas (o meu caso), acabam por não ficar tão atarracadas (saibam é escolher o modelo que vos vai favorecer). Eu tento muito esconder as pernas, e o tipo de saias que uso ajudam-me a desviar as atenções dessa parte do meu corpo.

Caso sejam mais magrinhas, acreditem que uma boa saia (especialmente se forem mais altas) contribui para alongar as pernas e favorece bastante (digo isto com base no que vejo a partir da minha irmã, as pernas dela alongam bastante e é uma das miúdas que eu já vi a quem as saias favorece os traços bons que tem).

Com isto, saias são ótimas para vestir clássico mas sem intemporal ao mesmo tempo. Agora estão umas por aí bastante giras, saibam qual vos fica melhor e arrisquem.

 

   ☆ Vestidos

 

Temos então os vestidos, que são peças que me dão mixed feelings. Tenho uma barriguita considerável e escondo-a (ou pelo menos tento) sempre! Encontar um vestido que me permita tal coisa é uma tarefa difícil, mas não impossível. Costumo refugiar-me na Springfield e nunca fico desiludida.

Posto isto, os vestidos podem ser difíceis de encontrar se estiverem na mesma situação que eu, mas uma coisa é certa - todos temos preguiça por vezes, e escolher uma indumentária aceitável torna-se um pesadelo, a solução é um vestido que é basicamente por e andar. Quando me atraso, visto o vestido, calço-me, lavo os dentes, penteio-me e estou porta fora. Algo bom é que, caso estejam a apostar por algo mais confortável, podem combiná-lo com ténis.

 

   ☆ Casacos

 

Casacos, casacos, casacos. Tenho toda uma coleção e estou a um tipo de casaco para a completar. Eu tenho uma paixão assolpada por casacos, no entanto custa-me imenso investir num. São caros, mas sei que são das peças mais duradouras e que realmente podem definir um look.

Os meus favoritos são, provavelmente, os leather jackets, os blazers e os french coat. Já tive mais cabedais, mas entretanto um acabou por se rasgar (descansa em paz, cumpriste a tua missão), então fiquei com um vermelho que eu adoro.

Blazers dão um ar mais sofisticados e eu sem dúvida vou abusar do meu este ano, será o meu escravo de serviço. Gosto de os ver combinados com jeans e uma camisa ou t-shirt, mesmo com sapatilhas até. Acho que é um daqueles casacos que compõe um look completamente.

Por fim, os French Coats. Esses aí são outros que tais, compõem um look assim que são vestidos e dão-nos um ar mais sofisticado e conservador, o que é algo que eu procuro em muitos dos meus looks.

 

   ☆ Botins

 

Ora, botins. Eu sou uma rapariga de botins, tenho bastantes e passo a vida a usá-los. Saltos altos ou rasos, todos me seduzem por razões diferentes. Botins trazem-me boas vibes e, se não fosse pelo calor agressivo do verão, fariam parte da indumentária ao longo de certos dias.

Antes, quando eu andava na outra escola perto de casa, eu calçava os botins de salto alto e andava imensas vezes com eles. Hoje em dia, estudo fora de casa, o que é uma das razões pelas quais encostei os saltos e adotei os rasos. Não me arrependo, mas custa um pouco abdicar de algo que tanto gostei em prol do conforto.

 

   ☆ Ténis

 

Por fim, falo de ténis. Tenho uns quantos, alguns de marca e outros não. De certa forma, a mim não me interessa muito. Ténis são ténis, não é porque são de uma sapataria comum que são menos que os outros, e já me aconteceu sentir-me mais confortável usando ténis de "marca branca". 

Neste momento, aqueles que mais uso são os meus Adidas Gazelle azuis escuros (mas agora mais parecem azul lago dado o uso) ou os Nike Air Max (verdade seja dita, são mais confortáveis). Sei que são demasiado desportivos, mas consigo usá-los sem problemas, e nunca prejudicaram um look sequer.

 

Para mim, estes são os essenciais para um guarda-roupa de sucesso (isto se procuras um estilo parecido ao meu). Fazem-me sentir uma verdadeira girlboss e nunca o trocaria por nada deste mundo (cometi esse erro ano passado ao deixar-me influenciar por certas pessoas e foi algo de que me arrependo profundamente). Penso que a imagem que passamos reflete muito, ainda que inconscientemente, aquilo que somos e pensamos.

Se desejo fazer investimentos noutras peças? Sim, e assim que os fizer partilharei por aqui o que comprei. Sobre maquilhagem e cabelo? Isso será referido ainda durante esta série de Back to School, portanto... stay tuned.

 

 

 

 

08
Ago18

Back to School | Estar em Economia

Ontem falei um pouco do que significou estar em Economia e aquilo que sentia sempre que interagia com outras pessoas, incluindo todo o percurso que me levou a tomar a derradeira decisão. Hoje decidi trazer aquilo que é estar em Economia de forma mais objetiva, ou seja, aquilo que para vocês (se estiver aí alguém do meu curso, acuse-se) interessa realmente - as disciplinas e as dinâmicas de cada uma.

Primeiramente, quero dizer-vos que entendo perfeitamente o que se sente quanto a esta área. E entendo perfeitamente aquela pergunta por trás do tipo receio, é comum e não estão sozinhos. E eu vou fazê-la a mim própria e respondê-la o melhor que consigo por palavras minhas. Mas o que raio é Economia e o que é que se aprende?

Perguntei-me isto mesmo durante meses e ainda hoje não sei bem explicar de forma que fiquem a perceber. Economia A é uma disciplina que de certa forma estuda a população, o Homem, digamos assim. É uma Ciência Social que retrata a realidade do ser humano em sociedade numa vertente económica, ou seja, trata-se do estudo da atividade económica e dos fatores económicos. Sei que foi vago, mas há medida que eu falar das restantes disciplinas, vocês já vão ficar com uma ideia mais abragente.

A verdade é que o curso de Ciências Socio-económicas é um daqueles cursos para os quais nós vamos às cegas. Nunca tivemos certas disciplinas e nem fazemos uma mais pequena ideia sobre do que se tratam, e muitas vezes fazemos a típica exclusão de partes. Hoje vou dar-vos uma pequena noção daquilo que se tratam as disciplinas obrigatórias (não incluirá a opcional pois uns escolhem Geografia A e outros História B e não vale a pena falar de algo que nem todos têm).

 

Matemática A: É o bicho de sete cabeça que toda a gente pinta. Há quem obtenha altas classificações, depois existem pessoas como eu, cuja classificação é de 13 (miserável eu sei, tenho que trabalhar nisso). Considerei difícil (há que ter em conta que Matemática sempre foi a minha segunda pior disciplina teórica, seguida de Física e Química, nunca fui grande aluna, mas consegui tirar uma positiva bastante razoável) tendo em conta o meu nível. Comecei mal desde a lógica e desmotivei para o resto do ano, o que não é desculpa nem pode ser motivo para desleixar (não sigam o meu exemplo). Há matérias mais fáceis e outras mais difíceis, mas no geral é a disciplina que, para mim, exige mais trabalho. Esforcem-se desde o início e trabalhem todos os dias um pouco e com concentração, os resultados aparecerão.

 

Português: é uma disciplina transversal a todos os cursos e tive bastantes problemas com ela. No início do ano quase tirei negativa num teste, e ambas as classificações foram baixas. O primeiro período é, sem margem para dúvidas, uma dor de cabeça. Não querendo ser pessimista, mas é preciso saber interpretar até porque se trata de Português arcaico. No entanto, não é porque no início corre mal que depois se mantém. No meu caso, consegui subir bastante no resto da matéria e acabei com um excelente resultado. 

 

Inglês: É aquela disciplina que eu não dou feedback. Não quero ser convencida, mas a verdade é que eu não estudo para Inglês pelo simples motivo de saber a matéria toda de trás para a frente e de frente para trás. Fui reconhecida como bilingue pela minha professora, logo Inglês tornou-se a disciplina que me sobe ainda mais a média. Dá-se aquilo que se dá em quase todos os anos, mas confesso que o vocabulário me teria causado uns problemas se não pudesse recorrer ao uso de dicionário.

 

Filosofia: uma disciplina nova da qual ninguém faz ideia ao princípio. Ao contrário de muitos alunos, eu adoro Filosofia. Adoro todas as matérias sem exceção porque acho que são bastante interessantes, e não é uma disciplina tão teórica quanto isso. Eu acho que depende dos professores e do método de ensino, por exemplo, a minha professora não avaliava sempre os testes, nós fazíamos um teste e éramos avaliados por ele, mas depois tínhamos trabalhos e apresentações que contavam tanto quanto os testes, logo ajudava a subir a nota, mas também tornava as aulas mais interativas. Sem dúvida que é uma das minhas disciplinas favoritas.

 

Economia A: explicando melhor a disciplina. Está interligada com a História e com a Geografia, nomeadamente certos conteúdos que aprendemos no 3º ciclo (como a inflação, por exemplo) são explorados. No fundo sempre falámos de Economia, só não sabíamos que nome dar-lhe. No 10º ano damos uma introdução às Ciências Sociais, e em seguida começamos a falar do consumo, da produção, da distribuição, da repartição do rendimentos, dos mercados... 

Considero esta disciplina bastante interessante e é, sem dúvida, a minha favorita. Dá-me prazer estudar Economia pelo simples facto de gostar da matéria e gostar de perceber. Se me perguntam se gostei de tudo? Não, detestei, abominei os mercados (é a unidade que toda a gente ama). No entanto, apesar de parecer fácil, é uma daquelas disciplinas que exige muita dedicação porque é preciso saber muitas coisas e saber interligar conceitos. Algo que descobri é que nunca vou perceber tudo de uma vez, há coisas que demorarei anos a compreender porque simplesmente é assim. Não tenho maturidade para compreender. Tenho que saber, isso é certo.

 

Educação Física: consegui, surpreendentemente, ter nota superior a este desastre de disciplina que a Matemática. É assim, não há muito a dizer acerca disto. Dá-se o mesmo de sempre, gira o disco toca o mesmo.

 

Basicamente este foi o meu apanhado das disciplinas obrigatórias do curso. Eu posso dizer que é trabalhoso, e já cheguei a chorar de frustração graças à minha procrastinação. Lembrem-se só de uma coisa, ao procrastinarem, é menos uns pontos no teste. Eu passei o ano todo a fazer isto e cheguei ao fim do ano com uma média que apesar de boa, poderia ter sido melhor, se eu não tivesse passado o ano a deixar tudo para a última hora.

Desejo-vos sorte, independentemente do curso que tenham escolhido. Trabalhem e esforcem-se, mesmo quando as coisas começam a dar para o torto, lutem, peçam ajuda e verão que valerá a pena, nem que seja pelo facto de terem a consciência tranquila porque fizeram tudo o que estava ao vosso alcance.

08
Ago18

Back to School | A polémica das áreas

Todos chegamos a um ponto na vida em que temos que começar a tomar decisões relativas à nossa vida adulta e que, muito provavelmente, condicionam as pessoas em que nos tornaremos, bem como a carreira que levaremos.

Estas decisões chegam, em parte, numa fase em que ainda não estamos maduros o suficiente para entender quem somos e aquilo que gostamos e pretendemos para o futuro. Provavelmente deveria ter feito este post há meses atrás, mas não pensei que fosse a altura porque não queria influenciar a escolha de alguém, de forma alguma. Penso que esta escolha tem que ser baseada nas nossas próprias ideias e não nas opiniões dos restantes - o que, por um lado, foi o contrário do que eu fiz.

Com isto, vou aproveitar para explicar este ponto melhor. Para quem não sabe eu estou e Economia, o que foi uma decisão baseada na minha análise das hipóteses, mas também nas opiniões dos meus pais e de todos aqueles que me rodeavam. Isto é, toda a minha vida cresci com a ideia que teria que estudar para ser um médica, de preferência cirurgiã, de renome. Eu confesso que gostava da área, o que foi uma das razões pelas quais os meus pais insistiram, todos diziam que eu tinha vocação para o assunto e desde tenra idade tudo era muito definitivo relativamente a esse assunto. Isto até que dei por mim a perceber que Ciências e Tecnologias não era um curso para mim, não gostava de Física e Química e pouco ou nada percebia, sem dúvida era a minha pior disciplina e eu não tinha condições, ainda que possuísse os sonhos e os meios, para ir atrás e alcançar.

Com isto, certo dia disse ao meu pai que não queria seguir Medicina ou Ciências sequer, o que no início lhe custou muito a engolir. Perante esta situação pensei cá para com os meus botões "Carlota Isabel, vieste de ter tudo estipulado para estares a três meses das matrículas e não saberes nada. Sabes que Artes era algo que nunca te visualizarias a fazer, resta-te Humanidades ou Economia".

Confesso que a primeira opção foi Economia, mas rapidamente Humanidades ganhou terreno na minha mente. Eu era boa a todas as disciplinas que pudesse vir a ter, e sabia que se fosse para Humanidades teria boa média, não por considerar fácil, mas por mostrar aquilo que eu sou e porque estudar algo de que se gosta é mais simples.

Enfim, andei aí a ouvir opiniões de um lado e do outro, se por um lado tinha amigas que iam para Humanidades, por outro tinha amigas que iam para Ciências e ninguém ia para Economia. Tudo isso fez-me considerar "Quero mesmo estar sozinha?", mas não foi suficiente para me fazer render ao curso. Amigas da minha mãe, gente da família, todos opinaram, inclusive o meu pai que com grande desagrado disse "Se é para ser assim, ao menos vai para um curso com saídas".

Acabei por decidir que Economia era o caminho para mim, talvez por medo às saídas de Humanidades, talvez por receio de desiludir os restantes, no entanto, ainda que a minha decisão tenha sido influenciada por terceiros, penso que tomei a decisão correta. Em todos os cursos há uma disciplina que gostamos menos, no meu caso é Matemática A (a nota mais baixa que tenho, com 4 valores de diferença da segunda mais baixa).

Com isto, quero apelar a duas coisas. Seja qual tenha sido a vossa escolha, ela não é definitiva. Temos 14/15 anos quando fazemos a escolha, desde quando é que é suposto termos certezas? Caso não tenham conhecimento, até ao final do 1º período podem mudar de área sem perder o ano, o que é ótimo para pessoas que escolheram mal e não se identificam com o curso. Para além disso, onde é que está escrito que o que estudamos no secundário tem que ser obrigatóriamente aquilo que temos que seguir no Ensino Superior e ser para o resto da vida profissional toda?

Também quero reforçar algo. Nunca, mas nunca se achem superiores perante aquilo que escolheram. Todos os cursos têm a sua dificuldade, há cursos para os quais se pode ir independentemente da área que se escolhe, não se pode assumir que se o outro tivesse ido para a outra teria sido mais fácil, pois podia nem ser verdade. Todos somos bons ao que somos, o que para uns é fácil, para outros nem tanto.

Por outro lado, aproveito para compartilhar um episódio que me irritou bastante que se sucedou há umas semanas. Estive com um grupo de pessoas que se encontram agora no 11º ano na área de Ciências e Tecnologias e pronto, eu não estou a dizer isto para me "armar", mas contra factos não há argumentos, e a realidade é que eu tive uma média superior (consideravelmente até) à delas. Começaram a dizer que paguei as notas e que os meus testes são fáceis e os delas são mais difíceis, juro que só faltava dizerem que os meus testes de Biologia são mais fáceis que os delas (o que seria estúpido porque nem tenho a disciplina). A certo ponto indiretamente chamaram-me burra e diminuiram-me dizendo exatamente isto "Se estivessem em Ciências logo vias". É assim, por alguma razão eu escolhi Economia e estou bastante bem, não paguei por nenhum resultado mereci cada um deles e trabalhei para cada um deles também. Se tenho uma média mais alta é porque o meu estudo foi mais eficaz ou porque elas tiveram uma má adaptação, de qualquer forma não interessa.

Tudo isto para exemplificar o quão irritante estes "confrontos" pode ser. Sei que este post pode ter sido um pouco à toa, mas precisava mesmo de falar acerca do tema pois tenho sido confrontada regularmente por este tipo de "discriminação". Com isto tudo, e retendo apenas o essencial, as principais dicas para viver esta nova fase são não nos guiarmos pela cabeça dos nossos amigos, não vivermos agarrados ao pensamento limitado que as pessoas têm, mas também não praticar esse mesmo pensamento. Como podem imaginar, eu não gostei de ser minimizada, e certamente vocês também não gostariam de ser.

Enfim, sei que comecei esta série comercial de Back to School de forma demasiado filosófica, mas senti a necessidade de deixar bem claro aquilo que me irrita. 

Aproveito e pergunto se já vos aconteceu semelhante ou se já se depararam com situações destas assistindo ou interagindo. Gostava de saber melhor o outro lado da medalha.

 

07
Ago18

Tag | TMI

Há uns dias a Sofia nomeou-me para esta tag que me cativou imenso, por isso agradeço imenso, responderei às perguntas com grande entusiasmo. Portanto vamos lá a isto!

 

1) Que roupa estás a usar neste momento?

Um vestido de praia bastante indecente para ser vestido sem fato de banho/biquini/triquini por baixo. Que querem que faça com este calor? Usar uma camisola por baixo?

 

2) Já te apaixonaste?

Todos temos aquele amor ardente de adolescência que ao mesmo tempo é puro e inocente. Claro que eu não sou exceção.

 

3) Quanto medes?

Uma questão que me irrita profundamente, mas meço 1,59 e meio. Abreviando, meço 1,60m. Sim, eu sou uma pessoa baixinha.

 

4) Quanto pesas?

É assim, odeio falar de pesos mas aproveito para compartilhar que peso 73kg. É verdade, são 4kg a menos desde Abril (desleixei-me um pouco nas férias. Na escola é para levar mais a sério).

 

5) Tens tatuagens ou piercings?

Não e não pretendo nem posso ter. Graças a problemas de pele, nunca poderei ter, o que não me incomoda muito porque não gosto nada. Agora que é moda parece que todos fazem (#i'mnotafollower)

 

6) Qual é o teu OTP?

Opá, eu sou uma Maria Shipadeira, shippo tudo e mais alguma coisa. No entanto... acho que nada é mais icónico que Chuck e Blair em Gossip Girl (nem comento o ship name #chair)

 

7) Bandas favoritas

Sem dúvida Chase Atlantic, Imagine Dragons e ando a começar a pegar nos Bastille (Sofia, amiga, conseguiste passar o bichinho)

 

8) Cor favorita

Gosto de azul e pronto. Depois também gosto de vermelho (what better to be classy?), do amarelo e do laranja. Julguem-me o quanto quiserem, mas amarelo é uma das melhores cores do arco-íris.

 

9) Quanto tempo demoras no banho?

15-20 minutos, depende da estação do ano, do meu mood ou até do estado de espírito.

 

10) Quais são os defeitos que mais te irritam numa pessoa?

Não suporto gente com a Síndrome do Ordenado Mínimo. E isto não é um insulto a quem tem essa remuneração, até porque este "vírus" expande-se para pessoas quue podem até ser milionárias. Basicamente, resume-se àqueles chicos-espertos que se acham mais que toda a gente e que só eles é que sabem, então pensam que têm o direito imediato de criticar (e com isto falo destrutivamente) tudo e todos. Logo a seguir, vem aquele pensamento à avec no sentido de "Na França/Suíça é melhor!"

 

11) Último livro que leste

Catarina de Aragão por Phillipa Gregory. Excelente mulher, apesar de me faltar pouco menos de um terço do livro, posso concluir que ela sim era a verdadeira Rainha de Inglaterra e nos meus olhos, será sempre a única (não, eu não reconheço nem nunca vou reconhecer a Ana Bolena como Rainha).

 

12) Acessório favorito

Um colar de ouro branco/prata (não tenho a certeza do material) com uma pérola ou o medalhão de ouro com a Nossa Senhora, ambos jóias de família. Sem dúvida que tenho grande estima aos dois. É entre esses.

 

13) Quais são as qualidades que mais admiras na tua personalidade? E porquê?

Acho que a minha capacidade de ver além e de conseguir expressar os meus pensamentos é uma das minhas favoritas. Talvez também o meu sarcasmo, costumo dizer que estou sempre a fazer comentários sarcásticos (mais no sentido negro da coisa). No entanto, algo que acho que sou é boa amiga. Se vos considerar mesmo meus amigos, atendo-vos independentemente das horas que forem. Tenho várias amigas e até um ex-namorado meu que me chamaram às 3 da manhã e eu, independentemente do sono que pudesse ter, atendi-os. Se eu gosto, eu cuido.

 

14) Qual é a tua série favorita?

Epá, essa é difícil! Sou uma rapariga de séries, assim falando da atualidade e esquecendo as séries que já vi ano passado, vou fazer um curto apanhado da coisa. Gosto muito de The 100 (amanhã vejo o último episódio da 5ª temporada, tenho que esperar alguns meses para a 6ª e estou mesmo ansiosa), SKAM (eu e a Sofia apoiamos #skamportugal) e Gossip Girl (aquele tipo de série que não consigo ver rápido demais porque é simplesmente demasiado bom para deixar de ver). O meu guilty pleasure é Sexo e a Cidade, who doesn't love it?

 

15) Ator/ atriz favorito/a?

Jennifer Lawrence, is that even a question? J-LAW IS A FREAKING QUEEN!

 

16) Qual foi a razão pela qual criaste o blog?

Eu criei o blog porque estava numa altura da minha vida em que me sentia deslocada. Toda a questão de ter que me acostumar a dinâmicas novas fez-me sentir-me só. Não me identificava com os colegas de turma (e ainda não me identifico), sentia que não tinha nada a ver comigo e que me tratavam com indiferença, como se o que dissesse fosse ridículo. Precisei de encontrar algum sítio em que pudesse criar algo meu que atraíria (quem sabe) pessoas com os mesmos interesses ou que pelo menos demonstrassem alguma tolerância perante a minha pessoa (e não desprezo).

 

17) Quais são as pessoas que falas regularmente?

Com algumas amigas do 9º ano, com a Sofia e com outras amigas.

 

18) O teu maior medo?

O meu maior medo é provavelmente falhar ou desiludir aqueles que contam comigo, isso e bichos. Tenho muito medo de bichos. E alturas.

 

19) Última música que cantaste

Como te Atréves dos Morat

 

E pronto estas foram as minhas respostas, eu não vou nomear ninguém. Se vocês quiserem façam para aí!

Espero que tenha dado para me conhecerem melhor ou para reforçar este conhecimento. Boas férias ou bom trabalho, se as tuas férias já acabaram.

 

06
Ago18

Back to School | Já? Porquê?!

Olá!

Perante o título muitos de vocês já devem estar a coçar a cabeça. Back to School? No início de Agosto? Enfim, até a mim me dá uma dorzinha no coração.

Sucede-se que para maioria das pessoas Agosto é um mês de férias e puro relaxamento (o que acaba por ser a razão da minha ausência. Tenho três momentos de férias com diferentes membros da família e não quero estar agarrada ao computador), para mim também é, e essa é a razão pelo qual eu começo esta "temporada" tão cedo.

Para quem não sabe, eu começo a escola no início de setembro (e com isto eu digo logo nos primeiros dias), o que me faz querer falar desta fase, mas também descansar um pouco antes de ir e gerir a rotina.

Por isso, durante as próximas semanas vão sair alguns posts (não posso dizer datas, vai depender de quando puder) acerca do tema, dando-me assim uma última semana para descansar e também para rever alguma coisa (muito levemente que não sou cá de estudo intensivo nas férias #preguiçosa).

 

 

31
Jul18

Comecei a ver Game of Thrones

Depois de anos e anos a fio a ouvir falar sobre esta série que é descrita pelo meu próprio pai como merecedora de comprar e manter os DVD's em casa (mas quem é que ainda compra DVD's hoje em dia?), eu decidi ceder e ver um episódio de GOT. E posso dizer que agora entendo. Entendo toda a euforia dos novos episódios.

Vi apenas um episódio e já tive muitos spoilers, no entanto, confesso que me cativou a continuar (o que acabei por não fazer por uma questão de tempo, não tem sido abundante nos últimos dias). Baseado no que sei já tenho uma personagem favorita, e não, eu não sou clichê o suficiente para dizer que é a Daenerys Targaryen ou a Arya Stark, mas quando eu vir mais episódios pode ser que afirme qual é, por agora permanecerá um segredo para todos.

Enfim, com isto arranjei um furinho na agenda e vou ver se vejo mais um episódio. Estou bastante curiosa. Quem aqui também já viu ou está a ver GOT?

30
Jul18

O ser um modelo a seguir

Ser um modelo para alguém é algo que me assusta e é uma pressão que carrego comigo todos os dias. Decidi abordar o tópico porque sei que desse lado se encontram pais, irmãos, primos, tios, padrinhos e sabe-se lá quantos mais graus de parentesco estabelecem com alguém,

Desde criança que ser um modelo a seguir se tornou a minha realidade. Dentro do pessoal próximo da minha idade, não sou a mais velha, mas dentro da geração de 2000 eu sou a referência. Isto porque de ser a "jóia" (o meu falecido tio-avô tinha o hábito de me tratar assim. Esteja em eterno descanso) da família, o bebé, no espaço de 11 meses deixei de o ser. No entanto, não foi até eu ter cerca de 5 anos que fui confrontada com o facto de estar sempre no meu melhor, já que eu ia ser a irmã mais velha, ainda mais de uma menina.

Com o tempo habituei-me a esta ideia, mas na minha inocência, eu ainda não compreendia propriamente o que significava e a responsabilidade que com o "cargo" vinha. Esta tem sido a minha vida desde há mais de 10 anos, estar sempre no meu melhor para ser um modelo para a minha irmã e para a minha prima pequenina (somos uma família em que a maioria é do sexo masculino, há poucas mulheres. Provavelmente só eu, a minha irmã e duas primas nossas, de resto são tudo rapazes).

Isto traz-me ao que têm sido os meus últimos dias. Almoços e jantares com a família, ou pelo menos uma parte dela. Sofro do mal de gostar dos meus primos mas de eles serem pequenos demais para entender que eu não tenho a mesma idade que eles, logo chega a um ponto que a minha paciência e energia acaba quando eles começam a insistir para que brinque a coisas que até o meu tamanho nem permite já.

Ontem tornei-me mais consciente que a minha prima, apesar de passar maior parte do ano na Suíça, olhar para mim como uma espécie de irmã mais velha que lhe faz penteados, lhe ajuda a escolher roupas e até mesmo que fala com ela e ouve tudo o que ela tem para dizer sobre a escola e as amiguinhas. É uma relação bastante diferente da que tenho com a Nônô, ela basicamente isola-se e já não quer saber de mim, eu não reclamo porque o sentimento é meio que mútuo. Pouco falamos e só estamos juntas quando é hora de comer à mesa. Talvez advenha do fator tempo, passo umas quantas semanas com a minha prima durante o ano, passo 365 dias a viver debaixo do mesmo teto que a minha irmã.

Tudo isto para dizer que isto de ser um modelo a seguir acaba por tornar-se uma pressão muito grande. É o ter que saber falar com toda a gente, ter que fazer fretes quando simplesmente me aborreço e me quero ir embora para a minha casa, o facto de a comida chegar a um ponto que é demasiado pesada para eu comer, e tantas outras coisas que me chateiam nestas reuniões de família. Chega a um ponto que fico descontente mas que não posso manifestar este meu descontentamento, acho que até certo ponto todos já nos encontrámos numa situação semelhante àquela pela qual estou a passar.

Enfim, isto saiu um pouco sem sentido algum mas precisava de dizer alguma coisa. Estou a rebentar pelas costuras, quero dizer alguma coisa e inventar uma desculpa qualquer para não comparecer, mas sei que não é possível porque ficaria mal e claro a desculpa dos meus pais para este meu comportamento controverso é sempre a questão do modelo a seguir.

Espero não ter aborrecido demasiado com o meu desabafo, mas precisava de desabafar e deitar tudo cá para fora mesmo. Estou cansada da mesma rotina e das mesmas desculpas de chacha.

28
Jul18

The Intern | A experiência vem com a idade

Ao longo desta semana consegui arranjar um furinho na minha agenda para fazer algo que já não fazia há algum tempo - procurar um filme e relaxar enquanto o via.

Desde o ano passado que me tornei uma pessoa de séries. Cada vez que tenho tempo (e também para aproveitar para criar assunto para posts) vejo sempre as minhas séries, tenho uma de quase todos os géneros, mas não é sobre séries que vim falar hoje. Em vez das típicas séries, trago um filme que já saiu há uns anos mas que foi recomendado por uma youtuber que sigo (sou a única que vai ver os vídeos antigos de certos youtubers?).

O filme chama-se "The Intern" e retrata realidades bastante controversas e paralelas, e tem como protagonistas Anne Hathaway e Robet De Niro (acho que só por aqui já podemos ter a certeza que o produto final não pode ser classificado como menos de "excelente").

 

Sinopse:

Ben Whittaker (Robert De Niro) é um viúvo com 70 anos que descobriu que a reforma não é tudo aquilo de bom de que as pessoas falam. Aproveitando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sénior de um site de moda, - About the Fit - criado e gerido por Jules Ostin (Anne Hathaway), com quem cria uma forte amizade.

 

Review:

Considerei o filme uma espécie de comédia leve agregada a um misto de emoções que são capazes de nos deixar em lágrimas. É uma história bastante interessante que nos transporta para aquilo que cada vez mais é o século em que vivemos. Uma cena que adorei foi quando Ben e Davis - um jovem estagiário que começa a desempenhar as suas funções no mesmo dia que Ben - ocupam as respetivas secretárias. Ao passo que Davis retira apenas instrumentos tecnológicos e os coloca em cima da mesa, Ben coloca em cima da mesa todos os componentes que já estão incluidos no computador.

Acompanha também a jornada de Jules como a criadora de um projeto, uma mãe, uma esposa, uma mulher com uma carreira brilhante que reúne todas as condições para continuar a crescer juntamente com o seu projeto, e como a sociedade a encara. Tal como já referi em reviews de filmes anteriores, não é comum vermos uma mulher no poder, muito menos a largar a vida de dona de casa e a deixá-la para os maridos. 

Por outro lado, podemos ver um pouco de Ben e como a sua experiência de vida acaba por ajudar Jules em termos profissionais, mas também pessoais. É interessante ver como as gerações mais jovens não ouvem as opiniões dos mais velhos graças à sua arrogância e às suas ideias pré-concebidas (eu própria sou reflexo da estupidez da minha geração), mas quando realmente erram e ouvem os conselhos que aqueles que viveram mais anos que eles, acabam por admitir toda a sabedoria que estão por trás dessas palavras.

Assim, posso dizer que recomendo este filme a 100% para quem está disposto a disfrutar de umas boas duas horas e a divertir-se, aproveitando também a simbologia que se encontra nesta longa-metragem - a experiência de vida é, por vezes, superior que aquela adquirida a partir da Educação. A competência não se mede a partir dos números das classificações dos testes, mede-se a partir da capacidade de atuar quando é necessário e de entender quando esse momento chega.

Uma vez mais, se despertei o interesse de alguém (ou se não despertei pode ser que isto desperte), deixo aqui o trailer:

 

 

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